sexta, 21 janeiro 2022
quarta, 01 dezembro 2021 22:53

Jovem estremocense Mauro Pinto vence Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo

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Mauro Pinto, para além de receber o valor pecuniário de mil euros, verá a obra “Época da Laranja” editada em livro Mauro Pinto, para além de receber o valor pecuniário de mil euros, verá a obra “Época da Laranja” editada em livro DR

Com a obra “Época da Laranja”, o jovem estremocense Mauro Pinto conquistou a edição de 2021 do Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo, uma iniciativa conjunta entre a Livraria Arquivo e a Fundação da Caixa Agrícola de Leiria.
 
Como vencedor do Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo 2021, Mauro Pinto, para além de receber o valor pecuniário de mil euros e um objecto em cerâmica concebido e produzido pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, verá a obra “Época da Laranja” editada em livro.
 
O júri desta terceira edição do Prémio de Poesia foi composto por Carlos André, Cristina Nobre, Inês Fonseca Santos, João Paulo Cotrim e José Mário Silva.
 
Mestre em Engenharia Biomédica, Mauro Pinto, de 28 anos, é aluno de doutoramento em CIências e Tecnologias da Informação e professor assistente convidado no Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra. Nas horas livres, para além de ser locutor na Rádio Universidade de Coimbra, frequenta aulas de teatro numa companhia de teatro da cidade dos estudantes.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com Mauro Pinto, que nos falou sobre si, sobre o prémio que agora conquistou e sobre o seu futuro literário. A cidade de Estremoz não ficou de fora desta breve conversa, nem o Alentejo, ou não se apresentasse Mauro como “alentejano. Serei sempre alentejano”.
 
Ardina do Alentejo – Para quem não o conhece, gostávamos que se apresentasse… Quem é o alentejano de Estremoz, Mauro Pinto?
Mauro Pinto (MP) – Vivi em Estremoz até aos dezoito anos. Seguiu-se a Universidade. Fui estudar para a Universidade de Coimbra, onde tirei a Licenciatura e o Mestrado em Engenharia Biomédica, com especialidade em Bioinformática. Durante esse tempo, entrei para a Rádio Universidade de Coimbra onde fui técnico de som e agora sou locutor. 
Actualmente, sou aluno de doutoramento no Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra, onde sou também professor assistente convidado.
No meu doutoramento, investigo maneiras de prever crises epiléticas com algoritmos evolucionários e com inteligência artificial, usando a actividade elétrica do cérebro. Frequento também, como um outro hobby, aulas de teatro numa companhia de teatro em Coimbra.
 

É em Estremoz que vive a minha família. Para além da família, tenho em Estremoz amizades para a vida.

Ardina do Alentejo – Surpreendido com o prémio alcançado com “Época da Laranja”?
MP – Muito surpreendido e feliz. Tal como o júri disse, não é nada fácil atribuir um vencedor em prémios literários. Não há vencedores na literatura. Não se trata de uma competição. Não creio que existam derrotados. Ganhamos sempre algo ao concorrer. Por isso, aproveito esta oportunidade para dar os parabéns a todos os que participaram. Parar para escrever, reflectir, e submeter algo tão íntimo é tarefa de grande coragem.
 
Ardina do Alentejo – Em termos literários, vamos ouvir falar mais do Mauro?
MP – O “Época da Laranja” será publicado no próximo ano, em 2022. Antes disso, acabo de publicar o meu primeiro livro de poesia: “Professor de Educação Física”, pela editora Douda Correria, que tem sessão de lançamento no dia 11 de Dezembro, às 17 horas, no Teatro A Barraca, em Santos, Lisboa. Estou muito grato ao Nuno Moura (editor da Douda Correria) pela oportunidade.
 
Ardina do Alentejo – E a cidade de Estremoz? Ficou definitivamente para trás?
MP – Venho a Estremoz algumas vezes por ano, especialmente em alturas festivas. É em Estremoz que vive a minha família. Para além da família, tenho em Estremoz amizades para a vida. Sempre que venho, aproveito para ir ao mercado ao sábado, onde compro, quase sempre, livros aos alfarrabistas. Apesar de gostar muito da cidade, não está nos meus planos voltar a viver em Estremoz.
 
Ardina do Alentejo – A quem for ler esta entrevista, que mensagem lhes deixa?
MP – Foram muitos os que me felicitaram pelo prémio. Estou muito grato por todo o carinho e pela divulgação. O meu muito obrigado. Apesar de viver em Coimbra há já cerca de 10 anos, apresento-me sempre como alentejano. Serei sempre alentejano.
Modificado em quinta, 02 dezembro 2021 00:59

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