domingo, 22 maio 2022
quinta, 27 janeiro 2022 15:41

Galeria de Arte Howard's Folly apresenta a exposição de pintura "Terra Nossa", de João Chambel

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Esta mostra vai estar patente ao público até ao dia 27 de Março Esta mostra vai estar patente ao público até ao dia 27 de Março DR

Está patente ao público, na Galeria de Arte Howard´s Folly, em Estremoz, a exposição de pintura de João Chambel, intitulada “Terra Nossa”.
 
Trata-se de uma mostra composta por 40 quadros, onde o Alentejo é retratado nas mais diversas vertentes, quer seja mostrando um monumento, um monte ou o casario, mas onde também se podem encontrar obras sobre Lisboa, o Porto ou o Montijo.
 
Ardina do Alentejo marcou presença na inauguração da exposição, que decorreu no passado sábado, 22 de Janeiro, e esteve à conversa com João Chambel.
 
João Chambel referiu à nossa equipa de reportagem que não se considera um pintor, nem um artista, mas sim “uma pessoa que tem interesses multifacetados” e que faz da pintura “um escape para aquilo que no dia-a-dia me vai causando algum stress. Há na minha pintura qualquer coisa relacionado com a minha personalidade, que tem a ver com esta linearidade, organização, gosto de cumprir horários, gosto das coisas organizadas e não gosto de imprevistos. Não era capaz de fazer nada abstracto, tem de ser alguma coisa concreta e com algum rigor”.
 
Quando questionado sobre o que é que tem de acontecer para que esta exposição seja considerada um sucesso, João Chambel salientou que “só tem de acontecer uma coisa: Que as pessoas que venham cá digam que gostaram. Não preciso de mais nada e não tenho outra ambição senão de que as pessoas gostem de ver tanto quanto eu gostei de fazer. Se as pessoas me disserem «gostei», «está giro», para mim está alcançado o meu objectivo”.
 
O Alentejo toca profundamente a pintura de João Chambel porque “o Alentejo é simples, o Alentejo é simplicidade e como eu sou uma pessoa que gosta das coisas lineares e das coisas organizadas, há no Alentejo um traço de simplicidade que acaba por estar reflectido na minha exposição. Não há o caos das cidades, a confusão. Agrada-me a parte estética, esta tranquilidade, estes horizontes, com relativamente pouca cor, mas há muito este contraste que me fascina”.
 
João Chambel asseverou que foi recebido em Estremoz “de uma forma excelente, como sou recebido em quase todo o Alentejo, diga-se de passagem, mas aqui encontrámos pessoas fantásticas. Esta equipa que aqui está é fantástica, desde as pessoas mais acima na estrutura, até às pessoas mais abaixo. Fantástico. Muito bem recebido”.
 
Na primeira pessoa, João Chambel convidou todos os leitores do Ardina do Alentejo a visitarem a exposição “Terra Nossa”: “Estamos no Alentejo e esta é uma exposição essencialmente inspirada no Alentejo. Não estamos descontextualizados, estamos no sítio certo, podia ser em qualquer outro local do Alentejo, mas estamos no sítio certo. Passem por cá, desfrutem e nunca é demais apreciar arte”.
 
Esta mostra, que contou na cerimónia de inauguração com a presença de José Daniel Sádio, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, de Hugo Guerreiro, Chefe de Divisão da Área Cultural da Câmara Municipal de Estremoz, de Howard Bilton, empresário inglês, proprietário do espaço onde decorre a exposição, e de vários amigos de João Chambel, vai estar patente ao público até ao dia 27 de Março.
 
A exposição “Terra Nossa”, à semelhança de outras mostras que aconteceram na Galeria de Arte Howard´s Folly, tem também a sua vertente solidária, na medida em que uma percentagem da venda de cada uma das obras reverte a favor da Sovereign Foundation, fundação que procura ajudar as crianças mais carenciadas.
 
O AUTOR
João Manuel Chambel Gonçalves Pedro, nasceu em Luanda, Angola, em 7 de Outubro de 1963, onde viveu até aos dez anos, e reside no Montijo desde 1974. É professor do 1º ciclo desde 1984, exercendo atualmente funções no Agrupamento de Escolas de Montijo. É casado e tem um filho.
 
Nos tempos livres, gosta de se dedicar à pintura, como autodidata, privilegiando essencialmente um estilo figurativo arquitetónico, inspirado sobretudo pelas terras do Alentejo. Participou já em inúmeras exposições colectivas, estando representado em algumas coleções particulares em Portugal e no estrangeiro. Paralelamente tem feito trabalhos como cenógrafo para os musicais apresentados no Montijo desde 2017 pela academia Dance Fusion.
 
Desde há muito que vem aliando também o seu gosto de sempre pela leitura ao da escrita, nomeadamente na área do conto e da poesia, tendo vencido o Prémio Literário Dr. Horácio Bento de Gouveia em 2005 (conto), promovido pelo Município de S. Vicente - Madeira, e o Prémio Literário António Celestino em 2020 (conto), promovido pelo Município de Póvoa de Lanhoso, entre outros prémios. Tem alguns contos e poesias publicados também em obras coletivas.
 
Complementa os seus interesses pessoais com a fotografia e com o prazer de viajar.
 
 
Modificado em quinta, 27 janeiro 2022 16:15

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