sexta, 19 julho 2019
sexta, 17 maio 2019 12:43

Peregrinos fazem balanço de caminhada de fé até Fátima

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Peregrinos carregaram na Cruz que transportavam, ao longo dos cerca de 200 quilómetros de jornada, o nome da cidade branca do Alentejo Peregrinos carregaram na Cruz que transportavam, ao longo dos cerca de 200 quilómetros de jornada, o nome da cidade branca do Alentejo DR
37 peregrinos, oriundos de Estremoz e de vários concelhos vizinhos, acompanhados por cinco elementos que compunham a sua estrutura de apoio, saíram de Estremoz, no dia 8 de Maio, bem cedo, e chegaram a Fátima, na tarde do dia 12 de Maio, após uma caminhada de fé e devoção a Nossa Senhora de Fátima.
 
Carregaram na Cruz que transportavam, ao longo dos cerca de 200 quilómetros de jornada, o nome da cidade branca do Alentejo. Mas que fé é esta que os leva a caminhar, durante cinco dias, ao sol e à chuva, mais de duas centenas de quilómetros, para chegarem à Cova da Iria, a um dos mais venerados santuários marianos em todo o mundo?
 
Para o peregrino Pedro Ferreira, a participação nesta caminhada surge derivado “de uma promessa que fiz há 3 anos, quando o meu filho teve um problema de saúde. O problema, graças a Deus, foi resolvido e faltava eu fazer a minha parte”.
 
Pedro faz um balanço “muito positivo” destes cinco dias de caminhada, salientando que “foi tudo cinco estrelas”.
 
Questionado se o espírito de grupo é uma constante, não tem problemas em afirmar que “o espírito de grupo partiu connosco logo de Estremoz, sem quase nos conhecermos uns aos outros. Há uma união muito grande, uma ajuda constante entre todos, nem que seja uma palavra de ânimo. Tivemos também um apoio incondicional dos organizadores e do pessoal de apoio que nunca deixaram que nos falte nada”.
 
Dirigindo uma mensagem a todos aqueles que nunca fizeram uma caminhada a pé até Fátima mas que a estão a pensar fazer no futuro, o estremocense Pedro Ferreira refere que o mais importante é que a faça “com vontade e de espírito aberto. Que a faça, se possível, sem ser por promessa, porque aí o peso é maior e ao mínimo obstáculo o psicológico de cada um pode ir-se muito a baixo”. Terminada a sua primeira caminhada de fé até Fátima, Pedro Ferreira confidenciou-nos que “só já penso na próxima”.
 

Mas se no caso de Pedro Ferreira esta foi a primeira caminhada, o mesmo não se pode dizer de Tânia Balejo.
 
Para esta habitante de Santo Amaro, no concelho de Sousel, este foi o sexto ano em que participou na peregrinação a Fátima, sendo que “um dos anos fiz a caminhada por promessa, mas os restantes foi por vontade própria”, salientando que “no primeiro ano que fiz foi por querer muito fazer esta experiência e desde então que ficou cá o bichinho e sempre uma vontade de voltar todos os anos”.
 
Fazendo um balanço da caminhada de 2019, Tânia refere que “esta peregrinação foi de uma forma geral muito positiva porque o grupo era fantástico e com pessoas muito acessíveis e sempre com o espírito de ajudar o próximo”.
 
Igualmente questionada se o espírito de grupo é uma constante, Tânia asseverou que “sim, desde o primeiro ao último dia, sempre com aquele espírito de camaradagem, companheirismo, amizade e sempre a entreajuda de uns com os outros, e principalmente, muita fé...
 
Para todos aqueles que nunca fizeram uma caminhada a pé até Fátima mas que a estão a pensar fazer no futuro, a mensagem desta peregrina do concelho de Sousel é de que “vão sempre com muita fé, com muito espírito de grupo, e que aproveitem bem estes cinco dias incríveis, porque é uma sensação única”, nunca esquecendo que é necessário que “façam uma preparação uns meses antes porque não é só dizer que vou a Fátima, porque é uma viagem dura, mas quando se vai com muita força de vontade e muita fé no coração, tudo se torna mais fácil”.
 
Mas para que estas peregrinações aconteçam e para que tudo esteja previsto e tratado, como os almoços e os locais de pernoita, tem de existir uma coordenação, os chamados “organizadores”. No caso da peregrinação estremocense, e pelo segundo ano consecutivo, a organização esteve a cargo da dupla Jorge Camões e Justina Rebola.
 
Para a estremocense, o balanço desta caminhada de 2019 é “muito positivo, e a meu ver, foi muito gratificante”. 
 
Questionada se é difícil organizar toda a logística inerente a esta caminhada, Justina refere que “sim, é muito difícil mas com muita vontade e fé, com as diversas ajudas locais, com ajudas nas localidades onde pernoitamos, e dos restaurantes onde comemos, tudo é possível. A logística é muito grande mas tentamos que nada falte aos nossos peregrinos“.
 
Justina também quis endereçar uma mensagem para todos aqueles que nunca fizeram uma caminhada a pé até Fátima mas que a estão a pensar fazer no futuro: “A mensagem é simples, muita fé!”, acrescentando que “todos, sejam mais ou menos católicos, sejam mais ou menos crentes, deveriam fazer esta caminhada pelo menos uma vez”.
 
Aproveitando a oportunidade concedida pelo Ardina do Alentejo, Justina Rebola fez questão de agradecer “à Paróquia de Santo André, nomeadamente ao Pároco Fernando Afonso e ao Diácono Marco Sala, às empresas Ricardo Pico Transportes, Estremozfrutas e João Portugal Ramos, à Câmara Municipal de Estremoz, aos Bombeiros Voluntários de Estremoz, e a alguns particulares (eles sabem quem são) que com pequenos gestos nos dão uma enorme ajuda”. 
 
 
Modificado em sexta, 17 maio 2019 15:26

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