domingo, 17 dezembro 2017
O Concerto Mais Pequeno do Mundo, iniciativa da Rádio Comercial que pretende levar os fãs mais fãs de um determinado artista a assistirem a um concerto do seu ídolo, passou pelo Alentejo, mais concretamente por Évora, no passado fim-de-semana. E como não poderia deixar de ser, a equipa de reportagem do Ardina do Alentejo, constituída por Pedro Soeiro, Ivo Moreira, e Gonçalo Dourado não faltou.
 
A unidade hoteleira de quatro estrelas, Vila Galé Évora, foi o palco escolhido para a realização do Concerto Mais Pequeno do Mundo com Diogo Piçarra. O autor de “Dialecto” e “História” cantou para 20 ouvintes da estação, durante aproximadamente uma hora. Foram 12 os temas interpretados pelo vencedor do programa da SIC, "Ídolos", em 2012, que pode ouvir este sábado, dia 25 de Novembro, na Rádio Comercial, a partir das 18 horas. A repetição do Concerto Mais Pequeno do Mundo acontece Domingo, às 17 horas.
 
Luísa Barbosa: "A experiência do Concerto Mais Pequeno do Mundo é única"
 
A apresentação do Concerto Mais Pequeno do Mundo esteve a cargo de Luísa Barbosa. A radialista, que já fez parte do programa da manhã da Rádio Comercial e que já foi apresentadora do Fama Show, da SIC, e que agora se dedica aos programas radiofónicos durante o fim-de-semana na estação liderada por Pedro Ribeiro, esteve à conversa com o Ardina do Alentejo.
 
Ardina do Alentejo – Este é também o intuito da Rádio Comercial, estar mais próximo dos ouvintes e ao vivo?
Luísa Barbosa – Sem dúvida. E parte do ADN da Rádio Comercial também é criar experiências e a experiência do Concerto Mais Pequeno do Mundo é única. É pegar nos fãs mais fãs de cada artista e dar-lhes acesso a uma experiência incrível que é estar tão perto do seu artista favorito num concerto que é único, pensado para este dia e para este palco.
 
Ardina do Alentejo – E a Luísa? O que achou deste Concerto Mais Pequeno do Mundo?
Luísa Barbosa – A verdade é que este foi também o meu primeiro Concerto Mais Pequeno do Mundo, não foi só do Diogo. E eu adorei. É uma experiência que não se vai repetir e que é mesmo um privilégio podermos estar tão perto de um artista… o próprio artista sente-se de forma diferente por ter o público ali tão próximo e nós vimos isso com o Diogo, pela forma como interagiu com o público nesta sala.
Foi um sucesso sem dúvida. Houve muitos arrepios, não sei se houve lágrimas, mas talvez, houve muitos gritinhos, que é o que se quer, e houve muitas emoções.
 
Ardina do Alentejo – E por ser no Alentejo também é especial?
Luísa Barbosa – Eu adoro o Alentejo. Para mim é sempre especial voltar ao Alentejo, e então daqui a pouco quando for a altura do jantar espero notar que estou no Alentejo.
 
Diogo Piçarra: "O ano de 2017 foi o melhor ano, para mim, em termos musicais"
 
Depois daquele que foi o seu primeiro Concerto Mais Pequeno do Mundo, Diogo Piçarra falou à equipa de reportagem do Ardina do Alentejo. O balanço desta hora de concerto, o Diogo Piçarra do Ídolos e o agora ídolo Diogo Piçarra, o ano de 2017 e o futuro foram os temas abordados nesta conversa com um dos grandes nomes da música portuguesa da actualidade.
 
Ardina do Alentejo – É intimidatório um concerto assim com o público tão perto e tão a olhar para ti?
Diogo Piçarra – É um bocadinho mais constrangedor, sentimos o olhar das pessoas. É um pouco contraditório porque com menos gente deveria ser mais fácil. O que é um facto é que quando tenho duas mil pessoas ou mais à minha frente consegue ser mais fácil do que aqui. Aqui ouve-se tudo, sente-se tudo, qualquer erro que tu tenhas ou que faças as pessoas vão reparar. É preciso muito, muito cuidado e não sobrevalorizar este tipo de concertos porque são ainda mais importantes e é onde podes mostrar a tua voz, o teu potencial, e por que é que mereces estar onde estás.
 
Ardina do Alentejo – E correu bem?
Diogo Piçarra – Sim, correu muito bem, correu perfeitamente bem. E eu até gosto porque dá sempre para ter um bocadinho mais de contacto com as pessoas, falar um bocadinho, se pedissem mais uma música eu ficava aqui muito mais tempo, porque não há pressas e não há mascaras. É música apenas, pedes às pessoas para cantar e elas cantam e cria-se aqui um belo ambiente e creio que este concerto foi exemplo disso.
 
Ardina do Alentejo – O Diogo que actuou no Concerto Mais Pequeno do Mundo é um Diogo diferente daquele que venceu o Ídolos, em 2012?
Diogo Piçarra – É muito mais. Ainda sou um puto, mas em 2012 era ainda mais puto, com apenas 21 anos e a pensar que sabia tudo. Passamos a vida toda a dizer isso, que já sabemos tudo, mas nem que cheguemos aos 80 anos nós vamos saber tudo. Mas na altura é normal, pensamos que já sabemos cantar e ao ganhar um concurso é sinal que temos uma boa voz. Mas nunca me deixei enganar por isso, sempre soube que tinha muita coisa para aprender. Após as aulas em Londres, que foi o prémio do concurso, pude realmente perceber o potencial da minha voz, o que é que eu ainda não fazia, o que é que eu não sabia, onde é que eu podia melhorar… e ao longo da minha vida tenho conseguido isso, descobrindo coisas na minha voz que eu antes não fazia, e até morrer vou continuar a aprender a cantar, entre aspas, e a aprender a usar a minha voz de outras maneiras. E a prova disso é que um disco, que é o “Espelho”, é uma coisa, e o “Dois”, que é outro disco, é totalmente outra coisa, tanto em termos de letras como em termos de voz. E o terceiro disco vai ser também uma evolução vocal que espero que se note, porque é o normal da vida.
 

É preciso muito, muito cuidado e não sobrevalorizar este tipo de concertos porque são ainda mais importantes e é onde podes mostrar a tua voz, o teu potencial, e por que é que mereces estar onde estás.

Ardina do Alentejo – Já estamos a preparar esse terceiro disco?
Diogo Piçarra – Está sempre a ser preparado, o terceiro e o quarto… Os nomes já os tenho, é sempre assim, e as ideias e os conceitos, mas falta sempre desenvolver muita mais música, porque do todo tiramos apenas uma parte, escolhemos as músicas que fazem sentido juntas, que criam ali uma história, um conceito e uma coerência, e para esse terceiro disco ainda faltam mais dois aninhos. O “Dois” ainda agora saiu e tem muito mais para dar, principalmente agora a reedição, que tem um tema novo que é o “Mágico” e que tem uma versão do Elvis, que eu costumo usar no final dos meus concertos, diferente da forma que apresentei aqui, em que fica a tocar e eu vou-me embora, uma espécie de “Altro”, como se diz no teatro. E como esta reedição ainda tem um bocadinho mais para dar, daqui a um ou dois anos vou pensar no lançamento do novo disco.
 
Ardina do Alentejo – Estamos praticamente a finalizar o ano de 2017. Que balanço fazes deste ano?
Diogo Piçarra – Foi um ano inesquecível. Foi o melhor ano, para mim, em termos musicais. Nunca tinha tido tantos concertos, nunca tinha recebido tantas mensagens, e tantos convites. Nunca tinha pisado tantos palcos, não só em Portugal, como fora dele. Corri o mundo inteiro com este disco, e posso-te dizer que este disco, o “Dois”, mudou a minha vida completamente. O primeiro, o “Espelho”, foi algo mais certeiro, onde não arrisquei tanto, não só em termos de produção, como também em termos de música. Este segundo disco, com a electrónica, abriu-me as portas para outros públicos, outros concertos, outros festivais, e a prova disso foi que este ano fiz mais de 70 concertos, onde conheci muita gente e onde trabalhei com imensos artistas. Fica aqui uma grande responsabilidade para o ano de 2018.
 
 

 

Balões de Ar Quente pintam céu do norte alentejano

Escrito por quinta, 09 novembro 2017 21:48
Há 21 anos que o Festival Internacional de Balões de Ar Quente (FIBAQ) pinta - literalmente - o céu no norte alentejano. É o mais antigo evento do género a realizar-se em Portugal e tem raízes aqui ao nosso lado, na vila de Fronteira.
 
Até domingo e caso as condições climatéricas assim o permitam (principalmente o vento), cerca de 30 equipas, oriundas de Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Inglaterra irão fazer voos livres entre Fronteira, Alter do Chão, Campo Maior, Chança e Montargil
 
O arranque da 21.ª edição foi feito logo pelas primeiras horas da passada segunda-feira e as expectativas não podem ser as melhores. “Espero que seja um sucesso! Obviamente que quantas mais edições realizamos maiores são as responsabilidades e as expectativas. Esperamos agora que a meteorologia também ajude, é o único factor que não depende de nós. Mas as previsões são favoráveis para esta semana” referiu Aníbal Soares da organização que aproveitou para deixar o convite a todos os leitores do Ardina do Alentejo de assistir a um espectáculo dois em um: o de assistente e o de participante, embora o mais concorrido seja mesmo o de participante, não fosse este um evento gratuito e aberto a todos os que aceitem o irrecusável desafio de sobrevoar a planície alentejana.
 
Este ano o FIBAQ conta com várias novidades, entre elas uma prova de vinhos e vários voos cativos que é “uma maneira de proporcionar principalmente às crianças a oportunidade do seu baptismo de voo, onde o balão está preso por cordas no mesmo sítio, e vai subindo e descendo, cerca de 10, 15 metros” referiu o piloto e organizador, reforçando que isso só será realizado caso o São Pedro assim o permita, claro.
 
Além disso irão também haver duas night glows, um espectáculo multimédia que sincroniza as chamas dos queimadores com música. Será um no dia 9 em Alter do Chão e outro no dia 10 em Montargil.
 

 

Entre os dias 29 de Julho e 6 de Agosto, decorreu na vila de Redondo, a edição de 2017 das Ruas Floridas, aquela que é a mais reconhecida das tradições redondenses e que teve a sua génese na homenagem à padroeira do concelho.
 
Foram 36 as ruas que se vestiram a rigor, com diferentes temas, desde “A Quinta da Ovelha Choné” passando pelas “Cartas” ou pela “Caixa de Costura”, chegando ao “Fundo do Mar” e ao retrato fiel do filme de animação “UP Altamente”, entre muitos outros temas, cumprindo assim mais uma edição daquele que é o evento local com mais projecção a nível nacional e internacional impulsionando o nome do concelho e divulgando a região Alentejo.
 
O programa convidou a inúmeras expressões que fizeram representar a grande riqueza cultural do concelho desde a intemporalidade de José Cid, ao Hip-Hop de Capicua, ao Soul de HMB, ao Fado, ao Samba de Roda, ao Flamenco, ao Cante, entre muitos outros.
 
A edição de 2017 das Ruas Floridas de Redondo contou igualmente com a participação dos inúmeros grupos e associações locais, atestando assim a vitalidade cultural do concelho e que mais uma vez se reuniram para demonstrar o que de melhor se faz no concelho de Redondo.
 
No último dia das Ruas Floridas, o Ardina do Alentejo marcou presença no evento. Ao longo de mais de quatro horas e meia, debaixo de um calor tórrido, percorremos as 36 ruas, registando algumas das mais belas imagens do evento, para que não lhe faltasse nada, a si que é nosso leitor.
 

 

c/ Município de Redondo

O Rossio Marquês de Pombal, em Estremoz, foi o palco escolhido para a Cerimónia de Encerramento da Semana Distrital do Bombeiro, uma organização da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, que contou com o apoio do Comando Distrital de Operações de Socorro de Évora, da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e da Câmara Municipal de Estremoz, e que decorreu desde o passado dia 2 de Maio, um pouco por todo o distrito.
 
Da programação constaram diversas actividades, tais como a exposição de meios operacionais, sessões técnicas, simulacros e seminários, bem como a bênção dos capacetes.
 
A Semana Distrital do Bombeiro de Évora teve como objectivos divulgar a actividade dos Bombeiros, promover a sua imagem junto da população, exibir as valências e capacidades operacionais dos Bombeiros e valorizar o voluntariado junto da comunidade.
 
Em 2016, os Bombeiros do Distrito de Évora estiveram presentes no combate a mais de 450 incêndios, no auxílio às vítimas de perto de 500 acidentes rodoviários e em cerca de 16 mil ocorrências pré-hospitalar, o que reflecte o seu empenho e compromisso com as populações que servem.
 
A Cerimónia de Encerramento, que aconteceu no passado domingo, dia 14 de Maio, contou com as intervenções do Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, Inácio Esperança, do Comandante Operacional Distrital de Évora da Autoridade Nacional de Protecção Civil, José Ribeiro, do Vogal do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, Rui Rama da Silva, e do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Mourinha.
 
Durante a cerimónia, e comandada pelo 2º Comandante do Corpo de Bombeiros de Vila Viçosa, Paulo Alves, teve lugar uma formatura de bombeiros em parada, composta pelo estandarte da Federação Distrital de Bombeiros, com uma escolta do Corpo de Bombeiros de Montemor-o-Novo, um pelotão com os estandartes das Associações de Bombeiros do Distrito de Évora, uma companhia a três pelotões com Bombeiros Voluntários dos 14 Corpos de Bombeiros do Distrito de Évora (Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas, Viana do Alentejo e Vila Viçosa), e pelas fanfarras dos Corpos de Bombeiros Voluntários de Estremoz e Vila Viçosa.
 
No final das alocuções aconteceu um Desfile Motorizado de Veículos dos Bombeiros, composto por 17 veículos operacionais de diversos corpos de bombeiros, que encerrou as actividades celebrativas da Semana Distrital do Bombeiro.

Campo Pequeno abriu temporada ao mais alto nível

Escrito por terça, 11 abril 2017 17:36
No passado dia 6 de Abril, quinta-feira, a Praça de Touros do Campo Pequeno, que esta temporada comemora 125 anos de existência, recebeu a corrida inaugural do abono 2017 da praça lisboeta.
 
A corrida foi abrilhantada pela Banda de Música da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, que antes da função se iniciar, brindou Juan José Padilla, com a oferta da partitura e do registo áudio do pasodoble “Maestro Juan José Padilla”, composto em homenagem ao matador espanhol, também conhecido como “El Pirata”. e que pode escutar na página inicial do Ardina do Alentejo.
 
Na noite em que a nova coqueluche do aficionado português, o matador espanhol Juan José Padilla voltou a sair pela porta grande da primeira praça do país, o matador peruano Andrés Roca Rey deixou no ar que, estando em condições físicas de excelência, pode fazer muito melhor e empolgar ainda mais o exigente público do Campo Pequeno, e João Moura mostrou, apesar de alguns tímidos assobios e de alguns contratempos em ambas as lides, o porquê de lhe chamarem Maestro e de ser ainda um dos maiores cavaleiros tauromáquicos portugueses.
 
As pegas dos touros Vinhas, ocorridas ambas à segunda tentativa, estiveram a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, que esta temporada celebram 85 anos de vida.
 
Ardina do Alentejo marcou presença no Campo Pequeno e mostra-lhe agora algumas imagens da corrida inaugural da temporada de 2017 do Campo Pequeno. No final desta publicação, apresentamos também quatro vídeos com alguns momentos das actuações de João Moura, Juan José Padilla e Roca Rey, assim como das pegas realizadas pelo Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira.
 
Já de seguida, Ardina do Alentejo publica a crónica sobre a corrida inaugural da temporada de 2017 do Campo Pequeno, escrita por Miguel Alvarenga, director do "Farpas Blogue", e um dos mais conceituados críticos taurinos deste país.
 
Campo Pequeno abriu Temporada Histórica: Padilla, Padilla e só mesmo Padilla!
Juan José Padilla reafirmou e reforçou (e de que maneira!) o seu indiscutível estatuto de novo grande ídolo da aficion portuguesa, trono que não era ocupado por nenhum outro toureiro há uns bons trinta anos, desde os tempos de ouro vividos na praça da capital por “Niño de la Capea” e Ruiz Miguel e, anteriormente, por toureiros como Paco Camino, “Paquirri”, Dámaso González e “Currillo”.
 
Por outro lado, a corrida que ontem abriu a histórica temporada do 125º aniversário da inauguração da praça de toiros de Lisboa, com lotação esgotada, reafirmou também que estamos a viver a época de verdadeira e profunda revitalização do toureio a pé em Portugal, muito por obra e graça da aficion e do empenho da fantástica equipa que recolocou o Campo Pequeno no mais alto patamar da tauromaquia mundial, reforçando também o sucesso do regresso deste formato das corridas mistas. Uma ameaça ao toureio a cavalo? Não, de forma alguma. Apenas e só um aviso à navegação e um apelo aos nossos cavaleiros para que comecem rapidamente a dar corda aos sapatos, não continuem a ser sempre iguais e não se deixem ficar para trás. O tempo que vivemos é o tempo, outra vez, dos matadores e da definitiva entrega do nosso público ao regresso em força do toureio a pé. Mas é sobretudo o tempo de Padilla. Um ídolo incontestado, mercê da sua total entrega, do seu valor, da sua coragem à prova de balas, de bombas, de atentados, do que for, ele vive o maior momento da sua já longa trajectória, continua a defender e a exaltar que “o sofrimento faz parte da glória” e é um toureiro de uma entrega e de um profissionalismo que conquista, acredito, até o mais anti dos anti-taurinos que por aí andam. Não há ser humano que possa ficar indiferente a tanto arrojo, a tanta valentia - e a tanta arte.
 
Era aí que eu queria chegar. Não venham agora os puristas dizer que Padilla não toureia bem. Ontem, por ambos os lados, deixou na arena do Campo Pequeno a classe o saber da sua maestria, com um toureio profundo, com derachazos e naturais de mão baixa, mandando e templando, parando, dominando. Depois vieram os desplantes, os rasgos de uma desmedida coragem e de um domínio total sobre o perigo. Um colosso.
Nas duas faenas, demonstrou a sua versatilidade de toureiro completo, esteve enorme com as largas afaroladas de joelhos, toureando depois por elegantes verónicas e bonitas chicuelinas, poderoso com as bandarilhas, profundo com a muleta. Deu duas voltas à arena no seu primeiro toiro, um excepcional exemplar da ganadaria Varela Crujo, como os restantes lidados a pé, que foi até premiado com volta à arena e aplaudido pelo saber dos mais entendidos. No segundo toiro, também de boa nota, Padilla deu três voltas e assim assegurou a terceira saída aos ombros pela porta grande da primeira praça de toiros de Portugal, que é hoje também das primeiras do mundo.
 
Em todos os pormenores deixou bem patente o seu muito profissionalismo. Quando dava a volta à arena, fez questão de ir à trincheira abraçar um a um os Forcados de Vila Franca, que lhe tinham brindado e a Roca Rey a segunda pega - e só por pouco não se enfileirou também entre eles para realizar a sorte, quis fazê-lo, esteve vai não vai para ir com os forcados, mas depois Roca Rey não o quis acompanhar e ficaram-se pela trincheira.
A segunda faena brindou-a ao Maestro Vitor Mendes, por quem confessou na noite em que lhe entregámos o Troféu “Farpas”/“Volapié” a sua mais profunda admiração. O público levantou-se e rendeu homenagem, numa prolongada ovação, a Vitor Mendes. E Padilla voltou nesse momento a ficar com o público na mão, como no ano passado quando brindou a Ricardo Chibanga. É um verdadeiro “show-man” e é, acima de tudo, um grande toureiro!
 
Roca Príncipe a caminho de ser Rey
O peruano Andrés Roca Rey vai ser também um toureiro grande. Para já é um Príncipe Encantado a caminho de ser um verdadeiro Rey. Só a pisar a arena vê-se que vai ali um Toureiro!
 
É certo que não foi bafejado pela sorte nos dois toiros do seu lote, mais parados, se bem que nobres, mas sem transmitir. Mas também é certo que o toureiro se limitou a cumprir, sem ter ido mais além, sem ter justificado as expectativas e o enorme alarido que rodeiam o seu nome, o seu bonito e elegante toureio estético, as suas constantes colhidas, o seu perfil para ser um novo José Tomás.
 
Roca Rey toureou muito bem, quer de capote, quer de muleta. Mas foi igual a tantos outros, não teve o impacto que se esperava, não trouxe nada de novo e não adiantou nada. Melhor explicando: não se destacou. Esperava-se muito mais e ele limitou-se à vulgaridade - sem que isso diminua a grandeza e a imensa arte da forma como sente e interpreta o toureio. Um dia será. Ontem não foi.
 
Claro que não é fácil triunfar ao lado de um furacão como Padilla. Mas aos grandes toureiros nunca importou ou afligiu os companheiros de cartel. “El Cordobés” foi quem foi e triunfou ao lado dos monstros da sua época, como Camino, Ordoñez, Puerta, “Antoñete” e tantos mais. Há que ser diferente - como Padilla é. Roca Rey foi ontem apenas e só um toureiro de bom gosto e de belíssimo conceito, mas igual a muitos outros que já por aqui passaram. Não deixou marca. Faltou o dom. Ficou só a arte.
 
Maestria Mourista e muitos contratempos
João Moura foi brindado com uma calorosa ovação de respeito quando no final atravessou a arena do Campo Pequeno - mas a sua noite não foi a noite que ele sonhara e que todos esperavam.
 
Uma aparatosa queda por escorregadela do cavalo quando rematava o segundo ferro comprido no toiro de Vinhas que abriu a noite provocou o susto na praça e só por milagre não deitou por terra a vontade com que o Maestro vinha de triunfar, bem patente no gesto de ter mandado recolher os bandarilheiros e ter esperado o toiro no meio da arena, perfilado sózinho diante da porta dos sustos, numa atitude que demonstrou desde logo a intenção com que vinha de fazer a diferença, qual miúdo principiante com o desejo de se afirmar.
 
Depois da queda - que não terá sido propriamente a queda de um ídolo, mas... -, que felizmente não teve consequências de maior, recompôs-se e encastou-se, superou o incidente, aproveitando as boas investidas do Vinhas e colocando ferros da sua marca, agigantando-se com nos melhores tempos, a entrar pelo toiro dentro e a rematar com o temple e o saber estar de uma maestria e sabedoria que ainda fazem dele uma indiscutível referência.
 
No segundo toiro as coisas não correram de feição, foi uma lide com altos e baixos e que terminou com divisão de opiniões e sem volta à arena, depois de no último ferro ter deixado o toiro tocar o cavalo.
 
Os anos pesam e a compleição física de João Moura talvez fosse agora a justificação mais que necessária para repensar, para se pôr de novo em forma e para regressar em força - porque a casta, a raça, o saber e a maestria, isso são atributos que os anos não deixaram perder. E, apesar de tudo, Moura ainda é Moura.
 
Forcados “à segunda” sem perder o brilho
Grupo triunfador da última temporada no Campo Pequeno, os Amadores de Vila Franca executaram as duas pegas da noite ao segundo intento. Os Vinhas não fizeram mal em demasia, mas investiram que nem comboios e atrasaram-se a arrancar, tendo os forcados que os ir buscar aos seus terrenos.
 
A primeira pega foi executada pelo cabo Ricardo Castelo, ainda e sempre um dos grandes forcados da actualidade. E a segunda pelo também já consagrado Rui Godinho, muito bem ajudado pelos companheiros na segunda e definitiva tentativa.
 
Castelo deu volta com João Moura, Godinho merecia tê-la dado também, mas preferiu apenas agradecer os aplausos do público no centro da arena e recolheu à trincheira.
 
Foram duas pegas à segunda, mas sem por isso deixar de transparecer o brilho dos Amadores de Vila Franca nesta corrida de abertura da temporada lisboeta.
 
Manuel Gama desempenhou com a habitual competência e o sempre necessário sentimento de aficionado a missão de dirigir esta corrida, rodeada de um enorme ambiente e a que ele soube dar esplendor, concedendo muito justamente música aos matadores logo nos inícios das faenas, revelando condescendência com Moura no quarto toiro da noite quando as coisas não estavam, de facto, a correr de feição. Mesmo assim, reconheceu a casta do Maestro e mandou a banda tocar.
 
Ao início da corrida, a Banda do Samouco tocou o pasodoble que dedicou a Padilla e ofereceu-lhe a partitura num quadro, que o matador recebeu na arena ao final das cortesias.
 
Em suma, uma noite de grandes emoções e, acima de tudo, um ambientazo enorme e que já começa a ser próprio das corridas no Campo Pequeno. A praça voltou realmente aos seus tempos de ouro e hoje tem um peso a nível mundial como o teve há muitos anos atrás com a inesquecível gerência do grande Manuel dos Santos.
 
Deve-se isso a esta grande equipa liderada pela Drª Paula Resende e por Rui Bento Vasques, os grandes timoneiros da mudança, do renascimento e da revitalização do toureio a pé e da grandeza a que souberam elevar o Campo Pequeno. Vive-se de novo uma época de sonho. 
 
Cumpriu-se o lema: Melhor era mesmo impossível!
 
 

Expo Clássicos 2017 foi um sucesso

Escrito por segunda, 30 janeiro 2017 02:56
Dando primazia à “qualidade dos veículos apresentados e não tanto à quantidade” como fez questão de referir à nossa equipa de reportagem Joaquim Mira, Presidente da direcção da Associação de Veículos Clássicos de Estremoz - AVCE, decorreu no Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições da cidade de Estremoz, a segunda edição do Expo Clássicos.
 
Durante dois dias, os amantes do mundo automóvel e motorizado, na sua vertente de outros tempos que já lá vão, puderam desfrutar da beleza de verdadeiras máquinas do asfalto, quer na vertente de quatro rodas, mas também na variante de duas rodas. E não faltaram à chamada também diversos brinquedos do século passado.
 
38 carros, 30 motos, oriundos de vários pontos do país e até do estrangeiro, diversas bicicletas e uma série de triciclos, fizeram as delícias de todos quantos marcaram presença nesta organização da AVCE, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz.
 
Fazendo jus às palavras do Presidente da AVCE, estiveram expostos em Estremoz, no passado fim-de-semana, verdadeiras relíquias do mundo automóvel e motorizado. Um Lefebvre 5HP, datado de 1909, tão somente o mais antigo exemplar conhecido desta marca francesa no mundo, atraiu e rivalizou a atenção dos visitantes, com um Volkswagen Carocha e uma Harley Davidson, que nos anos 70 do século passado patrulhavam as ruas do país, inseridos nas forças de segurança Polícia de Segurança Pública e Guarda Nacional Republicana, respectivamente.
 
Segundo Joaquim Mira, “a afluência de visitantes superou, e muito, as nossas expectativas”. Quando faltavam cerca de duas horas para o certame encerrar as portas, já tinham visitado a Expo Clássicos 2017, mais de 1500 visitantes.
 
Ardina do Alentejo apresenta-lhe, em seguida, a mais completa reportagem fotográfica sobre este evento que teve lugar em Estremoz, no passado fim-de-semana.
 
 
 
 

Jantar de Natal do Ardina do Alentejo

Escrito por quinta, 29 dezembro 2016 01:32
Colectividade, associação, órgão de comunicação social, grupo de amigos, empresa… São vários os propósitos para nos sentarmos à mesa e comemorarmos, em união, a chegada do Menino Jesus e a época das prendas. E verdade seja dita, nem esta quadra natalícia se fazia na sua plenitude se não realizássemos o Jantar de Natal do Ardina do Alentejo.
 
À chamada compareceram cinco dos seis Mosqueteiros que compõem o Ardina do Alentejo: os cronistas Luís Parente, António Serrano e José Lameiras, o designer gráfico Ivo Moreira, e o mentor do projecto, Pedro Soeiro. Por razões pessoais, e com o “pedido de justificação de falta” aceite por todos, a cronista Helena Chouriço não marcou presença fisicamente, mas foi uma presença constante durante todo o repasto, tendo a mensagem que enviou sido divulgada perante todos.
 
A escolha para a realização do Jantar de Natal do Ardina do Alentejo, recaiu em 2016 na Pizzaria JP, propriedade de Isilda Ameixa e José Pereira, e onde fomos recebidos divinalmente.
 
Por entre um dedo de conversa, um copo de divino néctar, nas vertentes branco e tinto, e uma deliciosa “trinca” nos magníficos pratos confeccionados pela “Chef” Isilda, falámos de Estremoz, do Alentejo, do país e do mundo, e claro, do passado recente do Ardina do Alentejo e do futuro risonho e promissor do portal de informação que pretende, acima de tudo, trazer-lhe o Alentejo em primeira mão.
 
Durante o nosso jantar, realizámos a já tão tradicional nestas ocasiões, troca de presentes. O cronista Luís Parente abriu as hostilidades, brindando os seus colegas de portal com a oferta de um porta-chaves, elaborado por si. Garrafas de vinho, chocolates, uma carteira e uma agenda foram as prendas que entraram na “tômbola” e todos ficaram satisfeitos com a oferta que receberam.
 
O nosso repasto foi…
… surpreendente, agradável, e com requinte! Para vos deixar com água na boca, esta foi a nossa ementa, preparada de uma forma soberba pela “Chef” Isilda Ameixa e servida com amizade e atenção pelo José Pereira!
 
Entradas: Presunto, Queijos, Rissóis, Croquetes, Pão com Mistura de Queijos e Ervas Aromáticas
Pratos principais: Arroz de Pato com Cogumelos e Couve Lombarda
                                  Migas de Bolota e Farinheira em cama de Lombinhos
Doce: Pudim de Água de Estremoz com Merengue de Amendoim e Canela
Vinho: Torre de Estremoz Tinto e Branco
Digestivo: Vinho Licoroso
 
O Quiz do Ardina do Alentejo…
Neste jantar de Natal desafiámos a nossa equipa a responder a um breve questionário. Quisemos saber a opinião de cada um sobre qual a Personalidade Internacional do Ano, qual o Momento Nacional marcante de 2016, o que faz falta a Estremoz, e se preferem Vinho Tinto ou Vinho Branco, entre outras questões.
 
JOSÉ LAMEIRAS
Personalidade Portuguesa do Ano - Marcelo Rebelo de Sousa 
Personalidade Internacional do Ano - Donald Trump
Personalidade Alentejana do Ano - António Zambujo
Momento Internacional marcante de 2016… Eleições nos EUA
Momento Nacional marcante de 2016… Portugal Campeão Europeu 
Gostava que no Alentejo houvesse… Futebol na 1ª Liga
Fazia falta à minha cidade… Mais união em torno de um único motivo: Estremoz!
Manhã, tarde ou noite? Manhã
Beijos ou abraços? Abraços
Presépio ou Árvore de Natal? Presépio
Vinho tinto ou Vinho branco? Os dois. Depende do acompanhamento gastronómico
Em 2017 vou finalmente cumprir o sonho de… Não tenho sonhos especiais para 2017. Peço "apenas" saúde para mim, para a minha família e para os meus amigos.
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo - Façam Natal. Não passem apenas por esta Quadra e façam parte dela.
 
ANTÓNIO SERRANO 
Personalidade Portuguesa do Ano - Cristiano Ronaldo. Continua a levar bem longe o nome de Portugal e a realizar grandes conquistas. 
Personalidade Internacional do Ano - António Guterres. Goste-se ou não, marcou o panorama internacional com a sua eleição como Secretário-Geral das Nações Unidas.
Personalidade Alentejana do Ano - António Ceia da Silva, pelo excelente trabalho que continua a fazer na promoção turística do destino Alentejo.
Momento Internacional marcante de 2016… A eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos da América. 
Momento Nacional marcante de 2016… A vitória da Seleção Nacional de Futebol no Campeonato da Europa de 2016.
Gostava que no Alentejo houvesse… Mais oportunidades de emprego.
Fazia falta à minha cidade… Pessoas.
Manhã, tarde ou noite? Tarde. Consigo pensar melhor e fazer mais durante a tarde. As manhãs passam sempre a correr e as noites são para descansar.
Beijos ou abraços? Beijos. Mas só a quem realmente interessa.
Presépio ou Árvore de Natal? Presépio, principalmente se for de barro e de Estremoz.
Vinho tinto ou Vinho branco? Vinho tinto de Estremoz. Dizem que faz bem ao coração.
Em 2017 vou finalmente cumprir o sonho de… Escrever um livro.
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo - Desejo aos leitores do Ardina do Alentejo um Feliz Natal e um novo ano de 2017 pleno de concretizações. Acima de tudo, desejo que façam favor de ser felizes!
 
PEDRO SOEIRO
Personalidade Portuguesa do Ano - Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente dos afectos, e este sim, apesar de muitos não o quererem aceitar, o Presidente de todos os portugueses. 
Personalidade Internacional do Ano - Donald Trump. Ser eleito Presidente dos EUA com menos três milhões de votos do que a sua opositora é obra… Faz lembrar o outro…
Personalidade Alentejana do Ano - António Zambujo. Ficará para sempre na história da música portuguesa a sua dupla com Miguel Araújo e a quantidade louca de Coliseus que esgotaram.
Momento Internacional marcante de 2016… não consigo eleger apenas um. A contínua chegada massiva de refugiados à Europa e a falta de resposta para combater este flagelo por parte do Velho Continente, e a estúpida, sangrenta e inexplicável Guerra na Síria, conflito que não serve os interesses de ninguém e ao qual ninguém consegue colocar um ponto final! 
Momento Nacional marcante de 2016… A consagração da Selecção Nacional de Futebol como Campeã da Europa 2016, ainda para mais em pleno palco da equipa adversária.
Gostava que no Alentejo houvesse… mais gente a olhar com olhos de ver para esta terra de oportunidades, para este grande pedaço de Portugal que muitos ainda consideram ser um pedaço pequeno.
Fazia falta à minha cidade… que acabassem as politiquices, e que todos juntos olhassem para Estremoz, enquanto cidade repleta de encantos e com um potencial enorme para crescer e para se desenvolver.
Manhã, tarde ou noite? Um bocadinho durante a tarde, e definitivamente a noite. Dava para guarda-nocturno, tantas são as vezes que trabalho madrugada dentro.
Beijos ou abraços? Beijos para quem é de beijos e abraços para quem é de abraços.
Presépio ou Árvore de Natal? Gosto da Árvore de Natal, mas fazer o Presépio, à antiga, daqueles com diversas figuras, sempre acompanhado pelos meus filhos é algo indescritível…
Vinho tinto ou Vinho branco? Vinho branco. O tinto atira-me ao tapete com uma facilidade…
Em 2017 vou finalmente cumprir o sonho de… ver o Ardina do Alentejo crescer ainda mais, de ver o Ardina do Alentejo ser uma referência a nível local e regional. A nível nacional fica para 2018…
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo - Desejo a todos os leitores do Ardina do Alentejo um grande novo ano de 2017. Que nele consigam concretizar todos os vossos desejos e ambições!
 
IVO MOREIRA
Personalidade Portuguesa do Ano – Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
Personalidade Internacional do Ano – Papa Francisco.
Personalidade Alentejana do Ano – Empresário Tiago Cabaço.
Momento Internacional marcante de 2016… a vitória da Seleção Portuguesa de Futebol no Euro 2016 em França.
Momento Nacional marcante de 2016… o Adeus de Nicolau Breyner. 
Gostava que no Alentejo houvesse… mais e melhor empreendedorismo. 
Fazia falta à minha cidade… todos os jovens que já a abandonaram.
Manhã, tarde ou noite? Qualquer momento do dia é bom para visitar o ardinadoalentejo.pt.
Beijos ou abraços? Depende da ocasião. 
Presépio ou Árvore de Natal? Ambos.
Vinho tinto ou Vinho branco? Água.
Em 2017 vou finalmente cumprir o sonho de… estar presente no maior festival de música eletrónica do mundo.
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo – Um 2017 repleto de sucessos e que o Ardina do Alentejo continue a ser a sua referência informativa na internet.
 
LUÍS PARENTE
Personalidade Portuguesa do Ano: Marcelo Rebelo de Sousa
Personalidade Internacional do Ano: Para mal dos nossos pecados, Donald Trump
Personalidade Alentejana do Ano: António Zambujo (quase 5 dezenas de coliseus cheios é obra!!)
Momento Internacional marcante de 2016: A incompreensível guerra na Síria e a, também incompreensível e insistente forma como a Humanidade se auto destrói ano após ano
Momento Nacional marcante de 2016: Conquista do Euro 2016 por parte da Selecção Portuguesa de Futebol
Gostava que no Alentejo houvesse: Sempre qualidade de vida
Fazia falta à minha cidade: Que houvesse mais participação dos jovens nos movimentos associativos. Eles conseguem trazer vida e alma aos projectos, e isso é fundamental para qualquer associação. 
Manhã, Tarde ou Noite: Manhã para algumas coisas, tarde para outras e noite para outras ainda
Beijos ou abraços: Beijos... muitos... e abraços!
Presépio ou Árvore de Natal: Presépio com Árvore de Natal
Vinho tinto ou Vinho branco: Licoroso
Em 2017 vou finalmente cumprir o sonho de: Ver o meu BENFICA comemorar o tetra campeonato (assim espero!!). 
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo: Desejo a todos um ano de 2017 cheio de saúde, com paz, amor, esperança e sucesso, mas espero também que todos possam olhar mais para o outro para que possamos, todos em conjunto, fazer deste, não um mundo perfeito mas um mundo melhor.
O céu do norte alentejano voltou a encher-se de cor. Durante seis dias, o Festival Internacional de Balões de Ar Quente proporcionou, não só aos pilotos como também aos passageiros, uma experiência única, tendo como cenário a soberba paisagem alentejana, pintada de cores de Outono.
 
Promovido há 20 anos pela empresa Publibalão e pelo Clube de Balonismo “Alentejo Sem Fronteiras”, este é um evento com características muito singulares, pois é dos poucos que pode ser apreciado em duas perspectivas, a de assistente ou até mesmo a de participante - isto sempre que as condições meteorológicas assim o permitam.
 
A exemplo de outros anos, o festival foi mais uma vez itinerante, percorrendo as localidades de Fronteira, Elvas, Ponte de Sôr, Alter do Chão e Monforte.
 
Quando começámos, o nosso intuito era promover o balonismo em forma de encontro para mostrar esta modalidade e desenvolver a nossa região. O que é certo, é que começámos, ganhámos o gosto e criámos novos objectivos que fomos conseguido alcançar, e cada vez mais, esses objectivos vão sendo superiores” refere Aníbal Soares à reportagem do Ardina do Alentejo.
 
Apesar de se poder praticar balonismo em quase todo o território nacional, a região que acolhe o festival não foi escolhida ao acaso. “Em termos paisagísticos permite que todos os pilotos possam desfrutar de um voo da melhor forma. Os primeiros cinco minutos nunca são iguais. Cada voo é diferente, porque podemos ir numa direcção diferente, encontrar um tipo de terreno diferente, a agricultura, a arborização, etc…
 
Visivelmente satisfeito pelo sucesso do evento, o responsável pela empresa Publibalão conta que 20 anos “é sem dúvida uma marca e em termos de balonismo representa, não só muito para nós como também para Portugal, pois conseguimos trazer pessoas de todo o mundo”. Olhando para o futuro, Aníbal Soares refere que este festival “tem tudo para crescer”. No entanto “o nosso maior obstáculo tem sido em termos de hotelaria, isto é, alojar todas as equipas que nos procuram num patamar mais ou menos igual e que as distâncias não sejam muito grandes. Obviamente que poderíamos ir para cidades maiores, mas isso também iria retirar um pouco do nosso objectivo, que é promover esta região do interior”.
 
A 20ª edição do Festival Internacional de Balões de Ar Quente apoiou a ASBIHP - Associação Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal com a venda de vouchers a participantes.

Já abriu a Tasca O Carlos

Escrito por quinta, 09 junho 2016 19:52
Situada na Rua Victor Cordon, e depois de uma considerável remodelação, abriu as suas portas no dia de hoje, quinta-feira, 9 de Junho, a Tasca O Carlos.
 
De geração em geração, o espaço de restauração que começou a funcionar há cerca de 60 anos, conhece em 2016 uma nova gerência e um “upgrade” nas suas instalações.
 
Aos 47 anos, Luís Lopes muda de vida e assume a gerência de um restaurante que começou a funcionar com o seu avô e que posteriormente passou para o seu pai.
 
“Ardina do Alentejo” esteve a conversa com Luís Lopes que nos referiu que quem visitar a Tasca O Carlos “vai encontrar uma dinâmica diferente, uma maneira de estar diferente. Esta casa começou com o meu avô, passou para os meus pais e agora estou eu à frente. Quando as coisas passam de geração em geração há sempre a tendência e a obrigação de melhorar e é isso que eu quero fazer”. Acrescentou ainda querer “que os estremocenses tenham mais uma casa de referência”.
 
Sobre as grandes novidades que se podem encontrar na Tasca O Carlos, Luís Lopes salientou querer “fazer uma coisa que há pouco em Estremoz, embora haja nalguns sítios, mas eu quero fazer diferente: apostar no peixe e no marisco”. Garantiu que a Tasca O Carlos “não é uma casa de peixe, não é uma marisqueira, mas sim um sítio onde se possa comer peixe fresco bom e bom marisco”. Apesar desta aposta, Luís Lopes deixou à nossa equipa de reportagem a garantia de que “não iremos descurar nunca, não iremos deixar de fora os nossos pratos tradicionais, um dos nossos fortes desde sempre”.

Apesar de considerar que em altura de crise, o investimento e a aposta feita é “bastante arriscada”, Luís Lopes, também conhecido como Bita, faz uso da expressão popular para justificar não só o dinheiro gasto, mas também a mudança de vida: “Quem não arrisca, não petisca!”. “Com o tempo vamos a ver se valeu a pena. Deus queira que sim. Será bom para mim, e para todos, e também para os postos de trabalho que estamos a criar”.
Já no final da entrevista Luís Lopes lançou o repto a todos os leitores do “Ardina do Alentejo” para que façam uma visita à Tasca O Carlos, asseverando que “não se vão arrepender, nem sair defraudados!”.
 
 
 
 

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