sexta, 21 setembro 2018
Juntando produtores locais de enchidos, queijos, vinhos, azeites, legumes e doces, com jovens cozinheiros, com chefs nacionais e internacionais, de créditos firmados, realizou-se no passado fim de semana, nos dias 2 e 3 de Junho, no Convento das Maltezas, em Estremoz, a 1ª edição do Alentejo Food and Soul, evento gastronómico que se revelou, não só pela qualidade dos pratos apresentados mas também pela afluência de público, um verdadeiro sucesso.
 
Durante os dois dias do evento, produzido pela Amuse Bouche, promovido pela ERT – Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz e da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, os visitantes que passaram pelas instalações do Centro Ciência Viva de Estremoz puderam degustar as propostas de grandes nomes da gastronomia, chefs cujos restaurantes já foram consagrados com estrelas Michelin, como Alexandre Silva (Loco - Lisboa) e Miguel Laffan (L'and – Montemor-o-Novo), cozinheiros internacionais, como o austríaco Matthias Bernwieser ou o turco Semi Hakim, que apresentaram as novas tendências da cozinha mundial, para além da “prata da casa”, Michelle Marques (Mercearia Gadanha), Alberto Muralhas (Alecrim) e Alice Pôla (Cadeia Quinhentista), entre muitos outros.
 
Todos, inspirados pela gastronomia alentejana e pelos produtos regionais, criaram, à vista dos visitantes, pratos inovadores e variados, onde estavam também incluídos os vegetarianos, e cujos preços variaram entre os cinco e os sete euros.
 
Praticamente no final da edição de 2018 do Alentejo Food and Soul, o Ardina do Alentejo foi ao encontro de alguns dos chefs que marcaram presença no evento, para que fosse feito por eles o balanço de uma iniciativa que pode contar com eles no futuro. Falámos também com João Cavaleiro Ferreira, representante da ERT - Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e com Paulo Barata, o homem que colocou de pé, em conjunto com a sua equipa, o Alentejo Food and Soul.

 
Para o chef António Nobre, do M´AR De AR Muralhas, em Évora, “pelo que vi e pelas doses de Sopa de Cação à Alentejana que vendemos, este evento teve uma grande aceitação e é para continuar, sem dúvida”.
 
Sobre a sua presença em próximas edições do Alentejo Food and Soul, o chefe não podia ser mais claro: “Agradeço muito que me convidem para estes eventos, não só pelo que damos a provar às pessoas, mas também pelo convívio entre colegas”.
 
O Doce de Melão e Poejo, do chefe Carlos Fernandes, foi um dos grandes sucessos do Alentejo Food and Soul 2018. Para este chefe que domina os doces sabores “apesar de ser a primeira, foi uma edição muito boa, muito concorrida, com uma afluência excelente e foi um bom momento de convívio, não só entre todos os cozinheiros que aqui estavam, mas também entre os curiosos que nos vieram visitar”.
 
O regresso do chefe Carlos a um Alentejo Food and Soul depende apenas do convite: “Se me convidarem, eu digo que sim”.
 
O chefe Filipe Ramalho, do Restaurante Basilii da Torre de Palma, em Monforte, praticamente que “jogava” em casa. “Para mim, enquanto alentejano, foi um evento fantástico e estou super-orgulhoso de poder receber este evento em Estremoz, sendo que nasci a vinte quilómetros desta cidade, poder ter estes chefes magníficos a trabalharem ao meu lado, a podermos trocar experiências… Melhor era impossível” referiu à nossa reportagem o chefe nascido em Vaiamonte
 
Para este chefe o envolvimento da gastronomia alentejana com este tipo de eventos funciona na perfeição: “Nós temos tudo, temos produto, temos receituário, temos sabor, temos os cozinheiros cá e só faltam mesmo é mais iniciativas deste género”. 
 
O regresso do chefe Filipe Ramalho ao Alentejo Food and Soul está praticamente garantido: “Estarei cá. E se ninguém quiser organizar a próxima edição, organizo-a eu”.
 
Apesar de ter nascido do outro lado do Atlântico, Michelle Marques é já uma estremocense  e a sua Mercearia Gadanha uma referência no que à gastronomia alentejana diz respeito. Para a chefe Michelle, o Alentejo Food and Soul “foi muito positivo. Adorei a experiência e adorei ter feito parte deste projecto desde o principio. A escolha do sítio foi muito gira, um espaço fantástico, onde as pessoas podem circular e para nós correu muito bem, com as duas sugestões que trouxemos, uma salgada e outra de sobremesa. E acho que correu também muito bem para os nossos colegas, com quem tivemos trocas de experiências incríveis, percebendo também com os chefes que vêm de fora o que é que eles fazem com o produto da terra, não sendo uma cozinha tradicional alentejana é a visão deles do potencial do produto”. 
 
E no Alentejo Food and Soul 2019, a Michelle Marques marca presença? “Se me convidarem, claro que sim”.
 
Em declarações à nossa equipa de reportagem, João Cavaleiro Ferreira, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, referiu que “sendo difícil fazer um balanço tão em cima do evento, posso dizer que correu muito bem, um balanço final que será decerto muito positivo. O dia de sábado foi realmente muito bom, muito fruto do Mercado de Sábado de Estremoz, que é uma realidade fantástica, e o dia de domingo, apesar do frio e vento que se fez sentir a partir das 18 horas, correu bem”.
 
Sobre a continuidade do Alentejo Food and Soul em Estremoz, o representante da ERT no evento frisou que “este evento tem como objectivo saltar de terra em terra, o que não significa que em Estremoz não se venham a fazer outros eventos porque Estremoz é cada vez mais uma cidade onde este tipo de eventos se pode e deve realizar, para além de que a Câmara de Estremoz deu um apoio extraordinário aos organizadores deste festival, à Amuse Bouche”.
 
Esta reportagem não podia ficar concluída sem ouvirmos Paulo Barata, da Amuse Bouche, o grande mentor deste Alentejo Food and Soul. Visivelmente satisfeito e com o sentimento de dever cumprido, Paulo Barata fez-nos o balanço do evento: “Superámos as expectativas e melhor era impossível. Para uma primeira edição foi incrível. Os chefes estão felicíssimos de terem estado cá, de terem mostrado o produto alentejano de uma outra maneira, com uma outra abordagem e o público acho que adorou. Está ganho e espero voltar”.
 
A pergunta tinha de ser feita: E esse espero voltar é a Estremoz? A próxima edição do Alentejo Food and Soul será em Estremoz? Paulo Barata referiu que “o conceito é ser itinerante mas eu não me importo de ficar por Estremoz, por causa de ti, por causa da Câmara Municipal, que foram todos tão incríveis, com um calor único, ajudando-nos em tudo, e eu tenho de ser grato. Se o Turismo do Alentejo me permitir ficar por cá, eu fico por cá. Não tem preço aquilo que Estremoz deu ao Alentejo Food and Soul. Estremoz tem mais outros sítios para serem «invadidos», para serem «ocupados» e porque não ficar cá? Sinto-me bem e há um calor imenso em Estremoz. Espero estar cá para o ano”.
 
E colocar de pé o Alentejo Food and Soul não é fácil… “É uma grande produção. São 15 chefes por dia, pedidos constantes, com coisas sempre a acontecer e esse é o grande desafio. Deu imenso trabalho, fui vezes sem conta a Lisboa, buscar coisas de última hora, mas tínhamos uma grande equipa e, mais uma vez, os estremocenses foram fundamentais nesta história. Provámos que é possível e fizémo-lo bem, com trabalho, com muito trabalho, e com muitas noites de insónia. Podíamos ter feito uma coisa mais simples, ou ocuparmos um espaço mais normal mas a beleza do que fizemos está precisamente aqui neste Convento, onde ninguém pensava que nós conseguíssemos aparecer”.
 
Sobre a gastronomia alentejana, o outrora fotojornalista salentou que “a gastronomia alentejana está no topo a nível nacional, mas precisa de ser mostrada a nível internacional. Tivemos cá a imprensa internacional que adorou os restaurantes de Estremoz, tendo provado coisas que nunca comeram como o cação ou o poejo. A cozinha alentejana merece mais, temos é de saber promovê-la bem lá fora. A cozinha alentejana tradicional é incrível mas podemos dar um passinho à frente. Não a queremos destruir, ela está catalogada e é única, queremos é usar esse património com novas abordagens, reinventar um pouco mas sem mexer no tradicional”.
 
No final desta breve conversa com o Ardina do Alentejo, Paulo Barata reforçou a ideia de que o Alentejo Food and Soul pode mesmo ficar definitivamente por Estremoz. “Este não é um adeus mas um até breve. Tudo depende do Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, do Dr. Ceia da Silva, mas eu por mim, fico cá”.
 
 
 
 
 
 
Contando com a presença de cerca de 200 participantes, que puderam apreciar a beleza da paisagem evoramontense, decorreu no passado dia 27 de Maio, em Évora Monte. a Caminhada por Terras da Convenção.
 
A caminhada, que aconteceu em salutar convívio e ao longo de cerca de seis quilómetros. contou com vários momentos de animação ao longo do percurso, tal como estava prometido. No Caminho de Alpedriches, junto à Cama do Mouro, a Inês Serrano e o Luís Oliveira tocaram, cantaram e encantaram todos os participantes com a música "Lenda da Moura". Junto à Antiga Casa da Câmara, os caminhantes foram surpreendidos com a actuação de vários elementos da Tuna Académica da Universidade de Évora, e junto à Ermida de São Sebastião houve mesmo quem desse "um pé de dança" ao som dos acordeões de Arlindo Gato, carinhosamente tratado por todos como Mestre Azinha, e Hilário Cabeças.
 
A caminhada continuou pelo Espaço Rural das Cabanas, Quinta do Mortal, Oliveiras, Monte da Parreira e Vinha do Mato, até terminar no espaço envolvente à Junta de Freguesia, onde mais uma actuação da Tuna Académica serviu de aperitivo à deliciosa Sopa de Tomate que todos os participantes puderam degustar.

 
Durante o almoço convívio actuaram o Grupo de Cantares "Os Manaças", de São Miguel de Machede, e novamente a dupla Arlindo Gato e Hilário Cabeças.
 
A Caminhada por Terras da Convenção foi organizada pela Junta de Freguesia de Évora Monte, em parceria com o Município de Estremoz, e contou com o apoio da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Cruz Vermelha Portuguesa, da SEL - Salsicharia Estremocense, dos Vinhos Porta de Santa Catarina e de Dinis Carvalho & Filhos Lda.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com António Serrano, Presidente da Junta de Freguesia de Évora Monte, que nos fez o balanço desta iniciativa, que falou das várias actividades que já estão programadas para se realizar na “Montanha de Emoções”, e que olhou para estes sete meses de mandato à frente dos destinos da freguesia estremocense.
 
Ardina do Alentejo - Que balanço faz desta Caminhada da Convenção?
António Serrano (AS) - O balanço que fazemos é muito positivo e superou todas as nossas expectativas. Quando o Município de Estremoz nos convidou para participar na parceria Estremoz em Movimento, aceitámos o desafio e pretendemos fazer diferente daquilo que até aqui vinha sendo feito. Queríamos sobretudo que as pessoas participassem e se identificassem com o projecto e, por isso, decidimos acrescentar algo à actividade física: a sopa de tomate e alguns momentos de animação pelo percurso, em especial no centro histórico. Para além disso mudámos a temática. A vila de Évora Monte é conhecida pelo facto de aqui ter sido assinada a Convenção que, em 26 de Maio de 1834, pôs termo à guerra civil entre liberais e absolutistas. A nossa identidade tem que construir-se a partir daquilo que faz com que sejamos diferentes e por isso tínhamos que associar este importante marco da História de Portugal à caminhada. O nosso objectivo era, como já referi, que pelo menos pudessemos fazer algo diferente do que era habitual e conseguimos. Nunca pensámos que o número de participantes ultrapassasse uma centena, mas o que é facto é que estivemos muito perto de 200...  Para nós isso traduz-se num balanço muito positivo e esperamos ter devolvido às pessoas a vontade de se envolverem. Para nós é muito importante voltar a aproximar a Junta das pessoas, envolvê-las nas nossas actividades.
 
Ardina do Alentejo - Ter praticamente 200 participantes nesta caminhada faz desta iniciativa um verdadeiro sucesso. Mas a “Montanha de Emoções” está a preparar mais iniciativas de sucesso…
António Serrano (AS) - É verdade. Todos nós reconhecemos as potencialidades da nossa Freguesia, pois temos condições excelentes para a realização de actividades na natureza, devido à nossa localização estratégica no extremo ocidental da Serra d'Ossa. Se aliarmos a isso o vasto património monumental, o património histórico, as tradições, a gastronomia e o saber receber das nossas gentes, podemos afirmar que Évora Monte tem para oferecer "uma montanha de emoções"! Trata-se de um slogan que lançámos por ocasião da realização desta caminhada e que pretende traduzir isso mesmo: a forma como tudo se conjuga em Évora Monte para proporcionar a quem nos visita e a quem aqui vive grandes momentos, grandes emoções. Por essa razão, temos sido contactados no sentido de aqui se realizarem vários eventos desportivos, como é o caso da passagem do "Portugal de Lés a Lés", no próximo dia 31 de Maio, no qual cerca de 2000 motas visitarão o centro histórico ao longo do dia. No dia 3 de Junho, o Grupo Folclórico A Convenção de Évora Monte organiza o seu passeio anual de motas e motorizadas antigas, com mais de 100 participantes, e no dia 9 de Junho haverá uma sardinhada. De 15 a 19 de Agosto as Festas Anuais em Honra de Santa Maria, irão surpreender pela diferença, um novo formato e uma organização que envolve todas as forças vivas da Freguesia. No dia 21 de Outubro o Clube de Orientação do Alto Alentejo organiza, com partida e chegada a Évora Monte, o Trail Cidade de Estremoz, onde estarão mais de 600 participantes. Uma semana depois, a 28 de Outubro, decorre em Évora Monte a última etapa do Circuito BTT Zona dos Mármores, organizada pelo Sobe e Desce Team. E certamente outros eventos haverá até ao final do ano. A Junta de Freguesia está disponível para apoiar todas as iniciativas que contribuam para promover Évora Monte, trazendo pessoas à nossa terra e recebendo-as da melhor forma possível, para que possam voltar e trazer os seus familiares e amigos à nossa Montanha de Emoções.
 
Ardina do Alentejo - Quando venceu as eleições, em Outubro passado, pensava ser possível que volvidos apenas sete meses conseguiria mobilizar tanta gente à volta do seu projecto e das iniciativas que se realizam em Évora Monte?
António Serrano (AS) - Essa tem sido, para nós, a melhor surpresa. O facto de termos ganho as eleições foi um sinal de que as pessoas acreditavam no projecto e que queriam um rumo diferente. Temos tentado dar esse novo rumo e a receptividade das pessoas tem sido fantástica. Resolvemos, em apenas sete meses, questões que estavam por resolver há vários anos! Estamos a traçar um caminho que permita aproximar as pessoas, envolvê-las nas iniciativas, fazê-las sentir-se parte da construção do futuro da nossa Freguesia. E parece-me que temos conseguido, a pouco e pouco, alcançar esse objectivo. A prova está aqui, na realização desta caminhada. Como disse, tem sido uma agradável surpresa, para mim e para a equipa que está comigo nesta missão. Sabíamos que as pessoas nos apoiavam, mas a participação de quase duas centenas de pessoas nesta iniciativa deixou-nos maravilhados e, ao mesmo tempo, conscientes de que temos agora uma grande responsabilidade: fazer sempre melhor, para que as pessoas continuem a acreditar. Aproveito esta oportunidade para agradecer a todas as pessoas e entidades que, de uma forma ou outra, deram o seu importante contributo para a realização da Caminhada por Terras da Convenção, deixando um apelo para que continuem a acompanhar o nosso trabalho e a acreditar que é possível Évora Monte voltar a ser a menina bonita do Alentejo.
Foi inaugurada no passado sábado, dia 5 de Maio, a sede da Academia do Bacalhau de Estremoz (ABE).
 
A sede da única academia do “fiel amigo” existente no Alentejo, e que neste ano de 2018 completa 18 anos de vida, fica situada no antigo edifício do Dispensário, na Avenida Condessa da Cuba, edifício cuja propriedade pertence ao Ministério da Saúde, e que foi recuperado pela autarquia estremocense, para albergar associações do concelho. Para além da ABE, estão localizadas neste mesmo imóvel as sedes da ACRMOZAssociação Cultural e Recreativa dos Marinheiros de Estremoz e da Associação Amigos da Bjeka.
 
A lápide que identifica a sede da ABE foi descerrada pelo Presidente da Direcção da Academia do Bacalhau de Estremoz, Francisco Ramos, pelo Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Filipe Mourinha, e pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ABE, Primo Neves, na presença de muitos compadres e comadres da instituição estremocense.

 
Antes da visita às novas instalações da ABE, actuou o Grupo de Cavaquinhos de Estremoz, dirigido pela Professora Cândida Lóios.
 
No final de mais uma tarde de festa para a ABE, o Presidente da academia estremocense, Francisco Ramos, em declarações ao Ardina do Alentejo, referiu ser este “um dia de felicidade” que superou as suas expectativas. Acrescentou que “as pessoas ficaram a perceber melhor o que é a Academia do Bacalhau, que é uma instituição de solidariedade, uma instituição séria, com 50 anos de vida no mundo inteiro, e que não é uma associação de comes e bebes”.
 
Olhando para trás, e fazendo como que um balanço destes 18 anos de existência da Academia do Bacalhau de Estremoz, Francisco Ramos salientou ser “um homem feliz na ABE, porque vesti esta camisola com convicção, sentindo aquilo que estou a defender. Perco muitas horas de sono pela ABE mas fico feliz”. Acrescentou ainda que “a inauguração da nossa sede foi mais um evento de sucesso da ABE e todos aqueles que questionam porque é que este espaço nos foi cedido, apesar de ser filosofia do movimento das academias não publicitar em demasia as nossas iniciativas, perceberão que o nosso objectivo final é apenas a solidariedade”.
 
Sobre o futuro da ABE, o Presidente Francisco Ramos asseverou que “há uma grande tarefa a fazer, que é trazer gente nova para o associativismo, trazer gente nova para a ABE, trazer jovens que sintam os valores da Academia do Bacalhau, mas não é fácil”. “É preciso que os jovens se empenhem, e o país e o mundo precisam do empenho dos jovens, porque os jovens não podem viver só para o Facebook e para as Playstations, têm de viver para a amizade, para a fraternidade e para a confraternização entre as pessoas” concluiu.
 

Há muita gente que contesta sem saber o que está dizer. Porque é que não se abriu um concurso, e quantas instituições é que existem... A típica conversa de oposição que quando não têm mais nada para fazer, fazem essas afirmações - Luís Mourinha

Também em declarações ao Ardina do Alentejo, Luís Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, frisou que “o objectivo principal da autarquia era recuperar um espaço que estava praticamente abandonado e depois começámos a ter várias instituições a desejarem o espaço. Subdividimos em três porque não conseguimos dividir em mais e agora as três instituições têm um espaço digno para desenvolverem as suas actividades”. Sobre as regras a cumprir pelas três instituições que agora estão instaladas no antigo Dispensário, o edil afirmou que as mesmas passam “pela manutenção do espaço. A nossa missão está feita, agora é com eles, terem mais actividade e manterem o espaço porque se não cumprirem com a manutenção o caminho é sairem daqui. Mas as três instituições têm todas as condições para desenvolverem a sua actividade e a manutenção também não é assim tão difícil”.
 
Quando questionado se, no seu entender, a atribuição deste espaço à Academia do Bacalhau de Estremoz não merecia qualquer tipo de contestação, o edil estremocense foi peremptório: “Há muita gente que contesta sem saber o que está dizer. Porque é que não se abriu um concurso, e quantas instituições é que existem... A típica conversa de oposição que quando não têm mais nada para fazer, fazem essas afirmações”. Luís Mourinha adiantou que “existe mais uma instituição, a única que temos até agora a solicitar espaço, que vai ser instalada por cima da antiga estação do caminho de ferro, onde estavam os Marinheiros”. Assegurou ainda que “Estremoz tem muitas instituições e a Câmara não consegue resolver o problema a todas, mas se resolvermos a grande parte já é positivo”.
 
Sobre o associativismo estremocense, o autarca salientou que “ao contrário de muitos outros Municípios, principalmente do interior, nós não nos podemos queixar da actividades das instituições, até porque é raro não termos uma actividade desta ou daquela associação, nesta ou naquela freguesia, preenchendo-nos praticamente os 52 fins-de-semana do ano”. Concluiu frisando que “esta é uma situação positiva mas para a câmara é mais difícil conseguir abranger e atingir valores de apoio com outra dimensão”.
 
Decorreu no passado sábado, dia 21 de Abril, no Salão Nobre Major Grave, no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Estremoz, a cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE), para o triénio 2018-2021.
 
Os novos corpos sociais, tal como o Ardina do Alentejo já tinha noticiado aqui, são presididos por Carlos Alberto Ferreira, na Direcção, José Capitão Pardal, na Mesa da Assembleia Geral, e José Manuel Ramalho, no Conselho Fiscal.
 
No seu discurso de tomada de posse, Carlos Ferreira, relembrou e agradeceu “o trabalho, os conselhos e a amizade” dos elementos dos corpos sociais do mandato anterior que entretanto faleceram, José Ferro, José Gonçalves e Amaro Camões, e que fizeram do mandato anterior um mandato “duro pelas perdas que sofremos”.
 
Deixou ainda um “singelo agradecimento” a José Capitão Pardal e Orlando Silva, elementos da anterior Direcção e que neste triénio irão desempenhar funções na Mesa da Assembleia Geral, respectivamente como Presidente e Vice-Presidente.
 

Apelamos a toda a comunidade, que na medida das suas possibilidades, ajude os Bombeiros de Estremoz, na certeza de que podem confiar que os Bombeiros de Estremoz não faltarão a quem precise de auxilio, e mais tarde ou mais cedo, todos precisaremos

O novo Presidente da Direcção da AHBVE falou ainda dos 85 anos de existência da associação e das alterações na forma de funcionar da mesma, nomeadamente na qualificação dos bombeiros estremocenses. Referiu algumas das melhorias sofridas, mas também as constantes exigências e “os desafios que hoje nos colocam, que são altíssimos, mas infelizmente o nível de financiamento não tem acompanhado o nível de exigência”.
 
A necessidade de haver mais voluntariado, as dádivas particulares e das empresas, o parque automóvel e a sua constante necessidade de renovação, os custos com pessoal, a degradação de algumas infraestruturas do quartel, e as regulares dificuldades financeiras, nomeadamente no equilíbrio entre as despesas e as receitas, foram alguns temas abordados. Carlos Ferreira salientou que “o Estado, o nosso grande cliente, paga o que quer, quando quer, e às vezes se quer”.
 
Para o triénio 2018-2021, Carlos Ferreira garante que uma das grandes tarefas da direcção por si liderada, em coordenação com o Comando, será a de “tomar medidas para voltar a atingir o equilíbrio financeiro e ao mesmo tempo fazendo os investimentos necessários”. Asseverou que “temos de fazer mais, melhor, e com menos custos”.
 
Depois de enunciados alguns dos projectos que gostaria de ver realizados no próximo triénio, o recém-empossado Presidente da Direcção da AHBVE referiu “uma boa notícia”, que se prende com a atribuição aos Bombeiros Voluntários de Estremoz, “de uma Equipa de Intervenção Permanente”, composta por cinco elementos, “sendo os custos dos salários divididos entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil - ANPC e a Câmara Municipal de Estremoz, ficando os custos de operacionalidade e de equipamento a cargo da AHBVE”.
 
Carlos Ferreira não quis deixar a oportunidade de em relação a esta equipa de intervenção permanente realçar “a sua imediata aceitação por parte da Câmara Municipal de Estremoz”. 
 
Carlos Ferreira concluiu a sua intervenção salientando que “projectos e vontade não faltam, assim os meios financeiros apareçam. Apelamos a toda a comunidade, que na medida das suas possibilidades, ajude os Bombeiros de Estremoz, na certeza de que podem confiar que os Bombeiros de Estremoz não faltarão a quem precise de auxilio, e mais tarde ou mais cedo, todos precisaremos”.
 

 
 
Sessão Solene de Abertura das Comemorações do 85º Aniversário da
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE)
 
Logo após a investidura dos novos corpos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE), teve lugar a Sessão Solene de abertura das Comemorações do 85º Aniversário da AHBVE.
 
Durante a sua prelecção, José Capitão Pardal, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação, realçou que estas comemorações terão “um calendário alargado, que se prolongará por vários meses e com várias realizações”. Salientou ainda que a AHBVE ”vai aproveitar as comemorações para distinguir aqueles bombeiros, dirigentes e amigos dos bombeiros que ao longo dos tempos têm contribuído para o seu êxito”.
 
O antigo Presidente da Direcção da AHBVE referiu que “não têm sido fáceis os últimos 85 anos para a nossa associação, 85 anos de grandes sacrifícios e grandes dificuldades. Foram anos de muitos êxitos mas também de alguns contratempos e muitas frustrações. Começámos com a vontade de alguns pioneiros e actualmente somos uma organização multifacetada e complexa”. Conclui dirigindo-se aos estremocenses, afirmando que estes “podem contar com os seus bombeiros, apesar de todas as dificuldades sentidas no dia-a-dia, os Bombeiros de Estremoz continuam vivos e de forma desinteressada a dar a protecção e o socorro aos estremocenses e aos seus bens”.
 

 
Logo após o discurso do agora Presidente da Mesa da Assembleia Geral da AHBVE, foram entregues os diplomas de Novos Sócios de Mérito, de Novos Sócios Beneméritos, e de Novo Sócio Honorário da AHBVE, bem como os Medalhões de Honra – Grau Ouro.
 
Novos Sócios de Mérito
- João Manuel Vidigal Pingarilho
- Manuel Santiago do Pomar
- Amaro Marcelino Rebola Camões (a título póstumo)
- José Santos Gonçalves (a título póstumo)
- Manuel Vítor Carapeta Ferro (a título póstumo)
 
Novos Sócios Beneméritos
- Ana Margarida McLock
- Augusto Jorge Rodrigues
- Academia do Bacalhau de Estremoz
- Crédito Agrícola de Estremoz
- Fundação da Casa de Bragança
- Intermarché de Estremoz
- Recolhimento de Nossa Senhora dos Mártires
- Tractomoz, SA
 
Novo Sócio Honorário
- Comandante Mário Zacarias
 
Medalhões de Honra – Grau Ouro
- António Luís de Matos Quaresma
- Custódio António Fernandes Caeiro
- António Soeiro Travassos
- Joaquim Miguel Pimenta Raimundo
- Joaquim Manuel Ramos
- Comandante José António Ferreira
- Luís Filipe Pereira Mourinha
- Major José Jerónimo Velez Correia
- Manuel António Chilrito
 
Carlos Machado, Comandante do Corpo Activo dos Bombeiros Voluntários de Estremoz, salientou a importância da cerimónia que antecedeu o seu discurso, o “reconhecer todos aqueles que a nós se juntaram e permitiram que os Bombeiros de Estremoz trilhassem este caminho, caminho de estarmos aqui neste momento, com as condições que temos e com os equipamentos que dispomos”.
 
O voluntariado, ou a falta dele, foi o tema mais abordado pelo Comandante Carlos Machado. “Um dos grandes desafios de hoje é o voluntariado. Não é fácil cativarmos jovens para ingressarem no Corpo de Bombeiros e para dedicarem algum do seu tempo a esta instituição e a esta actividade”. Mas a garantia foi deixada, de forma convicta: “Tudo continuaremos a fazer para ultrapassar este obstáculo”.
 
Sobre as Comemorações do 85º Aniversário da AHBVE, Carlos Machado adiantou que vai-se realizar “um Encontro de Fanfarras, a 9 de Julho, um Workshop de Formação cuja temática são os Primeiros Socorros a Animais, a 22 de Julho, um Exercício ou uma Demonstração dos nossos equipamentos, em finais de Setembro, e uma Sessão Solene de Encerramento, com distinções aos Bombeiros”.
 

 
Durante a sua intervenção, Inácio Esperança, Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora (FBDE), depois de endereçar os parabéns à AHBVE, e de salientar que “nenhuma instituição durava 85 anos se não fosse útil e se não tivesse prestado bons serviços à comunidade”, referiu, dirigindo-se em especial aos bombeiros presentes, que “os Bombeiros de Portugal vivem dias complicados, porque sofremos desde o 25 de Abril, o maior ataque a esta instituição que já podemos observar”. Acrescentou que “os bombeiros hoje são considerados pessoas incompetentes, incapazes de apagar fogos, incapazes de socorrer e não merecedores dos milhões que o Estado derrama sobre novas forças, para reequipar, para reinstalar e para incentivar”. Inácio Esperança afirmou ainda que “não se incentivam aqueles que durante os últimos seiscentos anos socorreram os portugueses e que foram os únicos que olharam por eles”.
 
Olhando em especial para Carlos Ferreira e para a nova direcção da AHBVE, Inácio Esperança disse que “se os bombeiros têm sofrido um ataque brutal por parte da tutela, os directores foram mortos pela tutela. E não sei como é que ainda há quem resiste a estar à frente das associações, dando o seu nome, o seu património, a sua assinatura, correndo riscos, sem nada receber da tutela”. Acrescentou que “Carlos Ferreira tem a seu cargo e às suas costas uma grande responsabilidade, tem uma grande cidade do nosso distrito, uma população enorme, com muitas carências, mas também sei que pode contar com a Câmara Municipal, uma das poucas câmaras do distrito de Évora que diz presente e que tem apoiado sempre os seus bombeiros”. Concluiu a sua intervenção esperando que “o Carlos Ferreira, com a sua experiência, com o seu know how e com a carga genética desta função e desta casa, lhe permita reinventar o futuro e saber servir melhor Estremoz”. 
 

 
O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Filipe Mourinha, durante o seu discurso, salientou que em relação à Equipa de Intervenção Permanente que vai ser criada, e cujo protocolo será assinado no próximo dia 4 de Maio, em Fornos de Algodres, “que havendo essa possibilidade, a autarquia não poderia deixar de participar, e vamos participar com um custo adicional mensal de 3500 euros, valor significativo” para além dos mais de 6 mil euros mensais atribuídos pela edilidade estremocense aos Bombeiros Voluntários de Estremoz.
 
Sobre a distinção que recebeu, o edil estremocense revelou, enquanto homenageado, sentir-se “satisfeito porque alguma coisa fizemos de bom”.
 

 
A Sessão Solene de Abertura das Comemorações do 85º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE) terminou com o desfile pelas principais artérias da cidade, da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Estremoz, e de todo o dispositivo automóvel ao serviço da corporação estremocense.

Ana Bacalhau deu concerto memorável em Portalegre

Escrito por %AM, %23 %150 %2018 %03:%Abr.
10 anos depois de ali ter actuado enquanto vocalista dos Deolinda, Ana Bacalhau regressou ao palco do Grande Auditório do CAEPCentro de Artes do Espectáculo de Portalegre, no passado sábado, dia 21 de Abril, para um concerto que ficará certamente na memória de todos quantos o presenciaram.
 
No dia exacto em que se assinalavam 10 anos sobre o lançamento do primeiro álbum dos Deolinda, “Canção ao Lado”, a até aqui vocalista da banda lisboeta, apresentou no CAEP o seu primeiro álbum a solo, “Nome Próprio”.
 
Durante mais de uma hora e meia, a enérgica Ana Sofia contagiou o muito público que marcou presença na sala de espectáculos portalegrense.
 
Acompanhada por José Pedro Leitão, no contrabaixo e baixo, Luís Peixoto, no cavaquinho, bouzouki e bandolim, Joaquim Rodrigues, nos teclados, e Isaac Achega na bateria, Ana começou o concerto tal qual começa o disco, com “Vida Nova”, tema com letra e música de Nuno Figueiredo.
 
Para além dos 15 temas que compõem o álbum de estreia, onde “Ciúme”, “Leve como uma pena” ou “Só eu” foram cantados quase que em uníssono, Ana Bacalhau cantou ainda “Navegar, Navegar”, de Fausto, “Estou Além”, de António Variações, “Balada das Sete Saias”, dos Trovante, e num dos grandes momentos da noite, “Estrela da Tarde”, poema de Ary Santos, interpretado apenas com a ajuda do piano, naquele que foi o único tema em que Ana Bacalhau esteve sempre no mesmo sítio.
 
Depois de uma ovação de pé, o encore foi feito ao som de “Pensamos no futuro amanhã”, música autoria de João Só, e que faz parte da banda sonora da série televisiva assinada por Nuno Markl, “1986”, que passa na RTP, e por “Morreu Romeu”, que à semelhança da primeira música do concerto, tem letra e música de Nuno Figueiredo.
 
No final do concerto, e depois das já tradicionais selfies e dos muito solicitados autógrafos, a simpática Ana Bacalhau esteve à conversa com o Ardina do Alentejo.
 
Ardina do Alentejo – Que balanço faz deste concerto esta noite aqui em Portalegre?
Ana Bacalhau (AB) – Uma felicidade enorme, saio daqui com o coração cheio. Foi um incrível publico e fiquei muito contente também com o concerto, a forma como o concerto foi evoluindo e como as pessoas foram recebendo as canções.
 
Ardina do Alentejo – E a tournée deste “Nome Próprio” como é que está a correr?
AB – Está a correr muitíssimo bem. Tenho o Verão bem recheadinho, vou andar pelos quatro cantos de Portugal, e também já tenho alguns concertos fora de Portugal. Até agora as pessoas têm-me dirigido palavras de carinho. Algumas vêm aqui um bocadinho à descoberta, a ver o que é que se passa aqui e depois dizem que gostam muito. Fico mesmo muito feliz com o feedback que estou a ter.

 
Ardina do Alentejo – Sente-se melhor em que pele? Na pele de Ana Bacalhau ou na pele de vocalista dos Deolinda?
AB – Confesso que até há bem pouco tempo eu ainda não tinha entrado bem na pele de artista a solo. Acho que depois dos concertos de Lisboa e Porto, comecei a tratar-me por tu, como diz a minha canção, em que senti que já estava no domínio do concerto e de mim e das canções. Agora, qual é que eu prefiro, na verdade eu não consigo dizer. É o mesmo que dizer entre dois filhos qual é aquele que se gosta mais, não consigo.
 
Ardina do Alentejo – Foi um passo firme que tinha de ser dado nesta altura da sua carreira?
AB – Para mim tinha de ser, para a minha paz de espírito, para a minha felicidade, felicidade no sentido de realização pessoal e profissional.
 
Ardina do Alentejo – Um album recheado de grandes nomes, quer nas letras, quer nas músicas… Era este o álbum que queria para disco de estreia?
AB – Era mesmo… Aliás, superou até aquilo que eu imaginava, por culpa dos músicos que me acompanham, do João Bessa que o produziu… Estou absolutamente realizada e muito feliz com o resultado.
 
Ardina do Alentejo – Para quem ainda não viu um concerto de Ana Bacalhau, o que é que podem esperar?     
AB – Energia, porque eu sou ligada à corrente, entrega total, porque fica tudo em palco, e um lote de canções que falam um bocadinho de mim. São 10 anos em que as pessoas me vêm em palco, mas a cantar personagens e histórias de outros, e se calhar não conheciam bem a minha história. E eu aqui conto a minha história, mas a minha história é igual à história de tanta gente e é isso que eu espero que as pessoas possam rever também nalgumas coisas que eu canto, coisas minhas mas que são de todos, como a inquietação, a busca de qualquer coisa, de realização, as alegrias e as tristezas de todos nós.
A qualidade dos petiscos servidos, as muito saborosas bifanas, a simpatia e atenção para com o cliente, fizeram da Bifanas Estremoz, localizada no Rossio Marquês de Pombal, em Estremoz, um dos espaços de restauração mais apreciados da cidade branca do Alentejo.
 
A fama granjeada e o número de clientes em constante crescimento levaram a que os empresários Cristina e Amílcar Prates procurassem uma solução para um problema que se estava a revelar recorrente: a impossibilidade de servir todos os clientes devido à falta de espaço em albergar todos aqueles que visitavam este espaço de restauração estremocense.
 
Após umas demoradas negociações com o proprietário do imóvel, e depois da aprovação do projecto por parte das entidades competentes, o último dia do ano de 2017 ficaria registado na vida do simpático casal Prates como o primeiro do resto das suas vidas e, consequentemente, da Bifanas Estremoz. As obras de ampliação e melhoramento iam começar em breve e dariam a este espaço de restauração estremocense um novo fôlego.
 
E a espera terminou… Após mais de dois meses e meio encerrada, a Bifanas Estremoz Petisqueira reabriu as suas portas, hoje, quinta-feira, dia 22 de Março.
 
Em entrevista ao Ardina do Alentejo, o simpático casal Cristina e Amílcar Prates revelou que, após estas obras de ampliação, “muda essencialmente o tamanho do espaço, que está maior”. “A qualidade é a mesma, tudo igual, os mesmos pratos, servidos da mesma maneira… Será tudo igual” acrescentaram.
 
Sobre o investimento agora realizado, Cristina Prates revelou que “este era um investimento necessário. Já não tínhamos condições para trabalhar, não éramos capazes de fazer mais com o espaço que tínhamos”. Amílcar Prates salientou que “este espaço é melhor para os clientes, porque têm mais espaço e porque os podemos servir melhor, até mesmo no Inverno, que era a nossa grande falha, mas também para nós, porque temos uma cozinha em condições e há melhores condições para trabalhar”. 
 
Em relação ao nome do estabelecimento, o acrescentar de Petisqueira foi “adaptar o nome à realidade, visto que nós já fazíamos e servíamos petiscos”. Asseverou que “o modus operandi vai ser o mesmo, com mais funcionários, com alguma variedade em termos de pratos do dia, mas mantendo a base da nossa ementa, sem aumentarmos os preços, e não queremos outro mercado, apenas este, que é nosso, não vamos atrás de nada… Queremos essencialmente dar melhores condições aos nossos clientes e a nós, para podermos trabalhar”.
 
Em dia de abertura, e para todos aqueles que além de lerem esta entrevista vão visitar a novíssima Bifanas Estremoz Petisqueira, Amílcar Prates diz apenas “Bem-Vindos, Obrigado e Até Já”.
 
Cristina mostra-se confiante nesta nova etapa do seu espaço de restauração, salientando estar “à espera dos clientes que já tínhamos, mas também de todos aqueles que passavam à porta, essencialmente no Inverno, que não podiam entrar, mas que agora já podem”.
 
Com estas obras de remodelação e ampliação, a Bifanas Estremoz Petisqueira passa de 16 lugares sentados para cerca de 80, servidos por seis funcionários a tempo inteiro e um em regime de part-time, ao contrário dos anteriormente três.

Jantar de Natal do Ardina do Alentejo

Escrito por %PM, %30 %007 %2017 %23:%Dez.
Colectividade, associação, órgão de comunicação social, grupo de amigos, empresa… São vários os propósitos para nos sentarmos à mesa e comemorarmos, em união, a chegada do Menino Jesus e a época das prendas. E verdade seja dita, nem esta quadra natalícia se fazia na sua plenitude se não realizássemos o Jantar de Natal do Ardina do Alentejo.
 
À chamada compareceram cinco dos sete magníficos que compõem o Ardina do Alentejo: os cronistas Luís Parente, António Serrano e José Lameiras, o designer gráfico Ivo Moreira, e a pessoa que há praticamente três anos atrás pensou este projecto, Pedro Soeiro. Por razões pessoais, e com o “pedido de justificação de falta” aceite por todos, a cronista Helena Chouriço e o cronista António Costa da Silva não marcaram presença fisicamente, mas foram uma presença constante durante todo o repasto.
 
A escolha para a realização do Jantar de Natal do Ardina do Alentejo, recaiu em 2017 no restaurante Espaço Equestre, localizado junto ao Parque de Feiras e Exposições da cidade de Estremoz, gerido por Pedro Chouriço, e onde fomos recebidos divinalmente.

 
Por entre um dedo de conversa, um copo de divino néctar, na vertente branco, e uma deliciosa “trinca” nos magníficos pratos confeccionados pelo “Chef” Pedro, falámos de Estremoz, do Alentejo, do país e do mundo, da recente inscrição do Figurado em barro de Estremoz na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, e claro, do passado ainda recente do Ardina do Alentejo e do futuro risonho e promissor do portal de informação que pretende, acima de tudo, trazer-lhe o Alentejo em primeira mão. E que promete novidades para 2018…
 
Durante o nosso jantar, realizámos a já tão tradicional nestas ocasiões, troca de presentes. Vinho do Porto Calém Branco, Vinho Tinto do Tetracampeonato do SL Benfica, Chocolates da Regina com oferta de caneca, pack de Cerveja Super Bock 1,5 lt. com copo e Licor de Bolota foram as prendas que entraram na “tômbola” e todos ficaram satisfeitos com a oferta que receberam.
 
O nosso repasto foi…
… surpreendente, agradável, e com requinte! Para vos deixar com água na boca, esta foi a nossa ementa, preparada de uma forma soberba pelo “Chef” Pedro Chouriço e servida com amizade e atenção pelo Armando Silva!
 
Entradas: Pão, Queijo e Cogumelos Salteados
Prato principal: Cachaço no Forno
Fruta: Pêro
Doce: Baba de Camelo e Mousse de Chocolate
Vinho: João Martins Branco
 
O Quiz do Ardina do Alentejo…
Neste jantar de Natal desafiámos a nossa equipa a responder a um breve questionário. Quisemos saber a opinião de cada um sobre qual a Personalidade Internacional do Ano, qual o Momento Nacional marcante de 2017, o que não fizeram em 2017 mas que irão fazer de certeza em 2018, e o que seriam se fossem um enfeite de Natal, entre outras questões.
 
JOSÉ LAMEIRAS
Personalidade Portuguesa do Ano: Salvador Sobral, fez História e conquistou algo para Portugal que não sei quando será repetido.
Personalidade Internacional do Ano: Papa Francisco, o Mundo devia escutar mais aquilo que diz.
Personalidade Alentejana do Ano: Luís Godinho, o árbitro alentejano que está entre os melhores da Liga.
Momento Internacional marcante de 2017: A crise na Catalunha.
Momento Nacional marcante de 2017: A visita do Papa Francisco a Portugal.
Aconteceu na minha cidade e eu adorei… Felizmente, muita coisa boa. Escolho a peça de Teatro "O Avarento", porque me surpreendeu pela positiva e porque vi muito talento estremocense no palco.
Na cozinha, sou um verdadeiro… Rei da Mostarda. São poucos os pratos que faço que não levem uma colherzinha de mostarda.
Gostava de ter o poder de… Estar em vários locais ao mesmo tempo.
Se fosse um enfeite da Árvore de Natal, eu seria… uma bola, claro.
Os Bonecos de Estremoz são… lindos e deixam-nos muito orgulhosos.
Não fiz em 2017, mas vou fazer de certeza em 2018… Viver  mais devagar. Isto passa muito depressa.
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo: Façam Natal. O Natal é muito mais que prendas e mesas cheias de comida. O Natal é partilhar, fazer sorrir, recordar, conviver. Boas Festas para todos!
 
LUÍS PARENTE
Personalidade Portuguesa do Ano: Vou escolher uma personalidade da área da música. Indiscutivelmente Salvador Sobral, goste-se ou não, levou Portugal ao mundo.
Personalidade Internacional do Ano: Pela negativa - Kim Jong Un e Donald Trump pela estúpida, desnecessária e inconsequente obsessão e insistência no abismo; Pela positiva - O Papa Francisco pelas sucessivas mensagens de esperança que nos fazem ainda acreditar que há algo de bom nas pessoas e no mundo em que vivemos.
Personalidade Alentejana do Ano: Como não poderia deixar de ser, aqui terei que destacar duas pessoas das que estiveram envolvidas na candidatura do Figurado de Barro de Estremoz a Património Cultural Imaterial da Humanidade, o Presidente da Câmara Luís Mourinha, enquanto responsável máximo do município, pela coragem, persistência e determinação em levar os "Bonecos de Estremoz" à UNESCO e o Dr. Hugo Guerreiro pela enorme responsabilidade de assumir o trabalho técnico e a defesa intransigente e séria do trabalho dos artesãos de Estremoz que culminaram na aprovação inequívoca, e mais do que merecida por parte da UNESCO. 
Momento Internacional marcante de 2017: Talvez tenha sido toda a situação em torno da Catalunha. 
Momento Nacional marcante de 2017: Infelizmente a tragédia dos incêndios que devastaram o país e que retiraram demasiadas vidas a inúmeras famílias. 
Aconteceu na minha cidade e eu adorei… Adorei ver a unanimidade, união e alegria de todos em torno dos "Bonecos de Estremoz" pelo facto de terem sido considerados Património da Humanidade, não tendo conseguido vislumbrar, sobre o assunto, qualquer distinção de espectro político ou social. Outra coisa... adorei o Fun Running.
Na cozinha, sou um verdadeiro… artista... na arte de comer (mas também sei fazer algumas coisinhas).
Gostava de ter o poder de... dar saúde às pessoas.
Se fosse um enfeite da Árvore de Natal, eu seria… uma bola (como eu) e... vermelha.
Os Bonecos de Estremoz são... São lindos, fantásticos, únicos e fruto de muitíssimo trabalho por parte dos artesãos que têm o dom de os conseguirem criar e reproduzir.
Não fiz em 2017, mas vou fazer de certeza em 2018... Bonecos de Estremoz.
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo: Como cristão que sou desejo que todos possam sentir o Natal como uma época de alegria, de paz, de solidariedade, de harmonia, de amizade, de amor, de sonho, de magia mas essencialmente que possam vivê-lo com intensidade junto da família celebrando o nascimento de Jesus. Que o novo ano traga a todos saúde e sucesso mas principalmente mais compreensão e tolerância. Feliz Natal e um ano novo muito próspero. 
 
ANTÓNIO SERRANO
Personalidade Portuguesa do Ano: Cristiano Ronaldo. O CR7 continua a dar cartas naquilo que faz melhor. Em 2017 voltou a ser o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA e a ganhar a Bola de Ouro. Um português que leva o nome de Portugal bem longe. 
Personalidade Internacional do Ano: Donald Trump. Não gosto do Presidente dos EUA, não gosto da sua forma de fazer política e não concordo com a maioria das suas "ideias". Nunca votaria numa pessoa como Donald Trump para ocupar o cargo que ocupa, mas devo reconhecer que continua a ser uma personalidade internacional que nos marca a todos.
Personalidade Alentejana do Ano: Marta Mateus, uma alentejana que está a conquistar o mundo do cinema nacional e internacional. Ainda por cima, é estremocense...
Momento Internacional marcante de 2017: A inscrição do Figurado em barro de Estremoz na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Um património que era de todos os estremocenses atingiu notoriedade e reconhecimento além fronteiras, passando a ser património mundial. Um facto que nos deve orgulhar a todos.
Momento Nacional marcante de 2017: A vitória de Salvador Sobral no Festival da Eurovisão. Quer se goste quer não goste (e eu não gosto do Salvador Sobral), nunca esquecerei a emoção de ouvir o nome "Portugal" ser dito tantas vezes e por tão boas razões. A música portuguesa conseguiu finalmente afirmar-se ao fim de tantas tentativas frustradas. Valeu a pena Amar pelos Dois.
Aconteceu na minha cidade e eu adorei... o Estremoz Fun Running. Uma tarde bem passada, com muito calor, mas também com muita cor, alegria e diversão para toda a família. A repetir em 2018.
Na cozinha, sou um verdadeiro… mestre de culinária! Mas sou ainda melhor na sala de jantar...
Gostava de ter o poder de… regressar ao passado e visitar o futuro. 
Se fosse um enfeite da Árvore de Natal, eu seria… uma estrela, claro. Desde que para isso não tivesse que passar por cima de nenhum outro enfeite, quem não gostaria de estar no topo da árvore? 
Os Bonecos de Estremoz são… o contributo de Estremoz para a cultura mundial.
Não fiz em 2017, mas vou fazer de certeza em 2018… aquilo que ficou por fazer.
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo: Espero que o ano de 2018 seja o ano da concretização de todos os desejos dos leitores do Ardina do Alentejo. Que tenham saúde, paz, amigos, amor, dinheiro, mas sobretudo que sejam muito felizes!
 
IVO MOREIRA
Personalidade Portuguesa do Ano: Marcelo Rebelo de Sousa. 
Personalidade Internacional do Ano: Donald Trump.
Personalidade Alentejana do Ano: Carolina Mendes.
Momento Internacional marcante de 2017: A vitória de Salvador Sobral no Festival Eurovisão da Canção.
Momento Nacional marcante de 2017: Bonecos de Estremoz a Património da Humanidade.
Aconteceu na minha cidade e eu adorei… o Estremoz Fun Running. 
Na cozinha, sou um verdadeiro… chef das provas. 
Gostava de ter o poder de… saber como será o amanhã.
Se fosse um enfeite da Árvore de Natal, eu seria… as luzes.
Os Bonecos de Estremoz são… património d'ouro.
Não fiz em 2017, mas vou fazer de certeza em 2018… Viajar mais.
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo: Que o novo ano seja repleto de realizações pessoais e profissionais e que continuem a acompanhar o bom jornalismo que por aqui se faz.
 
PEDRO SOEIRO
Personalidade Portuguesa do Ano: Primeiro estranhou-se mas depois entranhou-se… Salvador Sobral e o seu/nosso “Amar pelos dois” fez com que alcançássemos um feito único para o nosso país e que conquistássemos o Festival da Eurovisão, num claro grito de revolta de que a música portuguesa tem qualidade e que merece ser mais ouvida, não só em Portugal, mas até mesmo além-fronteiras.
Personalidade Internacional do Ano: Tem gestos e frases que cada vez mais me levam a crer que se todos fossemos como ele, o Mundo seria bem melhor: Papa Francisco. E a sua visita a Portugal ajudou muito na minha escolha.
Personalidade Alentejana do Ano: Poderiam ser vários os nomes, porque o Alentejo, os alentejanos e as alentejanas, estão cada vez mais a mostrar-se ao país e ao mundo, mas escolhi a Carolina Mendes. Aquele golo marcado no Europeu é de todo o país, mas é muito mais de uma região e de uma cidade, que vibra cada vez que ela toca na “redondinha”.
Momento Internacional marcante de 2017: A situação vivida na Catalunha e a prepotência de alguém que pensa estar acima da lei e que quer governar um "país" directamente de outro país. 
Momento Nacional marcante de 2017: Figura em qualquer Revista do Ano de 2017 que se preze: a Inscrição do Figurado em barro de Estremoz na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Nunca esperei com tanta ansiedade uma mensagem de um chefe como desta vez…
Aconteceu na minha cidade e eu adorei… entre uma série de eventos e actividades que aconteceram, que demonstraram que Estremoz tem vida para além do Mercado de Sábado de manhã, um evento que também ajudei a construir e que espero que em 2018 atraia ainda mais participantes, o Estremoz Fun Running. 
Na cozinha, sou um verdadeiro… chef e com diversas estrelas Michelin, desde que a minha amiga Bimby esteja por perto. 
Gostava de ter o poder de… saber o que reserva o futuro para os meus filhos.
Se fosse um enfeite da Árvore de Natal, eu seria… logicamente, que uma bola, mas daquelas brilhantes… e já agora, vermelha.
Os Bonecos de Estremoz são… o reconhecimento de mais de 300 anos de história, e a certeza, mais que provada, de que em Estremoz sabemos fazer as coisas bem, com cabeça, tronco e membros, tal e qual como os bonecos.
Não fiz em 2017, mas vou fazer de certeza em 2018… viajar mais e passar mais tempo com a minha família.
Mensagem para todos os leitores do Ardina do Alentejo: Que o ano de 2018 concretize todos os vossos sonhos, quer pessoais, quer profissionais. Que seja um ano cheio de saúde para todos, com muita paz, amor, compreensão e amizade. E que continuem a preferir o Ardina do Alentejo como o vosso portal de informação de eleição… 
O Concerto Mais Pequeno do Mundo, iniciativa da Rádio Comercial que pretende levar os fãs mais fãs de um determinado artista a assistirem a um concerto do seu ídolo, passou pelo Alentejo, mais concretamente por Évora, no passado fim-de-semana. E como não poderia deixar de ser, a equipa de reportagem do Ardina do Alentejo, constituída por Pedro Soeiro, Ivo Moreira, e Gonçalo Dourado não faltou.
 
A unidade hoteleira de quatro estrelas, Vila Galé Évora, foi o palco escolhido para a realização do Concerto Mais Pequeno do Mundo com Diogo Piçarra. O autor de “Dialecto” e “História” cantou para 20 ouvintes da estação, durante aproximadamente uma hora. Foram 12 os temas interpretados pelo vencedor do programa da SIC, "Ídolos", em 2012, que pode ouvir este sábado, dia 25 de Novembro, na Rádio Comercial, a partir das 18 horas. A repetição do Concerto Mais Pequeno do Mundo acontece Domingo, às 17 horas.
 
Luísa Barbosa: "A experiência do Concerto Mais Pequeno do Mundo é única"
 
A apresentação do Concerto Mais Pequeno do Mundo esteve a cargo de Luísa Barbosa. A radialista, que já fez parte do programa da manhã da Rádio Comercial e que já foi apresentadora do Fama Show, da SIC, e que agora se dedica aos programas radiofónicos durante o fim-de-semana na estação liderada por Pedro Ribeiro, esteve à conversa com o Ardina do Alentejo.
 
Ardina do Alentejo – Este é também o intuito da Rádio Comercial, estar mais próximo dos ouvintes e ao vivo?
Luísa Barbosa – Sem dúvida. E parte do ADN da Rádio Comercial também é criar experiências e a experiência do Concerto Mais Pequeno do Mundo é única. É pegar nos fãs mais fãs de cada artista e dar-lhes acesso a uma experiência incrível que é estar tão perto do seu artista favorito num concerto que é único, pensado para este dia e para este palco.
 
Ardina do Alentejo – E a Luísa? O que achou deste Concerto Mais Pequeno do Mundo?
Luísa Barbosa – A verdade é que este foi também o meu primeiro Concerto Mais Pequeno do Mundo, não foi só do Diogo. E eu adorei. É uma experiência que não se vai repetir e que é mesmo um privilégio podermos estar tão perto de um artista… o próprio artista sente-se de forma diferente por ter o público ali tão próximo e nós vimos isso com o Diogo, pela forma como interagiu com o público nesta sala.
Foi um sucesso sem dúvida. Houve muitos arrepios, não sei se houve lágrimas, mas talvez, houve muitos gritinhos, que é o que se quer, e houve muitas emoções.
 
Ardina do Alentejo – E por ser no Alentejo também é especial?
Luísa Barbosa – Eu adoro o Alentejo. Para mim é sempre especial voltar ao Alentejo, e então daqui a pouco quando for a altura do jantar espero notar que estou no Alentejo.
 
Diogo Piçarra: "O ano de 2017 foi o melhor ano, para mim, em termos musicais"
 
Depois daquele que foi o seu primeiro Concerto Mais Pequeno do Mundo, Diogo Piçarra falou à equipa de reportagem do Ardina do Alentejo. O balanço desta hora de concerto, o Diogo Piçarra do Ídolos e o agora ídolo Diogo Piçarra, o ano de 2017 e o futuro foram os temas abordados nesta conversa com um dos grandes nomes da música portuguesa da actualidade.
 
Ardina do Alentejo – É intimidatório um concerto assim com o público tão perto e tão a olhar para ti?
Diogo Piçarra – É um bocadinho mais constrangedor, sentimos o olhar das pessoas. É um pouco contraditório porque com menos gente deveria ser mais fácil. O que é um facto é que quando tenho duas mil pessoas ou mais à minha frente consegue ser mais fácil do que aqui. Aqui ouve-se tudo, sente-se tudo, qualquer erro que tu tenhas ou que faças as pessoas vão reparar. É preciso muito, muito cuidado e não sobrevalorizar este tipo de concertos porque são ainda mais importantes e é onde podes mostrar a tua voz, o teu potencial, e por que é que mereces estar onde estás.
 
Ardina do Alentejo – E correu bem?
Diogo Piçarra – Sim, correu muito bem, correu perfeitamente bem. E eu até gosto porque dá sempre para ter um bocadinho mais de contacto com as pessoas, falar um bocadinho, se pedissem mais uma música eu ficava aqui muito mais tempo, porque não há pressas e não há mascaras. É música apenas, pedes às pessoas para cantar e elas cantam e cria-se aqui um belo ambiente e creio que este concerto foi exemplo disso.
 
Ardina do Alentejo – O Diogo que actuou no Concerto Mais Pequeno do Mundo é um Diogo diferente daquele que venceu o Ídolos, em 2012?
Diogo Piçarra – É muito mais. Ainda sou um puto, mas em 2012 era ainda mais puto, com apenas 21 anos e a pensar que sabia tudo. Passamos a vida toda a dizer isso, que já sabemos tudo, mas nem que cheguemos aos 80 anos nós vamos saber tudo. Mas na altura é normal, pensamos que já sabemos cantar e ao ganhar um concurso é sinal que temos uma boa voz. Mas nunca me deixei enganar por isso, sempre soube que tinha muita coisa para aprender. Após as aulas em Londres, que foi o prémio do concurso, pude realmente perceber o potencial da minha voz, o que é que eu ainda não fazia, o que é que eu não sabia, onde é que eu podia melhorar… e ao longo da minha vida tenho conseguido isso, descobrindo coisas na minha voz que eu antes não fazia, e até morrer vou continuar a aprender a cantar, entre aspas, e a aprender a usar a minha voz de outras maneiras. E a prova disso é que um disco, que é o “Espelho”, é uma coisa, e o “Dois”, que é outro disco, é totalmente outra coisa, tanto em termos de letras como em termos de voz. E o terceiro disco vai ser também uma evolução vocal que espero que se note, porque é o normal da vida.
 

É preciso muito, muito cuidado e não sobrevalorizar este tipo de concertos porque são ainda mais importantes e é onde podes mostrar a tua voz, o teu potencial, e por que é que mereces estar onde estás.

Ardina do Alentejo – Já estamos a preparar esse terceiro disco?
Diogo Piçarra – Está sempre a ser preparado, o terceiro e o quarto… Os nomes já os tenho, é sempre assim, e as ideias e os conceitos, mas falta sempre desenvolver muita mais música, porque do todo tiramos apenas uma parte, escolhemos as músicas que fazem sentido juntas, que criam ali uma história, um conceito e uma coerência, e para esse terceiro disco ainda faltam mais dois aninhos. O “Dois” ainda agora saiu e tem muito mais para dar, principalmente agora a reedição, que tem um tema novo que é o “Mágico” e que tem uma versão do Elvis, que eu costumo usar no final dos meus concertos, diferente da forma que apresentei aqui, em que fica a tocar e eu vou-me embora, uma espécie de “Altro”, como se diz no teatro. E como esta reedição ainda tem um bocadinho mais para dar, daqui a um ou dois anos vou pensar no lançamento do novo disco.
 
Ardina do Alentejo – Estamos praticamente a finalizar o ano de 2017. Que balanço fazes deste ano?
Diogo Piçarra – Foi um ano inesquecível. Foi o melhor ano, para mim, em termos musicais. Nunca tinha tido tantos concertos, nunca tinha recebido tantas mensagens, e tantos convites. Nunca tinha pisado tantos palcos, não só em Portugal, como fora dele. Corri o mundo inteiro com este disco, e posso-te dizer que este disco, o “Dois”, mudou a minha vida completamente. O primeiro, o “Espelho”, foi algo mais certeiro, onde não arrisquei tanto, não só em termos de produção, como também em termos de música. Este segundo disco, com a electrónica, abriu-me as portas para outros públicos, outros concertos, outros festivais, e a prova disso foi que este ano fiz mais de 70 concertos, onde conheci muita gente e onde trabalhei com imensos artistas. Fica aqui uma grande responsabilidade para o ano de 2018.
 
 

 

Balões de Ar Quente pintam céu do norte alentejano

Escrito por %PM, %09 %950 %2017 %21:%Nov.
Há 21 anos que o Festival Internacional de Balões de Ar Quente (FIBAQ) pinta - literalmente - o céu no norte alentejano. É o mais antigo evento do género a realizar-se em Portugal e tem raízes aqui ao nosso lado, na vila de Fronteira.
 
Até domingo e caso as condições climatéricas assim o permitam (principalmente o vento), cerca de 30 equipas, oriundas de Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Inglaterra irão fazer voos livres entre Fronteira, Alter do Chão, Campo Maior, Chança e Montargil
 
O arranque da 21.ª edição foi feito logo pelas primeiras horas da passada segunda-feira e as expectativas não podem ser as melhores. “Espero que seja um sucesso! Obviamente que quantas mais edições realizamos maiores são as responsabilidades e as expectativas. Esperamos agora que a meteorologia também ajude, é o único factor que não depende de nós. Mas as previsões são favoráveis para esta semana” referiu Aníbal Soares da organização que aproveitou para deixar o convite a todos os leitores do Ardina do Alentejo de assistir a um espectáculo dois em um: o de assistente e o de participante, embora o mais concorrido seja mesmo o de participante, não fosse este um evento gratuito e aberto a todos os que aceitem o irrecusável desafio de sobrevoar a planície alentejana.
 
Este ano o FIBAQ conta com várias novidades, entre elas uma prova de vinhos e vários voos cativos que é “uma maneira de proporcionar principalmente às crianças a oportunidade do seu baptismo de voo, onde o balão está preso por cordas no mesmo sítio, e vai subindo e descendo, cerca de 10, 15 metros” referiu o piloto e organizador, reforçando que isso só será realizado caso o São Pedro assim o permita, claro.
 
Além disso irão também haver duas night glows, um espectáculo multimédia que sincroniza as chamas dos queimadores com música. Será um no dia 9 em Alter do Chão e outro no dia 10 em Montargil.