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segunda, 10 outubro 2016 20:12

Governos de Portugal e da China assinam protocolos com Sines no horizonte

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Acordo foi assinado em Pequim, pelo Primeiro-Ministro António Costa Acordo foi assinado em Pequim, pelo Primeiro-Ministro António Costa DR
O acordo assinado entre os governos português e chinês para facilitar a instalação de empresas chinesas na área logística de Sines é visto com "agrado" pelo presidente do município alentejano, que aguarda os potenciais investimentos com "expectativa".
 
Nuno Mascarenhas, autarca de Sines, disse ver "com o maior agrado o anúncio da possível vinda de empresários chineses para o concelho", que, destacou, "tem um papel fundamental enquanto pólo industrial e portuário" para a região e para o país.
 
O responsável pela autarquia diz ser importante ver a preocupação do primeiro-ministro e do Governo já que demonstra que os actuais “governantes têm plena consciência que Sines pode ter um papel fundamental, que já tem hoje em dia enquanto pólo industrial e portuário, mas que pode ter um papel fundamental no futuro para dinamizar a economia portuguesa", acrescentou.
 
Um dos oito acordos assinados no passado Domingo, em Pequim, entre os governos de Portugal e da China visa, segundo destacou em conferência de imprensa o primeiro-ministro, António Costa, a concretização na zona industrial e logística do porto de Sines "de facilidades para a instalação de empresas chinesas".
 
O acordo empresarial envolve o Haitong Bank, o China Development Bank e a Agência para a Internacionalização e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
 
António Costa destacou também, num encontro com empresários chineses, as potencialidades do porto de Sines, bem como a localização "estratégica" da infraestrutura portuária na faixa atlântica para as ligações com África e com o continente americano.
 
Durante a visita oficial à China, em entrevista à televisão estatal, CCTV, António Costa afirmou também que Portugal está disposto a "participar activamente" na iniciativa chinesa “Rota Marítima da Seda”, uma iniciativa do governo chinês, anunciada em 2013, que pretende reactivar a antiga Rota da Seda, entre a China e a Europa, através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.
 
Para o autarca de Sines, o "importante" é perceber que há a "intenção do Governo português" e da China em colaborarem nessa iniciativa, "interesse esse também demonstrado há já algum tempo".
 
"Sines enquanto porto estratégico no Atlântico atrai um conjunto de investidores que percebem que este porto e a sua área logística associada pode ter aqui um papel de extrema relevância no contexto, não só nacional, mas principalmente internacional", defendeu Nuno Mascarenhas.
 
A "criação de emprego" e o "incremento da actividade portuária" são alguns dos reflexos que o autarca antecipa, caso se "concretize esta aposta", além dos benefícios "para a economia portuguesa".
 
c/ João Monteiro de Matos (Diário do Distrito)
Modificado em segunda, 10 outubro 2016 20:25

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