segunda, 22 julho 2019
domingo, 10 janeiro 2016 01:44

Hospital de Évora condenado a pagar indemnização a médico estremocense

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António Peças está há quatro anos fora das escalas da única VMER do hospital eborense António Peças está há quatro anos fora das escalas da única VMER do hospital eborense DR
Em 25 de Dezembro de 2013, um cavalo provoca um acidente que mata 4 pessoas. A VMER - Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Évora, que foi chamada ao local, estava indisponível por falta de médicos.
 
A situação repete-se em Abril. Dois homens acabam por morrer.
 
Em Setembro de 2014, a VMER volta a estar inoperacional para uma situação de emergência em que há vítimas mortais.
 
Estes casos ganham maior gravidade quando se descobre que perante a falta de recursos humanos há um médico da VMER afastado do serviço desde 2012, e por tempo indeterminado.
 
À equipa de reportagem da RTP, António Peças assegura que “o então Coordenador da VMER, por e-mail, decidiu suspender-me, por entender que, num e-mail anterior que lhe enviei, eu teria sido ofensivo e calunioso devido ao facto de me debruçar sobre a forma como a escala da VMER do Hospital de Évora era elaborada”.
 
António Peças está há quatro anos fora das escalas da única Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital do Espirito Santo, onde também trabalha como médico-cirurgião.
 
Esta suspensão não o impede, no entanto, de estar ao serviço do helicóptero do INEM de Évora.
 
Já me aconteceu inclusivamente na VMER do helicóptero de Évora transportar doentes para o Hospital de Évora. Eu continuo a ser médico de VMER, mas não sou médico da VMER do Hospital de Évora” salientou o médico estremocense António Peças.
 
Depois de e-mails e cartas sem respostas, a situação foi levada para o Tribunal da Comarca de Évora, que condenou o Hospital do Espirito Santo a reintegrar o médico nas escalas do serviço, e a pagar uma indemnização superior 44 mil euros.
 
António Peças salienta que “logicamente seria completamente impossível eu conseguir cobrir todas essas horas de inoperacionalidade, mas garantidamente ter-me-ia sido possível cobrir algumas delas”.
 
O hospital já fez saber à RTP que vai cumprir a sentença, mas irá também recorrer da decisão do tribunal.
 
c/ Patrícia Cadete (RTP) 
Modificado em domingo, 10 janeiro 2016 01:53

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