sexta, 13 dezembro 2019
terça, 07 abril 2015 01:54

Évora - Embraer quer produzir novos jactos com fundos comunitários

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Frederico Fleury Curado, presidente executivo da Embraer, quer uma decisão célere Frederico Fleury Curado, presidente executivo da Embraer, quer uma decisão célere Getty
A empresa brasileira Embraer, que controla a portuguesa OGMA e que tem já duas fábricas de componentes de aviação em Évora, manifestou ao Governo português a sua vontade de reforçar o investimento em Portugal, para poder produzir em Évora os seus novos jactos E2, mas para tal pretende ver aprovada a sua candidatura aos fundos comunitários através do programa Portugal 2020.
 
O Presidente Executivo da Embraer, Frederico Fleury Curado, revelou ao Diário Económico, que "já desenvolvemos os protótipos dos novos E-Jets, a série E2, em Évora e estamos a discutir com o Governo português, no âmbito do Portugal 2020, que se faça em Évora a fabricação dos aviões".
 
O gestor da empresa brasileira nota que a obtenção de fundos comunitários para apoiar o investimento em Évora é "um dos pontos importantes para a decisão". Já na construção das suas actuais instalações na cidade alentejana, a Embraer contou com financiamento do anterior quadro de apoios da União Europeia.
 
Segundo frisou em entrevista ao "Diário Económico", Frederico Curado espera que o processo de avaliação da candidatura da Embraer seja célere. "Não podemos esperar até 2020. Nos próximos 12 meses gostaríamos de ter uma decisão, porque precisamos de definir onde vamos fixar a produção dos componentes", referiu o mesmo responsável.
 
Em Dezembro de 2014, o presidente da Embraer já tinha admitido o interesse em Portugal como base para o projecto dos jactos E2 . "Daqui a um ano vamos ter de decidir onde fabricar alguns componentes e Évora surge como uma das opções", afirmou Frederico Curado. 
 
Em Évora, onde investiu 180 milhões de euros, a Embraer já produz vários componentes do cargueiro militar KC390. Parte deste avião é também fabricada nas instalações de Alverca da OGMA, que a Embraer controla a 75%.
 
O presidente da empresa brasileira assegura que o compromisso da Embraer com Portugal é de "longo prazo". "Achamos que as fábricas de Évora e a OGMA são um ponto impotante do nosso tecido industrial. A nossa presença em Portugal é de longo prazo, não foi apenas uma questão de oportunidade", realçou Frederico Curado.
 
c/ Expresso
 

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