sábado, 25 setembro 2021
segunda, 19 julho 2021 18:06

Restauro de altares da Igreja Matriz de Monforte benzidos pelo Arcebispo D. José Alves

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Trabalhos de conservação e restauro resultam de uma parceria estabelecida entre o Município de Monforte e a paróquia local Trabalhos de conservação e restauro resultam de uma parceria estabelecida entre o Município de Monforte e a paróquia local DR

Concluídos os trabalhos de conservação e restauro que, no âmbito de uma parceria estabelecida entre o Município de Monforte e a paróquia local, foram executados na Igreja Matriz de Monforte - Santa Maria da Graça e que deixaram a descoberto o que mais se aproxima das pinturas originais dos altares dessa igreja, designadamente o Altar de Nossa Senhora do Parto, o Altar-Mor e os Altares Laterais, Arco Cruzeiro e Arcos, teve lugar, na passada sexta-feira, dia 16 de Julho, a cerimónia da Bênção dos Restauros.
 
Antecedida pela realização de Eucaristia, a cerimónia foi presidida pelo Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Évora, D. José Alves, coadjuvado pelo Pároco do concelho de Monforte, Padre Ronildo Faria dos Santos, e pelo Cónego Júlio Rodrigues. Em representação do município, estiveram presentes o vice-presidente, Fernando Saião, e a vereadora Mariana Mota, a dirigente da Unidade Sociocultural, Educação e Desporto, Teresa Cunha, e a técnica de conservação e restauro responsável pela intervenção, Patrícia Cutileiro.
 
Segundo a autarquia de Monforte, “ao longo dos últimos anos” têm sido promovidas directamente pela Câmara Municipal, “através do seu Serviço de Conservação e Restauro, inúmeras intervenções em património imóvel/móvel religioso“.
 
No âmbito da referida parceria estabelecida entre o município e a paróquia local, “foram empreendidos, durante a última década, trabalhos em várias igrejas e capelas da vila de Monforte”.
 
Em comunicado enviado às redacções, a autarquia salienta que “atendendo às especificidades das intervenções”, a Câmara Municipal tem “articulado com outras entidades metodologias pontuais de colaboração que se têm revelado de grande utilidade”. Devido a esta articulação, “foi possível recrutar, em situação de estágios voluntários, alunos do Curso de Conservação e Restauro da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa”.
 
Na mesma missiva, a autarquia liderada por Gonçalo Lagem esclarece que “foi na Igreja Matriz que foi executada uma intervenção sistemática numa lógica de património integrado, designadamente no Altar de Nossa Senhora do Parto, cujo retábulo em talha dourada e pintura decorativa do século XVIII se encontrava completamente coberto por espessas camadas de tintas esmaltadas e purpurinas prejudicando fortemente a obra de arte a vários níveis (artístico, histórico e técnico)”, tendo a intervenção visado “a recuperação de todo o trabalho artístico original (folha de ouro e pinturas decorativas)”.
 
No que diz respeito às intervenções no Altar-Mor e nos Altares Laterais, Arco Cruzeiro e Arcos, e segundo informação prestada por Patrícia Cutileiro, sabe-se que, em finais do séc. XVIII, a Igreja Matriz de Monforte foi sujeita a profundas transformações arquitectónicas, originando uma série de novos altares e arcos, Altar-Mor, Arco Cruzeiro, Altar do Sagrado Coração, Altar do Senhor dos Passos, Arco do Cristo Crucificado e Altar de Nossa Senhora de Fátima. Estes novos elementos arquitectónicos foram decorados com pinturas murais realizadas a fresco/meio-fresco (pintura com pigmentos inorgânicos realizada sobre rebocos de cal frescos).
Modificado em segunda, 19 julho 2021 18:45

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