sábado, 25 setembro 2021
domingo, 18 julho 2021 21:05

CHEGA! pede esclarecimentos urgentes sobre desacatos e atropelamento em Reguengos de Monsaraz

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André Ventura quer também saber se as autoridades municipais têm meios para lidar com o problema André Ventura quer também saber se as autoridades municipais têm meios para lidar com o problema DR

Tal como o Ardina do Alentejo noticiou aqui, uma série de desacatos ocorridos na noite da passada sexta-feira, dia 16 de Julho, junto à esplanada de um café em Reguengos de Monsaraz, originaram um atropelamento, do qual resultaram três feridos ligeiros, sendo que um deles, de 23 anos de idade, necessitou de tratamento hospitalar.

O facto, quer dos desacatos, quer do atropelamento, ter sido gravado em vídeo e posteriormente amplamente divulgado nas redes sociais, fez com que esta notícia regional se tornasse numa notícia nacional.

E a propósito do ocorrido em Reguengos de Monsaraz, o deputado do partido CHEGA!, André Ventura, pediu hoje a audição urgente, no Parlamento, do Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e do autarca de Reguengos de Monsaraz, José Calixto.
 
No pedido de audição urgente do Presidente da autarquia de Reguengos de Monsaraz e do Ministro Eduardo Cabrita, enviado ao Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, o CHEGA! fala da falta de meios das forças de segurança, mas também da questão da integração da comunidade cigana.
 
No documento enviado, o partido diz que o país assistiu estupefacto aos acontecimentos, quando um individuo de etnia cigana atropelou e feriu várias pessoas e que os militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) não agiram.
 
A inação dos militares da GNR chamados ao local tem um motivo óbvio e evidente”, que é a falta de meios humanos e logísticos, frisa André Ventura.
 
Na verdade, caso tivessem assumido alguma acção mais musculada, hoje estaríamos perante um país a clamar por racismo, xenofobia ou infiltração da extrema-direita nas forças de segurança. Como se pode assacar culpas a militares da GNR que, em evidente inferioridade e com autoridade permanentemente subtraída pelo Governo, têm de lidar com fenómenos de permanente insubordinação, descontrolo e desconsideração pelas regras do Estado de Direito?”, questiona o deputado.
 
André Ventura quer também saber se as autoridades municipais têm meios para lidar com o problema e o que têm feito para promover a integração da comunidade cigana.
 
E saber, por parte do Ministério da Administração Interna, como é possível que os meios humanos sejam tão limitados “nestas áreas do interior do país”, e como é possível que continuem a fechar postos ou esquadras de polícia.
 
c/ LUSA
Modificado em domingo, 18 julho 2021 21:30

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