quarta, 27 outubro 2021
terça, 16 março 2021 08:40

Azeite alentejano «Amor é cego» vence prémio do «Melhor Rótulo» em Paris

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João Miguel Rosado descreve o seu azeite como “frutado maduro com notas de tomate e frutos secos” João Miguel Rosado descreve o seu azeite como “frutado maduro com notas de tomate e frutos secos” DR

E a conquista de prémios continua a ser uma constante do azeite alentejano “Amor é Cego”.
 
Depois de em 2019 ter vencido em Valpaços, na OliValpaços - Feira Nacional de Olivicultura, o prémio para o melhor azeite de azeitona galega, o alentejano “Amor é Cego” acaba de vencer o prémio para o melhor rótulo 2021 da Olio Nuovo Days Competition, em Paris.
 
Para além de ter sugerido o nome para este azeite produzido com azeitonas oriundas do Monte da Oliveira Velha, em Azaruja, a designer Rita Rivotti é a responsável pela elaboração do rótulo agora premiado na capital parisiense.
 
Para além de ser um dos mais conhecidos ditos populares, o nome do azeite é uma homenagem a uma das mais emblemáticas, e porventura, a mais reconhecida criação do figurado em barro de Estremoz, designados como Património Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
 
A expressão “Amor é Cego” é muitas vezes usadas para justificar que uma vontade, um sentimento, um objectivo, quando é muito forte não olhamos a meios para o atingir, nem sequer se ouvem outras vozes que não a dessa vontade. E foi isso que o professor de matemática João Miguel Rosado, um apaixonado pela terra, pelas oliveiras e pela herança familiar, pôs em prática aquando da criação deste azeite, aproveitando um património oleico plantado pelo avô há mais de seis décadas.
 
João Miguel Rosado descreve o seu azeite como “frutado maduro com notas de tomate e frutos secos”. Sabores que se devem ao facto da colheita ser efectuada com as azeitonas ainda verdes conferindo também “alguma frescura e algum picante nas notas de prova”.
 
Tudo isto se pode comprovar numa ida ao Monte da Oliveira Velha, onde João Rosado organiza experiências de olivoturismo, como as degustações de azeite e de petiscos regionais, num espaço com uma vista privilegiada para o Castelo de Évora Monte e para a Serra d´Ossa, e onde repousam zambujeiros com mais de dois mil anos, árvores cheias de vida e de história, que resistiram à passagem do tempo, “monumentos vivos” que o produtor pretende preservar.
 
c/ Tribuna Alentejo 
Modificado em terça, 16 março 2021 09:41

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