O surto de Covid-19 que se iniciou no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), em Reguengos de Monsaraz, onde testaram positivo para o novo coronavírus, 17 funcionários e 45 utentes, já chegou à comunidade, onde já se registam vários casos.
Em entrevista à SIC, José Calixto, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, assegura que “já há casos identificados”.
O edil salientou que “temos algumas referências e obviamente que toda a informação de possíveis cadeias de contacto estamos a partilhá-la com a Autoridade de Saúde Pública, obviamente pela preocupação que isso nos trás de contermos o mais rapidamente possível todas as cadeias de contacto que possam surgir na comunidade”.
Os números comunitários ainda não são concretos porque a Autoridade de Saúde Pública não considera oportuna a sua divulgação e porque está em marcha a operação de testagem em massa com um centro dedicado para o efeito montado no centro de saúde local.
No dia de hoje, 22 de Junho, segunda-feira, a autarquia encerra tudo o que é da sua competência, como os serviços de atendimento público, nomeadamente a Câmara Municipal e as juntas de freguesia do concelho. Estão já accionados os planos de contingência das IPSS do concelho, não havendo visitas em lares há já alguns dias. “Tudo aquilo que sejam serviços em que possa haver ajuntamentos de pessoas, tenderemos a encerrar” frisou o autarca.
Em relação à Escola Secundária e às instituições com Ensino Pré-Escolar, José Calixto disse à estação televisiva de Paço de Arcos que “a proposta da Protecção Civil Municipal para as entidades competentes foi do encerramento dos únicos níveis de ensino que estão com aulas presenciais”.
Conforme o evoluir da situação, é possível instalar um cordão sanitário ao concelho. José Calixto afirma que “claro que quando estamos com o nível de contágio epidemiológico que estamos temos de ponderar todas as hipóteses. Mas para isso temos a Autoridade de Saúde Publica para tomar decisões”.
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