terça, 11 dezembro 2018

Évora - Cromeleque dos Almendres passa a Monumento Nacional

Escrito por  Publicado em Região terça, 03 fevereiro 2015 17:58
O Cromeleque dos Almendres é "um dos mais relevantes" monumentos "do megalitismo europeu" O Cromeleque dos Almendres é "um dos mais relevantes" monumentos "do megalitismo europeu" DR
O Cromeleque dos Almendres, o "maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica" e um dos mais relevantes do megalitismo europeu, foi reclassificado como Monumento Nacional. A decisão foi tomada em Conselho de Ministros na passada semana.
 
Em comunicado, o Conselho de Ministros refere ter decidido alterar a classificação deste conjunto arqueológico, situado no concelho de Évora e que era Imóvel de Interesse Público, desde 1974.
 
Pode ler-se no comunicado do Governo que "diversos estudos e trabalhos de escavação efectuados vieram ampliar o reconhecimento do interesse arqueológico e científico do sítio, bem como do seu contexto paisagístico, justificando-se a sua reclassificação como Monumento Nacional".
O Cromeleque dos Almendres está situado a cerca de 12 quilómetros da cidade património mundial, na Herdade dos Almendres, na União das Freguesias de Nossa Senhora da Tourega e Nossa Senhora de Guadalupe.
 
Na sua página na Intenet, a Direcção-Geral do Património Cultural refere tratar-se de "um dos mais relevantes" monumentos "do megalitismo europeu".
O sítio arqueológico é composto por diversas estruturas megalíticas, nomeadamente cromeleque, menir e pedras, tendo sido descoberto pelo investigador Henrique Leonor Pina, em 1964, aquando do levantamento da Carta Geológica de Portugal.
 
Abrangendo uma larga faixa cronológica, desde o Neolítico Médio até à Idade do Ferro (ou seja, desde finais do 6.º até inícios do 3.º milénios antes de Cristo), este sítio apresenta, entre outros elementos, um cromeleque de planta circular irregular, composto por 95 monólitos de granito (chegaram a ser mais de 100).
 
"Em relação aos monólitos propriamente ditos, eles possuem, no seu conjunto, forma almendrada", sendo alguns deles "de consideráveis dimensões", apesar "da preponderância dos de pequenas dimensões", realça a Direção-Geral do Património Cultural.
Quanto à decoração, alguns dos monólitos apresentam "as denominadas 'covinhas' ou linhas sinuosas e radiais".
 
c/ LUSA
 

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