domingo, 24 maio 2020
O acordo assinado entre os governos português e chinês para facilitar a instalação de empresas chinesas na área logística de Sines é visto com "agrado" pelo presidente do município alentejano, que aguarda os potenciais investimentos com "expectativa".
 
Nuno Mascarenhas, autarca de Sines, disse ver "com o maior agrado o anúncio da possível vinda de empresários chineses para o concelho", que, destacou, "tem um papel fundamental enquanto pólo industrial e portuário" para a região e para o país.
 
O responsável pela autarquia diz ser importante ver a preocupação do primeiro-ministro e do Governo já que demonstra que os actuais “governantes têm plena consciência que Sines pode ter um papel fundamental, que já tem hoje em dia enquanto pólo industrial e portuário, mas que pode ter um papel fundamental no futuro para dinamizar a economia portuguesa", acrescentou.
 
Um dos oito acordos assinados no passado Domingo, em Pequim, entre os governos de Portugal e da China visa, segundo destacou em conferência de imprensa o primeiro-ministro, António Costa, a concretização na zona industrial e logística do porto de Sines "de facilidades para a instalação de empresas chinesas".
 
O acordo empresarial envolve o Haitong Bank, o China Development Bank e a Agência para a Internacionalização e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
 
António Costa destacou também, num encontro com empresários chineses, as potencialidades do porto de Sines, bem como a localização "estratégica" da infraestrutura portuária na faixa atlântica para as ligações com África e com o continente americano.
 
Durante a visita oficial à China, em entrevista à televisão estatal, CCTV, António Costa afirmou também que Portugal está disposto a "participar activamente" na iniciativa chinesa “Rota Marítima da Seda”, uma iniciativa do governo chinês, anunciada em 2013, que pretende reactivar a antiga Rota da Seda, entre a China e a Europa, através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.
 
Para o autarca de Sines, o "importante" é perceber que há a "intenção do Governo português" e da China em colaborarem nessa iniciativa, "interesse esse também demonstrado há já algum tempo".
 
"Sines enquanto porto estratégico no Atlântico atrai um conjunto de investidores que percebem que este porto e a sua área logística associada pode ter aqui um papel de extrema relevância no contexto, não só nacional, mas principalmente internacional", defendeu Nuno Mascarenhas.
 
A "criação de emprego" e o "incremento da actividade portuária" são alguns dos reflexos que o autarca antecipa, caso se "concretize esta aposta", além dos benefícios "para a economia portuguesa".
 
c/ João Monteiro de Matos (Diário do Distrito)
Modificado em segunda, 10 outubro 2016 20:25
Três dezenas de monumentos históricos, que se encontram em mau estado de conservação, de Norte a Sul do país, vão ser reabilitados e explorados por entidades privadas por períodos entre 30 a 50 anos, ao abrigo do programa “Revive”, recentemente criado pelo Governo.
 
No final do mês de Setembro tinham sido divulgados os 11 primeiros monumentos a concurso e, no dia de ontem, o site Diário Imobiliário avançou o nome de mais 13 imóveis que fazem parte do programa “Revive”, uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças, que abre o património ao investimento privado para desenvolvimento de projectos turísticos.
 
Para que se conheçam os 30 monumentos abrangidos pelo programa “Revive” ficam apenas a faltar seis imóveis de uma lista que tem sido alvo de estudo e análise técnica e a qual o Governo não dá ainda por fechada.
 
Dos 24 já conhecidos, seis imóveis encontram-se em solo alentejano: o Convento de S. Paulo (Elvas); o Castelo de Portalegre (Portalegre); a Quinta do Paço de Valverde (Évora), a Fortaleza de Juromenha (Alandroal), o Forte de Nossa Senhora das Salvas e o Forte da Praia da Ilha do Pessegueiro (ambos em Sines).
 
Os outros monumentos já conhecidos são: o Castelo de Vila Nova de Cerveira (Viana do Castelo), a Fortaleza de Peniche (Leiria), o Mosteiro de S. Salvador de Travanca (Amarante), o Mosteiro de Arouca (Aveiro), o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova (Coimbra), os Pavilhões do Parque D. Carlos I (Caldas da Rainha), o Paço Real de Caxias (Oeiras), o Forte do Guincho (Cascais), o Forte de S. Roque da Meia-Praia (Lagos), o Convento de Santo António dos Capuchos (Leiria), o Convento de São Bernardino (Peniche), o Quartel da Graça (Lisboa), o Forte do Rato (Tavira), uma das alas do edificado no terreiro do Cabo Espichel (Sesimbra), o Mosteiro de Lorvão (Penacova), o Forte da Barra na Gafanha (Aveiro), o Colégio de São Fiel em Louriçal do Campo (Castelo Branco), e parte do edifício da Alfandega do Porto.
 
O objectivo do Governo é o de “voltar a dar uso ao património, para que esteja acessível a todos e seja transformado em activo económico”, segundo Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo. No horizonte está a adaptação destes monumentos, no todo ou em parte, para que funcionem como hotéis, restaurantes ou salas de conferências.
 
Ana Mendes Godinho recusa que se trate de uma privatização de monumentos. “Os imóveis continuarão a ser do Estado”, garante. Está em causa, diz, o “desenvolvimento de actividades económicas a partir do património existente”, sendo garantida a “manutenção e valorização da identidade” dos edifícios.
 
Cada concessão será objecto de concurso público, garante o Ministério da Economia, comprometendo-se o Governo com a criação de uma “linha de financiamento” no valor de 150 milhões de euros.
 
O valor é totalmente reembolsável [a favor do Estado], estamos apenas a lançar condições especiais de prazo, amortização e carência para dar aos privados um primeiro impulso, mas o investimento privado espera-se superior a 150 milhões”, explica a Secretária de Estado.
 
O primeiro concurso foi lançado em Agosto e envolve o Convento de S. Paulo, em Elvas, cujo caderno de encargos implica a construção de um hotel. O concurso para a Quinta do Paço de Valverde, em Évora, que também acolherá um hotel de quatro ou cinco estrelas, arranca brevemente.
 
Em alguns casos, os concursos definem à partida o tipo de projecto turístico que o Estado pretende. Noutros casos, será a iniciativa privada a apresentar propostas. Depende da localização do imóvel e da oferta já existente na região, entre outros factores. O prazo de concessão terá um mínimo de 30 anos e um máximo de 50, findo o qual o contrato pode ser prorrogado ou o monumento pode voltar a ser inteiramente público.
 
A iniciativa, que tem levantado alguma polémica, não encontra porém opositores, pois há a consciência de que algo urge fazer para reabilitar património imobiliário e arquitectónico nacional para o qual o Estado não dispõe nem de meios financeiros para o fazer, nem vocação para estruturar projectos coerentes, susceptíveis de garantir a sua sustentabilidade.
 
Conheça mais detalhes sobre os seis monumentos “alentejanos” que integram o programa “Revive”…
 
Convento de S. Paulo, em Elvas
Exemplo da arquitectura setecentista, o Convento de São Paulo constitui a quarta e última casa da Ordem de 
São Paulo, começada a construir em 28 de Outubro de 1679 e concluída em 31 de Dezembro de 1721.
Após a extinção das ordens religiosas, o Convento entrou num processo de degradação que culminou no incêndio que o arrasou definitivamente. 
Segundo informou o edil local, o Grupo Vila Galé ganhou o concurso público internacional lançado pela Câmara Municipal de Elvas, em 29 de Julho de 2016, e ali irá instalar um hotel de 5 estrelas.
 
 
Castelo de Portalegre (Portalegre)
Castelo medieval construído no reinado de D. Dinis, por volta de 1290. Nesta fortificação, relacionada com a defesa da fronteira alto-alentejana, destaca-se a Torre de Menagem, com pavimentos interiores cobertos por abóbadas e planta quadrangular regular, bem integrada na muralha característica da arquitectura gótica militar. Existem ainda três torres, das doze que possuía inicialmente, uma das quais a Torre Norte que actualmente, pela sua altura, constitui o verdadeiro símbolo cenográfico do passado medieval da cidade.
O Castelo sofreu já obras de restauro, tendo ainda sido alvo de intervenção de modo a poder ser instalado no seu interior um museu, actualmente em funcionamento.
 
Quinta do Paço de Valverde (Évora)
Quinta com paço episcopal, cuja origem teve início no século XVI, por iniciativa da diocese eborense, ou Mitra de Évora, perto da Ribeira de Valverde, e que serviu de local de descanso aos seus membros. Posteriormente, o Infante Dom Henrique fundou, nos terrenos da quinta, um convento de frades capuchos, cuja comunidade aí se instalou em 1517. Do primitivo edifício quinhentista conservam-se muitos vestígios arquitectónicos, alguns de feição manuelina, como é o caso da capelinha existente na cerca conventual, pavimentada com azulejos da primeira metade do século XVI. No denominado Jardim de Jericó, sobressai o lago dos Cardeais, iniciado na segunda metade do século XVII e decorado em volta da estátua de Moisés.
Destaca-se ainda, pelo seu valor arquitectónico, a capela do convento. Um perfeito exemplo de micro-arquitectura renascentista.
Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, todo o conjunto acabou por ficar na posse do Estado.
 
 
Fortaleza de Juromenha (Alandroal)
Segundo os especialistas, “É um caso de estudo, um modelo de evolução da fortificação dentro da Península Ibérica. Nas ruínas é possível ler, numa conjugação rara, a série contínua dos períodos históricos – medieval e moderno, islâmico e cristão, de taipa, de pedra, vertical e horizontal – numa sintonia de numerosas e fortes torres, em contraste com poucos mas robustos e extensos baluartes...”.
Dada a sua situação, em plana raia fronteiriça, passou de mãos várias vezes, só sendo recuperada definitivamente em 1808. A partir de então foi entrando em progressiva decadência, e em 1920 ficou despovoada. No ano de 1950, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais iniciou obras de recuperação do espaço, numa campanha que se prolongou até 1996.
 
Forte de Nossa Senhora das Salvas (Sines)
Também denominado como Forte do Revelim, localiza-se na freguesia, cidade e concelho de Sines.
Situado no Cabo de Sines, no extremo oeste da baía, tinha como função a vigia da costa, cooperando com o Castelo de Sines na defesa da vila contra os ataques dos corsários e dos piratas, então frequentes naquele litoral.
Foi construído no século XVII, altura em que foram construídas outras fortalezas com a mesma função ao longo da costa portuguesa, tendo albergado tropa até 1844. Desde 1978 que se encontra classificado como Imóvel de Interesse Público.
 
 
Forte da Praia da Ilha do Pessegueiro (Sines)
O Forte de Nossa Senhora da Queimada como também é conhecido, junto com o Forte de Santo Alberto, na própria ilha do Pessegueiro, constituíam um conjunto defensivo construído para protecção da costa, contra a pirataria. A construção dos dois fortes teve início durante a época dos Filipes, por volta de 1588, mas só terminou em 1690, já depois da restauração da independência portuguesa.
O terramoto de 1755 causou bastantes danos a este conjunto de fortalezas, e apesar de estarem classificados como monumentos nacionais, estão abandonados.
 
c/ Observador e Diário Imobiliário
 
 
 
 
 
Modificado em segunda, 10 outubro 2016 02:38
O Agrupamento de Escolas de Reguengos de Monsaraz vai dispor de uma sala "Snoezelen", com equipamentos destinados ao relaxamento e à estimulação multissensorial dos alunos com perturbações neurológicas, intelectuais e emocionais.
 
"Nesta sala, as experiências sensoriais visam estimular os cinco sentidos básicos e também o equilíbrio e a relação com o outro", explicou à Lusa Marcelina Oliveira, professora que pertence à direcção do agrupamento escolar e supervisora da educação especial.
 
Segundo a docente, em Portugal, "em contexto escolar, não existem muitas destas salas", inspiradas num conceito criado na Holanda e cuja designação, "Snoezelen", tem a ver, precisamente, "com sentido e relaxamento".
 
"A filosofia da sala é direccionada, de uma maneira geral, para indivíduos com perturbações intelectuais, neurológicas e emocionais e pode ser utilizada por diferentes níveis etários", referiu.
 
Há uns anos, uma outra professora já tinha tentado implementar o projecto, mas, na altura, não avançou por falta de financiamento, segundo Marcelina Oliveira.
 
A iniciativa foi reestruturada e, agora, foi concretizada com o apoio da Fundação Oriente, da CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, da Câmara e Junta de Freguesia, da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do concelho e de empresas locais.
 
"A sala deve começar a funcionar dentro de um mês, porque ainda estamos à espera que cheguem alguns equipamentos", afirmou a docente, indicando que, até ao momento, foram investidos no projecto "à volta de nove mil euros".
 
Esta valência, que vai contar com técnicos especializados, tem como objectivo proporcionar conforto através de estímulos multissensoriais, que "cruzam" música, notas, sons, luz, almofadas ou estimulação táctil, entre outros.
 
"O ambiente é escurecido e, depois, há todo um jogo de luzes, cores, sons e música relaxante. Todo este envolvimento convida a que a pessoa fique relaxada e num ambiente mais íntimo", precisou Marcelina Oliveira.
 
Uma envolvência "muito necessária" aos alunos que dela vão beneficiar: "São crianças com tempos de concentração e de atenção muito reduzidos, com grandes picos de hiperactividade", podendo esta terapêutica "trazer respostas positivas e muitas mais-valias", frisou.
 
Instalada na Escola EB N.º1 de Reguengos de Monsaraz, que ministra 2.º e 3.º ciclos, a sala, para já, vai dar resposta a alunos com deficiência intelectual, neurológica e emocional deste estabelecimento, mas também da Escola EB nº2 da cidade, dedicada ao 1.º ciclo.
 
"Temos salas de multideficiência nessas duas escolas, com um total de 14 alunos. Em princípio, vamos avançar com estes 14 na sala 'Snoezelen' e ainda com outros alunos prioritários que não estejam nas salas multideficiência", indicou a professora.
 
O objectivo seguinte, acrescentou, será "abrir" a sala à comunidade, numa lógica de apoio social, para que seja frequentada por "adultos com deficiência e que necessitem desta terapêutica" e por "idosos em lares que precisem de estimulação de relaxamento".
 
c/ LUSA
 
Ao ser atingido por um tiro num acidente de caça ocorrido hoje, Domingo, dia 9 de Outubro, na zona de Cabrela, no concelho de Montemor-o-Novo, um homem de 44 anos ficou ferido com gravidade, disse à Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).
 
Ainda segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu na Herdade de Águas de André, cerca das 09.40 horas, tendo o homem, que sofreu "ferimentos na face", sido transportado por companheiros de caça para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal.
 
A vítima foi posteriormente transferida para o Hospital de São José, em Lisboa, de acordo com a fonte da força de segurança.
 

Mês do Idoso assinalado em Évora

sexta, 07 outubro 2016 02:11

Um seminário sobre envelhecimento, intitulado “Cuidar do Eu, do Outro e do Tempo”, tem lugar nos dias 27 e 28 de Outubro, no auditório da DGEstE - Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares de Évora, sendo um dos destaques da programação do “Mês do Idoso 2016”, na cidade Património Mundial.

O seminário Incidirá nos direitos dos idosos, saúde, redes de vizinhança, actividades e boas práticas. O dia 27 é destinado a técnicos da área do envelhecimento e o dia 28 a seniores e outros interessados nesta temática.
 
As inscrições devem ser efectuadas através do 266 242 606, www.arsalentejo.min-saude.pt (eventos) ou na Câmara Municipal de Évora/Divisão de Educação e Intervenção Social.
 
O evento tem organização conjunta da Câmara Municipal de Évora, Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSAlentejo), Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Central (ACES Alentejo Central), Unidade de Cuidados na Comunidade de Évora, Fundação Eugénio de Almeida e Universidade de Évora/Escola Superior de Enfermagem S. João de Deus.  
 
A edição deste ano do “Mês do Idoso” será ainda animada pelo Baile do Mês do Idoso, que se realiza já no próximo dia 14, a partir das 20 horas, na Arena d´Évora e no dia 29 há Noite de Fados, com início marcado para as 20 horas, no Monte Alentejano.
 
Estas comemorações são dinamizadas pela Câmara Municipal de Évora em parceria com a Unidade de Rede Sobre Envelhecimento Populacional, no âmbito do Conselho Local de Acção Social de Évora.
Modificado em sexta, 07 outubro 2016 02:32
Na presença de muitos populares, funcionários, e sobretudo, familiares do homenageado, realizou-se no passado dia 1 de Outubro, a cerimónia de descerramento da placa toponímica que perpetua para todo o sempre o nome de Fernando Manuel Carpinteiro Albino como denominação de rua de Santo Aleixo, freguesia do concelho de Monforte.
 
Na cerimónia, carregada de significado e marcada por manifestações de muito afecto para com o homenageado, o Presidente da Câmara Municipal de Monforte, Gonçalo Lagem, recordou quais as razões que levaram à fundamentação da proposta de atribuição do nome de Carpinteiro Albino para nome de rua na freguesia de Santo Aleixo, que o próprio edil apresentou na reunião do executivo da autarquia monfortense, e que foi aprovada por unanimidade.

 
Considerando que o Dr. Fernando Manuel Carpinteiro Albino é um agricultor de excelência, de importância decisiva para a freguesia de Santo Aleixo, por toda a sua obra visível e inquestionável aquém e além-fronteiras, por todas as suas conquistas, levando sempre consigo o nome de Santo Aleixo, tornando-o numa figura ímpar que perdurará na freguesia”.
 
Fernando Carpinteiro Albino, visivelmente emocionado, mostrou-se bastante honrado com esta homenagem que lhe foi prestada e que, afinal, serviu para reconhecer publicamente atributos que lhe são conferidos e pelos quais tem conseguido conquistar a amizade e o respeito de quem com ele tem privado, em particular de muitos santoaleixenses que com ele trabalham ou já trabalharam.
 
Fernando Carpinteiro Albino ocupa actualmente o cargo de Director da Sociedade Agrícola da Herdade da Torre de Frade, Lda, detentora das explorações agropecuárias localizadas na área da freguesia de Santo Aleixo. É formado em Direito, e no grupo empresarial que integra, desde o Conselho de Administração até aos colaboradores de campo, tem um espírito incansável e um carisma evidente que faz dele um exemplo de liderança. Já desempenhou diversas funções na CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e na ANPOC (Associação Nacional de Produtores de Cereais, Oleaginosas e Proteaginosas), ocupando actualmente o lugar de Presidente do Conselho de Administração da Carnalentejana desde a sua fundação, sendo também membro do Conselho Superior da CAP e da Associação Empresarial de Elvas, Presidente do Clube Português dos Cereais de Qualidade, Director do Agrupamento de Produtores Procereais, bem como, Presidente das Assembleias Gerais da APOSOLO (Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo) e ANPROBE (Associação Nacional de Produtores de Beterraba).
 
Modificado em sexta, 07 outubro 2016 01:46
A notícia está a ser avançada pelo portal de informação Elvasnews e caiu como que uma bomba no meio politico elvense: João Vintém, Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Elvas, apresentou a demissão do cargo para o qual tinha sido nomeado em 4 de Agosto de 2014, por Nuno Mocinha, Presidente da autarquia elvense.
 
Segundo o portal de informação sediado em Elvas, João Vintém, que se encontra a gozar um período de férias, apresentou o seu pedido de demissão na sequência de divergências que nos últimos tempos se têm vindo a acentuar. Os rumores da saída de João Vintém já circulam pela cidade raiana há alguns dias e são por demais evidentes.
 
O portal dirigido por Luís Porfírio tentou entrar em contacto com o Presidente do Município, que apenas respondeu que “em termos oficiais, o Chefe de Gabinete João Vintém está de férias”. O até aqui Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Elvas não quis prestar declarações.
 
De recordar que João Vintém foi vereador até Outubro de 2013, eleito nas listas do Partido Socialista (PS), e integrando o executivo dos dois últimos mandatos liderados pelo anterior Presidente da autarquia elvense, Rondão Almeida. No último acto eleitoral João Vintém voltou a fazer parte das listas do PS, tendo sido eleito para a Assembleia Municipal.
 
c/ Elvasnews
Modificado em quinta, 06 outubro 2016 00:26

Dez alunos hospitalizados em Évora

terça, 04 outubro 2016 15:06
Dez alunos da Escola Básica Manuel Ferreira Patrício, em Évora, foram nesta manhã de terça-feira hospitalizados devido a sintomas de indisposição.
 
As causas, segundo as autoridades locais, são ainda desconhecidas.
 
Sabe-se apenas que seis das crianças são da mesma sala do sexto ano.
 
O alerta foi dado pelas 12.30 horas, ainda antes do almoço, altura em que os alunos se queixaram de vómitos.
 
Foram assistidos pelos Bombeiros Voluntários de Évora e pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Évora e transportados para o Hospital do Espírito Santo, na cidade alentejana.
 
No socorro às vítimas participaram 12 operacionais, apoiados por sete viaturas.
 
c/ Correio da Manhã
 
Tem início hoje, dia 3 de Outubro, segunda-feira, no Tribunal de Évora, a partir das 09.30 horas, o julgamento de Vânia Pereira, antiga directora técnica do Lar de Infância e Juventude da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, e principal arguida de um processo em que está acusada dos crimes de abuso sexual de menores, maus tratos, sequestro agravado e peculato, delitos alegadamente ocorridos entre 2008 e 2014.
 
No banco dos réus estarão também a Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz e o seu Provedor, Manuel Galante, quatro elementos da equipa técnica chefiada por Vânia Pereira, e ainda duas funcionárias do lar.
 
A investigação, que esteve a cargo do Ministério Público (MP) de Reguengos de Monsaraz e do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora levou à detenção, em Abril de 2015, da directora técnica do Lar de Infância e Juventude.
 
Relativamente às acusações deduzidas pelo Ministério Público, Vânia Pereira, divorciada e à data do início dos factos com 29 anos, está acusada de onze crimes de abuso sexual de menor dependente, quatro crimes de maus tratos e três crimes de peculato e, em co-autoria, de três crimes de maus tratos e dois de sequestro agravado.
 
Em Março de 2009, e de acordo com os factos investigados, a arguida assumiu a responsabilidade técnica do lar e começou a manter um contacto muito próximo e privilegiado com um menor, na altura com 14 anos.
 
Segundo ainda o despacho de acusação, essa ligação levou a que a mulher, pelo menos em onze ocasiões, tenha abraçado, acariciado e beijado o jovem, com quem teve actos sexuais, vaginais e orais. Esses actos foram praticados no gabinete, na casa e no carro da arguida, e em hotéis para onde viajava na companhia do jovem.
 
Já os crimes de peculato de que a mulher está acusada estão relacionados com a apropriação de quantias de três menores, refere a acusação.
 
A acusação sustenta ainda que alguns jovens foram alvo de agressões e de castigos, que iam desde o ficar privados de comida, água quente, dinheiro e até mesmo à privação de liberdade. Um dos jovens chegou a não regressar à instituição, tendo dormido nos bancos do jardim e andado a pedir esmola nas ruas de Reguengos de Monsaraz.
 
Em relação às restantes acusações deduzidas, a Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz e o seu Provedor estão acusados, cada, pela prática por omisso de nove crimes de maus tratos e três crimes sequestro agravado; cada um dos quatro elementos da equipa técnica está acusado pela prática de três crimes de maus tratos e dois crimes de sequestro agravado; as duas funcionárias do lar vão responder em tribunal, num julgamento que acontecerá à porta fechada, uma por três crimes de maus tratos, e outra por três crimes de maus tratos mais um crime de sequestro agravado.
 
Para além dos nove arguidos, o processo conta com cinco demandantes e dois assistentes, todos jovens da instituição, e sessenta e seis testemunhas de acusação, entre os quais 21 jovens utentes do Lar de Infância e Juventude da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz.
 
O Lar de Infância e Juventude da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz tinha vagas para 40 crianças e jovens, entre os 3 e os 18 anos de idade, que ali chegavam após decisão do tribunal ou da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, como medida de promoção e protecção das mesmas.
 
Os utentes eram crianças e jovens com trajectórias de vida de risco, provenientes de vários pontos do país, e privados de meio familiar normal, devido a situações de perigo diversas e a carências socioeconómicas.
 
Esta valência da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz encerrou dois meses depois da detenção da directora técnica.
 
c/ Lidador Notícias
Modificado em segunda, 03 outubro 2016 08:23