quarta, 17 outubro 2018
A Esquadra de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Elvas, realizou ontem, Domingo, dia 27 de Setembro, uma operação na cidade de Elvas, mais concretamente nos Bairros de São Pedro e das Pias, no cumprimento de oito mandados de busca domiciliária, no âmbito de uma investigação por cultivo e tráfico de estupefacientes.
 
Da acção, levada a cabo com o apoio da Unidade Especial de Polícia e de recursos humanos de outras Subunidades da Divisão de Elvas e sede do Comando, resultou a “detenção de cinco indivíduos, aos quais são imputados crimes de cultivo/tráfico de estupefacientes e posse de arma proibida, fora das condições legais”.
 
Fonte da PSP refere que na operação, que envolveu mais de 40 agentes e que decorreu entre as 18 e as 21 horas, foram apreendidas as seguintes substâncias e armas: 1430 doses de Pólen de Haxixe; cerca de 1700 gramas de Liamba pronta a consumir; 10 pés de cannabis em vários estágios de desenvolvimento; várias sementes da mesma substância; 3 armas de fogo de calibre 6.35 mm; 1 arma de alarme com indícios de adaptação; 2 caçadeiras; 55 munições – 41 de calibre 6,35 mm; 8 de calibre 7,65 mm e 6 de calibre 9 mm; e 249 munições de calibre 12 mm, vulgo cartuchos.
 
Um dos indivíduos, que já cumpriu pena de prisão por furto e roubo, será hoje presente a primeiro interrogatório judicial para eventual aplicação de medidas de coacção enquanto que os outros quatro “depois de constituídos arguidos e prestarem Termo de Identidade e Residência, foram libertados, aguardando os ulteriores trâmites processuais em liberdade”, refere a mesma fonte.
 
c/ Elvas News
 

Castelo de Marvão envolto em polémica

Escrito por sexta, 25 setembro 2015 01:33
A associação Centro Cultural de Marvão (CCM), concessionária da gestão e exploração do castelo daquela vila alentejana, recusou a medalha de mérito que a câmara municipal lhe atribuiu, acusando a maioria PPD/PSD no executivo de “menosprezar” o trabalho voluntário feito pelos sócios nos últimos dois anos e meio.
 
Em causa está a abstenção do presidente da Câmara de Marvão, Vítor Frutuoso, e de três vereadores do PPD/PSD na votação da proposta de atribuição daquela distinção, apresentada pelo único vereador do PS. Além de se absterem, os social-democratas apresentaram uma declaração a explicar o sentido de voto: argumentam que a associação fez um trabalho “normal e aceitável” e atingiu os “objectivos mínimos” mas ficou “muito aquém” do que tinha proposto, pelo que não merece receber a medalha.
 
A proposta acabou por ser aprovada e a entrega estava marcada para 8 de Setembro, feriado municipal, mas a associação não compareceu. “Conseguimos transformar um espaço que estava morto num espaço com vida”, declara o director do CCM, Tiago Pereira. “A câmara, principal entidade responsável pelo castelo, não só não reconhece isso como ainda faz um ataque feroz à nossa gestão, pondo em causa todos os agentes associativos e culturais do concelho, que colaboraram connosco”, acrescenta.
 
A gestão e exploração do castelo, classificado desde 1922 como monumento nacional e inserido na área protegida do Parque Natural da Serra de São Mamede, foram entregues ao CCM no início de 2013. Na altura, a Câmara de Marvão convidou as associações do concelho a apresentarem propostas para o espaço. O CCM concorreu, assim como a associação Terras Sem Sombra, mas o júri deu mais pontos ao primeiro, que venceu a concessão. A contrapartida financeira é a receita da venda de bilhetes – 1,30 euros por pessoa, entre Maio e Outubro.
 
Durante dois anos e meio, o CCM “lutou para dar visibilidade à vila e ao castelo”, garante o director, voluntário como os restantes sócios, mais de uma centena, que se dedicam também a outras actividades de dinamização social, desportiva e cultural do concelho. Tiago Pereira enumera o trabalho desenvolvido no monumento: os espaços vazios foram ocupados por um atelier de costura, uma galeria de arte, duas lojas, uma cafetaria, um centro de interpretação (inaugurado em Junho na torre de menagem); foi criada uma agenda cultural e um novo guia do espaço em seis línguas; foram organizadas exposições temporárias; e ainda realizados trabalhos de manutenção do jardim e dos edifícios. “Estamos a trabalhar num audio-guia acessível para as pessoas invisuais, em várias línguas”, acrescenta o director, que espera ter os aparelhos a funcionar no final do ano.
 
Ao longo de um ano e meio, o castelo foi visitado por mais de 100 mil pessoas, e em 2014 foi considerado um dos dez principais pontos de referência no Portugal Traveller's Choice, numa votação promovida pelo site de viagens TripAdvisor. Esta distinção foi, de resto, um dos argumentos do vereador do PS: "Neste momento o castelo de Marvão tem uma projecção nunca antes vista, tem vida própria e tem um futuro incrível", lê-se no texto da proposta.
 
Atingimos as 100 mil visitas pagas há cerca de um mês e meio”, afirma Tiago Pereira, lamentando que a maioria no executivo não tenha “uma palavra de reconhecimento”.
 
Eu reconheço o trabalho deles, é aceitável mas não extraordinário”, contrapõe Vítor Frutuoso. O autarca defende que a medalha de mérito deve ser atribuída a quem faz “serviços excepcionais ao município, que cumpre todos os requisitos e vai mais além”, o que, na sua opinião, não sucedeu. Frutuoso considera que o CCM não cumpriu na íntegra o projecto que levou a concurso: critica, por exemplo, a conversão da antiga sala do Museu Militar numa loja arrendada a um particular, "ao arrepio" do que estava na proposta, esquecendo que aquele era o único espaço no recinto interior com instalações sanitárias, que deveriam ser de uso colectivo e não particular. O autarca desvaloriza também a referência feita pelo TripAdvisor, para a qual, sublinha, contribuíram as condições proporcionadas pela autarquia.
 
O contrato anual com o CCM, renovável até três anos, termina em Fevereiro de 2016. “Vamos analisar a situação e encontrar uma solução, mas ainda não me debrucei sobre o assunto”, diz o presidente da câmara, prometendo uma decisão sobre o futuro do castelo até ao final de Janeiro. Para já, diz apenas que o município “dificilmente terá condições” para gerir o espaço, por falta de recursos, mas vai tentar “tirar mais proveito da exploração do castelo”, com a criação, por exemplo, de um bilhete que inclua outras atracções do concelho.
 
c/ Marisa Soares - Público
 
Segundo avança hoje o Jornal de Notícias, um sargento-mor da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Portalegre foi filmado, por uma câmara oculta, a retirar dinheiro da caixa registadora do bar do Comando Territorial daquela força de segurança. 
 
O JN conta que o militar foi apanhado pelos próprios superiores, que montaram a câmara após meses de pequenos furtos de moedas da caixa.
 
Ainda segundo o diário, a decisão de instalar a câmara foi tomada em Junho, quando o prejuízo chegou aos 100 euros por mês, prejuízo esse que era suportado pelos militares responsáveis pelo bar, os principais suspeitos do desaparecimento das moedas. 
 
Mas depois de instalada a câmara, foram precisos poucos dias até encontrar o culpado, um sargento-mor de 53 anos. O vídeo mostra o militar a debruçar-se sobre o balcão, quando fica sozinho, a abrir a caixa registadora através da patilha de segurança, e a retirar algumas moedas. Depois de colocar as moedas no bolso das calças, o militar folheia um jornal e dirige-se para o seu posto, como se nada se passasse.
 
A GNR abriu um processo disciplinar interno, tendo comunicado o caso ao Ministério Público, a quem foram entregues as imagens. O JN avança ainda que a Polícia Judiciária Militar já está a investigar o caso. Como as imagens foram captadas sem autorização, não poderão ser usadas em tribunal. Ainda assim, o testemunho de militares poderá servir de prova.
 
A mesma publicação adianta que o militar em causa encontra-se internado, estando de baixa por problemas psicológicos. Tratando-se de um militar graduado, o caso provocou também algum desconforto no seio da GNR de Portalegre.
 
c/ JN
Por uso indevido de verbas públicas ou não cumprimento das obrigações de prestação de contas ao Estado, 144 gestores públicos foram obrigados a devolver 787 mil euros aos cofres públicos, só em 2014.
 
Estão em causa autarcas, directores-gerais, presidentes de institutos ou de empresas públicas, responsáveis hospitalares ou, ainda, responsáveis financeiros destas entidades, esclareceu fonte oficial do Tribunal de Contas.
 
Os números, avançados pelo Jornal de Notícias, são do relatório de actividades do Tribunal de Contas e mostram que, no ano passado, as verbas devolvidas ficaram acima dos 521 mil euros de 2013 e foram quase o dobro do registado em 2012.
 
O pagamento pode ser feito de forma voluntária ou depois de condenação. Quando os pagamentos não são feitos de forma voluntária, o tribunal liderado por Oliveira Martins "avança para as condenações".
 
Segundo avançou esta segunda-feira o Jornal de Noticias (JN), já este ano, Ângelo de Sá e Artur Pombeiro, respectivamente ex-presidente e ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Borba, foram condenados a pagar cerca de 70 mil euros (mais juros de mora), devido a terem contratado, de forma irregular, Marcelina Mendanha, como chefe de gabinete.
 
Durante o primeiro mandato, em 2005, os autarcas socialistas pediram autorização ao Governo para contratar como chefe de gabinete Marcelina Mendanha, reformada da Função Pública. Apesar do pedido ter sido negado, e segundo o JN, Marcelina Mendanha acabou mesmo por ser contratada, por alegada demora na resposta do Governo.
 
Em 2010, e durante o segundo mandato de Ângelo de Sá na liderança da autarquia borbense (2010), a situação repetiu-se, mas desta vez Marcelina Mendanha cessou funções e criou uma empresa, à qual as funções de chefe de gabinete foram entregues por ajuste direto.
 
Apesar de terem pago a coima de forma voluntária, ambos os autarcas foram condenados a devolver ao Estado 69 344 euros. A sentença ainda aguarda trânsito em julgado.
 
Ângelo de Sá pediu a nulidade do processo.
 
c/ Jornal de Notícias

Joaquim Bastinhas ferido com gravidade

Escrito por sexta, 04 setembro 2015 10:26
Na sequência de um acidente de trabalho com uma máquina telescópica, ocorrido na manhã de hoje, 4 de Setembro, na sua propriedade, na Herdade das Algramassas, em Elvas, o cavaleiro tauromáquico Joaquim Bastinhas, de 59 anos de idade, ficou ferido com gravidade.
 
Segundo a notícia avançada pelo "Linhas de Elvas", o cavaleiro elvense foi atingido pelo veículo na zona lombar.
 
O alerta para o acidente, segundo o Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Portalegre, foi recebido às 08:22 h, tendo Joaquim Bastinhas sido transportado pelos Bombeiros Voluntários para o Hospital de Santa Luzia, em Elvas.
 
As operações de socorro mobilizaram oito elementos dos Bombeiros Voluntários de Elvas, auxiliados por quatro viaturas.
 
Ao que conseguimos apurar, o cavaleiro tauromáquico já foi transportado para o Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, para a realização de exames médicos complementares.
 
Segundo o Director Clínico do Hospital Distrital de Portalegre, Jorge Gomes, o cavaleiro "não corre perigo de vida", mas as lesões sofridas por Joaquim Bastinhas obrigaram a uma intervenção cirúrgica “urgente”.
 
Sem especificar qual o tipo de lesões sofridas por Joaquim Bastinhas, o médico revelou que o cavaleiro deu entrada no Hospital de Portalegre, cerca das 11 horas, apresentando-se “consciente”.
 
Jorge Gomes falava em conferência de imprensa, nas instalações do Hospital de Portalegre, por volta das 13.30 horas, já depois de iniciada a intervenção cirúrgica ao cavaleiro Joaquim Bastinhas.
 
c/ Linhas de Elvas e Rádio Portalegre

BPI encerra quatro agências no Alentejo

Escrito por quinta, 27 agosto 2015 01:07
O Banco Português de Investimento (BPI) vai encerrar 25 balcões em território nacional. Incluídas nesse encerramento estão as sedes de concelho de Sousel, Reguengos de Monsaraz, Cuba e Moura, que a partir de 30 de Setembro, vão ficar sem agências do BPI.
 
Os trabalhadores das agências encerradas deverão ser reintegrados em outras agências. Os clientes dos balcões encerrados receberão cartas a informar do local em que as suas contas serão domiciliadas.
 
Esta decisão faz parte de um processo que já vem acontecendo há algum tempo no banco liderado por Fernando Ulrich, com vista a diminuir custos, e que é para continuar, como admitiu o gestor em Junho, na apresentação de resultados do primeiro semestre. Nessa data, o BPI contava com um total de 5952 trabalhadores em Portugal e tinha 623 pontos de contacto com os clientes.
 
Aos encerramentos dos últimos meses, juntam-se agora mais 25 balcões a 30 de Setembro, sendo sete no Norte do país, sete no Centro, dez no Sul e um na Região Autónoma da Madeira.
 
c/ LUSA
A Guarda Nacional Republicana (GNR) informou, através da sua página na internet, que militares do Núcleo de Investigação Criminal de Beja detiveram, no dia de ontem, 25 de Agosto, um homem de 49 anos, suspeito de tráfico de droga.
 
Ainda segundo a publicação da força de segurança, a acção envolveu uma busca domiciliária, em Vidigueira, que permitiu apreender 180 doses de heroína, 530 de cannabis e sete plantas de cannabis. Durante esta busca domiciliária foram apreendidos utensílios e artigos caraterísticos do tráfico, tais como uma balança de precisão e plásticos recortados para acondicionamento das doses individuais de droga, dois telemóveis e 135 euros.
 
O individuo detido ficou sob custódia da GNR, tendo sido no dia de ontem presente ao Tribunal Judicial de Cuba, para primeiro interrogatório, não se sabendo até ao momento se lhe foram aplicadas eventuais medidas de coação.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou, em comunicado, que “o Destacamento de Acção Fiscal de Évora, em colaboração com o Destacamento de Intervenção do Comando Territorial de Beja, desenvolveram, no último fim-de-semana, várias acções de fiscalização na região de Vila Nova de Milfontes, as quais resultaram na detecção de cinco crimes de contrafacção, imitação e uso ilegal de marca, e de venda, circulação ou ocultação de produtos ou artigos”.
 
A força de segurança revelou que “a mercadoria comercializada e apreendida consistia em vários artigos de vestuário e calçado, num valor total superior a 30 mil euros, das mais diversas marcas, nomeadamente Adidas, Nike, Dolce&Gabbana, Timberland, Gant e Ralph Lauren”.
 
A GNR assegura que “estas acções de fiscalização visaram sobretudo sensibilizar os comerciantes deste tipo de produto para as regras a obedecer nesta actividade”.
 
Num projecto da empresa Prosolia Portugal, cujas obras devem iniciar-se no final do ano, vai ser construído no concelho de Ourique, no distrito de Beja, um parque solar fotovoltaico, com uma potência de 46 megawatts (mW). 
 
A Câmara Municipal de Ourique revelou em comunicado que o parque solar vai “nascer” em Grandaços e deverá ter uma produção anual aproximada de 80 gigawatts/hora (gWh), o que representa “quatro vezes mais o consumo do concelho durante um ano”. 
 
A Direcção-Geral de Energia e Geologia emitiu hoje, dia 21 de Agosto, a licença para o avanço deste projecto. O Município revelou que o licenciamento camarário também já tinha sido atribuído, anteriormente. 
 
A câmara realçou que as obras deverão arrancar previsivelmente “no final de 2015”, para estarem concluídas no próximo ano. A autarquia salientou ainda tratar-se do “primeiro parque solar fotovoltaico da Europa a ser implantado sem recurso a quaisquer subsídios ou tarifas garantidas”.
 
A energia gerada por este novo projecto poderá ser vendida em mercado aos consumidores nacionais ou então exportada, de acordo com legislação vigente na União Europeia”, é referido no comunicado. 
 
O presidente da edilidade, Pedro do Carmo, contactado pela Lusa, não quis divulgar, para já, o montante de investimento do Parque Solar de Ourique, mas afiançou que vai “ascender a várias dezenas de milhões”.
 
É um projeto de grande importância. Será uma alteração significativa num território de baixa densidade, desertificado e com tanta necessidade de investimento” como é o caso de Ourique, frisou o autarca. 
 
Pedro do Carmo, que é o cabeça-de-lista socialista pelo círculo de Beja às eleições legislativas de Outubro, afirmou que a infraestrutura, não só “vai criar postos de trabalho”, como também “vai ser geradora do desenvolvimento da atividade económica local”. 
 
Ainda de acordo com a câmara, o parque solar vai permitir a Ourique “transformar-se no concelho com uma das maiores produções de energia solar fotovoltaica em Portugal” e “sem recorrer a subsídios estatais nem a ‘rendas excessivas’”.
 
A promotora do projecto, a Prosolia Portugal, é uma empresa que tem capitais portugueses, espanhóis e franceses.
 
c/ LUSA