sábado, 17 novembro 2018
A figura frágil pode enganar, mas a artista Esther Mahlangu, de uma tribo sul-africana, é uma trabalhadora incansável que, depois de colaborar com museus e pintar automóveis de marcas internacionais, assina agora um mural em Évora.
 
Não posso esquecer Évora. Há muitos lugares no meu coração e vou juntar este também”, disse à LUSA a artista, de 82 anos, na língua da comunidade Ndebele, a que pertence, mas fazendo-se entender com a ajuda de um intérprete.
 
Esther Mahlangu está na cidade há algumas semanas, a convite do Festival Évora África, iniciado na passada sexta-feira e promovido pela Casa Cadaval, Palácio de Cadaval e Power Nation, levando a Évora, até 25 de Agosto, a “festa da cultura africana”, com exposições, música, conferências e performances.
 
A pintura mural criada pela artista está no Palácio de Cadaval, a poucos metros do templo romano da cidade que é Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
 
Ficaram inspirados pelo meu trabalho, foi por isso que me chamaram para vir cá. Também me sinto inspirada e adoro estar em Portugal”, conta, acrescentando que só pinta porque “faz parte da cultura” a que pertence e é o seu “dia-a-dia, nada mais”.
 
Pintada numa estrutura, a obra atrai de imediato os olhares e ocupa uma das paredes do pátio do palácio, zona aberta a visitas e onde também funciona um restaurante.
 
As cores, como o amarelo, rosa e azul, e as figuras geométricas assinadas por Esther, umas maiores e mais centrais, outras mais pequenas, contrastam com o branco caiado nas paredes em volta.
 
Sentada numa cadeira no pátio e embrulhada numa manta de riscas também coloridas, presa com um alfinete, a artista, vestida com colares e pulseiras, nos braços e nas pernas, de missangas ou de bronze e ouro, tradicionais da sua tribo, até parece pequena e frágil, mas é a grande divulgadora pelo mundo do património artístico dos Ndebele.
 
A Esther foi um marco muito especial” dentro da comunidade Ndebele, no norte de Pretória, “porque tem uma contemporaneidade bastante extraordinária” e o seu trabalho “marcou diferentemente as outras pinturas da sua tribo”, disse Alexandra de Cadaval, directora do Festival Évora África.
 
Nesta tribo, conta Alexandra de Cadaval, o património artístico é transmitido de mãe para filha e, quando uma jovem chega à puberdade, aprende os padrões de missangas Ndebele e as pinturas decorativas nas casas, executadas só pelas mulheres.
 
Quem a descobriu, há 35 anos, foi o curador [do festival] André Magnin. Foi à procura dela nas aldeias e descobriu, vendo a casa dela, que ela realmente tinha uma visão diferente”, pela sua “maneira de pintar e utilização de cores”, refere.
 
Com penas de galinhas como pincéis, Mahlangu transportou para telas, pratos e potes a sua arte, desenhada à mão livre, sem medições prévias, e foi através de uma exposição no Centro Georges Pompidou, em Paris, em 1989, que o mundo a descobriu.
 
A partir daí, foi convidada mundialmente para fazer trabalhos”, afirma Alexandra de Cadaval, orgulhosa do mural do palácio, que deve ser “o maior a nível mundial” da autoria da artista, que pintou ainda zonas do restaurante e peças de barro do centro oleiro de S. Pedro do Corval para serem vendidas na loja do festival: “A Esther não pára de trabalhar”.
 
A artista, que começou a pintar com 10 anos, ensinada pela avó e pela mãe, alude, com ar divertido e risos pelo meio, aos automóveis pintados para a BMW e para a Fiat, ao avião para a British Airways e aos países que já visitou e onde expôs, tudo graças à sua arte.
 
Nem sequer pensei nisso, de viajar por todo o mundo através do meu trabalho”, reconhece, confessando ser “apenas uma pessoa com um sonho”, o de “construir uma escola de artes” na sua aldeia, para poder ensinar a arte Ndebele “a rapazes e raparigas” e manter “viva” a tradição.
 
Mesmo longe, a sua comunidade está sempre por perto, graças às novas tecnologias. Alexandra de Cadaval confirma-o. Neste período passado em Évora, a artista falou, “todos os dias” com a sua gente, graças ao WhatsApp.
 
Ela é uma princesa” na tribo “e é ela que mantém a comunidade toda, portanto, todos os dias, é aqui uma alegria porque toda a gente da aldeia quer falar com ela”, relata Alexandra, frisando: “Graças a Deus que existe o WhatsApp para ela poder falar com toda a gente”.
 
c/ LUSA

Air Summit 2018 acontece em Ponte de Sôr

Escrito por sexta, 18 maio 2018 02:38

Tudo começou em 2014, quando Portugal foi o país escolhido para albergar um evento que enchia o céu de aviões. Com “enorme sucesso obtido”, como ressalva a Air Race Championship, tornou-se recorrente reservar uns dias para contemplar a actividade aeronáutica. Este ano não é excepção: vem aí o Air Summit 2018.

Utilizando a pista de aviação do Aeródromo Municipal de Ponte de Sôr, numa distância de 12 quilómetros, o objectivo é tornar Portugal num major player no panorama internacional da indústria de aviação tripulada e não tripulada. Como? Dedicando quatro dias ao desenvolvimento da actividade empresarial no âmbito do transporte e trabalho aéreo, bem como fomentando a divulgação nacional e internacional do sector aeronáutico português.

Com treinos livres à hora de almoço nos dias 24 e 25 de Maio, e qualificações sábado à tarde, as corridas terão lugar no domingo. Um desporto extreme, no qual oito aviões correrão à volta de pylons durante cerca de sete minutos.

Além da corrida de aviões - a Air Race Champion - que vai entreter os milhares de visitantes, o público também vai ser surpreendido com um Air Show nocturno, elaborado pela AeroSPARX, no dia 25. Imagine ver os aviões a rasgar o céu e a iluminá-lo com arte da acrobacia e pirotecnia. “Um espectáculo inédito em Portugal”, é o que promete a organização.

Além das actividades de entretenimento, este ano há um especial enfoque na sustentabilidade da indústria aeronáutica. Vai existir, assim, um espaço destinado a exposições, workshops e conferências que reúnem mais de 50 oradores.

Uma vez que a cimeira acontece perto dos meses mais quentes, o primeiro dia do Portugal Air Summit é dedicado à discussão sobre os incêndios, contando com a presença de Artur Tavares Neves, Secretário de Estado da Protecção Civil.

Já no segundo dia do evento, o enfoque nos problemas do país é substituído pelo debate sobre o que atormenta o íntimo. É construído um painel sobre o medo de voar, com a presença da psicóloga do programa “Voar sem Medo”.

A entrada é livre.

No caso de estar interessado em marcar presença no Air Summit 2018, Ardina do Alentejo disponibiliza-lhe aqui o programa completo do evento,

c/ Madre Media

Dezenas de pessoas apresentaram no dia de ontem, quinta-feira, 17 de Maio, queixas no Ministério Público (MP) contra uma fábrica que acusam de poluir uma aldeia do concelho de Ferreira do Alentejo, onde há habitantes a queixarem-se de problemas de saúde.
 
Em causa está a alegada poluição provocada pela actividade da AZPO - Azeites de Portugal, uma fábrica de extracção de óleo de bagaço de azeitona que está situada perto da pequena aldeia de Fortes que labora desde 2009.
 
As pessoas querem que o MP "investigue a actividade da fábrica", por considerarem que "existem indícios da prática do crime de poluição" e "estão em causa os direitos fundamentais" da população da aldeia e de zonas limítrofes, explicou à agência Lusa Fátima Mourão, da plataforma "Problema Ambiental das Fortes".
 
Segundo Fátima Mourão, que reside em Fortes, as "cerca de 70" queixas de habitantes de Fortes e outros cidadãos foram entregues no MP de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja, por um grupo representativo da plataforma.
 
A Lusa tentou sem sucesso contactar a AZPO - Azeites de Portugal.
 
Junto com as queixas, o grupo entregou fotografias tiradas e filmes gravados na aldeia nos últimos anos para o MP ver que se trata de uma situação "que não é de hoje, é recorrente, constante e que as evidências são flagrantes", disse.
 
Segundo o texto comum das queixas, a que a Lusa teve acesso, desde 2009 que o dia-a-dia da população de Fortes é "insuportável", porque sente "maus cheiros e fumos impregnados de substâncias gordurosas e partículas" provenientes das chaminés da fábrica, que fica a menos de 100 metros de algumas casas da aldeia.
 

"Quando o vento traz os fumos" para Fortes, "as pessoas têm de se fechar em casa", porque a aldeia "fica imersa numa neblina mal cheirosa, gordurosa, espessa, que faz com que não se consiga sair de casa, respirar bem e estender a roupa, é impossível e fica tudo sujo", contou Fátima Mourão.

Desde então, refere o texto, a população convive com "uma neblina branca e castanha" e com "partículas de cor castanha", que "saem continuamente das chaminés" da fábrica e se espalham na atmosfera, "projectando-se a mais de 30 quilómetros".
 
Já casas e viaturas dos moradores da aldeia "ficam cobertas por um resíduo oleoso e cinzas", provenientes das chaminés e do monte de pó castanho, ou seja, bagaço destratado, existente "a céu aberto" nas instalações da fábrica.
 
Também "existem pessoas que relatam problemas respiratórios, inflamações nos olhos e ardor na garganta", e um habitante da aldeia terá de mudar de residência "por indicação médica", já que "tem graves problemas respiratórios e pulmonares", lê-se na queixa.
 
Os habitantes da aldeia passaram "a fechar-se em casa para fugir aos maus cheiros e fumos provenientes da fábrica" e "as actividades diárias tornaram-se impraticáveis e penosas", como estender e recolher roupa para secar ao ar livre, já que as cordas têm de ser sempre previamente limpas e as peças "ficam sujas de pó castanho".
 
"Quando o vento traz os fumos" para Fortes, "as pessoas têm de se fechar em casa", porque a aldeia "fica imersa numa neblina mal cheirosa, gordurosa, espessa, que faz com que não se consiga sair de casa, respirar bem e estender a roupa, é impossível e fica tudo sujo", contou Fátima Mourão.
 
A população de Fortes, "maioritariamente reformada, sempre complementou o seu sustento com o cultivo de produtos hortícolas nas suas hortas", mas, desde o início da laboração da fábrica, que árvores, frutas e produtos hortícolas, como couves, alhos, batatas, cebolas e coentros, ficam "impregnados de pó castanho e ressequidos", relata a queixa.
 
Os queixosos querem que o MP e as entidades competentes ouçam a população de Fortes e façam as "análises devidas" à qualidade do ar da aldeia e às emissões que saem das chaminés e às descargas da fábrica, que "já provocaram a morte a 700 quilos de peixe" na Albufeira de Monte Novo dos Modernos, em Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, disse Fátima Mourão.
 
A população de Fortes já apresentou várias queixas a diversas entidades e "continuamente chama" o Núcleo de Protecção do Ambiente da Guarda Nacional Republicana (GNR), que já levantou vários autos de contraordenação à fábrica por infracções ambientais.
 
No entanto, a população "continua a sofrer com a laboração da fábrica", que "conduz a uma poluição ambiental", que afecta "um número ilimitado de pessoas, animais, fauna e flora" e "já existem pessoas doentes", lê-se na queixa.
 
"Queremos que as entidades venham ver o que se está a passar", porque "não sabemos o que é que sai daquelas chaminés, e precisamos de saber e ver dissipadas as nossas dúvidas", explicou Fátima Mourão, lamentando: "O que é facto é que a população anda a sofrer".
 
c/ LUSA
Todos os anos têm encontros agendados um pouco por todo o Mundo e estão destinados apenas aos super privilegiados donos  dos soberbos Bugatti, a mítica marca francesa nascida na passagem do século XIX para o século XX. Nesses encontros juntam-se para mostrar as suas máquinas, sejam elas novas ou clássicas. E este ano o Overseas Bugatti Meeting é em Portugal, mais concretamente no Alentejo, na região de Évora, entre os dias 2 e 8 de Maio, num casamento perfeito entre beleza, glamour e história.
 
As estradas da região vão receber, durante sensivelmente uma semana, e oriundos de países de todo o Mundo, algumas das máquinas que fizeram a história da marca francesa, incluindo o inventivo Type 2, nascido em 1900, e que ajudou a criar obras primas como o Type 35 (modelo desportivo), o Type 43 (familiar), o Type 55 (descapotável) e o Type 57 (luxuoso). Mas certamente que também vão rodar nas estradas alentejanas exemplares da era moderna da Bugatti, como o EB110, o Veyron 16.4 ou o supra-sumo e considerado por muitos como o super-carro, o Chiron.
 
O evento, que como vem sendo hábito atrai milhares de curiosos e cuja caravana está avaliada em muitas dezenas de milhões de euros, é organizado pelo Bugatti Club Deutschland, e destina-se aos fãs da marca que não puderam estar presentes no evento internacional, que se realizou nos Estados Unidos da América, no início deste ano.

E o melhor azeite do mundo é produzido no Alentejo

Escrito por segunda, 09 abril 2018 16:16
Com este primeiro prémio, mas igualmente com os dois terceiros prémios obtidos, a qualidade do azeite produzido no Alentejo ganha destaque internacional.
 
O azeite produzido pela Sociedade Agrícola Vale do Ouro, em Ferreira do Alentejo, foi eleito o melhor do mundo na categoria de Mild Green Fruitness (frutado verde ligeiro) nos prémios Mario Solinas, do International Olive Council (Conselho Internacional do Azeite).
 
A lista de vencedores do prémio Mario Solinas, o mais prestigiado prémio internacional na indústria do azeite, foi divulgada na passada sexta-feira e os galardões vão ser entregues no dia 29 de Junho, em Nova Iorque.
 
Portugal conseguiu quatro distinções. Na categoria de Mild Green Fruitness, e para além do 1.º prémio para o azeite da Sociedade Agrícola Vale do Ouro, o nosso país conquistou o 2.º prémio para um azeite produzido pela Sovena e o 3.º prémio foi para a empresa Fitagro, igualmente sediada em Ferreira do Alentejo. O 3.º prémio na categoria de Ripe Fruitness (frutado maduro) foi para o azeite da empresa Elosua, também sediada em Ferreira do Alentejo.
 
Portugal apresentou-se nos prémios Mario Solinas com 35 azeites. Espanha foi o único país a igualar Portugal com quatro distinções. Marrocos ganhou duas e a China recebeu um prémio pela primeira vez, com um azeite chinês a ser considerado o melhor azeite maduro do mundo. Ao todo estiveram a concurso 189 marcas de azeite.

Um autocarro, que regressava de Espanha em direcção à Covilhã, e onde seguiam 49 jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 23 anos, sofreu um acidente em Amieira do Tejo, na vila de Nisa, distrito de Portalegre.

 

Há a registar um morto, um rapaz de 18 anos, quatro feridos graves, um deles com traumatismo craniano, e 29 feridos ligeiros.
 
Foram também assistidos no local 15 passageiros, cujo estado não inspirava gravidade.
 

Os feridos foram encaminhados para o Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, e para os hospitais de Abrantes e de Castelo Branco. Houve ainda alguns feridos ligeiros que foram tratados no Centro de Saúde de Nisa.

 

Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar foi ainda instalado no local um hospital de campanha.

 

A vítima mortal, João Nuno Fiadeiro, era da freguesia do Tortosendo, na Covilhã e tinha uma irmã. O corpo já foi transportado para o Instituto de Medicina Legal.

 

O despiste ocorreu no Itinerário Principal 2 (IP2), ao quilómetro 158, entre o nó do Arez e a Barragem do Fratel, na tarde deste domingo, dia 8 de Abril. Segundo a página da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) estão no local 100 operacionais, 41 viaturas de emergência e um meio aéreo.

 

"Na altura do acidente a situação climatérica era muito adversa e esta é uma zona perigosa e propensa a acidentes", disse Rui Conchinha, Comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre.

 

O IP2 encontrou-se cortado nos dois sentidos ao longo de mais de três horas e as causas do acidente são ainda desconhecidas.

 

O autocarro regressava de Espanha, de uma viagem de finalistas em Punta Umbria. Alguns dos alunos são das Escolas Secundárias Frei Heitor Pinto e Campos Melo, ambas na Covilhã, enquanto outros pertencem à Escola de Belmonte.
 
Presidente da República "desolado" com despiste de autocarro
 
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou este domingo "profundamente o acidente de autocarro com jovens estudantes ocorrido perto de Nisa", no distrito de Portalegre, que fez um morto e quatro feridos graves, dizendo-se "desolado".
 
Em mensagem publicada na página da internet da Presidência, o chefe de Estado, que se encontra em França, enviou "as mais sinceras condolências à família enlutada e aos amigos do jovem [de 20 anos] tão tragicamente desaparecido", desejando "rápida recuperação a todos os feridos".
 
FOTOS JN
 
 
 
 
 
 
A Migasa, uma das maiores empresas do mundo no sector da produção de azeites, vai instalar em Monforte, um lagar de grandes dimensões. Com um investimento inicial na ordem dos 10 milhões de euros, a empresa vai criar duas dezenas de postos de trabalho de forma directa e começar a laborar em Outubro deste ano, na próxima campanha de produção de azeite, processando diariamente 300 toneladas de azeitona.
 
No dia de ontem, quinta-feira, 5 de Abril, realizou-se no Auditório do CEFUS - Centro de Educação, Formação e Universidade Sénior, em Monforte, a sessão solene de assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal de Monforte e a empresa Migasa, representadas respectivamente pelo presidente da autarquia, Gonçalo Lagem, e pelo administrador da empresa espanhola, António Gallego.
 
Neste protocolo estão estabelecidas as condições para instalação, na Herdade das Tapadas, num terreno de 7 hectares, propriedade do município, de uma unidade industrial, através de empresa a sediar no concelho de Monforte, que se dedicará à compra de azeitona e recepção de bagaço proveniente de outros lagares da região.
 
Durante o seu discurso, o autarca monfortense afirmou que “a Migasa é uma das maiores empresas do mundo no sector da produção de azeites e sabemos que é altamente responsável em termos ambientais”.
 
Este investimento que conseguimos captar para o nosso concelho”, continuou o autarca, “virá, com certeza, fomentar novos negócios que, consequentemente, se repercutirão em novas oportunidades de crescimento socioeconómico, gerando riqueza e criando postos de trabalho no concelho”.
 
Relativamente à instalação do lagar, o Presidente do Município quis realçar que se trata, afinal, de mais um resultado obtido a partir da estratégia que o seu Executivo tem vindo a incrementar para Monforte e que, esclareceu, “está assente em três pilares que considero fundamentais: investir em equipamentos com vista à melhoria do bem-estar e qualidade de vida das populações, preservar a memória colectiva e honrar os nossos antepassados e, finalmente, através de acções de marketing, afirmar o concelho de maneira a fixar pessoas e atrair investimentos”.
 
Estamos muito satisfeitos por termos, mais uma vez, feito a diferença e conseguirmos dar mais um contributo para o crescimento do concelho. Lado a lado com os munícipes e passo a passo, construiremos um concelho melhor”, referiu.
 
Falando directamente para António Gallego, administrador da Migasa, o edil referiu que “a partir de hoje, os vossos interesses são os nossos interesses e as vossas vitórias são as nossas vitórias. Desejo-vos as maiores felicidades e os maiores êxitos neste grande desafio e, ao contrário do que possam pensar, a nossa parceria não termina hoje com a assinatura do documento. Asseguro-vos que a nossa parceria tem precisamente hoje o seu início”.
 
Concluiu acentuando que entende “este investimento como uma grande oportunidade para o concelho e para a região, porque para além de aumentar seguramente os negócios existentes, será catalizador de novas oportunidades, novas áreas a explorar e motivador de mais investimento”.
Fernando Trindade, o homem suspeito de ter morto à facada Jesuíno Bombico, de 52 anos, funcionário do espaço de restauração da estação de serviço de Vendas Novas da Autoestrada 6 (A6) está indiciado do crime de homicídio e vai aguardar julgamento em prisão preventiva, disse fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), esta quinta-feira.
 
O suspeito, de 34 anos, natural de Terrugem, foi submetido na quarta e quinta-feira a interrogatório judicial no Tribunal de Montemor-o-Novo, que lhe decretou a prisão preventiva, a medida de coação mais grave, disse fonte do Comando Territorial de Évora da GNR.
 
Segundo a mesma fonte, o suspeito, residente na zona de Setúbal, está indiciado pela prática do crime de homicídio e fica a aguardar julgamento no Estabelecimento Prisional do Montijo.
 
c/ LUSA
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou que o Comando Territorial de Portalegre, através do Núcleo de Protecção Ambiental do Destacamento Territorial de Elvas, apreendeu no passado dia 2 de Abril, diverso material ferroso, junto à fronteira do Caia, em Elvas, material que terá sido alegadamente furtado de uma exploração agrícola na localidade de Orada, Borba.
 
Em comunicado enviado às redacções, a GNR explica que “no decorrer da Operação “Spring Break”, foi interceptado um veículo ligeiro de passageiros, que transportava arame zincado e estacas de alumínio, normalmente utilizadas em actividades vitivinícolas, não conseguindo os seus detentores, um casal de 31 e 36 anos, provar a sua proveniência”.
 
A missiva refere ainda que “após serem efectuadas diversas diligências no sentido de se apurar a proveniência do referido material, foi possível apurar que o mesmo tinha sido furtado numa exploração agrícola na localidade de Orada, concelho de Borba”.
 
A GNR apreendeu ainda, junto à residência dos suspeitos, 165 rolos de arame zincado, supostamente furtados.
 
Os indivíduos foram identificados e foi elaborado um auto de noticia, o qual foi remetido ao Tribunal Judicial de Elvas.