terça, 24 abril 2018
Os primeiros-ministros de Portugal e Espanha assistiram esta segunda-feira, dia 5 de Março, em Elvas, ao lançamento do concurso para a ligação ferroviária entre Évora e a fronteira, de quase 100 quilómetros, a maior obra ferroviária em 100 anos.
 
A cerimónia de lançamento decorreu no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) e juntou, além de António Costa e Mariano Rajoy, a Comissária Europeia dos Transportes, a eslovena Violeta Bulc, e o Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.
 
A obra de construção da nova linha entre Évora e Elvas deverá iniciar-se até Março de 2019 e a conclusão está programada para o primeiro trimestre de 2022, num custo de 509 milhões de euros, quase metade provenientes de fundos europeus.
 
O primeiro-ministro, António Costa, salientou que o investimento na futura ligação ferroviária Évora-Elvas é "simbólico do momento que se vive na economia portuguesa" e significa um reforço do investimento público.
 
"Vivemos anos de dura crise, conseguimos virar essa página", afirmou o chefe do Governo, estimando num "aumento de 40%" do investimento público em 2018.
 
António Costa afirmou que "chegou a hora de, em primeiro lugar, apostar também no investimento público e, em segundo lugar, com o investimento público, ajudar a sustentar este crescimento económico que tem estado assente, sobretudo, no investimento privado e nas exportações".
 
O chefe do Governo espera resultados e efeitos deste "investimento público" que contribua "não só para o crescimento, mas que ajude os investidores a investir, as empresas a exportar e as pessoas a poderem ter mais e melhor emprego".
 
Para este ano, e depois de um aumento que disse ter sido de 20% no investimento público em 2017, António Costa espera que este ano o aumento de 40% se reflita positivamente, nos "investimentos em saúde, educação e infraestruturas", para "aumentar a produtividade" da economia "mas também a capacidade de exportar cada vez mais".
 
Perante o chefe do governo espanhol, António Costa fez esta "nota interna" no seu discurso no qual lembrou que Portugal virou a página da crise ao registar o maior crescimento económico dos últimos 10 anos, em 2017, e o défice mais baixo em 43 anos de democracia.
 
Mariano Rajoy, por seu lado, afirmou hoje que são "excelentes notícias" o conjunto de obras que Portugal está a desenvolver na ferrovia, acrescentando tratarem-se de projectos de "capital importância" para aproximar os dois países.
 
"As linhas Évora-Elvas e Elvas-Caia vão ao encontro desse objectivo de capital importância, unir os nossos cidadãos e melhorar o seu dia-a-dia", disse.
 
O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, considerou hoje "um dia histórico" para Portugal.
 
"Um dia histórico em que assinalamos o arranque da fase de construção da linha ferroviária entre Évora e a fronteira. É um dia histórico para a Europa e para a consolidação da rede transeuropeia de transportes, um dia histórico para a Península Ibérica e para o reforço de ligações entre os nossos dois países", disse.
 
Para o governante, trata-se também de "um dia histórico" para o país, uma vez que marca o arranque da "maior obra de linha nova dos últimos 100 anos" na ferrovia portuguesa.
 
Pedro Marques considerou este investimento "estruturante" e de uma "importância decisiva" para a consolidação da rede ferroviária, enquanto elemento de suporte da coesão europeia.
 
Antes da cerimónia no MACE, o chefe do governo português e a comissária europeia foram à antiga estação de comboios de Elvas, onde descerraram uma placa para assinalar o início da empreitada de modernização do troço Elvas-Caia, na fronteira com Espanha.
 
De acordo com os dados do executivo comunitário, a modernização do troço Évora-Caia, com um custo estimado de 388 milhões de euros, recebe uma comparticipação da União Europeia de 56% (184 milhões de euros).
 
O Plano Ferrovia 2020, que promove as ligações com Espanha e a modernização dos principais eixos ferroviários, engloba, no total, um investimento superior a dois mil milhões de euros, dando especial destaque ao transporte de mercadorias e ao transporte público de passageiros.
 
c/ LUSA

Idosos detidos por tráfico de estupefacientes

Escrito por quinta, 22 fevereiro 2018 00:34
Através do Destacamento Territorial de Elvas, e com o apoio do Destacamento de Intervenção, o Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (GNR), deteve na passada terça-feira, 20 de Fevereiro, na localidade de Campo Maior, um casal de nacionalidade estrangeira, com 63 e 65 anos, por tráfico de estupefacientes.
 
Através de comunicado, a força de segurança informou que “no âmbito de uma investigação por tráfico de estupefacientes que decorria há sensivelmente uma semana, foi realizada uma busca domiciliária que permitiu localizar uma estufa anexa à habitação, utilizada na produção de plantas de cannabis e munida com sistemas de irrigação, iluminação, aquecimento, ventilação e extracção, encontrando-se no seu interior 218 plantas de cannabis com uma altura média de 1,60 metros". 
 
Durante a busca, foram apreendidas 218 plantas de cannabis, 144 doses de cannabis, duas caçadeiras, uma carabina calibre .22, 70 munições de diversos calibres, duas balanças de precisão, 400 euros em numerário e quatro telemóveis.
 
Os detidos foram presentes no dia de ontem, quarta-feira, no Tribunal Judicial da Comarca de Elvas, desconhecendo-se até ao momento quais as medidas de coação aplicadas.
Na sequência de um acidente automóvel ocorrido na noite de ontem, dia 1 de Fevereiro, na Estrada Nacional 4, próximo da Academia do Sporting Clube de Portugal, faleceu António Manuel Cardoso, antigo cabo do Grupo de Forcados Amadores de Alcochete e o mais antigo dos empresários taurinos nacionais, actual empresário das praças de toiros de Alcochete, que geria há mais de duas décadas, e de Évora. "Nené", como era carinhosamente tratado e sobejamente conhecido, era também apoderado dos cavaleiros tauromáquicos João Ribeiro Telles e António Prates.
 
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal revelou que o alerta para este acidente, que envolveu três veículos ligeiros e que além de uma vítima mortal provocou ainda dois feridos ligeiros, foi dado pelas 21:33 horas.
 
António Manuel Cardoso "Nené", de 64 anos, regressava de Mourão, onde marcou presença na abertura da temporada tauromáquica em Portugal, por ocasião das Festas em Honra de Nossa Senhora das Candeias.
 
O famoso empresário tauromáquico, e um dos mais respeitados no mundo dos toiros, era o único ocupante do veículo.
 
A circulação foi retomada quando passavam seis minutos das duas da manhã, altura em que ficou concluída a limpeza da via.
 
Responderam ao alerta a esta colisão entre três viaturas, os Bombeiros Voluntários do Montijo e de Alcochete, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Guarda Nacional Republicana (GNR), com oito veículos e 18 operacionais.
 
O corpo de António Manuel Cardoso "Nené" vai estar em câmara ardente a partir das 17h30 no Salão Nobre da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 (Banda de Alcochete), mesmo junto à sede dos Forcados Amadores de Alcochete, onde será o velório.
 
Amanhã, sábado, às 13 horas, terá início a marcha fúnebre até à praça de toiros de Alcochete, onde se realizará uma missa, seguindo-se o enterro, às 15:30 horas, no cemitério local, onde será sepultado.
 
Que em paz descanse.

Terra voltou a tremer em Arraiolos

Escrito por quinta, 01 fevereiro 2018 08:42
Um sismo de magnitude 3,1 na escala de Richter foi registado na madrugada desta quinta-feira, dia 1 de Fevereiro, às 04:15 horas, em Arraiolos, segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera.
 
Em comunicado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) adiantou que o sismo foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente e o epicentro localizou-se a cerca de oito quilómetros a Nordeste de Arraiolos.
 
Os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequeno (2,0-2,9), pequeno (3,0-3,9), ligeiro (4,0-4,9), moderado (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grande (7,0-7,9), importante (8,0-8,9), excecional (9,0-9,9) e extremo (superior a 10).
 
"Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III/IV (escala de Mercalli modificada) na região de Arraiolos", indicou o IPMA.
 
De acordo com informação do IPMA, a intensidade III corresponde a Fraco e o IV a Moderado. Neste último caso, "os objectos suspensos baloiçam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada duma bola pesada nas paredes. Carros estacionados balançam. Janelas, portas e loiças tremem. Os vidros e loiças chocam ou tilintam. Na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem".
 
Recorde-se que a 15 de Janeiro, um sismo de magnitude 4,9 na escala de Richter foi registado nas estações da rede Sísmica do Continente às 11:51 horas, com epicentro a cerca de seis quilómetros a Norte-Nordeste de Arraiolos.
 
O tremor de terra foi sentido em Portugal continental, nomeadamente em vários concelhos do Alentejo.
 
O Instituto recorda que a localização do epicentro de um sismo "é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas", lembrando que "agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes".
 
"Do mesmo modo, as determinações preliminares são habitualmente corrigidas posteriormente, pela integração de mais informação", acrescentou.
 

ASAE apreende mais de 30 mil queijos em Rio de Moinhos

Escrito por quinta, 01 fevereiro 2018 00:27
No âmbito das suas competências de fiscalização de segurança alimentar e económica, e através da sua Unidade Regional Sul - Unidade Operacional XI de Évora, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) , desencadeou no passado dia 24 de Janeiro, uma acção inspectiva a uma queijaria, na zona de Rio de Moinhos, concelho de Borba.
 
Em comunicado, a ASAE refere que “a acção visou a verificação dos requisitos legais” em indústria de produtos alimentares, “tendo-se constatado que a mesma se encontrava a laborar em instalações não licenciadas para o efeito e sem NCV - Número de Controlo Veterinário, emitido pela entidade competente, conforme é exigido, por lei, para a actividade de indústrias de produtos de origem animal”.
 
Segundo informações recolhidas pelo Ardina do Alentejo, desta acção resultou a instauração de um processo de contraordenação por Falta de Licenciamento e Falta de Número de Controlo Veterinário, no âmbito do qual foram apreendidos 33.012 queijos e 94.000 rótulos com NCV atribuído a outras instalações daquele operador económico.
 
O valor da apreensão ascende a 20 mil euros.
 

Terra volta a tremer no Alentejo

Escrito por quarta, 24 janeiro 2018 07:57
Praticamente 10 dias após o sismo registado com uma magnitude de 4.9 na escala de Richter, com epicentro em Arraiolos, e que fez soar o alarme nas gentes alentejanas, em particular, mas também de outras regiões do país, a Terra, embora com menos intensidade, voltou a tremer no Alentejo.
 
Em comunicado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) adianta que o sismo foi registado às 05:46 horas nas estações da rede sísmica do Continente, com uma magnitude de 3.1 na escala de Richter e com epicentro a nordeste de Almodôvar.
 
Segundo o IPMA, "este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) na região de Beja".
 
A intensidade III na escala de Mercali é considerada fraca, significando que o abalo pode ser sentido dentro de casa, os objetos pendentes baloiçam, sendo a vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados.
 
Os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2.0), muito pequeno (2.0-2.9), pequeno (3.0-3.9), ligeiro (4.0-4.9), moderado (5.0-5.9), forte (6.0-6.9), grande (7.0-7.9), importante (8.0-8.9), excecional (9.0-9.9) e extremo (superior a 10).
 
O Instituto recorda que a localização do epicentro de um sismo "é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas", lembrando que "agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes".
 
"Do mesmo modo, as determinações preliminares são habitualmente corrigidas posteriormente, pela integração de mais informação", acrescentou.
 
c/ LUSA
 
A gestão CDU da Câmara Municipal de Évora encontrou, no ano passado, mais cinco milhões de euros de encargos que não estavam registados, o que elevou o valor da “dívida herdada” das gestões do PS para 94,7 milhões de euros.
 
Em declarações à Lusa, o presidente da autarquia eborense afirmou que “era uma dívida de grande dimensão que não esperávamos encontrar tantos anos depois”.
 
Carlos Pinto de Sá referiu que a Câmara Municipal de Évora registou, em 2017, uma dívida de 1,7 milhões de euros ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e outra de 3,3 milhões à empresa responsável pelo abastecimento de água.
 
Fomos surpreendidos quando, numa reunião com IHRU, nos foi dito que havia uma dívida” relacionada com a compra de 54 fogos situados no Bairro das Corunheiras, disse, indicando que a anterior gestão do PS no município fez o contrato em 2004.
 
Ainda segundo o edil, não existiam registos desta dívida nas contas do município, nem da Habévora, empresa municipal responsável pela gestão do património habitacional público do concelho.
 
Percebemos depois que tinha havido uma decisão da Câmara e da Assembleia Municipal de passar esse compromisso do município para a Habévora e que, apesar de ter havido a deliberação, isso nunca se concretizou, razão pela qual, julgamos nós, não terá sido registado” realçou.
 
Pinto de Sá adiantou que a dívida ao IHRU foi registada, ainda em 2017, e que a empresa municipal Habévora assumiu os encargos, assinalando que, depois de negociações, a Câmara conseguiu reduzir juros e acordar o seu pagamento de forma faseada.
 
O autarca revelou que quanto à dívida de 3,3 milhões de euros à Águas do Vale do Tejo, empresa que absorveu a antiga Águas do Centro Alentejo, a autarquia de Évora também fez “um acordo de pagamento” para pagar o valor ao longo do tempo.
 
Esta obrigação, explicou o autarca eleito pela CDU, está relacionada com juros de dívidas que o município foi condenado a pagar em processos que estavam no Tribunal Administrativo de Beja.
 
Apesar de ter aparecido mais dívida, conseguimos pagar mais do que aquela que apareceu”, frisando que o mais recente apuramento, no final de 2017, aponta para uma dívida orçamental do município na ordem dos 65,7 milhões de euros.
 
O autarca observou que o aparecimento de novas obrigações fez aumentar “a dívida herdada” da anterior gestão do PS no município para os 94,7 milhões de euros.
 
A coligação PCP-PEV renovou a maioria absoluta na câmara da capital de distrito alentejana nas eleições autárquicas de 1 de Outubro de 2017, depois de ter recuperado a gestão da autarquia em 2013. O PS esteve na gestão da Câmara Municipal de Évora durante três mandatos, entre 2001 e 2013.
 
c/ LUSA
Um sismo de magnitude 4,9 na escala de Richter, com epicentro a NE de Arraiolos, foi hoje sentido em Lisboa, Santarém e outros locais de centro e sul do país. O abalo foi registado às 11.51, a uma profundidade de 16 km, segundo dados no site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
 
Nas redes sociais, há relatos de que o sismo foi sentido em Lisboa, Santarém e Faro.
 
Fonte dos bombeiros de Arraiolos, o segundo comandante Hugo Ponte diz que "sentiram tudo a abanar" e que estão a receber muitos telefonemas, mas que por enquanto não têm nenhum relatos de danos materiais ou feridos.
 
"O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que no dia 15 de Janeiro de 2018, pelas 11:51 horas, foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 4.9 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 8 km a Norte-Nordeste de Arraiolos", pode ler-se no comunicado enviado pelo IPMA.
Em 2018, Évora e Beja serão as cidades alentejanas que irão receber concertos integrados no Festival Montepio Às Vezes O Amor.
 
Raquel Tavares, em Évora, e Mafalda Veiga, em Beja, ambas no dia 10 de Fevereiro, serão as “alentejanas” de serviço.
 
O programa do Festival Montepio Às Vezes O Amor, que se realiza em 11 cidades portuguesas, patrocinado pelo Dia de São Valentim, engloba ainda concertos com Luísa Sobral, Resistência, Sara Tavares e HMB, entre outros.
 
De acordo com a organização, o festival acontecerá nos dias 10 e 14 de Fevereiro, com 11 concertos em outras tantas "capitais do amor": Aveiro, Évora, Beja, Castelo Branco, Faro, Lagoa, Leiria, Lisboa, Porto, Viana do Castelo e Vila do Conde.
 
Nesta quarta edição, Manuela Azevedo e Bruno Nogueira levam o espectáculo "Deixem o pimba em paz" a Castelo Branco, os Resistência atuam no Porto, Sara Tavares apresenta-se em Faro, Tiago Bettencourt ruma a Aveiro e Os Azeitonas vão a Viana do Castelo.
 
Os Amor Electro tocam em Lisboa, Diogo Piçarra, em Lagoa, os HMB, em Leiria, e Luísa Sobral, em Vila do Conde.
 
O Festival Às Vezes O Amor foi criado em 2015, congregando, na altura, oito cidades com concertos em simultâneo, com o objectivo de aumentar a oferta de espectáculos de música portuguesa fora do circuito de festivais de Verão.
 
Do cartaz de 2018 há artistas que regressam ao festival, depois de terem participado em edições anteriores, como Sara Tavares, Luísa Sobral, Amor Electro e o espectáculo "Deixem o pimba em paz".

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