terça, 12 novembro 2019
A Câmara Municipal de Borba accionou o Plano Municipal de Emergência, na sequência do deslizamento de terras que provocou a queda de parte de uma estrada, que fez dois mortos e três desaparecidos.
 
A decisão foi comunicada pelo presidente da Câmara, António Anselmo, durante a conferência de imprensa da Protecção Civil, que deu conta do progresso dos trabalhos de drenagem da água das pedreiras onde ocorreu o deslizamento de terras.
 
"Tudo aquilo que é necessário da nossa parte está a ser perfeitamente cumprido e aceitamos tudo o que sejam sugestões concretas e corretas para resolver a situação o mais depressa possível”, frisou António Anselmo, eleito pelo MUB - Movimento Unidos por Borba.
 
Após o ponto de situação operacional e questionado pelos jornalistas sobre o facto de ter accionado o Plano Municipal de Emergência, António Anselmo realçou a importância deste instrumento para apoio em termos logísticos, no âmbito da operação de resgate.
 
Em termos logísticos”, é necessário “um local para as pessoas comerem em condições, um local para tomarem banho, para poderem ter um tipo de apoio onde há muita gente”, disse.
 
O autarca afirmou também que pretende garantir todos os meios necessários para que as operações de resgate “sejam feitas da melhor maneira e apoiadas da melhor maneira”.
 
c/ LUSA
Modificado em quinta, 22 novembro 2018 02:21
O Governo pediu no dia de ontem, quarta-feira, 21 de Novembro, uma inspecção ao licenciamento, exploração, fiscalização e suspensão de operação das 180 pedreiras situadas na região de Borba e Vila Viçosa, onde na segunda-feira um troço da Estrada Nacional 255 (EN 255) colapsou.
 
Em comunicado, o Ministério do Ambiente e da Transição Energética determina "que, no prazo de 45 dias, a Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), proceda a uma inspecção ao licenciamento, exploração, fiscalização e suspensão de operação das pedreiras situadas na zona onde ocorreu o acidente do dia 19 de Novembro".
 
c/ LUSA
Modificado em quinta, 22 novembro 2018 02:38
Uma equipa do Laboratório de Polícia Científica (LPC) da Polícia Judiciária (PJ) está, desde o dia de ontem, quarta-feira, 21 de Novembro, envolvida nas investigações ao incidente ocorrido na Estrada Nacional 255 (EN 255), entre Borba e Vila Viçosa, do qual resultou a derrocada de um troço da estrada para o interior de uma pedreira, provocando a morte a dois trabalhadores e o desaparecimento de, ao que tudo indica, outras três pessoas, revelou fonte policial.
 
De acordo com a mesma fonte, além do LPC de Lisboa, a investigação conta com uma segunda equipa composta por inspetores da Unidade Local de Investigação Criminal (ULIC) de Évora.
 
Ambas as equipas de inspectores da Polícia Judiciária iniciaram na manhã de ontem, em Borba, as investigações para apurar as circunstâncias do deslizamento de terras para as pedreiras e o colapso de um troço de cerca de 100 metros de estrada.
 
A mesma fonte policial referiu que as averiguações se estendem tanto às pedreiras atingidas, como ao colapso da estrada.
 
"Estamos numa fase inicial da investigação", referiu a fonte, ressalvando que o processo está em segredo de justiça.
 
A intervenção da PJ surge na sequência de um inquérito instaurado pelo Ministério Público (MP) ao acidente ocorrido na tarde de segunda-feira, na zona de Borba, e que provocou, pelo menos, dois mortos, além de haver três pessoas desaparecidas.
 
O MP instaurou um inquérito para "apurar as circunstâncias que rodearam a ocorrência”, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).
 
c/ LUSA
Modificado em quinta, 22 novembro 2018 02:14

Marinha vai usar sonar em Borba

quarta, 21 novembro 2018 23:31
A Marinha Portuguesa vai, esta quinta-feira, dia 22 de Novembro, ter uma participação inédita nas operações de busca que decorrem esta semana nas pedreiras junto a Borba. Estão a caminho do local uma equipa de seis pessoas e um sonar, que vai tentar localizar os veículos e vítimas que, presume-se, estarão submersas numa das pedreiras.
 
O material da Marinha é um "veiculo remoto com sonar", além de "equipamento para mergulho até 40 metros de profundidade".
 
"Através do sonar, um equipamento que faz propagação do som na água, vão tentar encontrar os veículos", explica o Comandante Fernando Fonseca, porta-voz da Marinha.
 
A tarefa, no entanto, não se adivinha fácil, isto porque o sonar costuma ser usado "no mar e em rios" e não "numa zona muito confinada, com pedras e uma água com densidade muito acima do normal. Vamos ter muitas dificuldades".
 
O porta-voz da Marinha faz notar "será a primeira vez" que este equipamento vai enfrentar estas condições e, por isso, não se sabe "como é que o equipamento se vai comportar".
 
c/ TSF
Modificado em quarta, 21 novembro 2018 23:48
Aquele que é considerado por muitos como o mais popular dos cavaleiros portugueses está há internado numa unidade hospitalar em Lisboa, há cerca de duas semanas. Joaquim Bastinhas foi submetido a uma primeira intervenção cirúrgica na região abdominal, no passado dia 12 de Novembro, e a uma segunda intervenção no passado dia 15, tendo posteriormente surgido algumas complicações naquele a que os médicos designam como período pós-operatório.
 
Apesar de serem escassas as notícias disponíveis, sabe-se que o estado do cavaleiro elvense requer cuidados mas é estável, com Joaquim Bastinhas a permanecer em coma induzido.
 
Recorde-se que Bastinhas, de 62 anos, reapareceu este ano nas arenas portuguesas, três anos após um grave acidente sofrido na sua herdade em Elvas, em Setembro de 2015. O cavaleiro actuou a 21 de Julho, na Figueira da Foz, e a 23 de Setembro, em Elvas.
 
Modificado em quarta, 21 novembro 2018 22:13
Nesta quarta-feira, dia 21 de Novembro, pelas 19 horas, o Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho vai presidir à Eucaristia no Santuário do Senhor Jesus dos Aflitos, em Borba, localidade que na tarde da passada segunda-feira foi abalada pelo aluimento de terras na antiga Estrada Nacional 255, entre Borba e Vila Viçosa, e que provocou dois mortos já confirmados pelas autoridades e três desaparecidos.
 
Com esta deslocação à Paróquia de Borba e ao Santuário do Senhor Jesus dos Aflitos, local de grande devoção por parte dos borbenses, o Prelado Eborense quer estar próximo da comunidade, neste momento de dor e luto, para confortar as famílias e rezar pelas vítimas daquele trágico acidente.
 
A Igreja do Senhor Jesus dos Aflitos foi fundada em 1676 como sede da Irmandade da Venerável Ordem Terceira. No seu interior encontra-se a imagem do Senhor Jesus dos Aflitos. Esta pequena imagem ganhou grande importância no século XIX, mantendo-se ainda hoje um lugar de imensa devoção e aonde recorrem muitas pessoas que, na sua aflição, colocam no Senhor Jesus dos Aflitos o seu consolo e protecção.
 
Recorde-se que o Arcebispo de Évora expressou ontem a sua consternação pela tragédia ocorrida na Estrada Nacional 255, entre Borba e Vila Viçosa. Através das redes sociais, D. Francisco Senra Coelho associou-se “à dor e ao luto dos familiares e amigos das vítimas” e coloca-se “ao lado de todos os que trabalham afincadamente para minorar o sofrimento e resolver os problemas urgentes da difícil situação”.
 
Na sua conta oficial do twitter, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho apelou ainda à oração “pelas vítimas do trágico aluimento da Estrada Nacional 255” e pede “a misericórdia de Deus” e a intercessão de “Nossa Senhora da Conceição, venerada no Solar da Padroeira em Vila Viçosa” para todos os envolvidos neste drama.
Modificado em quarta, 21 novembro 2018 12:44
O presidente da Câmara Municipal de Borba diz que “nunca na vida” foi informado da alegada perigosidade da estrada junto às pedreiras, argumentando que empresários do sector queriam cortar a via, mas para ampliar a extracção de mármore.
 
Nunca na vida”, respondeu o autarca de Borba, António Anselmo, quando questionado pela LUSA sobre se, numa reunião com técnicos dos serviços regionais de Geologia, não tinha já sido alertado para a perigosidade da estrada onde, na segunda-feira, ocorreu um deslizamento de terras para uma pedreira, que provocou, pelo menos, duas vítimas mortais.
 
O presidente da câmara, que se encontra no local das operações da Protecção Civil, afirmou recordar-se, efectivamente, de há quatro anos ter participado “nessa reunião” com técnicos de Geologia e Minas da antiga Direcção Regional de Economia e com industriais do sector dos mármores.
 
Segundo António Anselmo, em ‘cima da mesa’ estava “a possibilidade” de interromper a estrada e “os empresários nunca se entenderam”, ou seja, “não houve consenso”.
 
Houve uma reunião em que os empresários não se entenderam relativamente ao corte da estrada. E ao corte não, ao partir da estrada para permitir a exploração” de mármore, alegou.
 
A “ideia”, de acordo com o presidente da câmara, “não era cortar a estrada, era partir a estrada para fazer exploração nesse sítio onde uma parte caiu”.
 
A estrada passava a ser pedreira, era essa a ideia”, explicou.
 
Remetendo mais esclarecimentos para momento posterior, por necessitar de consultar documentação sobre a reunião e por estar concentrado nas operações de resgate das vítimas, o autarca realçou ainda que as pedreiras de extracção de mármore que ladeiam a estrada que colapsou “estão licenciadas de acordo com aquilo que a lei permite”.
 
Na segunda-feira à noite, o autarca já tinha dito estar “de consciência completamente tranquila” e que o que tinha “em termos legais e de conhecimento” era que “a situação” da estrada “estava perfeitamente segura”.
 
As coisas estavam encaminhadas no sentido de ser seguro. Se me perguntar a mim se são seguras ou não voltamos ao mesmo: Se houver um sismo em Borba, há um sismo em Borba, cai uma estrada em Borba, cai uma estrada em Borba”, afirmou, na altura.
 
Nessa conferência de imprensa, o autarca disse também que a câmara vai “saber concretamente o que é que se passou e, se tiver alguma responsabilidade” a assumir, vai assumi-la: “Quem a tem sou eu, lamentavelmente. Não quero ter responsabilidades com mortes, mas não fujo a coisa nenhuma”.
 
com LUSA
Modificado em terça, 20 novembro 2018 20:07
Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Vila Viçosa adiantou, durante a tarde desta terça-feira, que estavam dados como desaparecidos, três homens.
 
Dois dos homens reportados como desaparecidos eram de Bencatel e terão indicado a familiares que iriam na tarde de segunda-feira a Borba, passando pela estrada onde ocorreu o acidente. “O condutor da carrinha de caixa aberta e de cor cinzenta, na casa dos 50 anos, terá informado a mulher que ia com o cunhado, na casa dos 30 anos, ao contabilista a Borba”, relatou à LUSA fonte da Junta de Freguesia de Bencatel. O desaparecimento dos dois homens foi comunicado à GNR por familiares.
 
O outro homem que está dado como desaparecido, é um idoso de 85 anos, residente em Alandroal. Segundo fonte do Comando Territorial de Évora da GNR, a participação do desaparecimento do homem foi dada na segunda-feira à GNR pela mulher, que indicou que o marido se deslocou no seu automóvel, nesse dia, a Vila Viçosa.
 
Segundo vai adiantando a CM TV, a identificação dos desaparecidos está já feita pelas autoridades. O idoso, de 85 anos, e que residia em Alandroal, dá pelo nome de Fortunato Ruivo, enquanto que os cunhados, residentes em Bencatel, são José Rocha, de 53 anos, e Carlos Lourenço, de 37 anos, trabalhador do Intermarché de Vila Viçosa.
 
Elementos das equipas de busca já começaram as operações de desencarceramento e resgate. A Protecção Civil está a usar motobombas para escoar a água e gruas para chegar às vítimas.
 
Os bombeiros estão agora a tentar localizar o segundo trabalhador que ficou soterrado pelo desabamento de terras. O corpo estará junto à retroescavadora na qual esse homem estava a trabalhar na altura do acidente. O colega que estava com ele foi resgatado a meio da tarde. São eles as duas vítimas mortais confirmadas pelas autoridades, que dão conta ainda de outros três desaparecidos.
 
Modificado em terça, 20 novembro 2018 19:49
O Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, disse que “o que o Governo pode fazer é, nas estradas que são da sua responsabilidade, fazer o que faz”, ou seja, monitorizar. “Temos planos muito rigorosos de monitorização”.
 
No que está sob a responsabilidade da administração central, e deste Ministério, monitorizamos, investimos e, por exemplo, no caso desta circunstância, há muitos anos foi determinada a realização de uma variante que é aquela que está em funcionamento”, disse Pedro Marques.
 
O Ministro acrescenta que quando se fez a transferência da estrada para a responsabilidade municipal se apresentou a variante como “alternativa segura e disponibilizada às populações de imediato”. Esta variante é gerida pelo Estado.
 
A estrada que passa na pedreira “poderia ter sido encerrada” ou, em alternativa, ser transferida para gestão municipal, como acabou por acontecer com o consentimento do Município, disse Pedro Marques.