quarta, 13 novembro 2019
Tendo como principais objectivos sensibilizar os cidadãos, em geral, e os amantes da fotografia, em particular, para os fenómenos das alterações climáticas e ameaças socio-ambientais associadas, promover uma observação atenta do meio que nos rodeia e promover a fotografia como um instrumento universal de sensibilização ambiental, o programa “ecoVerney” da Escola de Ciência e Tecnologia da Universidade de Évora, em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), e com o apoio do Instituto Português de Fotografia (IPF) promove o concurso de fotografia "Phenomena... sobre alterações climáticas".
 
Este concurso é também apoiado por diversas organizações locais e regionais, como a Câmara Municipal de Évora, a GESAMB, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Alentejo (CCDRA) e o Grupo Nabeiro.
 
A melhor fotografia a concurso no "Phenomena... sobre alterações climáticas" receberá o prémio “João Corte-Real", no valor pecuniário de 2000€, enquanto que a segunda melhor “chapa” receberá 1000€.
 
As candidaturas e submissões de trabalhos estão abertas até 31 de Janeiro de 2019. Para mais informações, esclarecimentos sobre o regulamento, ou para submissões de fotografias a concurso, os interessados devem contactar a organização através do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.. Pode ainda aceder a https://www.facebook.com/EcoVerney-1115408985231956/ e ficar a conhecer melhor o concurso "Phenomena... sobre alterações climáticas".
 
O “Phenomena” homenageia o Professor João Corte-Real, da Universidade de Évora, primeiro climatólogo português e investigador de grande relevância nacional e internacional, dando o seu nome ao primeiro prémio.
 
O júri do concurso é composto por sete personalidades da área da fotografia e da ciência: Miguel B. Araújo, Investigador-Coordenador no âmbito das Alterações Climáticas, galardoado com o Prémio Pessoa 2018, Maria do Mar Rêgo, artista fotógrafa, Luís Aniceto, fotógrafo (IPF), Vítor Cid, fotógrafo (IPF), Maria Teresa Batista, Investigadora em Ambiente e Desenvolvimento (CIMAC e Universidade de Évora), Jorge Pulido Valente, Coordenador do Fórum para as Alterações Climáticas no Alentejo (CCDRA) e Maria Ilhéu, Professora-Investigadora em Ecologia e coordenadora do ecoVerney da Escola de Ciência e Tecnologia da Universidade de Évora. 
 
Modificado em quinta, 03 janeiro 2019 01:53
Faleceu esta segunda-feira, dia 31 de Dezembro, aos 62 anos, o cavaleiro tauromáquico Joaquim Bastinhas.
 
O malogrado toureiro encontrava-se internado no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde deu entrada há cerca de dois meses, para ser operado ao intestino, onde lhe foi diagnosticado um pólipo.
 
No pós-operatório surgiram inúmeras complicações, tendo Joaquim Bastinhas, sido colocado em coma induzido por duas ocasiões, última após lhe ter sido detectada uma infecção bacteriana, da qual não veio a recuperar.
 
Joaquim Manuel Carvalho Tenório, conhecido no mundo da tauromaquia como “Joaquim Bastinhas”, era um dos mais populares toureiros da nossa praça, deixando um rasto de saudade, por todos aqueles que o viram actuar e que com ele privaram.
 
O Ardina do Alentejo endereça nesta hora as mais sentidas condolências a toda a família e amigos.
 
ADEUS JOAQUIM BASTINHAS
 
Joaquim Manuel Carvalho Tenório nasceu em Elvas, a 8 de Março de 1956.
 Apresentou-se como cavaleiro amador com apenas 12 anos, por ocasião do tradicional festejo de Carnaval, na Monumental do Campo Pequeno, em 2 de Fevereiro de 1969.

 
Desde então fez-se anunciar pela alcunha de Bastinhas, nome pelo qual o seu pai, Sebastião Tenório, que fora cavaleiro tauromáquico amador, era conhecido.

 
A 15 de Maio de 1983 tomou a alternativa de cavaleiro tauromáquico na praça de toiros de Évora, na tradicional corrida de concurso de ganadarias, tendo como padrinho José Mestre Batista e como testemunha João Moura.

 
Confirmou-a no Campo Pequeno, a 14 de Julho do mesmo ano, desta vez tendo João Palha Ribeiro Telles como padrinho e Paulo Caetano como testemunha.
 
Em 1984 encerrou-se na lide de seis toiros Murteira Grave, na praça de toiros "Carlos Relvas", em Setúbal.

 
Cavaleiro de estilo popular, além das praças de Portugal continental e ilhas, Joaquim Bastinhas actuou ao longo de uma carrreira de glória que este ano comemorou 35 temporadas como cavaleiro de alternativa em Espanha, França, Grécia, Macau, México e Venezuela.

 
A 10 de Julho de 2008, de novo no Campo Pequeno, concedeu a alternativa ao seu filho Marcos Tenório Bastinhas.
 
Afastado das arenas há duas temporadas, devido a um grave acidente sofrido em Setembro de 2015, reapareceu este ano nas arenas actuando com grande êxito em Julho, na Figueira da Foz, e em Setembro, em Elvas, voltando a ser apoderado pelo histórico Rogério Amaro.
 
c/ Touro e Ouro e Farpas Blogue
Modificado em segunda, 31 dezembro 2018 20:00
Segundo informação avançada pelo Jornal de Notícias (JN), na passada segunda-feira, dia 24 de Dezembro, o helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que se encontra estacionado no aeródromo de Évora, não cumpre os requisitos técnicos exigidos no contrato.
 
Segundo o matutino, o aparelho já “ultrapassa o limite de idade”.
 
Uma das regras do contrato assinado entre os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e a empresa Babcock, em Agosto deste ano, define que as aeronaves não deverão ter “mais de 20 anos sobre a sua data de fabrico à data da sua utilização”.
 
De acordo com o jornal, “desde a entrada em vigor do contrato, o aparelho colocado em Évora viola os requisitos técnicos. A empresa colocou um Bell 412, construído em 1997, ou seja, a completar os 21 anos”.
 
Fonte oficial da empresa diz que está a actuar com o acordo do INEM quanto “à substituição temporária do helicóptero que opera a partir de Évora” e que “previsivelmente em Março de 2019” chegará um novo helicóptero à base alentejana.
 
O jornal questionou também o INEM e os SPMS, mas não obteve qualquer resposta. 
Modificado em terça, 25 dezembro 2018 17:27

Tiroteio em Elvas provoca um morto

terça, 25 dezembro 2018 16:26
Um tiroteio ocorrido na madrugada de 24 para 25 de Dezembro, no Bairro das Pias, em Elvas, provocou um morto.
 
Segundo avançam as autoridades, a vítima mortal é um homem, que terá “entre 55 e 60 anos”.
 
Segundo fonte do Comando Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), o alerta foi dado às 00h00.
 
Fontes policiais revelaram à LUSA que o homem foi atingido na sequência de vários disparos efectuados contra a viatura ligeira em que seguia. No carro seguiam ainda mais dois homens.
 
Segundo informações recolhidas pelo Ardina do Alentejo, a vítima mortal não residia em Elvas, encontrando-se no Bairro das Pias a passar o Natal. Depois de baleado, foi transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Elvas, através de viatura particular.
 
Ao que conseguimos apurar terão sido disparados três tiros de uma pistola ou revólver contra a viatura ligeira, por trás, tendo um dos passageiros sido atingido mortalmente. No entanto não são ainda conhecidas quantas pessoas estiveram envolvidas no tiroteio.
 
A investigação de homicídio está a cargo da Polícia Judiciária (PJ) que já esteve esta terça-feira no local a proceder a averiguações. As autoridades policiais não procederam a qualquer detenção até ao final da manhã de hoje.
 
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre disse não ter registo da ocorrência, por não terem sido mobilizados os Bombeiros Voluntários de Elvas
Modificado em terça, 25 dezembro 2018 16:32
As autoridades retiraram na manhã deste sábado, 1 de Dezembro, o corpo do terceiro e último desaparecido na pedreira de Borba, bem como o carro em que o mesmo circulava na altura da derrocada da antiga Estrada Municipal 255 (EM 255). A vítima é Fortunato Ruivo, 85 anos, natural de Alandroal.
 
O corpo será autopsiado no Instituto de Medicina Legal de Beja, em data a definir, para posteriormente ser entregue à família e para que esta possa realizar as cerimónias fúnebres.
Modificado em sábado, 01 dezembro 2018 11:17
Uma viatura, que se encontrava submersa na sequência do colapso da Estrada Municipal 255 (EM 255), foi retirada da pedreira, em Borba, ao final da manhã desta sexta-feira, dia 30 de Novembro, confirmou o Ardina do Alentejo junto de fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR). No interior encontravam-se os corpos de duas vítimas. 
 
Foi a equipa de mergulhadores do GIPSGrupo de Intervenção, Protecção e Socorro da GNR que localizou a viatura depois de, ao início da tarde de ontem, quinta-feira, um sonar da Marinha Portuguesa ter detectado uma estrutura metálica “a uma profundidade de cerca de 7 metros" que poderia ser uma das viaturas submersas. Tal como se suponha, a estrutura metálica era a de uma viatura, que foi retirada ao final da manhã desta sexta-feira.
 
Tudo indica que os dois corpos serão os dos dois cunhados que seguiam nessa carrinha e que estavam desaparecidos desde o dia da derrocada: José Rocha, conhecido como “Zé Algarvio”, de 53 anos, e Carlos Andrade, de 37, ambos residentes em Bencatel, no concelho de Vila Viçosa.
 
Fica a faltar recuperar, pelo menos, um corpo e a viatura onde seguia.
 
O Coronel Duarte Costa, Comandante Operacional da Protecção Civil, referiu, em conferência de imprensa, que a retirada da terceira e da quarta vítima do local da derrocada indica que "todo o trabalho que temos estado a fazer de coordenação e de prospecção no teatro de operações tem produzido os seus resultados".
 
O Coronel Duarte Costa explicou aos jornalistas que ainda se procurou resgatar dentro da água da pedreira esta terceira e quarta vítimas do deslizamento de terra e colapso da estrada municipal 255, entre Borba e Vila Viçosa, mas a operação teve de ser alterada.
 
Tentou-se fazer o desencarceramento ainda dentro de água, mas, devido ao estado que a viatura apresentava”, com a deformação da estrutura metálica da carrinha de caixa aberta, as duas vítimas estavam encarceradas no interior, referiu.
 
Por isso, “foi decidido retirar a viatura para uma plataforma seca e, dentro de toda a segurança, fazer as operações de resgate das vítimas já fora de água”. “Foi uma operação complexa, difícil, com algum grau de perigosidade, mas os nossos operacionais estiveram ao mais alto nível e correu tudo bem".
 
Acrescentou ainda que a ANPC e todos os operacionais envolvidos nesta operação vão continuar a trabalhar, "e demore o tempo que demorar, vamos levar esse trabalho até ao fim, até termos a certeza de que não há mais viaturas e mais vítimas".  
 
O deslizamento de um grande volume de terra na Estrada Municipal 255, entre Borba e Vila Viçosa, provocou a deslocação de uma quantidade significativa de rochas, de blocos de mármore e de terra para o interior de duas pedreiras contíguas, no dia 19 deste mês, pelas 15:45 horas.
 
c/ Observador
Modificado em sábado, 01 dezembro 2018 10:07
Através de um comunicado, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) confirmou que as equipas de resgate encontraram no fundo da pedreira aquilo que poderá ser um dos carros apanhados no aluimento da Estrada Municipal 255 (EM 255) para o interior de uma pedreira em Borba.
 
A ANPC revelou que foi “detectada uma estrutura metálica submersa a uma profundidade de cerca de sete metros, cuja configuração se afigura compatível com a de uma viatura”.
 
Devido às condições atmosféricas adversas e à pouca visibilidade no local, as operações de busca foram suspensas.
 
A ANPC salienta que, no dia de hoje, sexta-feira, as operações vão ser retomadas “por forma a que as equipas de busca e resgate possam confirmar os dados recolhidos esta quinta-feira”.
 
Ao início da noite fora adiantado que um dos corpos teria sido localizado, sendo que a ANPC sublinha apenas que foi uma “estrutura metálica” que poderá ser um dos veículos desaparecidos.
Modificado em sexta, 30 novembro 2018 01:23
No seu habitual espaço de comentário no "Jornal da Noite" de domingo da estação televisiva SIC, Luís Marques Mendes analisou o grande tema nacional da semana — a tragédia de Borba — e começou por mostrar como Portugal continua a ser um país de contrastes. Por um lado temos a organização da Web Summit, “expoente máximo da modernidade tecnológica” e passadas poucas semanas dá-se “o colapso de uma estrada que dá origem à morte de pessoas”. “Dá que reflectir”, considera, sem poupar nas palavras ao olhar para o acidente como uma “falha do Estado”.
 
Em primeiro lugar, Marques Mendes apresenta a “falta de investimento público” como um dos maiores problemas, ao qual se junta a manutenção — “somos bons a fazer obra pública nova, mas falhamos sempre na conservação da obra pública que já existe” — e a fiscalização. Depois há que perceber que “temos as prioridades invertidas”. “Somos capazes de passar um tempo imenso a discutir coisas acessórias, como o IVA das touradas. Mas essa é uma questão que não é essencial. Só discutimos o que é essencial, como a segurança das nossas infraestruturas, quando há uma tragédia”. “Devíamos aprender um bocadinho”, considera.
 
E depois “há que apurar responsabilidades criminais, sem esquecer as políticas”. Marques Mendes destaca que “o Ministério Público abriu, e bem, uma investigação”, mas que isso não basta. Para o comentador político, as instituições e os seus representantes devem dar o exemplo e assumir as suas responsabilidades nesta tragédia.
 
Sem deixar de recordar a tragédia de Entre-os-Rios — “Quando caiu a ponte de Entre-os-Rios, demitiu-se o então ministro Jorge Coelho, porque a culpa não podia morrer solteira”, lembrou —, Marques Mendes considerou que caso estivesse em causa uma estrada nacional, todos “estariam a exigir a demissão do ministro”.
 
Como é uma estrada municipal, eu acho que há uma responsabilidade que tem de ser assumida. O presidente da Câmara já devia ter-se demitido ou deve demitir-se nos próximos dias. Quem está no topo da hierarquia tem de assumir as responsabilidades”. Segundo o comentador, só António Anselmopodia decidir encerrar” aquele troço, assegurando a “questão essencial da segurança dos cidadãos”.
 
Quanto à actuação do Primeiro-Ministro, Marques Mendes considera que António Costaage mal sempre” quando estão em causa tragédias e que repetiu a actuação dos incêndios. “António Costa não foi a Borba e devia ter ido”, tal como Marcelo Rebelo de Sousa foi, e devia ter falado logo em vez de só falar ao terceiro dia — “de uma forma fria, calculista”, afastando o Estado de qualquer culpa. “Quando estão a morrer pessoas, António Costa tem uma palavra de calculismo político”.
 
c/ João Miguel Salvador - Expresso
Modificado em terça, 27 novembro 2018 03:52

Segundo corpo retirado da pedreira em Borba

sábado, 24 novembro 2018 22:17
Ao que conseguimos apurar, o corpo da segunda vítima mortal do deslizamento de terras ocorrido na passada segunda-feira, na Estrada Municipal 255 (EM 255), em Borba, está a ser retirado.
 
Ardina do Alentejo está em condições de adiantar que os cães do Grupo de Intervenção Cinotécnica da Guarda Nacional Republicana (GNR) foram preponderantes na indicação do local previsível onde se encontrava o corpo de João Xavier, de 58 anos, tendo feito essa localização na quinta-feira à noite e voltaram a fazê-lo na sexta-feira.
 

O resgate, subaquático, efectuado por elementos do GIPS - Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro, foi demorado por se tratar de uma operação especialmente delicada. Além de estar presa debaixo de terra e pedras, a vítima mortal encontrava-se também debaixo de água.
 
Os operacionais procederam já à remoção do cadáver, depois de terem removido os escombros que soterravam o corpo da vítima”, diz a nota da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
 
A descoberta do corpo", localizado às 21 horas deste sábado, "foi feita no plano de água que tem estado a ser drenado desde a passada terça-feira”, acrescenta.
 
Nas operações estiveram ainda envolvidos elementos dos Bombeiros e da Força Especial de Bombeiros da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
 
O corpo encontra-se a ser transportado para o Instituto de Medicina Legal de Évora para ser autopsiado, e poder ser entregue à família.
 
Modificado em domingo, 25 novembro 2018 01:14