domingo, 26 setembro 2021

No passado domingo, dia 19 de Setembro, numa vinha situada numa quinta perto de Grândola, no litoral alentejano, cerca de uma dezena de entusiastas do naturismo, munidos apenas de sapatos, chapéu ou boné, fizeram uma vindima da uva "ímpar", numa actividade organizada pelo Clube Naturista do Centro.
 
Em declarações à AFP, Filipa Gouveia Esteves, presidente da Federação Portuguesa de Naturismo (FPN), referiu que "esta é uma actividade penso que pioneira em Portugal e temos de dar os parabéns aos participantes”. "O naturismo tem vindo a crescer em Portugal, no sentido em que há mais ofertas, nomeadamente mais campings e mais praias naturistas e as pessoas estão um pouco mais abertas à prática do naturismo", acrescentou.
 
"O naturismo é um estado de comunhão com a natureza, embora a gente use chapéu e estejamos calçados, mas tiramos a roupa”, disse Manuel Patrício, um participante desta vindima, com cerca de 50 anos.
 
Os participantes nesta iniciativa defendem que a prática do naturismo é uma forma de desenvolvimento da saúde física e mental.
 
Sobre este dia de vindima no Alentejo, Denis Dieterich, um dos participantes estrangeiros, referiu achar “maravilhoso. Acho que é uma coisa óptima de se fazer. Acho que a forma como os portugueses abordam toda a ideia da natureza, e depois acrescentam este elemento, é espectacular”.
 
A estreia em Portugal deste tipo de vindimas foi notícia em França. O texto da agência de notícias francesa AFP começava assim: "Enquanto os termómetros se aproximavam dos 30°C, uma dezena de viticultores munidos apenas de sapatos, chapéu ou boné inspeccionou um lote de vinha situado perto de Grândola, no Alentejo, uma das regiões vinícolas mais importantes de Portugal".
 
Enquadrado por uma lei alterada em 2010, o naturismo é legal em Portugal desde 1988.
Modificado em quarta, 22 setembro 2021 20:03

Numa organização da Câmara Municipal de Mértola, realiza-se entre os dias 22 e 24 de Outubro, no Pavilhão Multiusos Expo Mértola, a XII Feira da Caça.
 
Tal como em 2020, e apesar de todas as condicionantes impostas pela pandemia provocada pela Covid-19, a feira continuará a celebrar e a promover o património cinegético do concelho e da região, assim como as suas potencialidades turísticas e económicas.
 
Ainda que condicionados às regras actuais em vigor e às recomendações emandas pela Direcção Geral de Saúde, de regresso nesta XII edição da Feira da Caça de Mértola, estão os habituais espectáculos musicais e a tradicional secção de gastronomia.
 
Segundo nota de imprensa enviada à nossa redacção, o Município de Mértola assegura que “estão definidas regras especificas de higiene e segurança, entre elas o uso obrigatório de máscara, o controle limitado das entradas e a existência de dispositivos de gel desinfectante em todo o pavilhão”.
 
A autarquia liderada por Jorge Rosa afirma ainda que, dando sempre prioridade à saúde pública, “tentamos a pouco e pouco retomar a normalidade possível, em prol da economia e dinâmica social da nossa comunidade”.

Na sequência de uma queixa apresentada pelo Movimento Cívico por Elvas (MCPE), liderado pelo dinossauro autárquico Rondão de Almeida, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) ordenou a Câmara Municipal de Elvas a “suspender de imediato a distribuição e utilização” do Voucher 15, voucher de 15 euros que poderia ser utilizado pelas pessoas com mais de 50 anos, nos cerca de 70 restaurantes do concelho que aderiram à iniciativa.
 
Para o Presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, “esta iniciativa tinha como objectivo proporcionar momentos de convívio às mais de 2000 pessoas com idades superiores a 50 anos, bem como uma injecção económica aos mais de 70 restaurantes que tinham aderido".
 
O entendimento do Comendador Rondão de Almeida, ex-presidente da autarquia elvense, sobre esta iniciativa é outro e levou a que o mesmo, através do movimento por si liderado, apresentasse uma queixa na CNE, cuja deliberação da comissão que fiscaliza os actos eleitorais em Portugal, para além de suspender de imediato a iniciativa Voucher 15, aconselha “o levantamento de um processo de contra-ordenação ao senhor Presidente da Câmara”.
 
Toda esta polémica esteve em destaque no “Sexta às 9”, programa de investigação jornalística da RTP, apresentado por Sandra Felgueiras.
 
A peça de reportagem sobre o Voucher 15, contou com declarações de elvenses, de proprietários de restaurantes que aderiram à iniciativa e de Rondão de Almeida.
 
Ardina do Alentejo apresenta-lhe de seguida, para que possa ver ou até mesmo rever, os cerca de três minutos de emissão da estação pública onde a polémica do Voucher 15 e a cidade de Elvas estiveram em destaque.
 

Modificado em segunda, 20 setembro 2021 13:32

Fluviário de Mora inaugura novo aquário

sábado, 18 setembro 2021 00:04

O Grande Aquário do Amazonas, o novo espaço de exposição viva do Fluviário de Mora, será inaugurado na próxima quarta-feira, dia 22 de Setembro.
 
O Fluviário de Mora abriu as suas portas ao público em 2007 e, ao longo destes 14 anos, têm sido levadas a cabo intervenções de melhoria e qualificação de todo o edifício e respectiva exposição. Agora, de forma a acrescentar ainda mais dinamismo ao espaço, foi projectado e construído um novo aquário que, segundo a autarquia liderada por Luís de Matos, “tem como principal função contribuir para a preservação das espécies nativas do Rio Amazonas”.
 
Segundo nota de imprensa enviada à nossa redacção, “esta nova atractividade” do Fluviário de Mora albergará “65 exemplares de 11 espécies diferentes”, sendo exemplos os “Pacu, Pirarara, Pleco, Tapajos”, entre outros. Neste novo espaço estão representadas “espécies de água doce quente, tanto carnívoras como herbívoras, cujos tamanhos vão dos 40 centímetros até ao 1,50 metros”. A Câmara Municipal de Mora refere que a “escolha dos peixes a habitar no novo aquário foi realizada com base na batimetria do Rio Amazonas, ou seja, o Grande Aquário do Amazonas acolhe espécies que habitam em diferentes profundidades do rio, uns à superfície, outros de meia água que vivem por norma em cardume, e os peixes de fundo”. Mas nada foi deixado ao acaso: “Também a iluminação deste aquário foi meticulosamente estudada para que possa corresponder às características reais do Rio Amazonas, adequando a intensidade da luz consoante a fase dia/noite, conforme a estação do ano”. De salientar que “na parede oposta ao aquário poderá ser vista uma representação em vinil do Rio Amazonas, a maior bacia hidrográfica do Mundo, com destaque para alguns dos locais da América do Sul por onde o mesmo passa”. Nessa mesma parede “poderão ler-se frases que alertam para a necessidade de preservação da biodiversidade do planeta Terra, nomeadamente os peixes nativos”.
 
A edilidade de Mora assegura que “a disponibilização de um novo espaço expositivo é um marco importante na história do Fluviário, que para além de contribuir para a valorização deste equipamento e do concelho, releva a causa ambiental que é, desde o início, uma das imagens de marca do Fluviário de Mora”.
Modificado em sábado, 18 setembro 2021 00:57

Criada em 1912, a antiga e simbólica Farmácia Monte, situada na Rua Dr. António José de Almeida, em Vila Viçosa, conta com um acervo farmacêutico verdadeiramente singular, bem como um valioso espólio de utensílios e equipamentos na área da farmácia, usados em períodos mais recuados para as práticas farmacêuticas.
 
É justamente este espólio tão rico e histórico que está na base da celebração do Protocolo de Cooperação que enquadra a colaboração entre o Município de Vila Viçosa e o Dr. Victor Lopes, na área estratégica do património cultural, numa terra que é significativamente conhecida por Vila Museu
 
Segundo a autarquia calipolense, a intervenção será “focalizada na valorização patrimonial deste espaço, através da musealização da antiga Farmácia Monte, permitindo enriquecer notavelmente o relevante património museológico local”.
 
Ainda segundo a edilidade liderada por Manuel Condenado, “o protocolo agora aprovado, permite não só evitar que este património corra o risco de se perder ou degradar no futuro, mas também possibilita uma intervenção abrangente e concertada, encaminhada para valorizar, preservar e conhecer a evolução da história do medicamento e da prática farmacêutica em Vila Viçosa, que faz parte do imaginário da sociedade local”.
Modificado em sexta, 17 setembro 2021 00:42

Lançado pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, o filme promocional “Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo” conquistou o primeiro lugar na categoria internacional de “Tourism Product/Active and Sports Tourism, Nautical, Snow and Adventure Tourism”, do 2021 Terres Travel Festival – Films & Creativity, certame que se realizou na Catalunha, em Espanha.
 
Este galardão resulta da inscrição do vídeo no Grand Prix CIFFT Circuit 2021, um circuito promovido pelo International Committee of Tourism Film Festivals (CIFFT) que reúne os melhores festivais de cinema de turismo do mundo, “tornando esta competição numa das mais prestigiadas iniciativas de premiação e reconhecimento para o Travel Video Marketing”.
 
“Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo” é um filme que divulga a oferta religiosa do território, mas também todos os outros produtos que os caminhantes e peregrinos podem usufruir ao longo de 1400 quilómetros.
 
Realizado por Danilo Warick e com Direcção de Fotografia de Miguel Manso, este filme promocional foi recentemente distinguido com o Certificado de Finalista no SILAFEST 2021, 13th International Festival of Tourism and Environmental Films, que teve lugar na Sérvia. Já anteriormente “Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo” fora premiado na FITUR 2021, em Madrid, na categoria “Best International Video Promoting a Tourism Product”, tendo igualmente arrecadado o primeiro lugar no Finisterra Arrábida Film Art & Tourism Festival 2020, na “Categoria Internacional – Religious Tourism”, para além de ter sido segundo classificado no Golden City Gate 2021, em Berlim, na categoria “Ecotourism”, e de ter conquistado o primeiro prémio na categoria de “Tourism Products - Adventure Tourism”, no International Tourism Film Festival Africa 2021 (ITFFA), que decorreu na Cidade do Cabo, na África do Sul.
 
Ardina do Alentejo apresenta-lhe já de seguida o filme “Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo”.
 

Modificado em quinta, 16 setembro 2021 02:12

Segundo foi revelado por fontes da Protecção Civil, a chuva forte que caiu no Alentejo, no dia de ontem, terça-feira, 14 de Setembro, provocou, numa contabilidade efectuada até às 20:30 horas, mais de 120 inundações em diversos concelhos dos distritos de Évora, Beja e Portalegre, registadas sobretudo em vias públicas e habitações.
 
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora indicou que no distrito eborense ocorreram 49 inundações, em diversos concelhos, sobretudo em Vila Viçosa, Borba, Reguengos de Monsaraz, Mourão e Évora.
 
No distrito de Évora, estiveram envolvidos nas operações 193 elementos de diversas corporações de bombeiros, dos variados Serviços Municipais de Protecção Civil e da Guarda Nacional Republicana (GNR).
 
No distrito de Beja, e segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do distrito do Baixo Alentejo, foram registadas no distrito 47 inundações, nos concelhos de Moura, Serpa, Barrancos e Beja.
 
A mesma fonte adiantou que o concelho de Moura foi o mais afectado, tendo ocorrido a "derrocada parcial do telhado de uma habitação".
 
No distrito de Portalegre, de acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), ocorreram 27 inundações, em diversos concelhos, com "maior incidência", nos concelhos de Avis e Ponte de Sor.
 
A fonte do CDOS de Portalegre indicou ainda que no distrito do Norte Alentejano foram registadas 47 ocorrências relacionadas com o mau tempo.
 
Nos três distritos alentejanos foram também registadas algumas quedas de árvores.
 
Todos os distritos de Portugal Continental estão nesta quarta-feira sob aviso amarelo, devido à previsão de aguaceiros, por vezes fortes, de granizo, acompanhados de rajadas de vento forte e trovoadas, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
 
O aviso amarelo para os 18 distritos do Continente vai estar em vigor até às 12 horas de hoje.
 
O aviso amarelo é emitido sempre que há risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica.
 
O IPMA prevê "muita instabilidade" até quinta-feira, com "precipitações localmente fortes", particularmente em Leiria, Lisboa e Setúbal.
 
De acordo com o instituto, "são expectáveis precipitações localmente fortes, com impactos significativos, em particular em meios urbanos, onde há risco de cheias rápidas, e na circulação rodoviária".
 
Esta situação ocorre "devido à aproximação de uma depressão a Portugal Continental com expressão em altitude, à qual estão associadas massas de ar tropicais, instáveis e com elevados conteúdos em vapor de água".
 
c/ LUSA
Modificado em quarta, 15 setembro 2021 11:56

De acordo com um anúncio publicado ontem, dia 14 de Setembro, no Diário da República, o Processo de Confecção do Tapete de Arraiolos foi inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
 
Assinado pela Subdirectora-Geral do Património Cultural, Rita Jerónimo, e datado de 26 de Julho, o anúncio refere que “a produção e reprodução que caracterizam esta manifestação do património cultural na actualidade traduz-se em práticas transmitidas intergeracionalmente no âmbito da comunidade de artesãs e artesãos do Tapete de Arraiolos, com recurso privilegiado à oralidade e à observação e participação directa”.
 
Enquanto entidade proponente neste processo de submissão da candidatura à Direcção-Geral do Património Cultural, a Câmara Municipal de Arraiolos deu início a este processo há vários anos, tendo o mesmo contado com adiamentos sucessivos por parte dos responsáveis do Ministério da Cultura.
 
Em nota de imprensa enviada à nossa redacção, a autarquia arraiolense salienta que “a Direcção Regional de Cultura do Alentejo sempre nos acompanhou neste processo”.
 
Segundo a autarquia liderada por Sílvia Pinto, “só através desta inscrição é possível candidatar o Tapete de Arraiolos a Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e CulturaUNESCO”.
 
A Câmara Municipal de Arraiolos congratula-se “com este passo” no reconhecimento do seu património “que contribui para a valorização do Tapete de Arraiolos e das bordadeiras, que permitiram manter a tradição e projectá-la para o futuro”.
Modificado em quarta, 15 setembro 2021 11:58

As culturas intensivas do Alentejo e do Algarve estão debaixo de fogo na Alemanha, onde está em marcha uma campanha, que se iniciou na cidade de Frankfurt, contra estas explorações agrícolas.
 
Friederike Heuer é o rosto da campanha contra as estufas de abacate e frutos vermelhos que, de acordo com o manifesto, consomem a pouca água existente, degradam os solos e exploram os "escravos modernos da Ásia, de África e da Europa de Leste". Apaixonada pelo Alentejo, onde organiza viagens de grupo para turistas alemães, a activista ficou chocada com o que viu nas últimas férias.
 
Em declarações à SIC Notícias, Friederike Heuer referiu que viajou para a Zambujeira do Mar e “não foram férias! Estava tudo plastificado até às falésias, os antigos caminhos foram encerrados, privatizados, e havia uma explosão de casos de Covid na comunidade imigrante”.
 
Ilustrado por Joana Mink, o manifesto circula nas redes sociais alemãs e está a ser distribuído, em papel, pelo Centro do Livro de Língua Portuguesa de Frankfurt. O texto fala em 40 mil trabalhadores imigrantes no Alentejo, vivendo em condições desumanas, em espaços colectivos exíguos pelos quais pagam elevadas rendas.
 
Os promotores do protesto acusam os sucessivos governos portugueses de descurarem as políticas de distribuição pública de água e exortam os consumidores alemães a boicotarem os produtos com origem nas culturas superintensivas do Alentejo e do Algarve. Para breve, está agendada uma nova acção de rua com o apoio dos sindicatos da região alemã de Essen.
 
Eles vão fazer comigo um evento sobre este tema. O assunto central será o Alentejo mas vamos convidar, acho eu, também pessoas do Sul de Itália e do Sul de França porque este é um problema de todo o Sul da Europa” frisou a activista alemã, promotora desta campanha onde a palavra “Boykott” (boicote em alemão) surge como uma “declaração de guerra” a este tipo de culturas intensivas que existem no Sudoeste Alentejano e no Algarve.
 
O movimento alemão de protesto contra as culturas superintensivas do Alentejo coincide com uma série de notícias da imprensa alemã, a última das quais publicada em Agosto, pela prestigiada revista Der Spiegel, sobre a produção de frutos vermelhos, um negócio que, pelas contas da publicação, ascende aos 247 milhões de euros por ano.
 
c/ SIC Notícias
Modificado em quarta, 15 setembro 2021 12:01