segunda, 21 janeiro 2019
Um veículo ligeiro de mercadorias ficou completamente destruído, depois de se ter incendiado na manhã deste sábado, dia 19 de Janeiro, próximo da localidade da Azaruja, no concelho de Évora.
 
O alerta para este sinistro foi dado pouco depois das 10 horas. Desconhecem-se para já as causas deste incidente, que não provocou feridos.
 
Segundo informações recolhidas pelo Ardina do Alentejo, a viatura incendiou-se ao quilometro 246 da Estrada Nacional 18 (EN18), via que liga Estremoz a Évora.
 
No teatro de operações compareceram os Bombeiros Voluntários de Évora, e elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), num total de seis operacionais, auxiliados por dois veículos.

Delta Cafés lança barras de cereais

Escrito por sexta, 18 janeiro 2019 01:42
O mercado das barras de cereais é a nova aposta da Delta Cafés.
 
De acordo com a marca, a Croffee é “uma barra de cereais saudável, saciante e estimulante” que vem responder a uma necessidade de consumo identificada pela Delta Cafés.
 
Numa nota enviada às redacções, a marca explica que se trata de uma barra de cereais que contém a cafeína de um expresso, que é uma fonte de fibra e que contém 3,8 gramas de açúcar. Para além disso, a marca explica que a entrada neste novo mercado é “consequência do desenvolvimento interno da inovação no Grupo Nabeiro. Croffee foi desenvolvido de acordo com requisitos previamente definidos e, por isso, com uma fórmula única e exclusiva no mundo”.
 
Numa primeira fase, as barras de cereais Croffee serão lançadas na Europa, Angola e Brasil, mas está nos planos da marca levar o produto a todo o mundo.
 
As barras de cereais Croffee chegam ao mercado com duas variedades – Cereais com Café ou Cereais com Café e Chocolate Negro – e está disponível em dois formatos distintos – à unidade ou em caixas com cinco barras.
 
c/ www.distribuicaohoje.com
Segundo informação prestada por uma fonte judicial, a juíza titular do processo Face Oculta, Marta de Carvalho, deu hoje, segunda-feira, 14 de Janeiro, três dias para o arguido Armando Vara se apresentar em estabelecimento prisional para cumprir a pena de cinco anos de prisão a que foi condenado.
 
A senhora juíza despachou há pouco o processo seguindo a promoção do Ministério Público”, disse à Lusa o juiz presidente da Comarca de Aveiro, Paulo Brandão, explicando que foi concedido o prazo de três dias para o ex-ministro socialista se apresentar em estabelecimento prisional, sem o que serão emitidos mandados.
 
Em Setembro de 2014, Armando Vara foi condenado, pelo Tribunal de Aveiro, a cinco anos de prisão efectiva por três crimes de tráfico de influência, depois do colevtivo de juízes ter dado como provado que o antigo ministro e ex-vice-presidente do BCP recebeu 25 mil euros do sucateiro Manuel Godinho, o principal arguido no caso, como compensação pelas diligências por si empreendidas e a empreender em favor das suas empresas.
 
No passado mês de Julho de 2018, em declarações à Lusa, o advogado Tiago Rodrigues Bastos confirmou que iria “apresentar uma reclamação” para a conferência de juízes do Tribunal Constitucional (TC), para evitar que começasse imediatamente a cumprir a pena.
 
Já em Novembro do mesmo ano o Tribunal da Relação do Porto manteve esta condenação do antigo vice-presidente do BCP neste processo.
 
O processo Face Oculta está relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objectivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho nos negócios com empresas do sector do Estado e privadas.
 
Além de Armando Vara existem mais três arguidos neste processo com penas efectivas e cuja sentença passou a ser definitiva: João Tavares, ex-funcionário da Petrogal, com uma pena de cinco anos e nove meses para cumprir, o ex-quadro da Refer, Manuel Guiomar, condenado a seis anos e meio, e o ex-funcionário da Lisnave, Manuel Gomes, condenado a uma pena de quatro anos e quatro meses.
 
c/ Jornal Económico
 
Acabou por morrer o homem que se tentou suicidar depois de ter morto a mulher, de 83 anos, e a irmã desta, de 80, com recurso a uma pistola, em Terena, no concelho de Alandroal.
 
Joaquim Risso, de 83 anos, foi encontrado ainda com vida no local do crime, no Monte da Espada, em Terena, mas acabou por morrer no bloco operatório do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para onde foi transportado por um helicóptero do INEM - Instituto Nacional de Emergência Médica.
 
O alerta para o duplo homicídio chegou ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Évora às 11.57 horas desta sexta-feira, 11 de Janeiro. Foram mobilizados para o teatro de operações 16 operacionais, auxiliados por sete viaturas dos Bombeiros Voluntários de Alandroal, dos Bombeiros Voluntários de Redondo, da Guarda Nacional Republicana (GNR) e do INEM, que enviou a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Estremoz e a VMER - Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).
 
 
Segundo os vizinhos, os três envolvidos teriam boas relações, pelo que este crime apanhou toda a gente de surpresa.
 
c/ Jornal de Notícias (JN)
Tal como o Ardina do Alentejo tinha noticiado aqui, um veículo de transporte de doentes pertencente ao parque automóvel dos Bombeiros Voluntários de Borba foi furtado na manhã de quinta-feira, 10 de Janeiro, do interior do quartel.
 
A viatura, uma Ford Transit, com a matrícula 75-50-TS, e com a designação de Veículo Dedicado ao Transporte de Doentes VDTD-05, esteve desaparecida durante algumas horas, tendo sido encontrada ao final da noite de ontem, em Badajoz.
 
Segundo conseguimos apurar junto de fonte dos Bombeiros Voluntários de Borba, a localização da viatura, que não se encontra danificada, foi feita por intermédio de “um senhor de Campo Maior, que telefonou para os Bombeiros de Campo Maior, a dar a localização exacta da ambulância”. A mesma fonte adiantou que “depois de contactado o posto de Campo Maior da Guarda Nacional Republicana (GNR), esta entrou em contacto com a Guardia Civil, estando nós agora a aguardar que nos dêem ordem para podermos ir levantar a viatura”.
 
Ainda segundo este elemento dos Bombeiros Voluntários de Borba, que “agradeceu a colaboração da população em geral, todos os alertas e a divulgação da imagem da viatura ajudaram a que a ambulância fosse mais rapidamente encontrada”.
O Governo aprovou em Conselho de Ministros ocorrido no dia de ontem, quinta-feira, 10 de Janeiro, uma resolução que "estabelece o carácter prioritário" da construção do Hospital Central do Alentejo, que será edificado na cidade de Évora, definindo-o como "projecto estruturante de investimento público previsto no Programa de Estabilidade 2018-2022 e no Orçamento de Estado para 2019".
 
"O Hospital Central do Alentejo consubstancia uma iniciativa essencial para a obtenção de ganhos de racionalidade e eficiência no desempenho e funcionamento da rede hospitalar no Alentejo", realçou o Governo, no comunicado final da reunião do Conselho de Ministros. 
 
O projecto, acrescentou, vai ter "importantes benefícios para as populações ao nível da modernização e da qualidade de prestação de cuidados de saúde".
 
"A concretização deste projecto, cuja necessidade foi sinalizada em 2006, vem dar cumprimento ao Programa do Governo no que respeita ao reforço do desempenho do SNS, melhorando a equidade no acesso e a qualidade dos serviços prestados, numa perspectiva de proximidade aos cidadãos e em defesa do Estado Social", pode ler-se no comunicado.
 
Fonte oficial do Ministério da Saúde adiantou que hoje, sexta-feira, a partir das 16 horas, vai ser apresentado em Évora "o projecto de financiamento para o novo Hospital Central do Alentejo".
 
A cerimónia, presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, e na qual participam também a Ministra da Saúde, Marta Temido, e o Ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, vai ter lugar nas instalações do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).
 

40 milhões para o arranque

 
Em Janeiro de 2018, em Évora, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo iria propor a dotação de 40 milhões de euros para o arranque da construção da nova unidade hospitalar, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020.
 
Depois, em Março do ano passado, o Governo determinou a constituição de um grupo de trabalho para a preparação e lançamento, num prazo de seis meses, do concurso público internacional do novo hospital, mas o procedimento concursal ainda não foi concretizado.
 
Quando o projecto do novo hospital central foi lançado, em 2010, no período de governação de José Sócrates, a unidade estava projectada para ter uma capacidade de 351 camas, extensível a 440, num investimento previsto, na altura, na ordem dos 94 milhões de euros.
 
Em Agosto de 2011, o então Ministro da Saúde, Paulo Macedo, no Governo PSD/CDS-PP, anunciou que a construção do novo hospital iria ser reavaliada tendo em conta "a realidade do país", voltando, em Maio de 2015, a considerar avançar com o projecto, mas sem se comprometer com datas para o início da obra.
 
c/ LUSA
Na manhã desta quinta-feira, 10 de Janeiro, foi furtada do interior do quartel dos Bombeiros Voluntários de Borba, um veículo de transporte de doentes.
 
A viatura, que se encontrava estacionada na parada do quartel, é uma Ford Transit, com a matrícula 75-50-TS, e com a designação de Veículo Dedicado ao Transporte de Doentes VDTD-05.
 
De acordo com Joaquim Branco, Comandante da corporação borbense, há suspeitas de que o veículo “tenha sido furtado entre as 06 e as 07 horas".
 
"É uma viatura que necessitamos com alguma frequência para o transporte de doentes", acrescentou com comandante dos bombeiros.
 
Através da sua página na rede social Facebook, os Bombeiros Voluntários de Borba apelam à população “toda a ajuda possível para encontrar a nossa viatura VDTD-05”. Os soldados da paz borbenses salientam que “se a avistarem ou a encontrarem em algum lugar” devem “contactar as autoridades competentes e o nosso corpo de Bombeiros”.
 
A participação deste furto foi feita por volta das 13 horas, no posto da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Borba.

Lar de idosos ilegal encerrado em Évora

Escrito por quinta, 10 janeiro 2019 02:45
Um lar de idosos, que funcionava de forma ilegal há pelo menos três anos no Bairro da Comenda, em Évora, foi encerrado pelo Ministério Público, no dia de ontem, quarta-feira, 9 de Janeiro.
 
As várias denúncias anónimas enviadas para as autoridades competentes  desencadearam esta operação, que contou com a participação de cerca de 20 elementos.
 
Segundo foi adiantado ao Correio da Manhã (CM) por fonte próxima do processo, o lar tinha nove idosos, sem condições mínimas de higiene, com apenas uma casa de banho para todos os utentes, estando a luz cortada.
 
À chegada ao local, as autoridades depararam-se com um cenário desumano.
 
A mesma fonte revelou que “não havia aquecimento, um idoso de 90 anos dormia no sofá apenas com uma manta e a proprietária do espaço partilhava a cama com uma utente”.
 
A operação foi levada a cabo pelas 10 horas e até essa altura ainda não tinha sido servida qualquer refeição.
 
Os idosos foram entregues às famílias, que agora vão em conjunto com a Segurança Social encontrar uma solução para o realojamento.
 
Elsa Margarida Santos, a empresária que explorava o espaço, foi detida e constituída arguida, estando acusada de nove crimes de maus-tratos a idosos, um crime por cada utente do lar. Elsa Santos foi ouvida ainda durante o dia de ontem em primeiro interrogatório judicial não sendo ainda conhecidas as medidas de coação aplicadas.
 
No local esteve o Núcleo de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública (PSP), o Ministério Público e a Segurança Social.
 
c/ Hugo Rainho (CM)
 

INEM afasta o médico estremocense António Peças

Escrito por terça, 08 janeiro 2019 18:22
O médico estremocense António Peças, considerado por muitos como um dos médicos mais experientes em emergência médica em helicóptero, foi dispensado pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
 
A notícia foi avançada pelo portal de informação “O Observador” e o caso que levou a esta decisão remonta a uma situação ocorrida a 29 de Outubro de 2017.
 
Segundo a publicação online “pouco depois das 17:30 horas, o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) recebeu um pedido do Hospital de Évora: no serviço de urgência estava um homem de 74 anos, com um traumatismo craniano e hemorragia cerebral, que precisava de transporte para Lisboa. À espera dele estava já a equipa de neurocirurgia do Hospital de S. JoséA gravidade do quadro clínico e a necessidade de uma intervenção rápida levaram o CODU a accionar o helicóptero do INEM estacionado em Évora como meio de transporte, mas isso acabaria por não acontecer, apesar de estarem garantidas todas as condições para o voo, segundo o comandante do aparelho. Quase uma hora depois, o doente seria transportado de ambulância para Lisboa. Porquê? Porque o médico de serviço ao helicóptero alegou que estava com uma gastroenterite e sentia-se tão mal que pediu para não fazer o trabalho. O problema é que, à mesma hora, estaria numa tourada na Arena de Évora, e foi notícia por ter socorrido o director da corrida”.
 
Ainda segundo “O Observador”, a denúncia é feita numa carta anónima, assinada por “um grupo de médicos do Hospital de Évora preocupados” e enviada ao INEM, ao Ministério da Saúde, ao Hospital do Espírito Santo de Évora, e à Ordem dos Médicos. A missiva foi enviada há sensivelmente um ano.
 
A notícia refere que “o INEM abriu um inquérito e decidiu cessar o contrato de prestação de serviços com o clínico. O médico em questão nega todas as acusações. Admite que passou na Arena de Évora, mas de forma muito rápida e não como médico da corrida. E garante que nunca lhe foi feito qualquer pedido de transporte. De serviço ao helicóptero, nesse dia, estava António Peças, cirurgião também de Évora, que presta serviço ao INEM nos transportes aéreos como tarefeiro. Segundo os registos das chamadas foi com ele que o CODU falou às 17:36 horas — quatro minutos depois do pedido do Hospital de Évora. Assim que atende a chamada, percebe-se que o médico não estará bem. Com alguma dificuldade, explica que está indisposto, descrevendo vários sintomas. “Estou aqui um bocadinho enrascado”, diz”. 
 
Na peça assinada pela jornalista Sara Antunes de Oliveira é revelado que  “as primeiras dúvidas sobre a justificação dada por António Peças para não fazer o transporte do doente surgiram com notícias publicadas nesse mesmo dia, em páginas de internet dedicadas à tauromaquia. 29 de Outubro de 2017 foi dia de corrida em Évora, que, antes de começar, já tinha um percalço. Poucos minutos antes das 17 horas, hora marcada para a tourada, o director da corrida, Marco Gomes, foi tomar um duche nos balneários da arena. A temperatura muito elevada a que a água saiu, de repente, acabou por provocar-lhe algumas queimaduras. O relato feito pelo site Toureio.pt, conta que, de imediato, chegou ajuda: “Marco Gomes foi prontamente assistido na enfermaria da praça pela equipa médica afecta ao espectáculo: o Dr. António Peças, José Ribeiro da Cunha, técnico de emergência médica pré-hospitalar e o enfermeiro Gonçalo Louro”, escreve o site dedicado à tauromaquia”.
 
Na mesma peça é salientado que “a denúncia anónima que chegou às várias entidades diz que António Peças terá saído da arena perto das 21 horas, no final da corrida de touros, seguindo, alegadamente, para um jantar com a organização do espectáculo”.
 
No entanto “a história contada por António Peças confirma alguns dos dados da denúncia, mas desmente o essencial: segundo o médico, em nenhum momento foi pedido o transporte do doente de helicóptero, nem ele era o médico da corrida de touros. “É verdade que prestei assistência ao director da corrida, mas eu não estava de serviço à corrida de touros”, contrariando assim a queixa anónima e as notícias dos sites ligados à tauromaquia, que o dão como médico da corrida”.
 
Segundo António Peças, “foi uma confusão que fez com que acabasse por ir parar à arena. Estava na hora do almoço quando recebeu uma chamada do director do espetáculo porque o médico de serviço à corrida ainda não tinha aparecido. Ofereceu-se para tentar perceber o que se estava a passar e ficou a saber que os médicos tinham sido trocados, e que seria uma médica, Isabel Lima, a assumir a tarefa. Garante que prestou assistência a Marco Gomes e foi embora de imediato”.
 
António Peças confirmou ao “O Observador” a existência de dois inquéritos internos, abertos na sequência da denúncia anónima — um pelo Hospital de Évora, por causa da sobreposição de escalas que a denúncia também refere, e outro pelo INEM. Garante que em ambos esclareceu todas as dúvidas que tinham sido levantadas e antevê que ambos acabem por cair porque “juridicamente” a carta anónima “não tem validade”. Para o afirmar escuda-se no facto de a carta estar datada de 19 de Fevereiro de 2017, quando relata factos posteriores — nomeadamente o da tourada de 29 de Outubro do mesmo ano.
 
Questionado sobre se não seria apenas um lapso, respondeu que já se aconselhou “do ponto de vista jurídico” e que, nestas questões, “não há lapsos”.
 
Mas as explicações de António Peças não terão sido suficientes para convencer o INEM. Em resposta ao "O Observador", o Instituto Nacional de Emergência Médica confirma que “teve conhecimento de uma denúncia que envolvia o médico António Peças, tendo decidido pela abertura de um processo de inquérito” e avança que, concluída essa investigação, “e de acordo com as recomendações do instrutor”, decidiu enviar as conclusões para a Inspecção Geral das Actividades em Saúde (IGAS), para a Ordem dos Médicos e para o Hospital de Évora, entidades que, agora, poderão abrir outros processos, se assim entenderem.
 
Ainda segundo “O Observador”, “o instrutor do inquérito recomendou também ao INEM que, perante os factos apurados, afastasse o médico em causa. Assim, “o INEM decidiu cessar a prestação de serviços do médico António Peças no INEM, a partir do dia 1 de Fevereiro de 2019”, lê-se nas respostas enviadas pelo gabinete de comunicação. A decisão parte não só do episódio do transporte que ficou por fazer a 29 de Outubro de 2017, mas também com as suspeitas de sobreposição de escalas levantadas pela denúncia anónima. O documento relata vários casos nos quais o médico terá estado de serviço no Hospital de Évora, onde é cirurgião, e simultaneamente de serviço ao helicóptero do INEM, recebendo as duas remunerações”.
 
A missiva anónima diz que “consegue fazê-lo por recusar “picar o ponto” no sistema biométrico do hospital, “alegando que tal é ilegal”, deixando o registo apenas em folhas escritas à mão, o que lhe permitiria, segundo a queixa, estar a prestar serviço noutras entidades quando deveria estar no hospital, e vice-versa”.
 
Sobre essas suspeitas “O Observador” não conseguiu obter o contraditório por parte de António Peças. 
 
O site noticioso contactou também o Hospital do Espírito Santo de Évora, que fez saber apenas que “não faz declarações sobre este assunto”. Quanto à Ordem dos Médicos, confirma que as conclusões do inquérito do INEM deram entrada no dia 4 de Janeiro e foram encaminhadas para o Conselho Disciplinar, a quem cabe a tarefa de as analisar.
 
Para António Peças não há dúvida de que está a ser saneado: "Aquilo que está a acontecer é o resultado do desconforto pelas declarações que tenho proferido. Sem dúvida alguma", referiu o médico estremocense em declarações ao jornal Público.
 
O diário refere, numa peça assinada por Liliana Valente, que “há duas semanas, o médico foi prestar declarações à Inspecção-Geral de Actividades em Saúde sobre um processo relacionado com o alegado uso abusivo de um helicóptero em 2017 pela médica Raquel Ramos, directora do departamento de Emergência Médica do Instituto. Numa reportagem da RTP, emitida em Dezembro, Peças diz que se se concluir que houve um uso abusivo, deve ponderar-se a demissão de quem teve responsabilidade, à semelhança do que já aconteceu no INEM com o anterior presidente, Paulo Campos. São estas declarações que o médico diz estarem na base do seu afastamento do instituto pela direcção. "A minha grande paixão sempre foi a emergência médica, deram-me um tiro certeiro", lamenta”.
 
Ardina do Alentejo sabe que no email que recebeu do conselho directivo é-lhe apenas dito que o INEM não tem interesse em renovar a prestação de serviço. Questionado pelo Público, António Peças diz que não foi "acusado de más práticas, de nada". Contudo, é isso que o INEM alega para terminar o contrato.
 
Sobre o inquérito, o médico diz que não teve "conhecimento de nenhuma conclusão", que não foi notificado e que em relação aos factos que lhe são imputados, são falsos e baseados numa "denúncia falsa", sem base jurídica.
 
O resultado deste braço-de-ferro irá ser resolvido em tribunal. Segundo é referido na peça do diário Público, “o médico irá fazer queixa à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e de acordo com a lei, não tem dúvidas que o caso só se resolverá em tribunal. "A lei exclui a possibilidade de reconciliação, pelo que vai parar a tribunal, sem dúvida", refere”. 
 
O diário acrescenta ainda que “este caso surge num momento em que no instituto há um ambiente de disputa interna. Carla Cristino, da Comissão de Trabalhadores (CT), conta que receberam com "estranheza" este afastamento do médico precisamente numa altura em que "há falta de médicos". "Já representou o INEM ao mais alto nível, foi com bastante estranheza", diz. A representante da CT diz que tem recebido "queixas anónimas" sobre situações que podem "configurar assédio moral", e que há pessoas que se dirigem à CT "a pedirem para não serem identificadas com medo de sofrerem represálias". Mas até agora nada foi provado”.
 
Na origem dos problemas estará uma divisão interna com constantes disputas entre duas franjas opostas de trabalhadores do INEM: uns são afectos à anterior direcção de Paulo Campos e outros à actual de Luís Meira.