segunda, 03 agosto 2020
quarta, 13 maio 2015 12:04

Jovem agredido apresentou queixa na PSP da Figueira da Foz

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Vídeo com mais de 13 minutos de agressões tornou-se viral na internet Vídeo com mais de 13 minutos de agressões tornou-se viral na internet DR
Um vídeo que mostra duas adolescentes a agredir um rapaz, na Figueira da Foz, ao longo de mais de 13 minutos e perante a passividade de outros jovens, está a levar dezenas de pessoas a exigirem a intervenção das autoridades.
 
O vídeo, divulgado ao final da tarde de 12 de Maio, terça-feira, na rede social Facebook, tornou-se viral na internet, com mais de meio milhão de visualizações e cerca de 20 mil partilhas em poucas horas, suscitando centenas de insultos e comentários de repúdio. Muitas outras pessoas reclamam a intervenção das autoridades judiciais, PSP e Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.
 
Entretanto, o jovem agredido pelas duas jovens na cidade do distrito de Coimbra, apresentou na manhã desta quarta-feira, 13 de Maio, queixa na esquadra da PSP.
 
Na esquadra, o agredido identificou as jovens que, ao longo de mais de 13 minutos e perante a passividade de outros colegas, lhe desferiram bofetadas, murros e pontapés.
 
Apesar de só agora ter sido divulgado, com a informação de que as agressões aconteceram num estabelecimento de ensino da Figueira da Foz, o vídeo terá sido filmado há cerca de um ano, não numa escola mas na via pública, junto a um complexo residencial do chamado Bairro Novo, zona turística da cidade. 
 
Segundo o jornal “Diário As Beiras” conseguiu apurar, as agressoras vão ser ainda hoje ouvidas na PSP. A história envolve pelo menos cinco raparigas e dois rapazes, para além da vítima, todos com idades entre os 15 e 17 anos de idade e que frequentam as três escolas secundárias da Figueira da Foz.
 
Por causa das ameaças que foram feitas às agressoras nas redes sociais, a PSP está em “alerta máximo” nas três instituições de ensino.
 
Refira-se que uma das jovens envolvidas é filha de um funcionário quadro superior da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
 
Entretanto, a presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Figueira da Foz disse que esta entidade vai averiguar os acontecimentos divulgados no vídeo.
 
A CPCJ não tinha conhecimento desta situação e só a conheceu depois de divulgado o vídeo. Vamos averiguar o que aconteceu. Recebemos depois da divulgação do vídeo várias participações, mas faríamos uma averiguação mesmo que isso não tivesse acontecido”, disse à Lusa a presidente da CPCJ da Figueira da Foz, Sandra Lopes.
 
Modificado em quarta, 13 maio 2015 12:53

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