sábado, 27 fevereiro 2021
segunda, 25 janeiro 2021 16:59

Presidente Marcelo Rebelo de Sousa toma posse a 9 de Março

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Marcelo promete continuar a ser “um Presidente que respeite o pluralismo e a diferença" Marcelo promete continuar a ser “um Presidente que respeite o pluralismo e a diferença" Mário Cruz - LUSA
E está eleito o Presidente da República. Como era expectável, Marcelo Rebelo de Sousa mantém-se como inquilino do Palácio de Belém, registando novamente uma vitória em todos os distritos, tal como já tinha acontecido nas Presidenciais de 2016, mas alcançando agora um feito inédito em eleições presidenciais: Marcelo Rebelo de Sousa venceu nos 308 concelhos do país. Tomará posse a 9 de Março.
 
Ana Gomes, que viveu uma noite eleitoral taco-a-taco com André Ventura, ficou em segundo lugar, sendo a mulher mais votada de sempre numa eleição presidencial.
 
Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito com 60,76 % dos votos, o que equivale a dizer que mais de dois milhões e meio de portugueses votaram no Professor, que concorreu apoiado pelo PSD, PS e CDS.
 
No discurso de vitória, no hall da Faculdade de Direito, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ter “a exacta consciência de que a confiança agora renovada é tudo menos um cheque em branco” prometendo continuar a ser “um Presidente que respeite o pluralismo e a diferença. Um Presidente que nunca desista da justiça social”. O Presidente da República disse ter retirado duas mensagens “muito claras” dos resultados eleitorais da noite de ontem. A primeira é que os portugueses “querem mais e melhor em proximidade, em convergência” e na gestão da pandemia, a segunda é que deve “tudo fazer para persuadir quem pode elaborar leis a ponderar a revisão, antes de novas eleições, daquilo que se concluiu dever ser revisto para ajustar situações como a vivida” nesta pandemia.
 
A socialista Ana Gomes, que foi a votos com o apoio do PAN e do Livre, alcançou 12,93 % dos votos (536.236 votos). A diplomata, que admitiu não ter conseguido o objectivo de chegar a uma segunda volta nestas eleições, disse ter cumprido o seu objectivo central e patriótico: “representar o campo dos democratas e progressistas europeístas e impedir que a ultradireita ascendesse a uma posição de possível alternativa”.
 
André Ventura, líder do CHEGA!, ficou em terceiro lugar, com 11,90 % dos votos, ou seja, 496.583 votos. Felicitou Marcelo Rebelo de Sousa pela vitória mas pediu ao Presidente da República "ruptura" com o que foi o anterior mandato, tendo ainda realçado que a sua candidatura teve mais votos que as de PCP, BE e IL juntas, para além de considerar que o CHEGA! é a verdadeira alternativa, frisando: “Esmagámos a extrema-esquerda em Portugal".
 
João Ferreira, o candidato apoiado pelo PCP ficou na quarta posição, com 4,32 % (180.473 votos) e Marisa Matias, a candidata do Bloco de Esquerda, que teve apenas 3,95 % (164.731 votos) ficou na quinta posição. Devido aos fracos números obtidos, nomeadamente não terem alcançado os cinco pontos percentuais, ambas as candidaturas não terão direito a qualquer subvenção estatal. 
 
O candidato da Iniciativa Liberal, Tiago Mayan Rodrigues, obteve 3,22 % dos votos (134.427 votos), tendo ultrapassado na recta final o independente Vitorino Silva, que com 2,94 % votos (122.734) ficou na última posição das Presidenciais 2021.
 
A abstenção foi de 60,51 %, a mais alta registada numa eleição para um Chefe de Estado português, não tendo votado mais de seis milhões e meio de portugueses.
 
 
Modificado em segunda, 01 fevereiro 2021 16:48

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