quinta, 13 dezembro 2018

Sargento estremocense da GNR condenado a 8 anos de prisão efectiva

Escrito por  Publicado em País quarta, 10 outubro 2018 23:57
Na leitura do acórdão, o colectivo de juízes sublinhou que Sérgio Malacão foi “forte com os fracos e fraco com os fortes” Na leitura do acórdão, o colectivo de juízes sublinhou que Sérgio Malacão foi “forte com os fracos e fraco com os fortes” DR
Na tarde de ontem, quarta-feira, 10 de Outubro, o estremocense Sérgio Malacão, Sargento da Guarda Nacional Republicana (GNR) e ex-comandante dos postos de Coruche e de Alpiarça, foi condenado no Tribunal de Santarém, a oito anos de prisão efectiva.
 
A generalidade dos factos dos vários crimes de que estava acusado foram considerados provados pelo tribunal.
 
O Sargento da GNR apresentou-se em tribunal acusado de onze crimes, todos relacionados com o período em que esteve a comandar o posto da GNR de Coruche, entre 2008 e 2012. Entre as várias acusações do Ministério Público (MP) estava a de receber dinheiro para vigiar uma herdade, e as de anular multas a empresas e conhecidos, entre as quais uma ao filho do então Presidente da Câmara Municipal de Coruche.
 
Sérgio Malacão foi condenado por um crime de corrupção passiva para acto ilícito, dois crimes de falsificação, três crimes de abuso de poder, um crime de denúncia caluniosa, dois crimes de denegação de justiça e prevaricação, e um crime de coacção agravado. Entre as várias situações, está um episódio em que o sargento estremocense, colocou uma arma no bolso de um detido para o obrigar a assumir o furto de dois suínos.
 
Na leitura do acórdão, o colectivo de juízes sublinhou que Sérgio Malacão foi “forte com os fracos e fraco com os fortes” e que deu uma má imagem da GNR e da justiça em geral, considerando que os crimes pelos quais foi condenado são graves e revelam práticas “prepotentes e revanchistas”.
 
Além da condenação a oito anos de prisão efectiva, o Tribunal de Santarém ordenou a proibição do mesmo exercer funções na GNR durante um período de quatro anos, e mandou igualmente recolher amostras de ADN do Sargento para que constem na base de dados de perfis de ADN. Determinou ainda comunicar a decisão ao Ministério da Administração Interna e ao Comando Geral da GNR.
 
c/ Mirante

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