quinta, 17 outubro 2019
terça, 05 abril 2016 19:41

"Hoje vou ser... Cronista!"

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Parceria com o ATL do Centro Social e Paroquial de Santo André Parceria com o ATL do Centro Social e Paroquial de Santo André DR
No passado dia 21 de Março, assinalou-se o Dia Mundial Contra a Discriminação, e no âmbito do projecto de férias “Hoje Vou Ser”, fomos “comentadores”. Com o José Lameiras, na Rádio Despertar - Voz de Estremoz, debatemos o tema da discriminação, moderado pela coordenadora do nosso ATL, a Dra. Lena Chouriço.
 
Através de uma outra parceria com o “Ardina do Alentejo” passamos agora também a ser “Cronistas”, ou seja, juntámos as nossas ideias sobre o tema e o resultado do nosso debate, que aqui deixamos a todos os leitores.
 
Os comentadores e cronistas são Maria Inês Lopes, Marta Carujo, Daniel Balejo, Luís Parreira, João Pirra e Daniela Rodrigues, todos com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos.
 
Relativamente ao tema, o conceito para nós de Discriminação é uma certa pessoa discriminar outra, por ser de uma etnia diferente ou pela sua maneira de ser. Por exemplo, quando mudamos de escola, devemos fazer amigos. Já vimos amigos da nossa escola serem maltratados, do tipo “gozar”. Uma das formas para resolver isto é falar com um adulto, cara a cara, sem violência.
 
Nós não concordamos que as pessoas devam discriminar as outras por vestirem roupas de marca, ou por calçarem ténis sem qualidade, porque isso não tem nada a ver, porque não é só fisicamente que nós vamos descrever as pessoas, porque o que importa é o que somos. Há escolas que defendem o uso de uma farda, mas nós achamos que não é por aí, vai sempre haver preconceito. Mas temos de arranjar forma de o combater, é difícil mas alguém tem de começar. Tipo, não há pessoas iguais, cada um faz o que quer e o que gosta, dependendo da personalidade da pessoa.
 
Uma pessoa quando é discriminada sente-se triste, sozinha, magoada e deixa marcas. Nunca vai esquecer aquilo que lhe fizeram e vai sempre lembrar-se disso. As pessoas que não dizem, nós pensamos que é por vergonha e por medo e choram, mas chorar  alivia. O nosso dever é proteger.
 
As duas pessoas têm um problema. A que discrimina, porque isso é mau, e a que se cala, porque devemos expressar o que sentimos.
 
Tem de haver coragem para denunciar essas situações, falando com os Professores, fazendo participações. Fora da escola temos a polícia.
 
Nós podemos dar o exemplo, não discriminando ninguém. Sem amigos ninguém sobrevive.
 
Modificado em terça, 05 abril 2016 19:56

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