terça, 26 outubro 2021
quinta, 08 outubro 2020 00:45

Cuidados Paliativos na Comunidade

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Cuidados Paliativos na Comunidade DR
No mês do Outubro assinala-se o mês dos cuidados paliativos, celebrando-se este ano no dia 10 o dia Mundial dos Cuidados Paliativos.
 
A Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos do ACES Alentejo Central, não quis deixar de se juntar a toda uma equipa mundial que trabalha, reflete, aprende e partilha a essência dos cuidados paliativos e a sua mais valia, na qualidade de vida dos nossos utentes e famílias.
 
Segundo a definição da OMS os cuidados paliativos são “…uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida dos doentes – e suas famílias – que enfrentam problemas decorrentes de uma doença incurável e/ou grave e com prognóstico  limitado, através da prevenção e alívio do sofrimento, com recurso à identificação precoce e tratamento rigoroso dos problemas não só físicos, como a dor, mas também dos psicossociais e espirituais”.
 
Ao contrário do que ainda se verifica e devido à falta de esclarecimento, os utentes e as suas famílias ainda fogem destes cuidados por acharem que estão associados ao fim de vida e que depois de terem o apoio destas equipas a morte estará mais próxima. Falar acerca destes cuidados permitirá abordar estas questões de forma mais clara e esclarecedora, para que todos possam exigir aquilo a que têm direito e melhorar desta forma a sua qualidade de vida, e assim aliviar o seu sofrimento.
 

O sofrimento dos utentes e das suas famílias, desde que identificado pode ser minorado, cabendo também a estas equipas de cuidados paliativos identificar aquelas necessidades e sempre que possível articular-se com as restantes equipas prestadoras de cuidados de saúde e comunidade, de forma a proporcionar medidas de conforto para aquela pessoa e família.

Os Cuidados Paliativos pressupõem um alívio do sofrimento, o que nem sempre é fácil. O sofrimento é uma experiência pessoal, egocêntrica e complexa que envolve um evento intensamente negativo ou uma ameaça percebida, pode fazer-se acompanhar de componentes físicos, cognitivos, afetivos, sociais e espirituais o que justifica a sua complexidade (Rodgers & Cowles, 1997).
 
O sofrimento dos utentes e das suas famílias, desde que identificado pode ser minorado, cabendo também a estas equipas de cuidados paliativos identificar aquelas necessidades e sempre que possível articular-se com as restantes equipas prestadoras de cuidados de saúde e comunidade, de forma a proporcionar medidas de conforto para aquela pessoa e família.
 
O que destrói o Homem não é o sofrimento, é o sofrimento sem sentido.” Vitor Frankl
 
Um doente mal cuidado na sua doença crónica e progressiva, fica muito mais dispendioso ao estado, assim fará mais sentido apostar e valorizar cada vez mais estes cuidados, centrados no acompanhamento dos utentes e das suas famílias no decurso da sua doença crónica e progressiva, sempre visando a melhoria da sua qualidade de vida, sendo cada vez mais importante dar mais vida aos dias e não mais dias à vida.
 
Os cuidados paliativos não visam prolongar a vida ou antecipar a morte, pretendem proporcionar conforto e bem estar aos utentes e suas famílias.
 
Os cuidados paliativos só fazem sentido em rede, em equipas que se complementam e que trabalham conjuntamente. O verdadeiro trabalho em equipa é um processo contínuo interativo, de um grupo de pessoas, que visa alcançar metas e objetivos específicos como suporte a uma missão comum, através de um processo de aprendizagem, de crescimento e trabalho independente, na próxima semana a equipa descreverá com maior rigor a constituição da equipa, a sua missão no ACES Alentejo Central e os critérios de admissão na mesma, bem como quem poderá beneficiar destes cuidados. Certamente que todos nós conhecemos alguém em franco sofrimento e podemos ajudar se utilizarmos os recursos existentes na comunidade.
 
* Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos - AMETISTA do Alentejo Central
Modificado em sexta, 09 outubro 2020 14:43

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