terça, 07 abril 2020
sábado, 14 março 2020 02:45

Mais vale prevenir do que remediar

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É preciso estar bem atento à evolução do COVID 19 (mais conhecido por Coronavirus). Como já podemos comprovar noutros sítios do Planeta, este não é um assunto para brincadeiras. Durante algum tempo pudemos acompanhar toda a evolução deste vírus com muito distanciamento. 
 
Só que agora já percebemos que é algo que não está assim tão distante de nós. Com a evolução recente em Itália deu para perceber da gravidade e proximidade da situação. Primeiro consideramos estranho o “encerramento” de cidades e regiões. Depois achamos estranha a necessidade em se construir um hospital na China em 10 dias para dez mil pessoas. Agora, achamos estranho que numa das regiões mais ricas da Europa (Lombardia / Itália) se decida quem vai morrer e quem tem condições para sobreviver.
 
A situação é mesmo grave!
 
Por isso mesmo, é mais do que decisivo estancar a mais do que provável propagação do COVID 19 em Portugal. 
 
Em primeiro lugar é fundamental que as autoridades nacionais e locais transmitam uma mensagem bastante clara. Não pode haver hesitações!
 

Aos cidadãos exige-se responsabilidade e bom senso. A responsabilidade individual e coletiva das pessoas são decisivas. Só assim se poderá ganhar esta terrível batalha. A melhor forma de ajudar o Sistema Nacional e Saúde é ajudar a circunscrever os efeitos da propagação. Por isso, limitar o contacto entre as pessoas é fundamental.

Estamos perante uma guerra que vai ter que ser travada por todos nós. Por todos, por uma razão bem simples: porque o Sistema Nacional de Saúde (SNS) não vai ter capacidade para resolver tudo sozinho. Vai ser uma batalha que exige responsabilidade de todos nós.
 
Exige-se clareza, coerência e pragmatismo nas ações promovidas pelas entidades responsáveis. Aos cidadãos, cabe cumprir apenas cumprir essas indicações. Não me choca o encerramento de serviços, de iniciativas e de actividades diversas. Mais vale prevenir do que remediar. No entanto, não se deve encerrar um serviço público, se ao lado estiverem abertos outros serviços públicos, ou outros serviços e atividades que envolvem muitas pessoas. Mensagem e acções erradas provocam sempre comportamentos errados.
 
A clareza na informação é decisiva nestas matérias. A clareza deve ajudar a evitar o pânico! 
 
Aos cidadãos exige-se responsabilidade e bom senso. A responsabilidade individual e coletiva das pessoas são decisivas. Só assim se poderá ganhar esta terrível batalha. A melhor forma de ajudar o Sistema Nacional e Saúde é ajudar a circunscrever os efeitos da propagação. Por isso, limitar o contacto entre as pessoas é fundamental. 
 
Já sabemos que o SNS não vai ter capacidade de responder a tanta solicitação. Daí o nível de exigência dos cidadãos ainda ser maior.
 
É importante precaver nalgumas compras para casa e em adquirir alguns medicamentos básicos. É muito importante, mas não é preciso entramos em histerismos colectivos. Agir bem é a melhor de ajudar a resolver problemas!
 
Na minha opinião devemos seguir à risca o que nos dizem as autoridades nacionais e locais de saúde. Mas insisto, é necessária uma mensagem muito clara e assertiva por parte das referidas autoridades. 
 
Em conjunto vais ser possível combater melhor a complexa batalha que vamos ter pela frente. 
 
* Vereador na Câmara Municpal de Évora, António Costa da Silva
Modificado em sábado, 14 março 2020 02:59

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