segunda, 22 julho 2019
quarta, 19 junho 2019 01:17

Os volte-faces do PS na Lei de Bases da Saúde

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Como é conhecido por todos, o PS tem tido muitas dificuldades em aprovar a Lei de Bases da Saúde.
 
Carlos César, presidente do Partido Socialista, reconheceu, recentemente, que a Lei de Bases de Saúde corre o risco de não ser aprovada, admitindo que “ninguém está excluído da negociação” neste dossiê, deixando desta forma aberta a porta a um entendimento com o PSD. “O diálogo está aberto. Ninguém está excluído da negociação, especificamente em relação a este caso da Lei de Bases da Saúde”, apontou Carlos César em declarações à TSF. Que descaramento!
 
Carlos César e o Primeiro-Ministro, António Costa, recusaram liminarmente a proposta de Lei de Bases de Saúde apresentada pelo PSD. Inicialmente recusaram incluir o PSD nesta discussão.
 
Em pleno debate quinzenal na Assembleia da República o Primeiro-Ministro, António Costa, referiu que não contava com o PSD para a aprovação da nova Lei de Bases da Saúde.
 
Também Carlos César em plena intervenção na Assembleia da República referiu que não contava com o PSD e CDS para a aprovação da nova Lei de Bases da Saúde.
 
Na verdade, o PS e o BE começaram este processo com grande pompa e circunstância. Relembro que em setembro de 2017 António Arnaut e João Semedo lançaram proposta de Lei de Bases da Saúde. Foi esta proposta que entusiasmou o PS e BE para entendimentos sobre esta matéria.
 
Com o fracasso das negociações com o BE, o PS passou a correr atrás do PSD. Perderam totalmente a vergonha! Vale tudo para este Partido Socialista.
 
O PSD sempre referiu que estava disponível para negociar, desde que o PS recuasse “no processo de aprovação concertada que teve com o Bloco de Esquerda e com o PCP” que apenas estão mais preocupados com questões ideológicas do que com a saúde dos residentes em Portugal.
 
Mas uma coisa é certa, não vai ser a alteração da Lei de Bases da Saúde que vai resolver os problemas no Sistema Nacional de Saúde em Portugal.
 
Portugal teve dos piores desempenhos relativamente ao acesso aos cuidados de saúde primários e à marcação de consultas nos centros de saúde. São dados revelados pelo ranking europeu da saúde: a descida de pontos significa piores resultados em parâmetros como o acesso aos centros de saúde, o acesso a consultas de especialidade e também o financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 
Estes 4 anos foram anos de recuos significativos na área da saúde. Os portugueses estão piores na área da saúde.
 
Contra factos não há argumentos.
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em quarta, 19 junho 2019 01:21

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