sexta, 19 julho 2019
sexta, 22 março 2019 12:10

Falta de investimento na linha do Alentejo prejudica claramente a região

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Recentemente surgiram novas notícias na imprensa nacional sobre a situação crítica em que se encontram os transportes ferroviários nacionais. 
 
A linha do Alentejo é relatada como uma das que se encontra em situação mais crítica.
 
Segundo os referidos dados, em 2017 e 2018 foram suprimidos pela CP 3322 comboios. As linhas do Oeste, Alentejo e Algarve, foram as grandes sacrificadas.
 
Os motivos apresentados são os seguintes:
a) 2411 comboios foram suprimidos devido à falta de material;
b) 855 comboios foram suprimidos devidos às greves;
c) 56 circulações não foram realizadas devido a ocorrências ligadas com a infraestrutura.
 
As contas são simples de fazer, também segundo a notícia do Jornal Público, “no conjunto destes 720 dias circularam menos cinco comboios por dia do que estavam planeados, devido a este conjunto de circunstâncias.
A maior parte das vezes em que a empresa deixou os passageiros em terra foi por causa de avarias ou devido à impossibilidade da EMEF de fazer a manutenção das automotoras por falta de pessoal, acabando estas por ficar imobilizadas nas oficinas.”
 
Durante estes dois anos, foram suprimidos 225 comboios na Linha do Alentejo, mais precisamente no troço Casa Branca – Beja.
 
O mau desempenho da ferrovia no Alentejo fica claramente demonstrado nas contas da empresa. 
 
No Alentejo, entre 2016 e 2018, a CP viu a procura diminuir de 139 mil passageiros para 116 mil, enquanto as receitas desciam de 349 mil euros para 301 mil euros.
 
A situação tem vindo a agravar-se sistematicamente, sem que se vislumbre qualquer solução.
 
Acredito que a aposta na ferrovia é fundamental para o desenvolvimento das regiões. No caso do Alentejo, parece-me que é ainda mais decisivo.
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em sexta, 22 março 2019 12:25

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