sábado, 20 julho 2019

Apoio ao comércio tradicional

segunda, 16 abril 2018 18:52
A Lei n.º 12/2004, de 30 de março, estabeleceu que o produto resultante da cobrança das taxas de autorização referentes à instalação e modificação de estabelecimentos de comércio e à instalação de conjuntos comerciais, abrangidos pela mesma lei, revertia parcialmente a favor de um fundo de modernização do comércio, a criar, fixando igualmente os objetivos visados com este instrumento.
 
O denominado Fundo de Modernização do Comércio foi então criado pelo Decreto-Lei n.º 178/2004, de 27 de julho, tendo como objetivos a modernização e a revitalização da atividade comercial, particularmente em centros de comércio com predomínio de comércio independente de proximidade, em zonas urbanas ou rurais, bem como a promoção de ações e programas de formação dirigidos ao sector do comércio.
 
Nesta perspetiva, o Grupo Parlamentar do PSD apresentou uma iniciativa que propõe uma utilização mais alargada do produto resultante da cobrança das taxas de autorização referentes à instalação e modificação de grandes superfícies comerciais, canalizando o mesmo para o apoio à modernização do comércio tradicional, designadamente o localizado nos centros históricos das localidades.
 
Pretende-se, assim, que o produto resultante da cobrança das taxas de autorização referentes à instalação e modificação de grandes superfícies comerciais passa a ser utilizado para o apoio à modernização e revitalização da atividade comercial independente de proximidade. Em termos práticos, pretende-se que seja imediatamente aplicado este fundo no comércio tradicional dos centros históricos em localidades onde se realiza a abertura de uma grande superfície comercial.
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em segunda, 16 abril 2018 18:56
Nos anos 90 dois amigos iam ao futebol, o João e o Manel
João: Então bebemos uma fresca antes do jogo?
Manel: Só uma? Vê lá que eu tenho sede...
João: Bebemos duas, para não irmos coxos...
Manel: Podes crer, para coxo já basta aquele central que lá temos...
João: Qual deles??? São os dois… aliás, por isso é que eles são defesas… Viste no último jogo? Aquele passe que fez para o avançado? Estava mesmo a dormir...
Manel: A dormir? Achas? Não sabe é mais… É muito bom a cortar as bolas, mas depois tem dois pés que parecem dois madeiros.
João: Podes crer… A ver se não demoramos muito pois eu gosto de ver o aquecimento. Estou curioso para ver quem ele vai meter de início.
Manel: Também eu, bebe lá isso para irmos embora.
 
Já no estádio
João: Não me digas que ele vai meter aquele guarda-redes?
Manel: Não sei, eles estão a aquecer os dois… Mas deve ser.
João: É perigoso, eles nas bolas paradas são fortes e aquele é baixote.
Manel: Mas salta bem… O pior é a jogar com os pés. 
João: E dentro dos postes é muito bom… Não viste no último jogo? Se não fosse ele… Não sei não...
Manel: Ora, é para isso que lá está. Dá uns frangos mas não é mau de todo. Olha, é mesmo ele que joga, não ouviste o gajo ali a dizer?
João: Qual gajo? Eu estava a ver se ouvia aqui o da rádio.
 
Durante o jogo
Manel: PENALTI, PENALTI! Este gajo não marca nada pá! Era penalti!
João: Como conseguiste ver daqui? Eu não vi, é muito rápido!
Manel: Mas o gajo está mais perto que nós… Não viu?
João: Achas? Se visse tinha marcado… ou talvez não!
Manel: Ora deixa, belo árbitro este… Aliás, são todos bons. Contra nós marcam sempre todos os penaltis.
 
Fim do jogo
João: Outro empate… Assim não vamos lá!
Manel: É preciso é calma… Ainda falta muito jogo.
João: Não se podem falhar golos assim… E aquele penalti não sei não.
Manel: Ora, pois, deixa. Agora é tarde. Não se podem é falhar golos daqueles. É uma vergonha! E o treinador também parece que tem medo de meter avançados.
João: Bom, vamos mas é comer um prego e para a semana há mais...
 

O futebol passou a ser sério demais e destila-se ódio de forma normal. É o que temos, é o que sentimos. Há muita coisa em redor do futebol que não faz falta nenhuma, aliás, até atrapalha. Será assim por mais uns tempos… Até ao dia em que muitos percebam que isto é apenas um jogo e que para uns ganharem, outros têm de perder.

 
Os mesmos amigos, vão ver um jogo em 2018
João: Bebemos uma antes?
Manel: O quê? 
João: Então não me estavas a ouvir? Ora pois, estavas aí de volta do telemóvel...
Manel: Estava a ler as últimas… A ver se já havia equipa inicial e se o Presidente tinha mandado mais alguma boca.
João: Achas, ele agora já não diz nada… Nem ele nem o Diretor. Esse é que é um grande senhor, já ouviste ele a falar daquele árbitro?
Manel: Já pois, ele é que tem razão. Isto anda tudo comprado e nós a ver passar os navios.
João: Aqueles gajos compram tudo! Até os guarda-redes, vais ver quando jogarem amanhã.
Manel: Tem calma, temos é de ganhar hoje… Se o árbitro deixar e aquele VAR que está sempre a dormir.
João: Quem é hoje?
Manel: Sei lá, são todos iguais, não ouviste ontem o nosso comentador naquele programa?
João: Sim sim, esse também fala bem, ele lá sabe...
 
Já no Estádio
João: Vai começar… Olha quem é o árbitro, aquele manhoso que nos tirou já quatro pontos...
Manel: São sempre os mesmos. Ele devia era descer… Ele e os amigos dele, das bandeiras.
 
Durante o jogo
Manel: PENALTI! ÉS UM LADRÃO! JÁ DEVES TER O BOLSO CHEIO DE NOTAS! CHULO!
João: Grande porco. Espera aí que eu vou ligar ao meu irmão que ele está a ver na TV. 
Manel: Era, de certeza, aposto!
João: O meu irmão diz que não é claro, é difícil… Que tem a ver com a intensidade. Diz que em quatro canais estão a dizer que é e em quatro dizem que não é!
Manel: Ora deixa, são os canais que estão controlados por esses mafiosos, não viste o que disse o Presidente!
 
Fim do jogo
Manel: Mais dois pontos que se foram!
João: Podes crer, somos sempre roubados, o Presidente e o Treinador é que têm razão. Isto é uma grande máfia!
Manel: Pode ser que amanhã os outros percam...
João: Estás a sonhar, eles têm aquilo tudo controlado. Não ouviste já falar no jogo da mala? Mas olha que este não é o do António Sala. Neste sai sempre...
Manel: Pois, se aquilo tiver complicado como da outra vez, aquele defesa que era deles dá-lhe a bola e pronto.
João: Bem, vou para casa ver a televisão para ver o que dizem desta roubalheira.
Manel: E eu, isto é uma vergonha! Fomos roubados mas estes gajos também têm de correr mais. Até logo.
 
As diferenças notam-se bem. A forma como vimos o futebol hoje é assim. Não fomos nós que a escolhemos, fomos sendo "educados" para isto por agentes irresponsáveis e que não fazem falta nenhuma ao futebol. Está criado um clima de desconfiança para tudo e para todos. Não se trata de clubes. Este "diálogo" pode acontecer em qualquer estádio e com dois ou com mais adeptos. O futebol passou a ser sério demais e destila-se ódio de forma normal. É o que temos, é o que sentimos. Há muita coisa em redor do futebol que não faz falta nenhuma, aliás, até atrapalha. Será assim por mais uns tempos… Até ao dia em que muitos percebam que isto é apenas um jogo e que para uns ganharem, outros têm de perder.
 
* Jornalista José Lameiras
 
 
Modificado em quarta, 11 abril 2018 19:01
No âmbito da audição ao Senhor Presidente da Associação Sindical dos Funcionários da ASAE na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, foram proferidas um conjunto de afirmações extremamente graves.
 
Algumas dessas afirmações referem-se a falhas graves existentes na Unidade Operacional de Évora. Os exemplos apresentados estão relacionados com a existência de problemas muito graves com praticamente todas as viaturas da Unidade Operacional de Évora.
 
Apresentam-se as referidas declarações:
“Évora tem nove veículos. 1) Tem 1 Seat Ibiza de 99, com 327 mil Km: está avariado com um orçamento de reparação de € 3380,00; 2) tem 1 Renault Clio de 2004, com 420 mil Km: aguarda revisão e por razões de segurança está inoperacional, está parado; 3) tem 1 Nissan Almera de 1997 com 462 mil Km: está inoperacional, por questões de segurança está parado; 4) tem 1 Punto de 1995 com 253 mil Km: diz-se que foi afeto a Évora em julho do ano passado. Nunca chegou lá, avariou pelo caminho e está parado; 5) tem 1 Punto de 2000 com 356 mil Km: perde óleo, ainda circula, mas vai ser imobilizado para reparação a breve prazo. O orçamento será de € 2322,00; 6) tem 1 Land Rover de 93 com 303 mil Km: circula com anomalias, tem a carroçaria oxidada e corroída e eventualmente vai ser reparado antes de ir à inspeção porque não passaria; 7) tem 1 Peugeot 406 de 1997 com 351 mil Km: tem uma avaria no motor e um orçamento de € 3258,00; 8) tem um Peugeot 208 com 80 mil Km: este parece que é bom, mas o contrato termina já em finais de março. Ainda faz parte de um contrato que está em vigor; 9) e deste 15 de fevereiro, e perante o desespero, aquela unidade foi reforçada com um Fiat Punto de 97 com 316 mil Km.
Portanto tem 4 viaturas, apenas uma delas pode-se dizer que está em condições, tem ar condicionado. Estamos a falar do Alentejo. Cada Inspetor faz em média acima de 100 km diários. São veículos sem ar condicionado e eles estão sujeitos a temperaturas na ordem dos 35/40 graus”
 
A informação que nos foi transmitida é extremamente grave. Infelizmente, a situação relatada não é caso único, passa-se em todo o País.
 
É nessa perspetiva que um conjunto de deputados do PSD entenderam procurar obter esclarecimentos do Governo sobre esta matéria.
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em terça, 20 março 2018 10:50

Perigosas Barbaridades

segunda, 19 fevereiro 2018 23:52
Escrevo este texto pois, apesar do seu estilo fraturante, foi a primeira vez que um discurso de Bruno de Carvalho me revoltou. Todos nós já sabiamos qual era a forma de estar do Presidente do Sporting. Já todos entendemos a sua estratégia e a forma como pensa, se é que pensa, na sua comunicação. Mas este último discurso, depois de um cheque em branco que lhe foi passado pelos sócios do Sporting, foi o pior de todos e, mais grave ainda, o mais perigoso.
 
Tenho muito respeito pelo Sporting e pelos meus amigos que são adeptos deste clube. Reconheço, também, o bom trabalho de gestão desportiva que Bruno de Carvalho tem feito. Não posso aceitar, enquanto jornalista e cidadão português, esta enorme falta de respeito. Ninguém que quer ser levado a sério pode dizer aquelas barbaridades. É preciso perceber que cargo ocupamos e aquilo que representamos, quando num pavilhão cheio de gente declaramos guerra aos jornalistas, aos jornais, às televisões. No final houve, claro, animosidade e jornalistas ofendidos. Não houve, talvez por milagre, violência. 
 

Eu sempre tenho defendido que há muita gente que não se devia chegar, nem perto, de um microfone. Bruno de Carvalho é um bom exemplo disso. Gosta de ser fraturante, gosta de disparar em várias direções, fazendo lembrar, em mau, ou em muito pior, o que fazia Jorge Nuno Pinto da Costa nos seus tempos de ouro. Só que há aqui uma grande diferença. Podem apontar muitos defeitos ao Presidente do FC Porto, mas ele sempre teve nível, até quando enfrentava de forma mais áspera alguns jornalistas.

Será que Bruno de Carvalho tem noção do que diz? Será que ele tem a perfeita noção do que lucram os seus patrocinadores com as imagens dos equipamentos do Sporting na comunicação social? Será que ele tem noção de quanto vale um logotipo atrás de um treinador a falar em direto para a televisão? E se tudo isso acabasse? E se houvesse união de todas as empresas em Portugal que detêm orgãos de comunicação social e ninguém fizesse uma única notícia sobre o Sporting? E se o clube fosse rigorosamente ignorado? Seriam a Sporting TV e o jornal do Sporting suficientes para informarem os seus adeptos? 
 
Eu sempre tenho defendido que há muita gente que não se devia chegar, nem perto, de um microfone. Bruno de Carvalho é um bom exemplo disso. Gosta de ser fraturante, gosta de disparar em várias direções, fazendo lembrar, em mau, ou em muito pior, o que fazia Jorge Nuno Pinto da Costa nos seus tempos de ouro. Só que há aqui uma grande diferença. Podem apontar muitos defeitos ao Presidente do FC Porto, mas ele sempre teve nível, até quando enfrentava de forma mais áspera alguns jornalistas. Sempre soube qual era a altura certa para passar as suas mensagens e por vezes dizia coisas bem piores mas de maneira diferente. Qual é a diferença de entrevistar Bruno de Carvalho ou um qualquer adepto à porta de Estádio de Alvalade antes de um jogo? Se repararem, o registo é o mesmo e, parece-me, não são os adeptos que estão mal. Aos adeptos esse tipo de discurso é permitido, a um presidente de um clube não é. 
 
Podia aqui dizer que Bruno de Carvalho também se esqueceu da quantidade de pessoas que ganha a vida a trabalhar na comunicação social. Mas penso que não vale a pena porque as pessoas sabem pensar pela sua cabeça e irão continuar a comprar jornais e a ver televisão, até mesmo os programas com "paineleiros e cartilheiros". O que Bruno de Carvalho ganhou com isto foi mais um motivo para ser caricaturado nas redes sociais e falado pelos piores motivos. Digo eu, que nem sou do Sporting mas que respeito muito a instituição, que este senhor já não faz falta ao futebol português pois até se pode tornar perigoso. Só pediu o cheque em branco aos sportinguistas, porque sabia que não havendo nesta altura alternativa visível, os sócios iriam aprovar tudo. Quando oiço muita gente dizer que ele escolheu a pior altura para fazer isto, digo que esta, de facto, foi a pior altura para o Sporting mas, para ele, como ficou provado, foi mesmo a melhor. Se isto tem acontecido no final da época, Bruno de Carvalho, assim como qualquer treinador, estaria dependente dos resultados.
 
* Jornalista José Lameiras
 
 
Modificado em terça, 20 fevereiro 2018 00:01
A ligação ferroviária entre Beja e Casa Branca deverá ser totalmente reestruturada e deverá constar entre as obras prioritárias da empresa pública Infraestruturas de Portugal. A reestruturação desta linha é fundamental para as populações, mas também, decisiva para a melhoria nos níveis de coesão e competitividade territorial.
 
Infelizmente, alguns dos comboios que permitem a ligação entre Beja e Lisboa, tiveram horários suprimidos e foram substituídas por autocarro. Esta situação foi fortemente criticada pelo PSD. O Governo promete demasiado, mas os equipamentos públicos têm vindo a degradar-se fortemente, sendo facilmente demonstrável através dos cortes violentos que o investimento público teve nestes últimos 2 anos.
 
É fundamental requalificar a oferta de transporte ferroviário e, neste caso em concreto, que permita melhorar as condições de transporte e funcionamento da oferta ferroviária do Baixo Alentejo.
 
Apesar do efeito desta obra incidir essencialmente no Baixo Alentejo é também determinante para o distrito de Évora, nomeadamente para o concelho de Viana do Alentejo. Em termos práticos esta é uma intervenção fundamental para toda a região Alentejo. 
 
A requalificação e modernização da linha do Alentejo entre Casa Branca (Montemor-o-Novo) - Beja deve ser considerada prioritária, pelo que deveria existir concordância ferroviária entre a Linha de Évora e a Linha do Alentejo, mas também, promover um reforço do equipamento circulante adequado para aquela linha.
 
Se ainda queremos manter a esperança que o Aeroporto de Beja possa servir o Alentejo, é fundamental apostar nesta linha ferroviária.
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em segunda, 19 fevereiro 2018 00:29
Não tenho quaisquer preconceitos em relação ao uso de canábis para fins terapêuticos. Na minha perspectiva, parece não fazer sentido a existência de objeções quando está em causa o bem-estar e o conforto dos pacientes.
 
Tudo o que seja desenvolvido para criar melhores condições aos doentes, nomeadamente para que não tenham dor, melhor qualidade de vida e para melhorem a sua situação de saúde, e sempre que cientificamente se comprove a sua utilidade e eficiência, não me parece fazer sentido estar contra.
 

Uma coisa é certa, não faz sentido a regulação do uso terapêutico de canábis como pretexto para legitimar ou favorecer o seu uso recreativo. São matérias muito distintas, que merecem ser analisadas de forma separada.

Aliás, não é nenhuma novidade o uso de opiáceos pelos profissionais da saúde com o objetivo de acalmar a dor (de outra forma insuportável) e melhorar o bem-estar dos pacientes. O uso da morfina é o exemplo dos exemplos. Alguém questiona o uso da morfina com utilização terapêutica?
 
Uma coisa é certa, não faz sentido a regulação do uso terapêutico de canábis como pretexto para legitimar ou favorecer o seu uso recreativo. São matérias muito distintas, que merecem ser analisadas de forma separada.
 
Quando esta matéria entrou na Assembleia da República através das propostas do BE e do PAN, pergunto-me se a lei não permite já a utilização de canábis para fins terapêuticos?
 
Questiono mesmo se esta é uma matéria da que cabe à Assembleia da República? Na minha perspetiva deverá ser o Infarmed a autorizar, ou não, a comercialização de todo o tipo de fármacos.
 
Na minha perspetiva esta não é uma matéria política, é pura e simplesmente matéria claramente médico científica. Na minha opinião, tanto o BE como o PAN, procuraram encontrar uma estratégia para discutir este assunto, mas de uma forma claramente enviesada.
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em terça, 16 janeiro 2018 16:20

Viver o Natal

quinta, 21 dezembro 2017 00:06
"O Natal não é uma data histórica, é uma vivência". Muitas vezes o Padre Júlio disse isso aos microfones da sua rádio e, com o andar dos anos, vamos percebendo que isso é mesmo verdade. O Natal não é uma data que o calendário obriga a que seja comemorada e assinalada. Muitos de nós não estamos prontos, nem disponíveis, para viver um Natal que está muito longe de ser uma correria entre supermercados e embrulhos.
 
Tudo isso faz parte do Natal e a expressão de uma criança a receber a prenda que pediu na carta que escreveu ao Pai Natal é uma coisa única. Esta é a magia do Natal. As crianças são mesmo a parte mais importante desta quadra e agora entendo isso perfeitamente. Tive o "meu Natal" em Julho, quando peguei pela primeira vez na minha filha. Tenho percebido, ao longo deste tempo, aquilo que os meus pais gostam de mim.
 

As crianças são mesmo a parte mais importante desta quadra e agora entendo isso perfeitamente. Tive o "meu Natal" em Julho, quando peguei pela primeira vez na minha filha. Tenho percebido, ao longo deste tempo, aquilo que os meus pais gostam de mim.

Isso para mim é Natal. Gostar de alguém e querer estar por perto. Proteger, cuidar, entender alguém. Conviver com a família, com os amigos e até esquecer os inimigos. Celebrar o Natal é ter a mesa cheia, mas de gente. É olhar para as cadeiras vazias e perceber, mas aceitar, que falta alguém que queríamos muito que ali estivesse mas que o tempo não volta para trás. É perceber que ontem eramos os netos que esperavam pela meia-noite para abrir as prendas e hoje somos os pais que tratamos de tudo para que nada falte às nossas crianças. É perceber agora porque é que os nossos pais gostavam tanto de estar nesta época com os nossos avós. É olhar para os olhos dos nossos pais e perceber o que sentiam os nossos avós quando olhavam para nós. Para mim, isto é o Natal. É dar graças as Deus pelo que temos e não pensar que queríamos mais ou melhor. É aceitar o Natal como ele verdadeiramente é, não pensando que falta isto ou aquilo na mesa. Havendo o suficiente para nos alimentarmos nesse dia como noutro dia qualquer, o Natal depois é a amizade que colocamos na conversa e o convívio que promovemos com os outros. Esses são os momentos que verdadeiramente ficam.
 
Cada vez temos mais exemplos de que tudo passa muito depressa e que de um dia para o outro as coisas podem mudar. Por isso, vale e pena viver cada momento intensamente e o Natal é uma boa oportunidade para isso. Viver o Natal é diferente de passar a noite da Consoada. Viver o Natal é aceitar que todos somos diferentes mas ao mesmo tempo somos muito iguais. Parar estes dias para pensar no que fizemos, no que podemos fazer ou no que a vida nos tem dado ou pode dar, é também fazer Natal.
 
Este não é um texto de opinião, longe disso. É uma reflexão de alguém que tem visto o seu Natal mudar ao longo dos tempos. Tenho muitas saudades dos meus avós, tenho saudades do meu Natal em Vila Boim. No entanto, tenho acrescentado pessoas à minha vida e elas, felizmente, estão comigo nesta altura. Uma delas, a mais pequena, é o meu verdadeiro Natal deste ano.
 
Amigos, Façam Natal. Boas Festas para todos!
* Jornalista José Lameiras
 
 
Modificado em quinta, 21 dezembro 2017 00:43
A “Produção de Figurado em Barro de Estremoz”, mais conhecida pelos Bonecos de Estremoz já são Património Cultural e Imaterial da Humanidade. Isso deve encher-nos de orgulho!
 
No passado dia 8 de dezembro de 2017, o Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), reunido na Ilha de Jeju, na Coreia do Sul, classificou a “Produção de Figurado em barro de Estremoz” como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.
 
Os bonecos de Estremoz constituem uma arte de caráter popular, com mais de 300 anos de história.
 
É importante referir que o reconhecimento dos Bonecos de Estremoz como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente consagra esta interessantíssima tradição secular bem vivida em Estremoz e, em termos práticos, transformou-se numa verdadeira homenagem a todos aqueles que, ao longo do tempo, souberam preservar esta herança cultural e reverter a tendência de desaparecimento desta arte, garantindo a transmissão do saber entre gerações e a sustentabilidade futura da atividade 
 
Por iniciativa dos deputados António Costa da Silva (PSD), João Oliveira (PCP), Norberto Patinho (PS) e Rita Rato (PCP) foi apresentado um Voto de Congratulação para a “Produção de Figurado em Barro de Estremoz”, mais conhecida pelos Bonecos de Estremoz já são Património Cultural e Imaterial da Humanidade.
 
Desta forma, a Assembleia da República associou-se ao sentimento de congratulação por este reconhecimento da “Produção de Figurado em barro de Estremoz” como Património Cultural Imaterial, pela UNESCO. 
 
Termino felicitando todos os estremocenses e todos os que prepararam a candidatura, mas sobretudo aos artesãos que, quer no seu fabrico quer na sua utilização, mantiveram e preservaram, convictamente, esta arte secular. 
 
Muitos parabéns!
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em terça, 19 dezembro 2017 09:07

Joguem à bola

sexta, 24 novembro 2017 02:28
Nos últimos tempos os protagonistas teimam em tentar acabar com a paixão pura e sincera que os adeptos têm pelo futebol. Parece que há uma campanha conjunta para afastar, ainda mais, as pessoas dos estádios de futebol. Está também ao rubro uma campanha para descredibilizar os árbitros. Como em quase tudo nesta vida, o problema parece estar mesmo dentro e não fora.
 
Os Diretores de Comunicação dos clubes assumem papéis principais. Os presidentes ficam na sombra e assistem a tudo serenamente, escolhendo depois o momento certo para aparecer. Aquilo que em tempos era uma rivalidade, perfeitamente normal e assumidamente saudável, é agora apenas ódio ao rival. O que interessa agora é disfarçar erros com as culpas dos outros e teorias da conspiração. Basicamente, só perdemos, ou não ganhamos, porque os outros têm tudo comprado. 
 
Ao contrário do que estes dirigentes de hoje pensam, os adeptos gostam é de futebol. Gostam, é verdade, acima de tudo que o seu clube ganhe. Mas, acredito também, serão poucos aqueles que aplaudem a conduta atual e estratégia dos três principais clubes portugueses. Hoje, digo eu, ninguém pode "cuspir para o ar". Todos estão a fazer o mesmo caminho e a palavra "investigue-se" nunca foi tão referida em programas de televisão que são, imagine-se, produzidos mesmo para isto nos canais dos clubes.
 
Todo este, desculpem-me a expressão, "circo que está montado", revela que afinal o problema não está em video-árbitros ou na falta deles. O problema é a cultura, o modo de estar no futebol e o facto de que ganhar dá muito mais dinheiro do que perder e resultados negativos não enchem bolsos. O problema é que estes "comunicadores" do hoje não são do futebol nem nunca deveriam ter sido. Os emblemas que representam, são muito maiores que tudo isto e os fundadores destes clubes não os criaram a pensar que um dia seria assim.
 

Já tenho saudades daqueles domingos em que o Domingo Desportivo passava os resumos de todos os jogos e se falava de futebol, de tática, de grandes golos, de grandes jogadores, de grandes guarda-redes e de histórias do futebol. Não gosto, nem concordo, que os clubes se prestem a este papel e sejam eles a marcar aquilo que é atualidade desportiva, provocando este clima de desconfiança.

É claro que vivo neste mundo e sei que isto nem sempre é tudo legal. Sei que há influências, que há bons e maus lugares, que há boas e más comissões e que nem tudo é só jogado dentro das quatro linhas. Agora, é preciso que se entenda, ou que seja passada essa mensagem, que tudo isto muda porque a bola entra ou não entra. Ganhar é mesmo muito mais fácil do que perder e esta "caça às bruxas" a que temos assistido só prova que o futebol passou para um patamar diferente daquele que nos fez apaixonar por este jogo.
 
Sei que há árbitros mais sérios que outros, mas também há uns mais competentes que outros. Tal e qual como há avançados e defesas bons e outros que nem por isso. Isto é futebol. Compete aos dirigentes da arbitragem fazerem, seriamente, essa seleção. Com o video-árbitro, pensaram alguns que os erros iam acabar no futebol. O que temos agora com essa dita "tecnologia", é árbitros principais a sacudirem a responsabilidade das decisões mais complicadas para outros que estão a ver o jogo pela televisão. Sou a favor do chip dentro da bola, para entendermos se entrou ou não. Essa é uma tecnologia que nos dá uma certeza da decisão e não dá mais margem para discussão. Agora, por exemplo, num lance de grande penalidade ou na anulação de um golo devido a falta, há sempre a questão da subjetividade e com duas cabeças podem existir duas visões diferentes dos lances. O que é que isso provoca? Mais discussão e mais desconfiança. Não duvido que a intenção até fosse boa, mas penso que não resulta. O jogo tem 90 minutos e as equipas têm de entender que os árbitros erram porque têm de decidir. O caminho, digo eu, é falar de futebol. Se há algo ilegal, como em tudo na vida, devem ser as entidades competentes a investigar. Se eu acho que estou a ser prejudicado por algo ilegal, devo fazer queixa no local apropriado e deixar que as autoridades façam o seu trabalho. 
 
Já tenho saudades daqueles domingos em que o Domingo Desportivo passava os resumos de todos os jogos e se falava de futebol, de tática, de grandes golos, de grandes jogadores, de grandes guarda-redes e de histórias do futebol. Não gosto, nem concordo, que os clubes se prestem a este papel e sejam eles a marcar aquilo que é atualidade desportiva, provocando este clima de desconfiança. Bandidos e gente menos séria sempre houve e vai haver no futebol ou noutra atividade qualquer, é mesmo assim. É preciso é fazer com que a justiça, desportiva ou cívil, afaste essa gente do futebol. Aquilo que tem acontecido, é apenas enviar foguetes para o ar e mãos cheias de nada. É só mais motivos para polémicas, ódios e mais preocupações para a polícia quando os rivais se encontram. Para a História, como em tudo nesta vida, ficarão as vitórias, os títulos, os grandes jogos. É isso que verdadeiramente conta.

 
* Jornalista José Lameiras
 
 
Modificado em sexta, 24 novembro 2017 02:31