segunda, 23 setembro 2019
Recentemente sete municípios da Zona dos Mármores e do Alqueva assinaram, em Alandroal, um protocolo de cooperação com as Infraestruturas de Portugal, para a demonstração da viabilidade económica da criação de um terminal de carga e descarga junto à localidade de Alandroal.
 
Esta intenção é efetivamente positiva!
 
Como é conhecido, defendi e apresentei um Projeto de Resolução na Assembleia da República para a criação de estações para comboios de mercadorias no Alentejo, nomeadamente em Vendas Novas, Évora e Zona dos Mármores (Estremoz, Borba, Vila Viçosa e Alandroal), mas também do aproveitamento da linha para transporte de passageiros.
 
Esta iniciativa foi aprovada na Assembleia da República.
 

Segundo me tinha sido dado a conhecer, existia um compromisso na CIMAC de se tratar esta temática em conjunto. Melhor ainda, tinha-me sido garantido que está matéria se encontrava a ser tratada em conjunto entre Governo e CIMAC. Mas no Alentejo as coisa funcionam de forma diferente. Muito individualismo, que em nada ajuda na obtenção de resultados.

As virtudes deste projeto são claramente incontestáveis,  mas existem um conjunto de intervenções ao longo do projeto que não estão clarificadas em todos os documentos oficiais.
 
Esta clarificação não está feita no que respeita às paragens dos comboios de mercadorias, mas também a utilização de toda a linha no âmbito do transporte de passageiros.
 
Por isso mesmo, é fundamental que seja dado a todos os potenciais beneficiários (nomeadamente às empresas do território e todas as que pretendem instalar-se na região) o uso pleno desta importante infraestrutura.
 
Esta iniciativa vai nesse sentido. No entanto, penso que não deveria ser tratada de uma forma isolada, mas sim garantindo o mesmo nível de utilização noutras zonas do referido corredor ferroviário. Tratar o assunto de uma forma pontual e isolada não ajuda a resolver o problema da região. Fragiliza!
 
Apesar de pertinente, este assunto deveria de ser tratado ao nível da CIMAC. Provavelmente garantiria mais articulação entre iniciativas, mas sobretudo mais coesão e mais garantias de concretização.
 
Segundo me tinha sido dado a conhecer, existia um compromisso na CIMAC de se tratar esta temática em conjunto. Melhor ainda, tinha-me sido garantido que está matéria se encontrava a ser tratada em conjunto entre Governo e CIMAC.
 
Mas no Alentejo as coisa funcionam de forma diferente. Muito individualismo, que em nada ajuda na obtenção de resultados.
 
Fica a opinião.
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em quarta, 18 setembro 2019 17:25
Segundo informação da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) os acidentes nas estradas do distrito de Évora provocaram 6 mortos nos primeiros seis meses do ano, mais dois do que em igual período de 2018.
 
Segundo a ANSR, que reúne dados da PSP e da GNR, o número de acidentes no distrito de Évora também aumentou este ano, registando-se, entre 1 de janeiro e 30 de junho, 870 desastres, mais 213 do que em igual período do ano passado, quando se registaram 757. 
 
Também os feridos graves aumentaram no mesmo período, tendo sofrido ferimentos graves 41 pessoas, mais 21 do que no mesmo período de 2018.
 
Esta situação torna-se muito grave, porque é uma tendência que se acentua. Em 2018 houve um agravamento destes dados quando comparados com o ano de 2017. 
 
Tendo em consideração o número de vítimas mortais resultante da sinistralidade rodoviária, é, em meu entender, expectável que o combate à sinistralidade deveria ser considerado uma prioridade para o Governo. Tal não tem acontecido!
 
Infelizmente esta não é uma tendência apenas do distrito de Évora. É efetivamente um grave problema nacional!
 
O Governo deveria adotar medidas urgentes para travar o flagelo destes acidentes rodoviários.
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em sexta, 12 julho 2019 12:27

A vida, afinal, tem preço

segunda, 01 julho 2019 18:30
Fomos sempre ouvindo, ao longo da nossa vida, que a vida não tem preço. Fomos sempre educados para isso, fomos sempre levados a pensar que a vida não tem um preço e que vale muito mais de que uma mala cheia de notas. Depois, crescemos e percebemos que não é bem assim. 
 
Falo disto, pelo caso da pequena Matilde, que graças às redes sociais é hoje bem conhecida de todos. É uma bebé guerreira, que teve o azar de nascer com um problema que necessita de um remédio que custa dois milhões de dólares. Isso mesmo, dois milhões. Eu confesso que nem imaginava que um medicamento poderia custar este dinheiro todo. Segundo o que li, este medicamento pode salvar a vida desta menina e fazer com que possa ter uma vida normal. Assim, a vida tem mesmo um preço.
 
É claro que diificilmente os pais poderiam pagar este valor. Em Portugal, digo eu sem ter dados para isso, serão muito poucos os pais que o poderiam fazer. Eu, que tenho uma filha, não o poderia fazer, mas faria o mesmo que estes pais fizeram. Nunca desistiria de uma vida, muito menos da vida da minha filha. Revolta-me, ainda para mais por ser pai, o valor do medicamento e o facto dos pais estarem nesta posição e terem de procurar alternativas noutro lugar que não aquele que nos deveria proteger a todos, o Estado.
 
Eu sei que há outros casos e que se o Estado pagasse este valor, depois teria de pagar outros parecidos e criava-se aqui um precedente. Sei disso tudo. Mas pergunto: quem nos protege? Quem tem uma vida normal e trabalha para pagar as suas contas, alguma vez terá dois milhões de dólares para salvar a vida da sua filha? Nem sei pelo que estão a passar aqueles pais. Nós só queremos o melhor para os nossos filhos e agora ficarmos a saber que uma criança pode morrer porque faltam dois milhões para um medicamento que a pode salvar? Isto, a mim, causa-me revolta. Isto pode acontecer a qualquer um, ninguém está livre disto ou de outra coisa parecida. 
 

Quem tem uma vida normal e trabalha para pagar as suas contas, alguma vez terá dois milhões de dólares para salvar a vida da sua filha? Nem sei pelo que estão a passar aqueles pais. Nós só queremos o melhor para os nossos filhos e agora ficarmos a saber que uma criança pode morrer porque faltam dois milhões para um medicamento que a pode salvar?

Perguntam: "E o que pode fazer o Estado?" Eu respondo que não sei. Sei sim, que temos tido nos últimos tempos exemplos em que o Estado gastou o dinheiro que diz que não tem muito mal gasto. Uns dirão, "isso é demagogia, uma coisa não tem nada a ver com a outra, são coisas diferentes". Pois são, têm razão. Mas vão lá explicar isso aos pais da Matilde. Digam-lhe que o Estado não paga, porque não pode, porque agora anda entretido a recuperar gente que andou a gastar sem o ter. Digam também aos pais da Matilde, que o Estado não paga porque infelizmente há outros casos, não com quantias tão elevadas, mas que também precisam de atenção e o Estado não pode pagar a todos, mas pode financiar operações para enriquecer gente bem colocada. Todo esse dinheiro, que não posso dizer que foi atirado para o lixo porque os bolsos de alguns não são lixo, serviria para muitas Matildes. Pois, essa é que é essa. O Estado continua a não proteger o seu bem mais precioso, as pessoas. 
 
É apenas um desabafo. Ajudem, como puderem, a Matilde e os seus pais. Eu vou fazer o mesmo. 
 
* Jornalista José Lameiras
 
 
 
 
 
 
Modificado em segunda, 01 julho 2019 18:41
Como é conhecido por todos, o PS tem tido muitas dificuldades em aprovar a Lei de Bases da Saúde.
 
Carlos César, presidente do Partido Socialista, reconheceu, recentemente, que a Lei de Bases de Saúde corre o risco de não ser aprovada, admitindo que “ninguém está excluído da negociação” neste dossiê, deixando desta forma aberta a porta a um entendimento com o PSD. “O diálogo está aberto. Ninguém está excluído da negociação, especificamente em relação a este caso da Lei de Bases da Saúde”, apontou Carlos César em declarações à TSF. Que descaramento!
 
Carlos César e o Primeiro-Ministro, António Costa, recusaram liminarmente a proposta de Lei de Bases de Saúde apresentada pelo PSD. Inicialmente recusaram incluir o PSD nesta discussão.
 
Em pleno debate quinzenal na Assembleia da República o Primeiro-Ministro, António Costa, referiu que não contava com o PSD para a aprovação da nova Lei de Bases da Saúde.
 
Também Carlos César em plena intervenção na Assembleia da República referiu que não contava com o PSD e CDS para a aprovação da nova Lei de Bases da Saúde.
 
Na verdade, o PS e o BE começaram este processo com grande pompa e circunstância. Relembro que em setembro de 2017 António Arnaut e João Semedo lançaram proposta de Lei de Bases da Saúde. Foi esta proposta que entusiasmou o PS e BE para entendimentos sobre esta matéria.
 
Com o fracasso das negociações com o BE, o PS passou a correr atrás do PSD. Perderam totalmente a vergonha! Vale tudo para este Partido Socialista.
 
O PSD sempre referiu que estava disponível para negociar, desde que o PS recuasse “no processo de aprovação concertada que teve com o Bloco de Esquerda e com o PCP” que apenas estão mais preocupados com questões ideológicas do que com a saúde dos residentes em Portugal.
 
Mas uma coisa é certa, não vai ser a alteração da Lei de Bases da Saúde que vai resolver os problemas no Sistema Nacional de Saúde em Portugal.
 
Portugal teve dos piores desempenhos relativamente ao acesso aos cuidados de saúde primários e à marcação de consultas nos centros de saúde. São dados revelados pelo ranking europeu da saúde: a descida de pontos significa piores resultados em parâmetros como o acesso aos centros de saúde, o acesso a consultas de especialidade e também o financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 
Estes 4 anos foram anos de recuos significativos na área da saúde. Os portugueses estão piores na área da saúde.
 
Contra factos não há argumentos.
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em quarta, 19 junho 2019 01:21

Parabéns, querida Rádio

sexta, 17 maio 2019 15:34
Um dia alguém sonhou ter uma rádio. Há 35 anos atrás, o Padre Júlio Esteves não se ficou pelos sonhos e conseguiu. Juntou amigos e foram em frente, criando condições para que a palavra do Senhor não fosse escutada apenas dentro da Igreja de Santa Maria. Esta era a primeira ambição da Rádio Despertar, uma rádio que veio também para despertar muitos estremocenses para o "bichinho" da rádio.
 
Não vou aqui escrever nomes, pois posso deixar alguém de fora. No entanto, posso dizer que a Rádio Despertar, com certeza à semelhança de muitas outras rádios locais, tem sido uma escola de rádio e de comunicação para muita gente. Ao longo de todos estes anos, temos ouvido grandes vozes e grandes comunicadores nesta nossa rádio. Gente que depois a vida profissional levou para outros caminhos, mas que poderiam perfeitamente fazer carreira neste meio de comunicação. Vimos também, alguns "darem o salto" para outras paragens, munidos de uma bagagem angariada nesta rádio, que é pequena em tamanho, mas enorme na sua importância para a cidade e para a região. Ainda hoje, não sei se temos os melhores, mas sei que temos gente muito apaixonada por aquilo que faz.
 
O seu saudoso fundador disse muitas vezes, em discurso de aniversário, que não imaginava Estremoz sem a sua rádio. Sei que muitos dos que moram no Concelho não a ouvem e preferem muitas vezes falar sem conhecer, ou seja, sem ouvir. No entanto, até a esses o silêncio da rádio iria incomodar, pois há sempre um dia em que precisam de ouvir ou de divulgar alguma coisa. A Rádio Despertar é mesmo a Voz de Estremoz e eu poderia aqui provar isso facilmente, trazendo exemplos, mas não o vou fazer pois assim seria "juiz em causa própria" e este texto não tem a intenção de servir para isso.
 
Importante é, nesta altura, enaltecer estes 35 anos da Rádio Despertar. Frisar o facto de esta rádio emitir, há muitos anos, 24 horas por dia e ter uma programação variada e música para todos os gostos. Nesta rádio, tocam todos os estilos de música e toda a gente tem voz. Temos protocolos com várias instituições de Estremoz que lhes permite passar a sua mensagem. Aqui, sendo uma rádio plural e independente, todos podem ter voz. Temos uma linha e princípios católicos dos quais nos orgulhamos, mas sabemos que os ouvintes merecem ser informados e entretidos. É para isso que serve uma rádio.
 

Sei que não agradamos a todos, mas que nos respeitam. Reconheço que não fazemos tudo bem, porque isso não é possível, mas acreditem que o tentamos fazer, com os meios que temos à disposição. Sabemos da nossa importância, porque é isso que nos é mostrado pelos ouvintes. Sabemos que fazemos companhia a muita gente que está sozinha e que faz de nós a sua companhia. Está a missão da rádio local. Não podemos, nem queremos, concorrer com as rádios nacionais.

Ao fazermos 35 anos, sentimos que ainda andámos muito pouco. A História já é bonita, mas ainda é muito curta e temos muita vontade de a prolongar. Porque acreditamos que é possível sempre fazer mais e melhor, apesar das dificuldades, estamos certos de que vamos continuar a escrever esta história. Seguimos uma linha que nos orgulha e que nos foi deixada por quem entendia bastante do assunto. Queremos também sempre honrar a sua memória. Não olhamos para o lado e a nossa preocupação é olhar para a frente, pois só assim é possível cumprir a nossa missão. 
 
Sei que não agradamos a todos, mas que nos respeitam. Reconheço que não fazemos tudo bem, porque isso não é possível, mas acreditem que o tentamos fazer, com os meios que temos à disposição. Sabemos da nossa importância, porque é isso que nos é mostrado pelos ouvintes. Sabemos que fazemos companhia a muita gente que está sozinha e que faz de nós a sua companhia. Está a missão da rádio local. Não podemos, nem queremos, concorrer com as rádios nacionais. Aqui, é preciso entendermos o nosso papel e apostarmos em ser uma alternativa, em vez de fazermos isto ou aquilo porque os outros também o fazem. É aqui que se cria a identidade de uma rádio. É isto que tentamos fazer.
 
35 anos, é uma bonita idade. Parabéns, minha querida Rádio Despertar. Devo-te muito e sou diferente por estar aqui.
 
* Jornalista José Lameiras
 
 
 
 
 
Modificado em sexta, 17 maio 2019 16:01
A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) adotou o chamado “Corredor 2” para o traçado junto a Évora da futura linha ferroviária entre Sines e Caia.
 
O “Corredor 2” é o que apresenta uma distância intermédia em relação à cidade dos três que foram estudados e foi escolhido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
 
Na audição do Ministro das Infraestruturas e da Habitação, foi o Secretário de Estado Jorge Delgado que respondeu às perguntas colocadas por mim:
“A solução que a IP adotou neste momento é a solução 2 e tem que ser essa. A IP não tem alternativa a seguir aquilo que a APA indica, porque caso contrário teria problema de ver na fase de recato o projeto chumbado. Não mesmo outra alternativa”.
 
“As pessoas nunca gostam de ver as linhas próximas dos seus bens, mas há sempre algum sacrificado. O projeto está feito com todo o cuidado para que os impactos sejam completamente minimizados”.
 
Na minha opinião é um erro histórico. Não faz sentido a criação de uma linha que passe tão perto das casas das pessoas. Linha esta onde vão circular dezenas de composições ferroviárias por dia, contendo algumas delas matérias perigosas.
 
Também coloquei questões relacionadas com as potenciais estações a criar, nomeadamente a que deve servir a Zona dos Mármores. Assim como a utilização da linha Évora - Caia para passageiros.
 
O Secretário de Estado das Infraestruturas revelou ainda que está a ser estudada com os municípios a criação de estações no território.
 
“A IP tem um grupo de trabalho com os municípios para avaliar quais os pontos importantes para alocação dessas estações”.
 
Esta possibilidade da criação de uma estação para servir a Zona dos Mármores é determinante para Estremoz. Esta ideia foi sugerida pelo Grupo Parlamentar do PSD através de um Projeto de Resolução que apresentei e foi aprovado na Assembleia da República, onde fui o primeiro subscritor.
 
Espero efetivamente que venha a ser criada.
 
O governante disse também que a linha poderá ser utilizada por passageiros. Parece-me demasiado poucochinho, para algo que é tão importante para o País.
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em terça, 14 maio 2019 10:49

aVARiado

segunda, 15 abril 2019 13:41
Entendo a aplicação do VAR. Entendo, completamente, a sua utilidade e possível mais valia. Não entendo, sinceramente, é a forma como é utilizado na prática. Sei que esta nova valência já resolveu algumas injustiças e foi verdadeiramente útil em determinados jogos, no entanto, a forma como é aplicado, semana após semana, só tem trazido ainda mais polémica ao futebol. Quando vemos jogadores a pedirem aos árbitros para irem ver os lances, entendemos que esta passou a ser, mais do que para os árbitros, uma ferramenta para os jogadores.
 
Quem está no campo, estando bem colocado, vê melhor grande parte dos lances. Principalmente nos lances de grande penalidade, o árbitro consegue perceber mais facilmente se é falta ou não, estando bem colocado dentro do campo. Todos nós sabemos que há pequenos toques que não impedem um jogador de seguir com a jogada. Com o VAR, os jogadores sabem que todas as jogadas são vistas várias vezes e, em caso de encontrar um toque, o VAR chama a atenção do árbitro. Isto não é a verdade desportiva. Isto é não entender que o futebol é, e espero que sempre seja, um jogo onde o contacto é inevitável em muitas ocasiões e nem sempre é à margem das leis.
 

Assim, à boa maneira portuguesa, o VAR tem sido aproveitado para criar ainda mais pressão sobre os árbitros. As vantagens que esta nova tecnologia poderia trazer, estão a diliuir-se na polémica que tem sido criada nos jogos mais mediáticos. É certo que o facto de duas equipas estarem a lutar pelo campeonato taco a taco, também faz com que com ou sem VAR a polémica se agudize. No entanto, digo eu, a forma como esta valência tem sido utilizada, fazendo com que os jogos tenham agora vários árbitros, não está a proteger a modalidade.

Faço relatos de futebol de jogos do Distrital. Também aqui há polémica, mas não há repetições de várias câmaras nem VAR. Aqui, permanece a primeira e única leitura dos árbitros. Estes árbitros amadores erram várias vezes e acaba por ser normal, pois são amadores, tal como os praticantes. São também contestados,, mas não têm a "muleta" do VAR. Só vêm os lances uma vez e não passam a semana a treinar para o jogo como fazem os profissionais. Fica, nestes casos, sempre o benefício da dúvida, pois não são muitos os jogos amadores que têm transmissão online e repetição dos lances. Em Portugal, abusa-se da repetição, do querer encontrar a verdade absoluta em lances onde duas pessoas podem ter opiniões diferentes.
 
O VAR veio para evitar injustiças. Veio para que não fosse anulado um golo onde o avançado esteja claramente atrás da linha defensiva ou não fosse validado um lance onde o avançado está dois metros em fora de jogo. O VAR veio para que sejam marcados golos quando a bola entra e, como foi uma jogada rápida demais, o árbitro não se apercebeu que a bola terá passado totalmente a linha. O VAR veio para punir agressões que passem despercebidas. O VAR veio para reparar injustiças e não para ser o árbitro dos árbitros. Se andarmos todos à procura de toques na grande área para marcar penaltis, ou de uma falta que poderá ter acontecido 30 segundos antes para anular um golo, nunca estaremos a defender a modalidade.
 
Com o VAR, os árbitros estão a marcar todos os toques na grande área. Vão ver os lances e depois se de facto existe toque, não têm outro remédio se não marcar penalti. Se ao vivo não conseguiu ver, onde tem uma visão previligiada do lance e até dá para ouvir as botas baterem nas caneleiras, não é pela televisão que se vai perceber a velha questão da intensidade. É bom também lembrar que os árbitros da primeira categoria já viram ao vivo lances de todos os tipos. Assim, deveria ser para eles mais fácil perceber se existe falta e se a mesma justifica a marcação de penalti. Por alguma coisa, as grandes penalidades são "o castigo máximo". Com o VAR, esse castigo é agora banalizado e é raro o jogo que não tem, pelo menos, um penalti.
 
Assim, à boa maneira portuguesa, o VAR tem sido aproveitado para criar ainda mais pressão sobre os árbitros. As vantagens que esta nova tecnologia poderia trazer, estão a diliuir-se na polémica que tem sido criada nos jogos mais mediáticos. É certo que o facto de duas equipas estarem a lutar pelo campeonato taco a taco, também faz com que com ou sem VAR a polémica se agudize. No entanto, digo eu, a forma como esta valência tem sido utilizada, fazendo com que os jogos tenham agora vários árbitros, não está a proteger a modalidade. Não sou contra o VAR, pois acho que pode ser útil. Sou sim, contra a forma como ele tem sido utilizado. O VAR está, na maioria das vezes, a servir para analisar jogadas duvidosas, quando deveria servir para analisar jogadas que sejam impossíveis de ver pela equipa de arbitragem. O VAR, não pode nem deve ser a solução para a falta de competência de alguns árbitros. Já vi, nesta época, o VAR marcar penaltis em que o árbitro principal está a dois ou três metros do lance. Também já vi foras de jogo clarissimos, vistos por qualquer adepto no campo, mas que agora não são logo assinalados, ficando depois o árbitro à espera do veredicto do VAR.
 
Dizia-se, em tempos, que quando um árbitro passava despercebido num jogo era muito bom sinal. O VAR tem de passar ainda mais despercebido e só aparecer em casos graves e onde a verdade desportiva seja de facto colocada em causa. Lances duvidosos, são para serem analisados no momento e no campo. Se o árbitro errar de forma grosseira, aí sim deve vir a correção do VAR. Foi para isto que o ele foi criado.
 
* Jornalista José Lameiras
 
 
Modificado em segunda, 15 abril 2019 13:46
Já sabemos que com este Governo uma execução de 33% (do Portugal 2020) é maior que uma execução de 39% (do QREN em período homólogo)!!!
 
Não há nada mais patético do que algo deste género!
 
Segundo dados apresentados num Estudo do Banco de Portugal esta situação é bem clara, Portugal apresenta a pior execução de sempre dos fundos comunitários. Pior que o QCA I, QCA II, QCA III e QREN. É desastrosa a execução!
 
2014, 2015, 2016, 2017 e 2018, já lá vão. Deveríamos concluir esta programação em finais de 2020 (falta um ano e tal). E qual a execução? 33%.
 

Portugal é 7º. Não é primeiro como diz o Governo. Tentam salvar-se com a má execução dos outros países. Ao que nós chegamos!

Na verdade 29%. Porque se fizermos uma verdadeira comparação, sem FEADER, significa que a execução é 29%. É MISERÁVEL!
 
Tentam enganar quando comparam com outros países. Comparamos entre países através de taxas (tal como se faz com os programas Operacionais a nível nacional e regional).
 
Portugal é 7º. Não é primeiro como diz o Governo. Tentam salvar-se com a má execução dos outros países. Ao que nós chegamos!
 
Cuidado! A França acabou de apresentar Pedido de Pagamento (PPI) e vai ultrapassar Portugal. A Espanha vai apresentar brevemente PPI e vai ultrapassar Portugal. É sempre a cair!
 
Mas afinal onde anda o dinheiro? Já que está a ser tão bem executado!!!
 
Nas infraestruturas científicas e tecnológicas não é. A execução é quase nada…
 
Nas infraestruturas empresarias não é. A execução é quase nada…
 
Nos equipamentos sociais não é. A execução é zero…
 
Nos equipamentos de saúde não é. A execução é quase nada…
 
Nos equipamentos de educação não é. A execução é quase nada…
 
Ferrovia 2020 tem uma execução 9%, também não é por aí…
 
Empresas? O COMPETE 2020 tem uma execução de 32,2%. Também não é por aí…
 
Nas Regiões? Também não é. A execução dos PO´s Regionais varia entre 16% e 21%. Que desgraça!!!
 
É no POSEUR? Para apoio às infraestruturas públicas? Também não é…A execução é de 21%
 
Onde anda o dinheiro? Importa também falar do Quadro de Desempenho. Portugal não apresenta resultados porquê?
 
Já sabemos que só os vai apresentar depois das eleições. Porque será? Vamos ter os PO Regionais a perderem dinheiro? Vamos ter o POISE (Programa Operacional da Inclusão Social) a perder dinheiro? Porque nos escondem os indicadores? Eles não são automáticos?
 
Que resposta vai dar à Comissão Europeia pela falta de medidas para o combate à pobreza? Melhor, o que vai dizer sobre a falta de resultados em relação às matérias pobreza?
 
Que resposta vai ser dada à Comissão Europeia pela falta de medidas para a inclusão social e emprego?
 
Melhor, com a falta de resultados em relação às matérias da inclusão social e emprego? O quadro de desempenho é miserável! É por isso que o escondem?
 
Vão continuar a usar o dinheiro para os Estágios Profissionais e esconder dessa forma o desemprego em Portugal?
 
Enfim! É mau de mais para fingirem que não é verdade.
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em segunda, 15 abril 2019 13:22
Recentemente surgiram novas notícias na imprensa nacional sobre a situação crítica em que se encontram os transportes ferroviários nacionais. 
 
A linha do Alentejo é relatada como uma das que se encontra em situação mais crítica.
 
Segundo os referidos dados, em 2017 e 2018 foram suprimidos pela CP 3322 comboios. As linhas do Oeste, Alentejo e Algarve, foram as grandes sacrificadas.
 
Os motivos apresentados são os seguintes:
a) 2411 comboios foram suprimidos devido à falta de material;
b) 855 comboios foram suprimidos devidos às greves;
c) 56 circulações não foram realizadas devido a ocorrências ligadas com a infraestrutura.
 
As contas são simples de fazer, também segundo a notícia do Jornal Público, “no conjunto destes 720 dias circularam menos cinco comboios por dia do que estavam planeados, devido a este conjunto de circunstâncias.
A maior parte das vezes em que a empresa deixou os passageiros em terra foi por causa de avarias ou devido à impossibilidade da EMEF de fazer a manutenção das automotoras por falta de pessoal, acabando estas por ficar imobilizadas nas oficinas.”
 
Durante estes dois anos, foram suprimidos 225 comboios na Linha do Alentejo, mais precisamente no troço Casa Branca – Beja.
 
O mau desempenho da ferrovia no Alentejo fica claramente demonstrado nas contas da empresa. 
 
No Alentejo, entre 2016 e 2018, a CP viu a procura diminuir de 139 mil passageiros para 116 mil, enquanto as receitas desciam de 349 mil euros para 301 mil euros.
 
A situação tem vindo a agravar-se sistematicamente, sem que se vislumbre qualquer solução.
 
Acredito que a aposta na ferrovia é fundamental para o desenvolvimento das regiões. No caso do Alentejo, parece-me que é ainda mais decisivo.
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em sexta, 22 março 2019 12:25