segunda, 28 novembro 2022
sexta, 21 janeiro 2022 10:00

Estremocense João Pataco seleccionado para participar em espectáculo com direcção artística de João Baião

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Ardina do Alentejo esteve à conversa com o jovem artista que nos falou mais sobre esta experiência Ardina do Alentejo esteve à conversa com o jovem artista que nos falou mais sobre esta experiência DR

Em Outubro de 2017, e com apenas 18 anos, João Pataco deixou para trás a terra natal, Estremoz, em busca do seu sonho, e tendo como objectivo o de lutar por “um lugar ao sol” no exigente mundo da dança, da arte circense e da representação.
 
Depois de passagens pelos grupos de dança estremocenses Ginarte e Traquinas & All Star, o ingresso na Escola Profissional de Artes e Ofícios do EspectáculoChapitô, uma das escolas de representação mais importantes da Europa, iria mudar para sempre a vida de João Pataco.
 
Após ter concluído com sucesso a formação no Chapitô, e de ter participado em vários espectáculos e apresentações por todo o país, João Pataco, em conjunto com o seu amigo, e também estremocense Miguel Tira-Picos, venceu o concurso de caça-talentos da RTP1, Got Talent Portugal. Estávamos em Junho de 2020, e o esforço e a dedicação à arte por parte de João Pataco estavam a dar frutos.
 
E na passada sexta-feira, 14 de Janeiro, em pleno palco do Teatro Tivoli BBVA, o jovem estremocense de 21 anos alcançou mais uma vitória. João Pataco foi seleccionado, entre cerca de 200 candidatos, para integrar o corpo de bailado de uma grande produção que vai contar com direcção artística de João Baião.
 
Como é que surgiu esta oportunidade, de que se trata o espectáculo, e o seu trajecto desde que saiu de Estremoz, foram alguns dos assuntos abordados pela equipa de reportagem do Ardina do Alentejo que esteve à conversa com João Pataco.
 
Ardina do Alentejo - Como é que surgiu esta tua entrada neste espectáculo com direcção artística de João Baião?
João Pataco (JP) - A ideia surgiu através de um casting que foi anunciado nas redes sociais. Analisando bem a proposta e a audição, resolvi tentar, tomando consciência de que iria sair da minha zona de conforto. Não pensei muito nas consequências, apenas fui tentar.
 
Ardina do Alentejo - O que é que nos podes revelar sobre este espectáculo?
JP - Ainda é muito cedo para revelar algo sobre o espectáculo mas aquilo que posso antecipadamente dizer é que vai ser um espectáculo que contém muita alegria em palco, muita, muita dança e iremos fazer um tournée por Portugal Continental e ilhas, e talvez quem sabe ir a uma cidade perto de Estremoz.
 
Ardina do Alentejo - Ser seleccionado entre quase 200 candidatos é para ti um motivo de orgulho?
JP - Ser seleccionado traz-me muito orgulho pois fará parte da minha carreira artística e era um tipo de espectáculo que gostava de fazer há já bastante tempo, e sinto-me recompensado pelo trabalho diário que tenho feito para alcançar os meus objectivos.
 
Ardina do Alentejo - E o João Baião? Trocaram algumas palavras? O que é que te disse em concreto?
JP - Sim, durante a audição ele perguntava como estava a correr para cada um de nós e preocupava-se muito como nos estávamos a sentir. E desculpou-se muitas vezes por haver tão poucos lugares para tantos bailarinos que queriam entrar.
Após ter feito a audição e ter chegado a casa, recebi uma mensagem dele no Instagram a agradecer-me por ter ido, que gostou muito de me ver dançar e da minha prestação na audição.
Sentir que todo o trabalho feito é reconhecido deixa-me muito realizado e com vontade de querer trabalhar mais.
 
Ardina do Alentejo - A tua carreira tem sido sempre em ascensão. Onde é que isto vai parar?
JP - Essa é uma pergunta muito difícil de responder, pois considero-me um artista multidisciplinar. Não me consigo encaixar em apenas um tipo de espectáculo ou vertente artística. Gosto de pesquisar, trabalhar e lançar-me para desafios que desconheço.
Há ainda muita coisa que quero fazer e muito distintas.
 
Ardina do Alentejo - Têm sido muitas as mensagens de carinho e de parabéns que recebeste nas tuas redes sociais na publicação que fizeste a anunciar a tua entrada neste espectáculo. Que mensagem queres deixar a todas essas pessoas?
JP - Sentir o carinho de todas as pessoas que me acompanham nesta minha jornada e neste meu sonho tornado realidade é algo muito especial. A minha família é a minha claque e sem o apoio deles nada seria possível.
Sentir o apoio e sentir que tudo aquilo que alcanço é um orgulho para quem me segue, faz-me querer ir muito mais além do que já fiz em tão pouco tempo.
Falando do meu percurso, entrei “tarde” para o mundo artístico. Inicialmente tinha um sonho que depressa se tornou noutro quando toquei pela primeira vez no mundo artístico. E hoje sinto que sem a arte não conseguiria ser feliz.
A mensagem que deixo é que nunca é tarde para realizarmos os nossos sonhos, basta termos foco no que queremos alcançar e trabalhar, trabalhar, trabalhar, e trabalhar, pois só assim conseguimos tudo aquilo que sonhamos.
Modificado em sexta, 21 janeiro 2022 11:56

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