quinta, 29 outubro 2020
quinta, 20 agosto 2020 20:26

Catarina Vieira, gerente da empresa estremocense Arlimoz, garante: "Eu não sabia que estava infectada"!

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O teste positivo de Catarina Vieira foi somado aos casos da zona da Grande Lisboa e Vale do Tejo O teste positivo de Catarina Vieira foi somado aos casos da zona da Grande Lisboa e Vale do Tejo DR
Estremoz, a par do concelho vizinho de Borba, é um dos dois concelhos do distrito de Évora onde não se regista qualquer caso de infecção por Covid-19.
 
Mas desde que a pandemia atingiu o nosso país, têm sido vários os relatos, uns mais reais que outros, de possíveis casos de infectados no concelho estremocense. E já por duas vezes, pelo menos que se tenha conhecimento, foram vários os estremocenses que estiveram em contacto com infectados com Covid-19, mas até à data, os registos de infecção no concelho continuam em branco.
 
O caso mais recente prende-se com o ocorrido na firma estremocense Arlimoz - Comércio de Equipamentos Industriais, Lda., em que alguns dos funcionários estiveram em contacto com Catarina Vieira, gerente da sobejamente conhecida empresa de Estremoz, e que testou positivo à Covid-19, depois de ter estado nas instalações da firma. O teste positivo de Catarina Vieira foi somado aos casos da zona da Grande Lisboa e Vale do Tejo, a sua área de residência. 
 
Muito se disse e, principalmente, muito se escreveu, em particular nas redes sociais, sobre este caso. De uma forma muito directa, sem qualquer tipo de complexos ou de constrangimentos, Catarina Vieira esteve à conversa com o Ardina do Alentejo. A gerente da Arlimoz falou sobre toda esta situação, da forma “surpresa” como descobriu estar infectada, das coisas “incomodativas” que sobre si escreveram nas redes sociais, e da forma como olha para Estremoz “como se já fosse a minha própria terra”. Deixou ainda um importante recado: “Este meu caso deveria de servir para todos nós pensarmos um bocadinho”.
 
Ardina do Alentejo – A informação de que os testes de despistagem à Covid-19, feitos pelos funcionários da Arlimoz, estavam todos negativos, foi uma grande notícia e um alívio…
Catarina Vieira (CV) – Sim, foi um alívio bastante grande! Para mim foi uma surpresa eu estar infectada, porque o único sintoma que tive foi uma constipação ligeira, como tenho todos os anos. Como lido com pessoas, achei por bem fazer o teste precisamente para saber se deveria ou não estar em contacto com pessoas, até porque tenho duas filhas pequenas, e em caso de estar infectada, nunca me iria aproximar delas por uma questão de as proteger a elas também.
 
Assim que soube que estava positivo, para minha surpresa, e até para surpresa de alguns médicos, visto que todas as minhas análises e os meus exames estavam bem.
 
O alívio maior foi saber que não passei isto a ninguém, sendo essa uma das provas que sempre mantive todas as normas de segurança pedidas pela Direcção Geral de Saúde, e esse deve ser mais um motivo de confiança, para estarmos conmvictos de que se nós nos protegermos há a possibilidade de não contagiarmos ninguém. Não contagiei marido, nem filhas, nem pais, nem sogros… não contagiei absolutamente ninguém.
 
Que o meu caso sirva para muita gente que tem Covid e não sabe. Eu estive assintomática, tive aquela constipação durante dois dias e nunca mais tive nada. Não tive febre, nem tosse… Não tive qualquer sintoma. E pelo que os médicos me disseram muita gente está assintomática e só faz o teste por fazer, ou como neste caso que aconteceu na Arlimoz, porque estiveram em contacto com alguém infectado, e só aí é que descobrem estão infectados. Este meu caso deveria de servir para todos nós pensarmos um bocadinho. Todos nós podemos estar infectados e não sabermos.
 
Ardina do Alentejo – As redes sociais têm coisas boas e coisas más. Uma das coisas más é poder dizer-se aquilo que se quer e às vezes sem se pensar naquilo que se está a dizer… Magoa-a os comentários de pessoas que não a conhecem, e que disseram que a Catarina veio a Estremoz já sabendo que estava infectada?
CV – Como disse, e muito bem, são pessoas que não me conhecem, e como tal não têm credibilidade, nem motivos, para conseguirem dizer sobre mim o quer que seja.
 
Estou com a minha consciência muito tranquila. Eu não sabia. Se eu soubesse nunca, mas nunca, tinha vindo para Estremoz, assim como que assim que soube não saí mais de casa e não estive em contacto com mais ninguém. A minha preocupação foi alertar toda a gente que esteve em contacto comigo para que também pudessem salvaguardar-se e não contagiar outros, até se confirmar de que eu não contagiei ninguém.
 
Se as pessoas falam nas redes sociais, ok… As pessoas podem falar o que quiserem, mas não é verdade aquilo que disseram sobre mim. Não sei sequer quem é que se pode lembrar de uma coisa dessas, só mesmo quem não me conhece. E é normal que as pessoas não me conheçam, eu não estou em Estremoz há muito tempo, mas gosto de Estremoz como se já fosse a minha própria terra. Mas acaba por ser um bocadinho incomodativo as pessoas falarem da nossa vida sem sequer nos conhecerem ou terem acesso a factos reais. As pessoas vão sempre falar e isto é como tudo, nós não podemos agradar a todos, e se as pessoas o quiseram dizer, nem sei o que possa eu dizer, a não ser a verdade, que é totalmente mentira o que disseram sobre mim.
Modificado em sexta, 21 agosto 2020 09:31

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