terça, 11 agosto 2020
sábado, 06 junho 2020 10:56

Estremoz está na final do Got Talent Portugal

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Dupla Pataco e Tira-Picos surpreende a cada atuação Dupla Pataco e Tira-Picos surpreende a cada atuação DR
A busca pelo sonho, e pelo alcançar dos seus objectivos, fez com que estes dois jovens estremocenses deixassem Estremoz, o aconchego do seu lar e o seio das suas famílias, há alguns anos atrás.
 
A Escola Profissional de Artes e Ofícios do EspectáculoChapitô foi o destino de ambos. Miguel Tira-Picos ingressou na escola dirigida por Teresa Ricou em 2008, com apenas 15 anos. Em 2017, e pela mão do seu companheiro de palco no Got Talent Portugal, foi a vez do ingresso nesta instituição de ensino por parte de João Pataco.
 
Se em Estremoz, a dança marcou o percurso de ambos, quer na Ginarte, quer nos Traquinas & All Star, a vida em Lisboa juntou-os tanto no Chapitô, assim como no palco do Got Talent Portugal, o concurso de caça-talentos da RTP.
 
O esforço do treino, a dedicação à arte, a vontade de singrarem no mundo do espectáculo e a qualidade que possuem fê-los concorrerem ao programa apresentado na temporada de 2020 por Sílvia Alberto.
 
João Pataco e Miguel Tira-Picos, a dupla Pataco/Tira-Picos realizou um número de aéreos, ao som do tema “Adeus Tristeza”, na versão dos Amor Electro, e desde logo conquistou o júri composto por Pedro Tochas, Cuca RosetaSofia Escobar e Manuel Moura dos Santos. Para a cantora Sofia Escobar “foi um privilégio assistir à vossa estreia. Tenho a certeza que é o início de algo muito grande e muito bonito. Foi alucinante. Muito obrigado por terem trazido algo tão especial”. O comediante Pedro Tochas afirmou que foi um número “em crescendo com tensão. Circo é isto, é tensão constante, em crescendo. É arriscar e dar tudo e vocês deram tudo. Foi um prazer ver e quero ver mais. Isto começou agora”. A fadista Cuca Roseta salientou nunca ter assistido a “um número aéreo com tanto sentimento, porque há uma história, há uma expressão… Foi magnifico”. Para Manuel Moura dos Santos a actuação da dupla de estremocenses foi “fantástica. Vocês quiseram mostrar tudo. E fizeram bem, porque vieram aqui para isso, dar tudo. Fantástico. Pataco e Tira-Picos, categoria!
 
Mas não foram só os jurados que ficaram rendidos a este número da dupla alentejana. A apresentadora Sílvia Alberto fez questão de dizer aos próprios que este tinha sido um número “lindo, de uma virilidade incrível. Parabéns”.
 
Na segunda fase do concurso, a sorte não sorriu aos estremocenses. Apesar do arriscado número apresentado na 3ª semi-final da competição, com um aparelho idealizado pelos próprios e construído apenas para esta apresentação, o voto soberano do público português deixou de fora do lote de finalistas a dupla Pataco e Tira-Picos.
 
Mas havia uma derradeira oportunidade. Repescados pelo júri para a gala Wild Card, os “velhotes” João Pataco e Miguel Tira-Picos apresentaram um número de aéreos ao som dos Queen, e para além de garantirem o acesso à final do Got Talent Portugal, como o número mais votado da noite, granjearam palavras de incentivo por parte do júri, que considerou unanimemente que os jovens estremocenses já deviam ter marcado presença na final muito antes desta gala de repescagem.
 
A fadista Cuca Roseta disse “já não ter adjectivos” para os jovens estremocenses. “Este foi um momento extraordinário e vocês são incríveis. Por favor, em casa, votem”. A cantora e actriz Sofia Escobar referiu estar “sem palavras. Cada vez que vocês cá vêm fazem sempre melhor. São enormes tecnicamente e como actores. Adorava ver-vos na final”. O comediante e homem do mundo do circo Pedro Tochas disse “vocês podem estar em qualquer palco do mundo inteiro. Foi um momento único e do mais alto nível. É um prazer estar aqui a ver-vos actuar. Votem, votem que eu quero ver mais”. Já Manuel Moura dos Santos salientou “vocês já deviam ser finalistas do Got Talent. Tudo o que fizeram até agora justificava isso. Peço muito às pessoal lá em casa que votem em vocês e vos coloquem na final porque definitivamente merecem lá estar”.
 
E o público seguiu os conselhos do júri e colocou a dupla Pataco e Tira-Picos na final do Got Talent Portugal, que se realiza no próximo domingo, 7 de junho, no canal 1 da RTP.
 
Numa entrevista conjunta com o jornal Brados do Alentejo, Ardina do Alentejo esteve à conversa com os dois estremocenses e falou com eles sobre esta chegada à final, sobre o que esperar na derradeira actuação da dupla no programa e sobre a cidade branca do Alentejo. 
 
Ardina do Alentejo – A chegada à final do Got Talent Portugal é um sonho tornado realidade?
João Pataco (JP) – Chegar à final de um dos grandes programas televisivos de procura de talentos é, de certo modo, um sonho realizado. Estando eu a entrar no mundo profissional e ver que reconhecem o trabalho feito, nesta fase da minha vida, é muito importante. 
Miguel Tira-Picos (MTP) – É sem dúvida um momento importante, e tal como o João disse, faz parte do sonho ter reconhecimento no trabalho.
 
Ardina do Alentejo – As palavras do júri, unânime num apelo ao voto na dupla Pataco e Tira-Picos para a chegada à final, e o reconhecimento de todos que vocês deveriam ter chegado à final antes desta gala Wild Card, é um motivo de orgulho e um incentivo para o futuro? 
JP – Ver o reconhecimento por parte de toda a equipa sobre a nossa dupla é um orgulho enorme, pois ver que o nosso objectivo principal foi cumprido dá-nos uma sensação de realização difícil de explicar. Cria em nós uma energia de criar mais, mais e mais. Fazer aquilo que mais gostamos e receber um grande feedback só nos dá força para não querer parar. 
MTP – Definitivamente sim, ser finalistas para nós é um grande orgulho, é um grande privilégio chegarmos até aqui. O facto de poder mostrar o nosso trabalho, de conhecer outros artistas talentosos e passar por toda esta experiência é sem dúvida uma porta a abrir.
 
Ardina do Alentejo – As vossas actuações foram sempre em crescendo durante o Got Talent Portugal… O que podemos esperar para o próximo domingo?
JP / MTP – Sempre que podemos temos a necessidade de explicar que o nosso objectivo no Got Talent Portugal é principalmente mostrar que o circo tem maneiras infindáveis de ser passado para quem nos assiste. Temos várias maneiras de transmitir uma mensagem, e o circo é uma dessas imensas vertentes. Para a final do Got Talent Portugal queremos cumprir o nosso objectivo e, sem dúvida, impressionar todos. Estão preparados?
 
Ardina do Alentejo – Apesar de terem saído cedo de Estremoz, em busca do vosso sonho, a vossa terra nunca vos abandonou… Sentiram isso durante este percurso no Got Talent?
JP – Estremoz será sempre a minha cidade, foi onde eu cresci, tenho imenso orgulho de onde venho e não o escondo. Durante todo o nosso percurso senti que Estremoz fazia parte do programa tanto como nós. Sem a nossa terra nada disto era possível, e quero agradecer por isso mais uma vez. O apoio de todos foi incrível e sem os votos em peso não teríamos chegado onde chegámos. Contamos com a grande cidade de Estremoz para esta grande final.
MTP – O João já disse tudo. Somos nascidos e criados em Estremoz. Serei sempre um filho da terra e, a minha arte, fruto dela. Obrigado Estremoz, faremos sempre o nosso melhor.
 
Ardina do Alentejo – E o que podemos esperar da dupla Pataco e Tira-Picos, depois de domingo e do fim deste programa de caça-talentos?
JP – Sem dúvida que ainda vão ouvir falar muito desta dupla, que começou no Got Talent, e que vai percorrer Portugal e não só. Sem duvidar que queremos mostrar que a arte é necessária em Portugal e no mundo. 
MTP – Não iremos parar, a dupla só começou agora. O Got Talent Portugal está a ser a nossa prova de fogo, e os resultados têm sido muito positivos. Estamos muito orgulhosos do que criámos até agora e estamos prontos para seguir o nosso caminho.
 
Ardina do Alentejo – E a pergunta impõe-se: Para quando um espectáculo vosso e dos vossos companheiros de estrada e aventuras em Estremoz?
JP – O meu sonho começou no espectáculo “O Tempo perguntou ao Tempo”, ocorrido em Estremoz (ndr: setembro de 2018), e desde aí o meu sonho é poder um dia criar um novo espectáculo e, sem dúvida, integrar a população estremocense.
MTP – Não troco o "meu" Teatro Bernardim Ribeiro por nada, o teatro que me viu nascer, as minhas primeiras "tábuas"… Estaremos sempre disponíveis para colocar a mochila às costas e visitar a nossa casa.
Modificado em sábado, 06 junho 2020 12:30

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