quarta, 16 outubro 2019
terça, 17 setembro 2019 16:17

Autarcas e dirigentes do PS Estremoz constituídos arguidos

Escrito por
O caso remonta a Julho de 2018, e surge na sequência de uma queixa anónima apresentada no Ministério Público (MP) O caso remonta a Julho de 2018, e surge na sequência de uma queixa anónima apresentada no Ministério Público (MP) DR
José Domingos Ramalho, actual director do Centro Distrital de Évora da Segurança Social, ex-vereador da Câmara Municipal de Estremoz e também antigo Presidente da Concelhia estremocense do Partido Socialista (PS), José Daniel Sádio, vereador sem pelouros da Câmara Municipal de Estremoz e actual Presidente da Concelhia de Estremoz do PS, Alice Véstia, ex-deputada municipal socialista na Assembleia Municipal de Estremoz, e Elsa Severo Rolo, candidata do PS à União de Freguesias de Estremoz – Santa Maria e Santo André nas autárquicas de 2017 e que já desempenhou neste mandato funções de deputada socialista na Assembleia Municipal de Estremoz, foram recentemente constituídos arguidos e estão sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
 
O caso remonta a Julho de 2018, e surge na sequência de uma queixa anónima apresentada no Ministério Público (MP) em Agosto de 2015, contra Luís Filipe Mourinha, na altura Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, e Francisco Ramos, actual Presidente da autarquia estremocense e, à data dos factos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Estremoz.
 
A queixa apresentada em 2015 referia que os dois eleitos do MiETZ – Movimento Independente por Estremoz tinham utilizado, de forma indevida e por várias ocasiões, viaturas municipais. Depois de deduzida acusação, Luís Mourinha foi a julgamento, acusado de cinco crimes de peculato de uso, tendo sido absolvido. As suspeitas por uso abusivo de viatura municipal por parte de Francisco Ramos foram arquivadas.
 
No processo judicial que levou Luís Mourinha a julgamento, e ainda segundo declarações do ex-autarca estremocense à LUSA, em Julho de 2018, estão incluídos "um conjunto de documentos contabilísticos do município que foram entregues em mão, em Maio de 2015, a dois deputados municipais do PS”.
 
Em Julho de 2018, Luís Mourinha e Francisco Ramos apresentaram queixas-crimes, contra os dois já mencionados deputados municipais socialistas, como principais suspeitos da autoria material da denúncia anónima, com fundamento na prática dos crimes de difamação e denúncia caluniosa, bem como pela utilização indevida de documentos administrativos.
 
Outros oito eleitos do PS na Assembleia Municipal de Estremoz, que requereram os mesmos documentos, foram também alvos de queixas-crimes, sendo que Elsa Severo Rolo e Alice Véstia já foram ouvidas pelo MP, e constituídas arguidas.
 
Contra o então Presidente da Direcção da Concelhia do PS, José Domingos Ramalho, e o Presidente da Assembleia Geral do órgão, José Daniel Sádio, também foram apresentadas queixas-crimes, pelas mesmas suspeitas de utilização indevida de documentos municipais, visto que o ex-presidente da autarquia estremocense já referiu “ter conhecimento de que os documentos foram depositados na sede do PS de Estremoz”. Os nomes de José Domingos Ramalho e de José Daniel Sádio constam na lista de elementos socialistas constituídos arguidos.
 
Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, o número de elementos ligados à Concelhia de Estremoz do Partido Socialista constituídos arguidos poderá aumentar visto que ainda não foram ouvidos todos os envolvidos neste processo.
Modificado em terça, 17 setembro 2019 17:11

Deixe um comentário