terça, 11 dezembro 2018

PSP defende actuação de operador do 112 que atendeu pedido de socorro de jovens feridos em incêndio

Escrito por  Publicado em Estremoz quarta, 08 agosto 2018 02:04
A PSP garante que o operador do Centro Operacional Sul 112 reagiu “com diligência” A PSP garante que o operador do Centro Operacional Sul 112 reagiu “com diligência” Ivo Moreira
A direcção nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) emitiu um comunicado sobre a assistência prestada aos seis jovens feridos, dois dos quais com gravidade, no incêndio que deflagrou no passado sábado, na zona da Sotileira, na União de Freguesias de São Bento do Cortiço e Santo Estêvão, no concelho de Estremoz.
 
A PSP garante que o operador do Centro Operacional Sul (COSUL) 112 reagiu “com diligência” perante o perigo que lhe foi reportado. Este comunicado surge na sequência de uma notícia do jornal online Observador, que refere que, quando as chamas chegaram próximo da casa onde estavam os jovens, um deles ligou para o 112, pedindo ajuda. Uma familiar de um dos feridos, Ana Marques, citada pelo referido jornal online, disse que a resposta do operador foi que não sabia onde era o Monte do Cerradinho, o local onde eles se encontravam, “e que, sendo assim, não podiam enviar ninguém”.
 
A mesma fonte adiantou ainda que o operador, antes de desligar, desejou-lhes “boa sorte”. E os jovens fugiram do local, separando-se, em três grupos de duas pessoas. Segundo conseguiu apurar o Ardina do Alentejo, um casal foi retirado das imediações do local onde lavravam as chamas por um agente da PSP, que os levou na sua própria viatura até ao Serviço de Urgência Básica (SUB) do Centro de Saúde de Estremoz (CSE). Um outro casal caminhou ao longo da linha do caminho-de-ferro até chegarem aos Casais de Santa Maria, um bairro na periferia da cidade de Estremoz, onde foram socorridos por António Miguéns, que os transportou até ao SUB do CSE. Os outros dois jovens, dois rapazes, deram entrada igualmente no SUB do CSE depois de ali terem sido levados por um ex-GNR.
 
Na nota, a PSP reporta algo diferente: às 18:44 horas, foi recebida uma chamada no COSUL 112, feita por um jovem que relatava um incêndio que já teria atingido a casa onde se encontrava com os amigos. O operador, “apercebendo-se da gravidade da situação e o risco que os jovens corriam, procurou determinar a sua localização e do incêndio, para efeito de reencaminhamento da ocorrência para as entidades competentes, sendo que já anteriormente tinham sido accionados meios para um incêndio, na mesma zona”.
 
Depois, “manteve a ligação com o jovem durante cerca de oito minutos”, procurou obter mais informação, “enquanto diligenciava pela localização” do grupo. Mas, no decurso da chamada, apercebeu-se da “chegada de um veículo particular que terá prestado socorro aos jovens”, levando-os para uma unidade de saúde. “Perante a existência do socorro no local e a retirada dos jovens da zona perigosa, o operador efectivamente desejou boa sorte, principalmente por ter indicação" de que eles se encontravam feridos.
 
Posteriormente, cerca das 18:56 horas, “foi recebida uma chamada de um familiar dos jovens, o qual informou o local exacto onde estariam inicialmente e de onde tinham saído em fuga ao incêndio, informação adicional que foi remetida às entidades competentes”, acrescenta a nota da PSP. “Refira-se que a georreferenciação de chamadas móveis, apenas é possível em relação à antena accionada pelo equipamento móvel, o que pode compreender uma área muito extensa, importando, para o accionamento eficaz dos meios de socorro, ter referências que possibilitem o seu adequado direccionamento pelas entidades competentes”.
 
Perante os dados disponíveis, a PSP considera que operador do COSUL 112 “procedeu com diligência, procurando manter a ligação telefónica com o jovem, por forma a obter dados de localização para a remessa de dados e accionamento dos meios de socorro, só terminando a chamada quando foi garantido o transporte dos jovens para fora da zona de risco”.
 
No dia de ontem, segunda-feira, duas jovens de 20 e 25 anos continuavam internadas em hospitais de Lisboa numa situação clínica "grave", divulgou a administração de saúde. E outro estava internado em Coimbra com queimaduras de segundo grau em cerca de 30% da superfície corporal, mas em estado estável, noticiou a Lusa.
 
c/ Público

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