domingo, 23 abril 2017
 

Há seis aldeias alentejanas pré-finalistas das '7 Maravilhas de Portugal - Aldeias'

Escrito por  Publicado em Estremoz segunda, 10 abril 2017 03:18
Apenas a partir de 3 de Julho será possível votar, através de chamada telefónica Apenas a partir de 3 de Julho será possível votar, através de chamada telefónica DR
A Aldeia da Pena, no concelho de São Pedro do Sul, foi o palco escolhido para o anúncio das 49 aldeias pré-finalistas ao concurso 7 Maravilhas de Portugal.
 
Ao título de aldeia mais maravilhosa do país apresentaram-se 446 candidaturas em representação de 332 aldeias do continente e das ilhas, sendo que 30 aldeias alentejanas foram seleccionadas na fase inicial deste concurso, que pretende demonstrar que existem oportunidades e interesse nos territórios para além dos urbanos.
 
Ultrapassada esta fase, o Alentejo tem a concurso seis aldeias: Alegrete (Portalegre) na categoria Aldeias Rurais; Aldeia da Luz (Mourão) e Santa Clara-a-Velha (Odemira) na categoria Aldeias Ribeirinhas, Zambujeira do Mar (Odemira), na categoria Aldeias de Mar, e Evoramonte (Estremoz) e Monsaraz (Reguengos de Monsaraz), na categoria Aldeias Monumento.
 

Depois da fase de selecção das pré-finalistas, abre-se a votação ao público, que elegerá uma vencedora em cada uma das sete categorias.
 
Apenas a partir de 3 de Julho será possível votar, através de chamada telefónica, sendo que cada categoria estará a votos somente durante uma semana. Nessa fase serão apuradas duas finalistas em cada categoria, que se apresentarão à gala final, a realizar no dia 20 de Agosto. Mas será, no entanto, preciso esperar até ao dia 3 de Setembro para se conhecerem as aldeias vencedoras.
 
A selecção destas 49 aldeias pré-finalistas foi feita por um painel de especialistas composto por sete elementos de cada região, que a organização descreve como “figuras de indiscutível sabedoria e conhecimento local, historiadores, especialistas em conservação da natureza, jornalistas e especialistas em turismo”.
 
Na cerimónia, que decorreu na passada sexta-feira, dia 7 de Abril, marcou presença o Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, que defendeu que as aldeias do território nacional são espaços de futuro e que devem ter vida própria, de forma que as suas populações tenham padrões equivalentes aos das cidades.
 
"As nossas aldeias são as nossas raízes culturais mais profundas. São espaços de futuro, mas que preservam a memória do passado, que queremos manter permanentemente activa", sustentou.
 
Capoulas Santos sublinhou ainda a importância destas iniciativas, que contribuem para promover "preciosidades dispersas" do território nacional.
 
"São iniciativas muito meritórias, às quais me associo com muito prazer, enquanto Ministro da Agricultura, uma vez que faz parte também da política do Ministério da Agricultura contribuir para a fixação das populações no território, porque as aldeias não podem ser museus e os habitantes peças desses museus", acrescentou.
 
No seu entender, as aldeias têm mesmo de ter vida própria.
 
"Não há vida própria sem economia e sem rendimento, que permita que as pessoas das aldeias tenham padrões de vida equivalentes àqueles que vivem nas cidades", disse.
 
c/ LUSA
 

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