sexta, 25 maio 2018

Esqueleto da necrópole medieval de Estremoz é destaque na revista Forbes

Escrito por  Publicado em Estremoz sábado, 31 dezembro 2016 02:26
Esqueleto foi estudado pelas investigadoras Ana Curto e Teresa Fernandes Esqueleto foi estudado pelas investigadoras Ana Curto e Teresa Fernandes DR
Um dos esqueletos provenientes da necrópole medieval do Rossio Marquês de Pombal, estudado pelas investigadoras Ana Curto e Teresa Fernandes, foi considerado pela conceituada revista Forbes, um dos 10 esqueletos mais intrigantes de 2016.
 
Este esqueleto, um dos 115 encontrados numa escavação arqueológica em Estremoz, num cemitério datado entre os séculos XII e XV, já tinha sido notícia no início do ano de 2016, pelo facto de nele ter sido identificado um fungo característico das regiões tropicais.
 
A publicação norte-americana salienta que o “Mycetoma ou pé de Madura é uma doença fúngica sobejamente conhecida historicamente, e que afeta os trabalhadores agrícolas de áreas sub-tropicais do mundo", mas "quase nunca é identificado em esqueletos antigos”.
 
No passado, antes da aplicação de bons antifúngicos e antibióticos, o Mycetoma seria de cura quase impossível, a não ser se fosse praticada a amputação do membro” acrescenta a Forbes. 
 
Para a conceituada revista “ainda mais interessante neste esqueleto é o facto de estar perfurado na cabeça, como que tivesse sido praticada uma forma inicial de cirurgia craniana”. A publicação lança ainda uma dúvida, cuja resposta não é clara: “A questão do pé poderia estar relacionada com a cirurgia do crânio?”.
 
Nos 10 esqueletos mais intrigantes de 2016 para a revista Forbes, encontram-se ossadas encontradas, entre outros pontos do planeta, em Ontário, no Canadá, em Nápoles, na Itália, ou em York, na Inglaterra.
 
Os outros esqueletos mais intrigantes
 
No artigo publicado na revista norte-americana, o 1.º lugar da lista é ocupado pelo esqueleto sem cabeça de um antigo gladiador romano, descoberto em Inglaterra, seguindo-se as ossadas encontradas no Bahrein de uma mulher com uma deformação no úmero que fazia com que o seu braço se movesse numa direcção anormal.
 
Em terceiro lugar estão os ossos do cantor italiano de ópera meio soprano Gaspare Pacchierotti. Os investigadores descobriram que a postura que adoptava para cantar melhor alterou a sua estrutura óssea.
 
Logo a seguir estão os ossos encontrados numa vala comum no Canadá de soldados baleados na guerra de 1812. Os cientistas não sabem se os soldados eram britânicos, estado-unidenses ou canadianos.
 
Em quinto, estão os restos mortais de uma mulher que media 2,18 metros. Ela sofria de gigantismo e acromegalia e viva na Polónia.
 
Depois aparecem os ossos de um homem encontrados num navio que naufragou há mais de 2000 anos, na Antiga Grécia.
 
Em sétimo lugar estão os ossos de uma mulher que os cientistas acreditam ser Amelia Earhart. O corpo da aviadora desapareceu em 1937 no oceano pacífico, quando ela tentava fazer um voo ao redor do planeta.
 
Em oitavo estão os restos mortais de um homem da Roma Antiga que sofreu uma fratura na anca que fez com ficasse com uma perna maior do que a outra. Para compensar, o homem andava na ponta dos pés com a perna mais curta.
 
No nono lugar estão os ossos de uma mulher que terá morrido com a praga do Justiniano, uma epidemia que atacou o Império Bizantino. Esta é a mais antiga epidemia de praga identificada.
 
c/ Diário de Notícias

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