sexta, 22 novembro 2019
Luís Mourinha terminou, no passado dia 4 de Fevereiro, as suas funções enquanto Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, na sequência da perda de mandato a que foi condenado pelo Tribunal da Comarca de Estremoz.
 
Dando cumprimento ao determinado pela legislação em vigor e tendo-se procedido à substituição pelo elemento seguinte na lista ganhadora das eleições de 2017, o até então Vice-Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Francisco Ramos, assumiu no dia 5 de Fevereiro, as funções de Presidente da Câmara Municipal de Estremoz.
 
Francisco Ramos, concedeu no passado dia 11 de Fevereiro, a sua primeira grande entrevista depois de ter tomado posso como edil do concelho estremocense. 
 
Conduzida pelo jornalista José Lameiras, a entrevista teve lugar no programa "À Volta do Rossio", da Rádio Despertar - Voz de Estremoz.

 

Modificado em sexta, 15 fevereiro 2019 18:58
Na sequência da perda de mandato a que foi condenado pelo Tribunal da Comarca de Estremoz, Luís Mourinha terminou na passada segunda-feira, dia 4 de Fevereiro, as suas funções enquanto Presidente da Câmara Municipal de Estremoz.
 
Em nota publicada no site da autarquia, a Câmara Municipal de Estremoz informa que “dando cumprimento ao determinado pela legislação em vigor e tendo-se procedido à substituição pelo elemento seguinte na lista ganhadora das eleições de 2017”, o até aqui Vice-Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Francisco Ramos, “assume a partir do dia de hoje (ndr: 5 de Fevereiro) as funções de Presidente da Câmara Municipal de Estremoz”.
 
No último parágrafo desta comunicação, o Município de Estremoz assegura que “manterá a sua actividade normal e procurará continuar a cumprir e a fazer cumprir a estratégia e os objectivos que foram definidos pelo actual executivo, em prol do desenvolvimento sustentado do concelho”.
 
Francisco João Ameixa Ramos nasceu a 23 de Maio de 1960, em Estremoz.
 
Concluiu a licenciatura em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, em 1985, tendo nesse mesmo ano ingressado no serviço militar obrigatório.
 
Foi docente na Escola Secundária Rainha Santa Isabel de Estremoz, nos anos lectivos de 1986/87 e 1987/88, tendo sido membro do então Conselho Directivo, neste último ano lectivo.
 
É Inspector de Finanças na Inspecção-Geral de Finanças desde Janeiro de 1989, tendo exercido cargos de chefia neste organismo desde o ano de 1996 até finais de 2009.
 
Em 2009 foi eleito Vereador da Câmara Municipal de Estremoz, exercendo desde então as funções de Vice-Presidente da Câmara. Durante o mandato 2009/2013 teve sob a sua alçada os pelouros da Administração e Finanças, da Educação e da Acção Social, e a coordenação dos Gabinetes de Apoio Jurídico, Tecnologias de Informação e Gestão da Qualidade e Auditoria. No actual mandato, detém os pelouros da Gestão Administrativa, Financeira e Patrimonial, do Desenvolvimento Educativo, da Inovação e Modernização, coordenando ainda o Gabinete de Apoio Jurídico.
 
Por inerência do cargo que ocupa, é Presidente da Direcção do Centro de Ciência Viva de Estremoz e integra os Conselhos Gerais do Agrupamento de Escolas de Estremoz e da Escola Secundária Rainha Santa Isabel de Estremoz.
Modificado em quarta, 06 fevereiro 2019 01:06
As antigas instalações da CP - Comboios de Portugal, nomeadamente os barracões denominados como “Cocheira de Locomotivas”, que se encontram localizados na Avenida Rainha Santa Isabel, vão albergar ainda este ano, o Núcleo Museológico da Alfaia Agrícola de Estremoz
 
A garantia foi dada pelo Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Mourinha, que em declarações à LUSA explicou que vão ser realizadas obras de recuperação nas antigas instalações da CP, que se encontram actualmente devolutas, para a transferência do acervo da Alfaia Agrícola, na sequência de um protocolo estabelecido com a empresa Infraestruturas de Portugal (IP).
 
Segundo o autarca estremocense, "é necessária a mudança do acervo da Alfaia Agrícola para um espaço museológico definitivo, mais central, mais acessível e com mais condições de exposição".
 
Após a recuperação de parte das colecções e a sua exposição em reserva visitável, o núcleo museológico, cuja origem remonta a 1987, reabriu em Junho de 2013, no espaço onde está instalado actualmente, na antiga EPAC - Empresa Pública de Abastecimento de Cereais, junto aos silos.
 
O espaço museológico, segundo o município, constitui "um dos mais interessantes e relevantes acervos, existentes em Portugal, sobre o antigo mundo rural".
 
O acervo inclui, em reserva visitável, além de alfaias, outros instrumentos, tais como máquinas, utensílios de oficinas e carros que eram utilizados antigamente na actividade agrícola.
 
c/ LUSA
Modificado em quarta, 30 janeiro 2019 10:33
Na temporada tauromáquica de 2019, a Praça de Touros de Estremoz será gerida pela dupla Luís Miguel Pombeiro e Manuel Jorge de Oliveira
 
A confirmação foi dada ao Ardina do Alentejo por um elemento da direcção da OPE – Associação Tauromáquica de Estremoz.
 
De forma a gerirem o recentemente remodelado tauródromo estremocense, e segundo informações que conseguimos obter junto de elementos ligados a este processo, o antigo director do jornal Olé e o cavaleiro tauromáquico constituiram uma empresa.
 
O primeiro espectáculo tauromáquico organizado pela dupla Pombeiro/Oliveira acontecerá em Maio, mais concretamente a 4 de Maio, sábado, na tradicional corrida integrada no programa da FIAPEFeira Internacional e Agropecuária de Estremoz.
 
Desde a sua reinauguração, ocorrida em Agosto de 2013, foram já vários os empresários que organizaram espectáculos tauromáquicos na Praça de Touros de Estremoz. Na temporada de 2019, a “cadeira do poder” está entregue à dupla Pombeiro/Oliveira, depois da empresa “Campo e Praça”, da dupla Caçoete e Barata Gomes, da Sociedade Campo Pequeno e de Rui Bento Vasques, da “Aplaudir” de João Pedro Bolota, dos dois espectáculos organizados na temporada de 2017, primeiro por Carloz Zuñiga Jr. e depois por Francisco Cortes, e da “Verdadeira Festa” de Vasco Durão, durante a temporada transacta.
 
Luis Miguel Pombeiro e Manuel Jorge de Oliveira são igualmente responsáveis, durante a temporada de 2019, pela organização dos espectáculos tauromáquicos nas praças de touros de Cartaxo e Idanha-a-Nova
Modificado em quinta, 31 janeiro 2019 01:01
O chamado teatro amador (se é que alguma vez existiu amadorismo no teatro) ficou mais pobre.
 
No dia de ontem, domingo, 13 de Janeiro, faleceu aos 69 anos de idade, Joaquim Carola.
 
Natural de Estremoz (Santo André), Joaquim Carola desde sempre desenvolveu pelas artes um gosto muito especial. O teatro foi uma das suas grandes paixões. Joaquim Carola pisou vários palcos, de norte a sul do país, tendo participado em inúmeras peças, em representação de diversas companhias.
 
Na freguesia estremocense de Arcos, onde residia, foi o responsável máximo pelo Pátuá – Grupo de Teatro de Arcos. No grupo arcoense, ao longo dos anos de duração do Pátuá, Carola foi de tudo um pouco: aderecista, encenador, actor, carpinteiro, electricista, responsável pelos textos…
 
O malogrado Joaquim Carola foi também durante vários anos o responsável pela elaboração dos carros alegóricos com que a Freguesia de Arcos se apresentou nos últimos desfiles de Carnaval da cidade de Estremoz.
 
E porque o teatro lhe corria nas veias, quando o TAE – Teatro Amador de Estremoz abriu as portas para receber novos actores no grupo, que Joaquim Carola foi dos primeiros a inscrever-se nos castings. Foi no TAE que agarrou o último papel da sua vida, e contribuiu muito para a coesão de uma companhia que recentemente estreou na mais emblemática sala de espectáculos estremocense, o Teatro Bernardim Ribeiro.
 
Joaquim Carola praticamente morreu em palco, a fazer uma das coisas que mais gostava. Os camarins do Teatro Bernardim Ribeiro foi o último espaço que pisou com vida. O cego Tirésias, que brilhantemente interpretou nas duas representações da peça “Teremos sempre Tebas”, encenada por Cláudio Henriques, foi a sua última personagem.
 
Há muito tempo que se ouve dizer que a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. E ninguém estava preparado para este ensaio. A cortina fechou-se e a peça terminou sem aplausos. Ficam a saudade e as boas recordações.
 
À família enlutada, o Ardina do Alentejo apresenta as mais sinceras condolências.  
Modificado em segunda, 14 janeiro 2019 16:56
Durante a madrugada desta quarta-feira, dia 9 de Janeiro, a ourivesaria “A Reguladora”, localizada junto ao Lago do Gadanha, em Estremoz, foi assaltada.
 
Segundo as informações recolhidas pelo Ardina do Alentejo, os assaltantes entraram no estabelecimento comercial através da casa que se encontra situada por cima, partindo a lage, tendo posteriormente arrombado o cofre e levado diversos objectos em ouro, tais como pulseiras, alianças, fios, e medalhas para além de várias peças de colecção do proprietário da ourivesaria, como uma colecção de punhos de ouro e diversas moedas antigas, guardadas ao longo das últimas décadas. Os meliantes levaram tudo o que se encontrava dentro do cofre, incluindo algumas peças que se encontravam para reparar, não tendo entrado na zona comercial da loja ou furtado algum objecto exposto nas vitrines ou montra da ourivesaria.
 
Este foi o primeiro assalto à ourivesaria “A Reguladora”, em mais de 70 anos de existência.
 
Ao que conseguimos apurar junto de familiares do proprietário, a ourivesaria não está coberta por qualquer tipo de seguro. Até ao momento ainda não é possível quantificar o valor do prejuízo.
 
Agentes da Esquadra de Estremoz da Polícia de Segurança Pública (PSP) e elementos da Polícia Judiciária (PJ), pertencentes à unidade do Laboratório de Polícia Cientifica estiveram no local, tendo a PSP de Estremoz tomado conta da ocorrência. 
Modificado em quarta, 09 janeiro 2019 17:09
Segundo é revelado pela edição de hoje do Jornal de Negócios, a Caixa de Crédito Agrícola de Estremoz, Monforte e Arronches está a ser alvo de uma intervenção por parte da Caixa Central do Crédito Agrícola.
 
Segundo avança o jornal especializado em economia e finanças, foram detectadas várias irregularidades e a Caixa Central decidiu fazer uma intervenção, colocando no terreno uma delegada para corrigir a situação.
 
Dispersa por seis balcões (Arcos, Évora Monte, Veiros, Estremoz, Monforte e Arronches) a Caixa de Crédito Agrícola de Estremoz, Monforte e Arronches é uma caixa associada localizada no distrito de Évora.
 
Em declarações exclusivas ao Ardina do Alentejo, o Presidente do Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola de Estremoz, Monforte e Arronches garante que “a Caixa nunca esteve, quer em termos económicos, quer em termos financeiros, tão bem como está hoje”.
 
Normando Xarepe salientou que as irregularidades referidas na comunicação social “nada tem a ver com qualquer questão financeira”. Toda esta situação que motivou a intervenção da Caixa Central deve-se, segundo Normando Xarepe, “a divergências no Conselho de Administração, nomeadamente com a lista que foi apresentada para ir a eleições”.
 
O líder da instituição a nível local garante que “toda esta questão será resolvida a seu tempo e sem consequências , quer para a instituição, quer para os seus associados”.
 
Modificado em terça, 08 janeiro 2019 01:50

Estremoz vai ter Museu de Arte Africana

sábado, 29 dezembro 2018 19:34
Por iniciativa da Fundação Berardo, a cidade de Estremoz vai ter um museu dedicado à Arte Africana.
 
A garantia foi dada pelo próprio Joe Berardo em declarações exclusivas ao Ardina do Alentejo: “Vamos fazer em Estremoz o Museu de Arte Africana”. Através de todos os investimentos que possui na cidade branca do Alentejo, o Comendador confidenciou-nos “estar a contribuir” para que “Estremoz seja, como já foi, um grande centro entre a Espanha e Lisboa”, até porque, como o próprio referiu, “Évora já não pode levar mais turistas”. Concluiu afirmando querer com este novo museu “trazer os espanhóis para cá” porque “é bom vir para Estremoz”.
 
O Museu de Arte Africana vai nascer nas antigas instalações da Federação Nacional dos Produtores de Trigo, situado na Rua Serpa Pinto, edifício que se encontra devoluto há vários anos, desde que encerrou o Museu da Alfaia Agrícola naquele espaço.
 
Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, o edifício foi adquirido recentemente pela Fundação Berardo e o museu será instalado após obras de recuperação, abrangendo também outras temáticas, além da arte africana. 
Modificado em sábado, 29 dezembro 2018 20:18
Em acórdão datado do passado dia 12 de Dezembro, o Tribunal Constitucional (TC) negou provimento ao recurso apresentado por Luís Mourinha, no processo movido por Eduardo Basso, à altura dos factos Presidente da Direcção da LACE - Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte, contra o edil estremocense, mantendo-se assim a condenação de dois anos e oito meses de prisão, com pena suspensa, pelo crime de prevaricação, o pagamento do valor de 1.882,50 €, acrescido dos juros legais, relativo a danos patrimoniais sofridos pela associação, indemnização por danos não-patrimoniais de 1.500,00 € e a pena acessória de perda de mandato.
 
Em comunicado enviado às redacções, a LACE refere que com esta decisão “foi reposta a legalidade e reparada uma injustiça, únicos objectivos sempre definidos pela associação em todo este processo”.
 
O documento salienta ainda que “a LACE não é indiferente à confirmação pelo TC da pena acessória de perda de mandato” visto que “a continuação de Luís Mourinha no cargo de Presidente da Câmara Municipal de Estremoz significaria a continuação da discriminação da associação face às restantes associações do concelho de Estremoz, que se materializou na recusa sistemática de todos os apoios municipais, financeiros e logísticos, a que a LACE se candidatou desde 2011 até hoje”.
 
A LACE conclui o comunicado referindo que “fez-se justiça, o estado de direito funcionou e por isso todos devemos estar satisfeitos”.
 
De salientar que o acórdão do TC mantém, na íntegra, a decisão do Tribunal da Relação de Évora, conhecida a 27 de Março de 2017, que confirmara a aplicação da pena de dois anos e oito meses de prisão, suspensa na sua execução por igual período, pela prática do crime de prevaricação, a pena acessória de perda de mandato, para além dos respectivos valores indemnizatórios.   
 
De recordar que o Tribunal da Relação de Évora já tinha mantido a decisão do tribunal de primeira instância, excepção feita ao valor da indemnização a pagar à LACE por danos não patrimoniais. Para além da pena de prisão suspensa e da pena acessória, o Tribunal de Estremoz tinha condenado Luís Mourinha, em Junho de 2016, ao pagamento de 4500 euros por danos não patrimoniais a pagar pelo autarca e pelo município à LACE, reduzida pelos então Juízes da Relação para o valor de 1500 euros, acrescida de mais 1.882,50 euros por danos patrimoniais sofridos pela associação do concelho de Estremoz.
 
Até ao momento, nem Luís Mourinha, nem a autarquia estremocense proferiram qualquer declaração sobre esta decisão do Tribunal Constitucional. 
 
Modificado em terça, 18 dezembro 2018 16:35