sexta, 21 setembro 2018
Hoje, pelas 21:00 horas, realiza-se no Salão Nobre dos Paços do Concelho, mais uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Estremoz (AM). Não fosse o facto, ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, de no período “Antes da Ordem do Dia”, ir ser debatida a grave situação que se vive em Estremoz com a comunidade cigana que habita no Bairro das Quintinhas, e esta seria mais uma reunião da AM sem história e com pouco para contar. Mas este tema promete agitar as águas...
 
Em conversa informal sobre esta matéria, mantida com Luís Filipe Mourinha, o Presidente da Câmara Municipal de Estremoz não tem dúvidas em afirmar que “a culpa do que se passa no Bairro das Quintinhas é do Governo”. “São vários os ofícios que já enviámos, tanto ao Governo anterior, como ao actual, e este ainda nem sequer respondeu” afirmou o edil estremocense, acrescentando que “o único que ainda se mostrou interessado em fazer alguma coisa foi o ministro do PSD, Miguel Macedo, mas infelizmente saiu do Governo pouco tempo depois”.
 
Ardina do Alentejo teve acesso aos documentos enviados pela autarquia estremocense, e pudemos comprovar serem vários os ofícios enviados, quer ao actual Ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, mas também à anterior MAI, Constança Urbano de Sousa, à Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, ao Primeiro-Ministro, António Costa, através da sua Chefe de Gabinete, Rita Faden Araújo, e ao Director Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), superintendente-chefe Luís Farinha.
 
A Câmara Municipal de Estremoz, dando conhecimento da falta de resposta por parte do Governo, enviou igualmente um ofício para o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
 
Os moradores da zona das Quintinhas elaboraram um abaixo-assinado que, acompanhado de um texto elaborado pela Câmara, foi enviado para o MAI, com conhecimento ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro, solicitando uma reunião para tentar resolver parte do problema, mas até agora não obtiveram qualquer resposta.
 
Há documentos datados de 22 de Agosto de 2016, 11 de Outubro de 2017 e 31 de Agosto de 2018.
 
Ardina do Alentejo está ainda em condições de adiantar que a vereadora Márcia Oliveira, aquando de uma visita a Lisboa, mais concretamente ao Palácio de S. Bento com uma mostra de Bonecos de Estremoz, fez questão de entregar em mão ao Primeiro-Ministro todos os ofícios enviados relativamente a este assunto, pedindo-lhe a melhor atenção, mas até hoje ainda não foi obtida qualquer resposta.
 
Luís Mourinha salientou ao nosso portal de informação, que não consegue compreender “que tenha acontecido o que aconteceu no Continente, em que foram agredidos polícias, e não esteja ninguém preso, porque por exemplo no caso do Sporting, as 40 pessoas que invadiram a Academia de Alcochete estão presas. E neste caso do Continente, a situação ainda é mais grave, porque o Estado Português foi ofendido na pessoa dos polícias, aqueles que defendem o Estado foram agredidos e enxovalhados”. Afirmou ainda que “alguém devia estar preso e não estando revela o abandono completo da Justiça e do Estado Português nesta situação”.
 
Sobre a comunidade cigana que ocupa um terreno propriedade da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Mourinha referiu em recente reunião de câmara que “todas as pessoas que não tenham nascido em Estremoz têm que sair dali” acrescentando que “só ainda não fizeram demolições porque o Estado não nos dá segurança”.
 
Nessa mesma reunião do executivo, ocorrida a 29 de Agosto, o edil estremocense referiu que “se o Estado Português actuasse na defesa de quem tem património junto àquele acampamento ilegal, a situação não tinha chegado a este ponto, mas que infelizmente, a Câmara multa alguns daqueles indivíduos por não respeitarem a acústica estabelecida por lei e o Ministério Público arquiva os processos argumentando que a multa não atinge cinco unidades de conta”. Salientou ainda que “neste momento fazem o que querem e o que lhes apetece continuando a ir ao Continente ofender as pessoas, portanto o Estado Central e o Ministério da Administração Interna não faz cumprir a lei portuguesa”. Frisou que “esta situação tem que ser discutida e resolvida com o Governo”, referindo que “a primeira prioridade é a protecção das pessoas que moram junto ao acampamento” e depois “sanear dali os venenosos e aqueles que não querem trabalhar”. Frisou ainda que “quando a polícia faz o seu serviço e bem, o Ministério da Justiça não acompanha esse serviço nas penas que deve aplicar, porque actualmente quem tem o rendimento social de inserção só tem vantagens, porque para além de receber o dinheiro também não é obrigado a trabalhar, rouba e não é obrigado a pagar nada, portanto vive na maior”. Concluiu dizendo que “a criminalidade tem estado a aumentar e gera medo nas pessoas, havendo até dentro da comunidade cigana algumas famílias que têm medo de viver ali”.
 
Este promete ser um tema que ainda fará correr muita tinta.
Um conjunto de deputados do Partido Social Democrata (PSD) com assento na Assembleia da República, questionaram hoje, dia 19 de Setembro, o Governo, através do Ministério da Administração Interna (MAI), sobre os “Problemas com a insegurança no Bairro das Quintinhas em Estremoz”.
 
Liderados por António Costa da Silva, deputado eleito pelo Círculo Eleitoral do Distrito de Évora, os deputados laranja dão a conhecer ao Ministério dirigido por Eduardo Cabrita, “o clima de insegurança naquela zona” habitacional do concelho de Estremoz e as “inúmeras e recorrentes queixas efectuadas pelos moradores, mas também pelas pessoas que por ali circulam”.
 
Os nove deputados escreveram ao Governo salientando que “as ocorrências são inúmeras” enumerando algumas como ”roubos, agressões diversas, vandalismo, apedrejamento das pessoas e tiroteios”. Acrescentaram ainda que “a intranquilidade dos estremocenses não melhorou com a construção, em 2014, do Quartel da GNR nas imediações” e que “a eficácia das forças de segurança, nomeadamente da PSP, tem sido muito reduzida”. 
 
O texto, assinado por mais oito deputados social-democratas (Carlos Peixoto, Margarida Mano, Berta Cabral, Fátima Ramos, José Silvano, Álvaro Batista, António Ventura e Ana Oliveira), e que se baseia praticamente na sua totalidade no artigo de opinião escrito por António Costa da Silva para o Ardina do Alentejo, que publicámos na manhã de hoje (aqui) e que já se transformou numa das crónicas de opinião mais lidas de sempre do nosso portal de informação, termina com duas perguntas: Quais as diligências que estão a ser tomadas com o objetivo de resolver este grave problema? e Qual o prazo definido pelo Ministério da Administração Interna para implementar as referidas diligências?
 
Aguarda-se agora, “e ao abrigo das normas constitucionais e regimentais” que o Ministro Eduardo Cabrita responda às questões formuladas pelos deputados laranja. 
O Município de Estremoz leva a efeito, entre os dias 19 e 23 de Setembro, a Semana da Juventude 2018.
 
Durante os cinco dias da Semana da Juventude, e para que estes se tornem em dias inesquecíveis, são várias as iniciativas agendadas.
 
Nos dias 19 e 20 de Setembro, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz, existirão diversas actividades educativas dirigidas aos alunos do 1º ciclo, tais como Cinema 4D, modelagem de Bonecos de Estremoz, pinturas faciais, actividades de fomento da leitura, actividades desportivas, a quinta pedagógica, actividades científicas, actividades relacionadas com reciclagem e insufláveis;
 
Dias 19, 20 e 21 de Setembro, as Piscinas Municipais de Estremoz recebem várias demonstrações e aulas abertas promovidas pelos ginásios estremocenses Vybe Health Club e Point Fit e ainda pelo Clube de Futebol de Estremoz;
 
A 19 de Setembro, e dinamizada pela Associação Rota d’ Ossa, acontecerá a Night Run da Juventude;
 
No dia 20 de Setembro, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz, dinamizado pelo Centro Ciência Viva de Estremoz, terá lugar um Observatório de Astronomia;
 
O Complexo Desportivo Municipal recebe no dia 21 de Setembro, um Torneio de Paint Ball, dinamizado pela AJES - Associação Juvenil de Estremoz;
 
Apresentada pela Associação Cultural do Imaginário e dinamizada pelo Clube dos Direitos Humanos de Estremoz, acontece no dia 21 de Setembro, no Teatro Bernardim Ribeiro, a representação da peça de teatro "Aqui Também Não";
 
A velocidade e a adrenalina regressam à Descida de São Lázaro, no dia 22 de Setembro, para a 5ª Grande Corrida de Carrinhos de Rolamentos de Estremoz;
 
Nesse mesmo dia 22 de Setembro, sábado, a Praça de Touros de Estremoz será palco para uma Glow Party, com a presença do DJ Silver Soul, do rapper Domi, que será acompanhado pelo DJ Supa Dust Man e pelo Hypeman Toxic, do também rapper Valas, que virá a Estremoz acompanhado pelo DJ Sims e pelo MC D. Beat, e ainda com o DJ Steven Rod;
 
No último dia da Semana da Juventude 2018, está agendado um Torneio de Basket 3x3, dinamizado pela AJES e a segunda edição do Estremoz Fun Running, evento onde a diversão está mais que garantida.
 
Até ao dia 23 de Setembro, e apenas quando há sessões de cinema ou espectáculos, está patente ao público, no Teatro Bernardim Ribeiro, a exposição “Refugiados rohingya: quem são e por que fogem?”. Esta é uma exposição da responsabilidade do Clube dos Direitos Humanos de Estremoz.
 
Aponta já na tua agenda. De 19 a 23 de Setembro, a semana é tua.
E está de regresso a velocidade, a diversão, a adrenalina, a criatividade e o recordar de tempos que já lá vão.
 
Pelo quinto ano consecutivo, e tendo como propósito o de promover o convívio, a diversão e o entretenimento entre os participantes, a Câmara Municipal de Estremoz irá organizar a Grande Corrida de Carrinhos de Rolamentos.
 
Integrada na Semana da Juventude, este evento realizar-se-á no dia 22 de Setembro, na Descida de São Lázaro.
 
As inscrições para a quinta edição da Grande Corrida de Carrinhos de Rolamentos de Estremoz acontecem de 10 a 14 de Setembro, no Posto de Turismo - Casa de Estremoz.
 
Dê asas à criatividade na execução do seu carrinho de rolamentos e inscreva-se para relembrar os velhos tempos.
Integrada na Semana da Juventude, vai decorrer no dia 23 de Setembro, pelas 16 horas, mais uma edição do Estremoz Fun Running, a festa mais colorida do Mundo.
 
Estremoz Fun Running é uma iniciativa que conjuga a actividade física com diversão, através da realização de uma corrida e caminhada conjugadas com muita cor!
 
O evento, para maiores de 8 anos, tem duas regras importantes. É obrigatório o uso da t-shirt branca disponível no Color Kit e a pintura total no final do evento. Os corredores percorrem o percurso e, já na meta, ficam como se tivessem caído num pote colorido do arco-íris...
 
Quer se trate de um corredor ocasional ou de um atleta de competição, os cerca de seis quilómetros, sem cariz competitivo, constituem uma corrida incomparável, em que não só a cor, mas também o riso, a alegria e o convívio tornar-se-ão comuns a cada um dos participantes.
 
A animação será uma constante e começa logo na zona de partida com várias aulas de fitness de grupo acessíveis a todos e realizadas pelos ginásios e instrutores de desporto associados ao evento. Ao longo do percurso estarão instaladas as Color Stations, zonas em que todos os participantes serão pulverizados com pó colorido, pó esse que é constituído por amido de milho e corante alimentar, não representa qualquer perigo para a saúde e é facilmente lavável. No entanto, aconselha-se a todos os participantes a levar roupa mais antiga ou que possa sujar-se. Recomenda-se o uso de óculos ou lenços para tapar a boca/nariz.
 
Em caso de alergia ao amido de milho ou dúvidas relacionadas com saúde, os participantes deverão consultar o seu médico.
 
As inscrições para participar no Estremoz Fun Running têm um custo de 6€, e são efetuadas todos os dias através da Bilheteira Online (www.bol.pt) ou, presencialmente e apenas de 10 a 18 de Setembro, na bilheteira da Casa de Estremoz (Posto de Turismo), localizada no Rossio Marquês de Pombal. A partir de dia 18 de Setembro as inscrições serão encerradas em todas as plataformas disponíveis.
 
O levantamento do Color Kit poderá ser feito no secretariado do evento no dia da prova ou a partir do dia 21 de Setembro de 2018, na Casa de Estremoz, durante o horário normal de expediente (09:30 – 12:30 e 14:00 – 17:30) e é obrigatória a apresentação do bilhete já adquirido. É igualmente possível levantar Color Kits de outras pessoas, desde que se apresentem os bilhetes válidos.
 
São várias as novidades existentes no Estremoz Fun Running 2018. A partida e a chegada acontecerá no Rossio Marquês de Pombal e a animação estará a cargo do animador Miguel Bravo. Mas vão haver mais.
 
Dia 23 de Setembro, venha divertir-se em Estremoz, na festa mais colorida do Mundo!
Os recentes incidentes verificados na superfície comercial estremocense “Continente Modelo”, entre famílias de etnia cigana, moradoras na zona das Quintinhas, e a segurança do hipermercado e agentes da PSP de Estremoz, o assalto à empresa Senhora do Pilar, cuja autoria é alegadamente atribuída aos ciganos residentes nas Quintinhas, e os desacatos provocados pelos membros de etnia cigana, contra os bens dos moradores daquela zona da cidade, foram as gotas de água que fizeram transbordar o copo e a paciência de muitos estremocenses.
 
O Ardina do Alentejo publica, na íntegra, um texto que foi escrito por vários estremocenses que defendem a saída daquela comunidade de etnia cigana de um terreno cuja propriedade é da Câmara Municipal de Estremoz. Esta publicação está ilustrada por algumas fotos enviadas pelos autores do referido texto, tiradas junto à zona onde residem aqueles que entendem ser "os invasores (ocupantes) do terreno camarário das Quintinhas".
 
Movimento de estremocenses a favor da saída dos invasores (ocupantes) do terreno camarário das Quintinhas
 

Os factores de instabilidade que vêm afectando os estremocenses ao longo dos anos têm a sua origem num grupo de várias centenas de indivíduos criminosos, de etnia cigana, que se instalaram no local supra citado. Perturbam, roubam, agridem, insultam e comportam-se pior que animais, fazendo as necessidades fisiológicas em lixeiras a céu aberto, como as fotos publicadas ilustram… Aliás, este é um problema de saúde pública que tem a conivência das autoridades que têm conhecimento de tal situação…
 
Necessitam-se decisões políticas urgentes, que façam justiça ao problema que há muito tem vindo a ser negado por parte das autoridades, nomeadamente: Câmara Municipal, que fornece a água sem qualquer custo, bem como o arranjo de caminhos; EDP que fornece a luz a custo zero; a força de segurança PSP, a qual detém a jurisdição do local, e que diz pela boca do Comandante da Esquadra de Estremoz, que “o que se passou foi um desentendimento entre famílias residentes no Bairro das Quintinhas e a segurança do estabelecimento comercial “Continente”. Todos os envolvidos nos desacatos que aconteceram no passado dia 19 de Agosto de 2018, às 21:30 horas, sabem que isto não corresponde à realidade, onde o sucedido é quase diário.
 
A autoridade PSP não tem poderes, nem efectivos, para controlar estes casos bem como outros que acontecem na cidade, e que em muitos dos incidentes as vitimas são demovidas por parte da autoridade a não apresentarem queixa porque não vale a pena os incómodos causados. Falta saber, a fazer fé nas palavras do Comandante da Esquadra de Estremoz, em declarações ao “Ardina do Alentejo”, se tal acontece por sua indicação.
 
Existe compreensível descontentamento e desmotivação, por parte da PSP, potenciados pela falta de perspectiva de resolução do problema existente, aproximando-se de níveis insustentáveis, atingindo pessoal das forças de segurança onde a moral e o normal exercício da função de comando começam a colidir com alguns dos principais valores e institucionais e deontológicos da PSP.
 
Por parte da GNR, o Comando do Posto Territorial de Estremoz, informa que não tem jurisdição sobre o local “Bairro das Quintinhas”, que coabita paredes meias, onde diariamente acontece a queima de cobre (fogo posto), explosões de materiais inflamáveis, música que se chega a ouvir no centro da cidade, entre outros desacatos provocados com os moradores contíguos ao local onde se encontram os indivíduos de etnia cigana.
 
Todos os cidadãos prejudicados pagam impostos, mas não beneficiam da resposta publica a que têm direito, ao contrário dos outros que têm apoios sociais de elevada grandeza, bem como benesses da justiça em função dos direitos e deveres que não querem ter com a sociedade.
 
Em democracia o que deve orientar o ideal é a igualdade de oportunidades e não o privilégio, mesmo o pequeno (grande) privilegio que estes indivíduos têm.
 
Com tudo isto, chama-se a atenção para as consequências imprevisíveis na segurança da população.
 
Até quando teremos que nos sujeitar à falta de respeito, de segurança e de valorização?
 
Queremos medidas admissíveis junto dos órgãos competentes. Esperamos que as mesmas não fiquem só no papel...
 
 
A Senhora do Pilar, empresa estremocense de transporte de mercadorias e venda de materiais de construção por grosso e retalho, recebeu na madrugada de quinta para sexta, a visita dos amigos do alheio.
 
Esta visita às instalações da empresa localizada no Olival da Serrinha, em pleno IP2, à saída da cidade de Estremoz em direcção a Portalegre, provocou um prejuízo avaliado em mais de 2 mil euros.
 
Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar foram furtados do interior das instalações da empresa sete baterias que se encontravam instaladas nos camiões da empresa.
 
Os autores do furto não foram ainda identificados.
 
A Guarda Nacional Republicana (GNR) tomou conta da ocorrência.
No passado domingo, dia 19 de Agosto, o final do dia de funcionamento do supermercado Continente Modelo, em Estremoz, foi deveras atribulado, com desacatos provocados por elementos de etnia cigana, moradores junto da superfície comercial estremocense, e que envolveram agressões ao segurança de serviço e a agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), para além do arremesso de bens que se encontravam fora das linhas de caixas e da destruição das portas de entrada do supermercado.
 
O que se passou conta-se em breves linhas. Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, cerca das 21:15 horas, vários jovens moradores do Bairro das Quintinhas, terão alegadamente furtado alguns objectos do interior do estabelecimento, numa prática que, segundo os funcionários do Continente Modelo de Estremoz, já se tornou recorrente. O segurança que se encontrava de serviço identificou alguns desses jovens e chamou a PSP, que de pronto se deslocou ao local. Depois de relatada a situação, os elementos da PSP deslocaram-se até ao Bairro das Quintinhas não tendo conseguido no entanto a localização dos presumíveis autores dos furtos.
 
Volvidos escassos minutos, vários familiares dos jovens identificados pelo segurança, irromperam pelo interior do supermercado tendo como único objectivo o de agredirem o segurança, tendo forçado mesmo a passagem para o interior do balcão de atendimento da superfície comercial. Os polícias presentes no local intervieram, mas cada vez eram mais os elementos de etnia cigana presentes no supermercado, num número estimado em cerca de 40, e que começaram a arremessar vários objectos que se encontravam fora das linhas de caixas, como malas de viagem, cadeiras de madeira, vasos de loiça, entre outros.
 
Durante os desacatos, o segurança e um dos polícias presentes no local foram agredidos, não tendo recebido tratamento hospitalar. Um outro agente da autoridade foi atingido por uma cadeira de madeira, que lhe provocou ferimentos no braço esquerdo e nas costas, tendo sido conduzido ao Serviço de Urgência Básica do Centro de Saúde de Estremoz, onde recebeu assistência hospitalar.
 
Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, foram ainda chamados ao local agentes da autoridade que se encontravam de folga, assim como os militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), que chegaram após a saída dos elementos de etnia cigana.
 
Segundo relatos de clientes presentes no estabelecimento comercial, antes de abandonarem as instalações, e já depois dos elementos das forças de segurança terem usado gás pimenta para expulsar os prevaricadores da superfície comercial, os agressores despejaram algumas latas de tinta pelo chão, e danificaram várias bicicletas que se encontram à entrada do Modelo, assim como as portas de entrada do supermercado.
 
Contas feitas por alto, os danos ascendem os cinco mil euros. Relatado ao Ardina do Alentejo por vários clientes presentes no momento dos desacatos, no dia seguinte eram vários os elementos envolvidos nos distúrbios que se encontravam às compras no Modelo, num claro “sentimento de impunidade”.
 
Em declarações ao Ardina do Alentejo, o Comissário João Carvalho, Comandante da Esquadra da PSP de Estremoz, referiu que o que se passou no passado domingo, “pelas 21:30 horas, foi um desentendimento entre famílias residentes no Bairro das Quintinhas e a segurança do Modelo, tendo a PSP sido chamada ao local. Verificando que havia alterações da ordem pública, porque não acatavam as decisões do segurança de serviço, a polícia utilizou os meios necessários para por cobro à situação, à alteração da ordem pública que havia, tendo os prevaricadores sido expulsos do local e identificados. Na sequência desse desentendimento foram provocados alguns danos, que já foram avaliados pela entidade comercial”. Salientou ainda que “o processo decorre em fase de inquérito e dentro da normalidade”, não tendo havido “detenções”.
 
Questionado se o Bairro das Quintinhas é um núcleo habitacional que preocupa a PSP de Estremoz, João Carvalho salientou que “tudo preocupa a PSP desde que fuja à normalidade, não é questão de ser aquele grupo populacional. Tudo o que fuja à normalidade e que sejam prevaricadores, a policia tem de actuar e tem de manter a ordem pública que foi o que fez naquele local”.
 
Garantiu que “podem as pessoas de Estremoz estarem descansadas que a policia local quando surgem pequenos focos de instabilidade ou incivilidades, como foi o caso, a policia tem poderes para controlar esses casos, tal como o que aconteceu com a identificação das pessoas, que hão-de responder pelos actos que cometeram”.
 
Para o Comandante da Esquadra da PSP de Estremoz, o facto do quartel da GNR ser “paredes-meias” com o Bairro das Quintinhas e com a superfície comercial Continente Modelo e ser a PSP a ter de actuar quando ocorrem situações de desacatos é um não assunto. “A área geográfica está bem definida. A nossa área geográfica de policiamento está demarcada. O Modelo é da competência da policia, é a primeira força de segurança, a que tem prioridade e competência para actuar”.   
Através de edital publicado no site da Câmara Municipal de Estremoz, a autarquia liderada por Luís Filipe Mourinha informa que no próximo dia 17 de Agosto, pelas  09:30 horas, realizar-se-á no Salão Nobre dos Paços do concelho, uma sessão extraordinária do executivo da Câmara Municipal estremocense cujo único ponto da ordem de trabalhos diz respeito ao Concurso Público para a Empreitada de "Reabilitação e Requalificação das Portas dos Currais e Muralhas Adjacentes".
 
Nessa reunião da próxima sexta-feira será levado a votação a adjudicação do respectivo procedimento concursal, bem como a aprovação da minuta do Contrato n.º 35/2018.
 
Com esta reunião, e acreditando que por força da maioria do MiETZMovimento Independente por Estremoz no executivo camarário estremocense, este ponto único da ordem de trabalhos será aprovado, é dado um passo de extrema importância no que concerne à reabilitação e requalificação das Portas dos Currais e Muralhas adjacentes, um dos principais acessos à cidade branca do Alentejo.
   
De recordar que, em Julho de 2016, o Município de Estremoz desenvolveu  ao Programa Operacional Regional do Alentejo 2020 uma candidatura tendo em vista a Reabilitação e Requalificação das Portas dos Currais e Muralhas Adjacentes.
 
Após vários impasses burocráticos, a candidatura elaborada no âmbito do Aviso ALT20-14-2016-11 – Património Natural e Cultural do Alentejo 2020, foi finalmente aprovada pelo Programa Operacional Regional do Alentejo, em Junho de 2017.
 
Esta obra, que representa um investimento total de 846.622,70€, será comparticipada a 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
 
As Portas dos Currais, que integram o conjunto monumental das muralhas seiscentistas de Estremoz, classificado como Monumento Nacional desde 1925, são o principal acesso sul à cidade e encontram-se em avançado estado de degradação, devido a infiltrações existentes na sua cúpula, sendo urgente a sua recuperação, não só para valorização do património como também para segurança de pessoas e bens.
 
A intervenção prevê a recuperação das Portas dos Currais, da Casa de Armas e parte da muralha adjacente, até ao Baluarte do Páteo dos Solares, de um dos lados, e ao Baluarte de São José, do outro lado.