terça, 22 janeiro 2019

O teatro ficou mais pobre. Faleceu Joaquim Carola.

Escrito por domingo, 13 janeiro 2019 23:30
O chamado teatro amador (se é que alguma vez existiu amadorismo no teatro) ficou mais pobre.
 
No dia de ontem, domingo, 13 de Janeiro, faleceu aos 69 anos de idade, Joaquim Carola.
 
Natural de Estremoz (Santo André), Joaquim Carola desde sempre desenvolveu pelas artes um gosto muito especial. O teatro foi uma das suas grandes paixões. Joaquim Carola pisou vários palcos, de norte a sul do país, tendo participado em inúmeras peças, em representação de diversas companhias.
 
Na freguesia estremocense de Arcos, onde residia, foi o responsável máximo pelo Pátuá – Grupo de Teatro de Arcos. No grupo arcoense, ao longo dos anos de duração do Pátuá, Carola foi de tudo um pouco: aderecista, encenador, actor, carpinteiro, electricista, responsável pelos textos…
 
O malogrado Joaquim Carola foi também durante vários anos o responsável pela elaboração dos carros alegóricos com que a Freguesia de Arcos se apresentou nos últimos desfiles de Carnaval da cidade de Estremoz.
 
E porque o teatro lhe corria nas veias, quando o TAE – Teatro Amador de Estremoz abriu as portas para receber novos actores no grupo, que Joaquim Carola foi dos primeiros a inscrever-se nos castings. Foi no TAE que agarrou o último papel da sua vida, e contribuiu muito para a coesão de uma companhia que recentemente estreou na mais emblemática sala de espectáculos estremocense, o Teatro Bernardim Ribeiro.
 
Joaquim Carola praticamente morreu em palco, a fazer uma das coisas que mais gostava. Os camarins do Teatro Bernardim Ribeiro foi o último espaço que pisou com vida. O cego Tirésias, que brilhantemente interpretou nas duas representações da peça “Teremos sempre Tebas”, encenada por Cláudio Henriques, foi a sua última personagem.
 
Há muito tempo que se ouve dizer que a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. E ninguém estava preparado para este ensaio. A cortina fechou-se e a peça terminou sem aplausos. Ficam a saudade e as boas recordações.
 
À família enlutada, o Ardina do Alentejo apresenta as mais sinceras condolências.  
Durante a madrugada desta quarta-feira, dia 9 de Janeiro, a ourivesaria “A Reguladora”, localizada junto ao Lago do Gadanha, em Estremoz, foi assaltada.
 
Segundo as informações recolhidas pelo Ardina do Alentejo, os assaltantes entraram no estabelecimento comercial através da casa que se encontra situada por cima, partindo a lage, tendo posteriormente arrombado o cofre e levado diversos objectos em ouro, tais como pulseiras, alianças, fios, e medalhas para além de várias peças de colecção do proprietário da ourivesaria, como uma colecção de punhos de ouro e diversas moedas antigas, guardadas ao longo das últimas décadas. Os meliantes levaram tudo o que se encontrava dentro do cofre, incluindo algumas peças que se encontravam para reparar, não tendo entrado na zona comercial da loja ou furtado algum objecto exposto nas vitrines ou montra da ourivesaria.
 
Este foi o primeiro assalto à ourivesaria “A Reguladora”, em mais de 70 anos de existência.
 
Ao que conseguimos apurar junto de familiares do proprietário, a ourivesaria não está coberta por qualquer tipo de seguro. Até ao momento ainda não é possível quantificar o valor do prejuízo.
 
Agentes da Esquadra de Estremoz da Polícia de Segurança Pública (PSP) e elementos da Polícia Judiciária (PJ), pertencentes à unidade do Laboratório de Polícia Cientifica estiveram no local, tendo a PSP de Estremoz tomado conta da ocorrência. 
Segundo é revelado pela edição de hoje do Jornal de Negócios, a Caixa de Crédito Agrícola de Estremoz, Monforte e Arronches está a ser alvo de uma intervenção por parte da Caixa Central do Crédito Agrícola.
 
Segundo avança o jornal especializado em economia e finanças, foram detectadas várias irregularidades e a Caixa Central decidiu fazer uma intervenção, colocando no terreno uma delegada para corrigir a situação.
 
Dispersa por seis balcões (Arcos, Évora Monte, Veiros, Estremoz, Monforte e Arronches) a Caixa de Crédito Agrícola de Estremoz, Monforte e Arronches é uma caixa associada localizada no distrito de Évora.
 
Em declarações exclusivas ao Ardina do Alentejo, o Presidente do Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola de Estremoz, Monforte e Arronches garante que “a Caixa nunca esteve, quer em termos económicos, quer em termos financeiros, tão bem como está hoje”.
 
Normando Xarepe salientou que as irregularidades referidas na comunicação social “nada tem a ver com qualquer questão financeira”. Toda esta situação que motivou a intervenção da Caixa Central deve-se, segundo Normando Xarepe, “a divergências no Conselho de Administração, nomeadamente com a lista que foi apresentada para ir a eleições”.
 
O líder da instituição a nível local garante que “toda esta questão será resolvida a seu tempo e sem consequências , quer para a instituição, quer para os seus associados”.
 

Estremoz vai ter Museu de Arte Africana

Escrito por sábado, 29 dezembro 2018 19:34
Por iniciativa da Fundação Berardo, a cidade de Estremoz vai ter um museu dedicado à Arte Africana.
 
A garantia foi dada pelo próprio Joe Berardo em declarações exclusivas ao Ardina do Alentejo: “Vamos fazer em Estremoz o Museu de Arte Africana”. Através de todos os investimentos que possui na cidade branca do Alentejo, o Comendador confidenciou-nos “estar a contribuir” para que “Estremoz seja, como já foi, um grande centro entre a Espanha e Lisboa”, até porque, como o próprio referiu, “Évora já não pode levar mais turistas”. Concluiu afirmando querer com este novo museu “trazer os espanhóis para cá” porque “é bom vir para Estremoz”.
 
O Museu de Arte Africana vai nascer nas antigas instalações da Federação Nacional dos Produtores de Trigo, situado na Rua Serpa Pinto, edifício que se encontra devoluto há vários anos, desde que encerrou o Museu da Alfaia Agrícola naquele espaço.
 
Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, o edifício foi adquirido recentemente pela Fundação Berardo e o museu será instalado após obras de recuperação, abrangendo também outras temáticas, além da arte africana. 
Em acórdão datado do passado dia 12 de Dezembro, o Tribunal Constitucional (TC) negou provimento ao recurso apresentado por Luís Mourinha, no processo movido por Eduardo Basso, à altura dos factos Presidente da Direcção da LACE - Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte, contra o edil estremocense, mantendo-se assim a condenação de dois anos e oito meses de prisão, com pena suspensa, pelo crime de prevaricação, o pagamento do valor de 1.882,50 €, acrescido dos juros legais, relativo a danos patrimoniais sofridos pela associação, indemnização por danos não-patrimoniais de 1.500,00 € e a pena acessória de perda de mandato.
 
Em comunicado enviado às redacções, a LACE refere que com esta decisão “foi reposta a legalidade e reparada uma injustiça, únicos objectivos sempre definidos pela associação em todo este processo”.
 
O documento salienta ainda que “a LACE não é indiferente à confirmação pelo TC da pena acessória de perda de mandato” visto que “a continuação de Luís Mourinha no cargo de Presidente da Câmara Municipal de Estremoz significaria a continuação da discriminação da associação face às restantes associações do concelho de Estremoz, que se materializou na recusa sistemática de todos os apoios municipais, financeiros e logísticos, a que a LACE se candidatou desde 2011 até hoje”.
 
A LACE conclui o comunicado referindo que “fez-se justiça, o estado de direito funcionou e por isso todos devemos estar satisfeitos”.
 
De salientar que o acórdão do TC mantém, na íntegra, a decisão do Tribunal da Relação de Évora, conhecida a 27 de Março de 2017, que confirmara a aplicação da pena de dois anos e oito meses de prisão, suspensa na sua execução por igual período, pela prática do crime de prevaricação, a pena acessória de perda de mandato, para além dos respectivos valores indemnizatórios.   
 
De recordar que o Tribunal da Relação de Évora já tinha mantido a decisão do tribunal de primeira instância, excepção feita ao valor da indemnização a pagar à LACE por danos não patrimoniais. Para além da pena de prisão suspensa e da pena acessória, o Tribunal de Estremoz tinha condenado Luís Mourinha, em Junho de 2016, ao pagamento de 4500 euros por danos não patrimoniais a pagar pelo autarca e pelo município à LACE, reduzida pelos então Juízes da Relação para o valor de 1500 euros, acrescida de mais 1.882,50 euros por danos patrimoniais sofridos pela associação do concelho de Estremoz.
 
Até ao momento, nem Luís Mourinha, nem a autarquia estremocense proferiram qualquer declaração sobre esta decisão do Tribunal Constitucional. 
 
Na sequência de acusação proferida no âmbito de inquérito que correu termos na 2ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora, o Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Mourinha, foi pronunciado pelo juiz de Instrução Criminal de Évora, pela prática, em autoria material e em concurso efectivo, de dois crimes de peculato de uso.
 
Após a instrução do processo, o juiz decide assim levar o autarca estremocense a tribunal.
 
De acordo com a nota do tribunal “o processo, após o trânsito em julgado do despacho de pronúncia, seguirá para julgamento em processo comum e perante Tribunal Singular no Juízo de Competência Genérica de Estremoz, da Comarca de Évora”.
 
A missiva do tribunal recorda que os crimes de que Luís Mourinha foi agora pronunciado foram alegadamente “praticados durante os anos de 2013 e 2014, no âmbito do exercício das suas funções autárquicas, delas se aproveitando o arguido, fazendo uso de viatura que lhe estava afecta enquanto presidente da autarquia, para realizar viagens de lazer e cariz particular e em proveito próprio e em prejuízo do Município”.
 
Em Julho deste ano, o Ministério Público deduziu acusação contra o Presidente da autarquia estremocense pela prática de cinco crimes de peculato de uso.
 
Na altura, o autarca manifestou-se "estupefacto com a acusação", revelando que o processo judicial resultava de "uma denúncia anónima" e que estava em causa a sua ida a cinco jogos de futebol do Benfica, num carro do município.
 
"Quando sou convidado por qualquer entidade pública ou privada para alguma actividade por ser presidente de câmara, levo o carro da câmara. Quando vou em privado, levo o meu carro", declarou.
 
Luís Mourinha explicou que assistiu aos cinco jogos que constam no processo a convite da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e de outras entidades, apontando a possibilidade de ter ido também a convite da Redes Energéticas Nacionais (REN) e do Hospital da Luz.
 
"A inépcia do MP deixou-me numa situação em que a minha principal testemunha (Amaro Camões, um então funcionário da CGD), que era quem me fazia os convites, já faleceu", notou.
 
Por ocasião da acusação, e defendendo que não está em causa qualquer crime, o autarca deu como exemplo um caso que considerou idêntico ao seu em que o Ministro da Economia foi a Estremoz para inaugurar uma central fotovoltaica e, depois, reunir-se com o presidente do PS local, questionando se "isto também não é crime?”. 
 
Acrescentou ainda que "se eu for castigado, tinham que ser os presidentes de câmara todos que vão ver os jogos a convites. Eu vou lá ao estádio e vejo lá, de todas as áreas [partidárias], presidentes de câmara, vereadores, deputados, tudo a convite de entidades públicas ou privadas".
 
"Estou de consciência tranquila em relação a este processo. Duvido é que quem me acusou esteja de consciência tranquila", referiu, acusando a oposição na autarquia de apresentar "queixas anónimas a torto e a direito" por ter perdido as eleições.
 
Até ao momento, nem Luís Mourinha, nem a autarquia estremocense proferiram qualquer declaração sobre o facto do juiz de Instrução Criminal de Évora ter decidido levar o autarca a julgamento. 
 
c/ LUSA e O Digital
O Tribunal Judicial de Estremoz decretou apresentações diárias a um homem e bissemanais a outros cinco por posse ilegal de armas e injúrias e agressões a agentes da polícia, disse hoje, dia 14 de Dezembro, fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP).
 
A mesma fonte indicou que o tribunal determinou as medidas de coação após interrogatório judicial dos seis homens detidos em Estremoz, que ficam sujeitos a apresentações na força de segurança da área de residência.
 
A PSP deteve dois homens, cujas idades não foram divulgadas, por posse ilegal de armamento e apreendeu várias armas, munições e duas viaturas numa operação realizada, na quarta-feira, no Bairro das Quintinhas, em Estremoz, bairro considerado problemático.
 
Após a operação policial, foram detidos mais quatro homens por injúrias e agressões a agentes da polícia.
 
Durante a operação, foram apreendidas uma arma 6.35, nove munições desta arma, quatro espingardas de caça, 174 cartuchos destas espingardas, duas munições 7.62, duas armas de ar comprimido, uma viatura moto quatro e automóvel, segundo o Comissário João Moura, da Direcção Nacional da PSP.
 
A polícia apreendeu ainda cerca de 50 metros de cabo eléctrico, duas baterias e um corta-relva.
 
Segundo um comunicado da Direcção Nacional da PSP, após a operação policial, foram detidos mais quatro homens, com idades entre os 18 e os 34 anos, nas imediações da esquadra de Estremoz, onde se juntaram cerca de 80 residentes daquele bairro, "adoptando comportamentos manifestamente hostis".
 
"Um dos polícias teve necessidade de ser transportado à unidade hospitalar de Estremoz, em virtude de ter sido agredido na cabeça e face, recebendo tratamento hospitalar e alta médica, estando considerado apto para o serviço", acrescenta o comunicado.
 
A operação policial teve como objectivo "dar cumprimento a buscas no âmbito de processos em investigação" e, paralelamente, "reforçar o sentimento de segurança da população daquela cidade", refere o comunicado.
 
A Câmara e a Assembleia Municipal de Estremoz têm demonstrado, nos últimos meses, preocupação com a insegurança na cidade, na sequência de desacatos e de outros actos ilícitos, alegadamente praticados por pessoas residentes naquele bairro problemático.
 
A "insegurança na cidade de Estremoz" foi recentemente debatida numa reunião com a Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, forças de segurança e várias entidades regionais e locais.
 
c/ LUSA
Depois da mega operação realizada pela Policia de Segurança Pública (PSP) no denominado Bairro das Quintinhas, aglomerado habitacional constituído por elementos de etnia cigana, localizado na zona norte da cidade de Estremoz, realizada na manhã de ontem, quarta-feira, dia 12 de Dezembro, quatro homens foram detidos por injúrias e agressões a agentes da polícia, revelou a PSP.
 
Segundo um comunicado da Direcção Nacional da PSP, após a operação policial foram detidos quatro homens, com idades entre os 18 e os 34 anos, nas imediações da Esquadra de Estremoz, onde se juntaram cerca de 80 residentes daquele bairro, "adoptando comportamentos manifestamente hostis".
 
"Um dos polícias teve necessidade de ser transportado à unidade hospitalar de Estremoz, em virtude de ter sido agredido na cabeça e na face, recebendo tratamento hospitalar e alta médica, estando considerado apto para o serviço", acrescenta o comunicado.
 
À semelhança do que vai acontecer com os dois detidos da operação no Bairro das Quintinhas, também estes quatro elementos de etnia cigana vão ser presentes hoje, quinta-feira, ao Tribunal Judicial de Estremoz para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação
 
A operação policial realizada na manhã da passada quarta-feira teve como objectivo "dar cumprimento a buscas no âmbito de processos em investigação" e, paralelamente, "reforçar o sentimento de segurança da população daquela cidade", refere o comunicado.
 
c/ LUSA
Dois indivíduos, cujas idades não foram divulgadas, foram detidos no dia de ontem, quarta-feira, 12 de Dezembro, na sequência de uma mega operação realizada pela Policia de Segurança Pública (PSP) no Monte do Olival, vulgarmente denominado como Bairro das Quintinhas, aglomerado habitacional constituído por elementos de etnia cigana, localizado na zona norte da cidade de Estremoz.
 
O Comissário João Moura, da Direcção Nacional da PSP, indicou que a operação, planeada previamente, ocorrida naquele bairro problemático da cidade de Estremoz, decorreu "sem incidentes".
 
Segundo o responsável policial, os dois detidos, vão ser presentes hoje, quinta-feira, ao Tribunal Judicial de Estremoz para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.
 
Durante a operação, foram apreendidas uma arma 6.35, nove munições desta arma, quatro espingardas de caça, 174 cartuchos destas espingardas, duas munições 7.62, duas armas de ar comprimido, uma viatura moto quatro e uma viatura automóvel, referiu o Comissário João Moura.
 
A polícia apreendeu ainda cerca de 50 metros de cabo eléctrico, duas baterias e um corta-relva.
 
A operação contou com a participação de elementos do Corpo de Intervenção e da Investigação Criminal da PSP.
 
A Câmara e a Assembleia Municipal de Estremoz têm demonstrado, nos últimos meses, preocupação com a insegurança na cidade, na sequência de desacatos e de outros actos ilícitos, alegadamente praticados por pessoas residentes naquele bairro problemático. 
 
A "insegurança na cidade de Estremoz" foi recentemente debatida numa reunião com a Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, forças de segurança e várias entidades regionais e locais.
 
c/ LUSA