terça, 15 outubro 2019
quarta, 02 outubro 2019 17:14

Chef estremocense gere cozinha de dois restaurantes do grupo Pollux

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A cozinha de Neide Dias foca-se na cozinha tradicional portuguesa mas com um toque de sofisticação A cozinha de Neide Dias foca-se na cozinha tradicional portuguesa mas com um toque de sofisticação DR
Faz no próximo sábado, dia 5 de Outubro, seis meses desde que a cozinha do terraço da Pollux, em Lisboa, está entregue à estremocense Neide Dias.
 
Este é o segundo espaço do grupo Pollux cuja cozinha está nas mãos da jovem cozinheira alentejana, visto que a Chef Neide Dias gere, há mais de três anos, o restaurante Pollux Tejo, em Vila Franca de Xira.
 
Situada em plena baixa, a loja da marca não conta apenas com vários pisos dedicados a artigos para o lar, também oferece uma vista desafogada sobre a cidade a quem se atrever a subir ao oitavo andar, e degustar os petiscos sugeridos pela Chef, todos eles focados na cozinha tradicional portuguesa mas com um toque de sofisticação.
 
Tapas, petiscos, saladas, pratos de carne e peixe fazem parte do menu. Algumas das propostas são Tataki de novilho, Lombinho de porco preto com húmus de beterraba, Carne de borrego com espargos, Bacalhau à brás com azeitonas desidratadas, Lombo de bacalhau com crumble de broa e Polvo à lagareiro.
 
Neide Dias acredita que o menu do Pollux Terrace tem feito “sucesso e marcado a diferença na zona da baixa de Lisboa, onde os clientes, visitantes da loja ou até mesmo turistas, têm apreciado pratos da nossa cozinha tradicional ao qual juntámos um toque de sofisticação”.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com a Chef Neide Dias, que nos falou destes dois novos projectos, do seu gosto pela cozinha e de aquilo que o futuro lhe pode ainda proporcionar.
 
Ardina do Alentejo – Depois de ter gerido o restaurante “A Talha”, em Estremoz, por onde andou a Neide?
Neide Dias (ND) – Tenho estado a trabalhar em Lisboa, sempre na área da restauração e catering, tendo estado em duas das maiores empresas de Lisboa na área.
 
Ardina do Alentejo – Quando é que aparece na Neide este gosto pela cozinha e pela restauração?
Neide Dias (ND) – O gosto começa ainda nova, no café que o meu pai explorava em Estremoz.  Mais tarde volta a acentuar-se quando a falta de trabalho me faz abrir um restaurante, onde tive que aprender com a família e com pessoas formadas na área.
 
Ardina do Alentejo – Como é que surgiu o convite para gerir a cozinha primeiro do Pollux Tejo, em Vila Franca de Xira, e agora do Pollux Terrace, em plena capital do país?
Neide Dias (ND) – O convite surge através de uma das empresas que falei anteriormente, onde trabalhava, tendo a mesma ficado encarregue de explorar e inaugurar o Pollux Tejo e aceitei o desafio de ficar à frente da cozinha do espaço. O Pollux Terrace surgiu depois de quase três anos a comandar o Pollux Tejo e deste já estar na exploração da administração das lojas Pollux e Robalo S.A.
 
Ardina do Alentejo – Presumo que estejam a ser dias muito cansativos, mas que no final vale a pena o esforço…
Neide Dias (ND) – Vale muito a pena sim! Não é fácil, há muitas pessoas que pensam que ser chef é uma moda, mas não, acreditem que temos dias em que trabalhamos mais de 12 horas sem parar, semanas sem folgar, stress... Mas o gosto e a paixão pelo que se cria faz nos esquecer tudo isso e faz-nos ainda querer fazer mais e melhor.
 
Ardina do Alentejo – E o que é que o futuro ainda reserva à Chef Neide Dias?
Neide Dias (ND) – O futuro reserva-me tudo aquilo a que eu esteja disposta a lutar para alcançar.
 
Ardina do Alentejo – Para quem for ler esta entrevista, em especial para todos os estremocenses, que mensagem lhes deixa?
Neide Dias (ND) – A mensagem que deixo é a mesma que passo sempre à minha filha: Nada é impossível, basta acreditar e lutar pelos sonhos, sem deixar nunca que nos barrem o caminho. Quando se fechar uma porta vai haver sempre uma janela aberta. Sejam felizes.
Modificado em quarta, 02 outubro 2019 17:21

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