terça, 22 agosto 2017
O Tempo perguntou ao Tempo” é a mais recente criação do estremocense Miguel Tira-Picos e será apresentada na sua terra natal, Estremoz.
 
Inicialmente previsto para acontecer no Pavilhão C do Parque de Feiras e Exposições, “O Tempo perguntou ao Tempo” vai realizar-se na mais emblemática sala de espectáculos da cidade, o Teatro Bernardim Ribeiro, nos dias 12 e 13 de Setembro, pelas 21:30 horas.
 
“O Tempo perguntou ao Tempo” é um espectáculo com encenação de Mónica Alves, companheira de Miguel Tira-Picos. Ambos fazem parte do elenco, que para além da participação da comunidade estremocense, conta ainda com os nomes de Matias Hugo, Paula Ribas, Ricardo Ramos e Paula Sá.
 
Miguel Tira-Picos esteve à conversa com o Ardina do Alentejo, onde nos falou deste seu novo espectáculo, e onde fala directamente para si, que é nosso leitor. 
 
Ardina do Alentejo – O que é “O Tempo perguntou ao Tempo”?
Miguel Tira-Picos – "O Tempo perguntou ao Tempo" é um espectáculo de Novo Circo, e quando falo de Novo Circo falo do teatro, da dança, do canto, e claro, do circo. Reunimos alguns dos melhores artistas com quem trabalhamos, para podermos ganhar tempo uns com os outros, a fazermos aquilo que mais gostamos.
O "Tempo" é um tema infinito ao qual nem todas as respostas foram concluídas: Desde quando existe o tempo?, Será que foi uma criação divina?, ou será que é algo implícito naquilo a que chamamos de infinito?
Todos os dias falamos sobre "ele" mas nem sempre sabemos a importância e influência que isso tem nas nossas vidas.
Podemos não dar a resposta a todas as perguntas mas definitivamente que iremos passar alguma reflexão sobre este tema.
 
Ardina do Alentejo – A comunidade estremocense aderiu ao casting que realizaram no Teatro Bernardim Ribeiro?
Miguel Tira-Picos – O casting que realizámos no Teatro Bernardim Ribeiro, para além do sucesso que foi pela afluência, foi também uma tarde muito divertida e uma prova que a nossa cidade de Estremoz não tem falta de talento e força de vontade.
Tivemos cerca de 30 inscrições, e pelo menos 21 dessas inscrições estarão em cena connosco, nos dias 12 e 13 de Setembro.
 
Ardina do Alentejo – “O Tempo perguntou ao Tempo” é uma criação tua, com coreografias da Mónica, a tua companheira… Nem em casa deixam de pensar no trabalho?
Miguel Tira-Picos – Sim, é uma criação minha e mais uma vez a Mónica é o braço direito desta "loucura".
"Lá em casa" o trabalho também é um passatempo. Em alturas de criação é difícil não pensar em trabalho, temos a sorte de fazer o que realmente gostamos, e sorte de o podermos fazer juntos.
Como se costuma dizer, "quando um diz mata o outro diz esfola".
 

Ardina do Alentejo – O Ardina do Alentejo deixa-te as próximas linhas para que te dirijas aos estremocenses, aos alentejanos, a quem for ler esta entrevista…
Miguel Tira-Picos – Em meu nome, e em nome de todo o elenco, quero agradecer a quatro entidades: ao Município de Estremoz, pela credibilidade com que aposta, especificamente em mim, que sou apenas mais um artista a querer sonhar alto, e também porque nos dá a liberdade de, uma vez por outra, viajar naquilo que faz parte de nós; queremos também agradecer ao Café Restaurante Kimbo, pelo patrocínio e pelo apoio a nós artistas; ao Centro de Ciência Viva, por mais uma vez ser uma ajuda imprescindível na nossa logística; e por fim a ti, Pedro Soeiro, por toda a ajuda que me deste ao longo desta ainda pequena carreira, porque sempre acreditaste no produto da terra, seja ele o que for, e que desde a minha formação foste sempre presente e fizeste questão de o mostrar à nossa cidade.
A toda a comunidade estremocense e dos arredores, espero poder contar com a vossa presença neste espectáculo, que tenho a certeza que não vai ser uma perda de tempo.

Foi notícia na passada semana, que EstremozBorba e Monforte eram três dos 57 municípios que no final do ano de 2016 conseguiram cumprir os limites de dívida que a lei das finanças locais lhes impõe e saíram assim das condicionantes de gestão a que estavam obrigados pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL).

A saída do PAEL foi o tema principal de uma conversa que o Ardina do Alentejo manteve com Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz.
 
O autarca do concelho do distrito de Évora, referiu que esta saída do PAEL “já aconteceu há um ano” desde que “pedimos um empréstimo ao banco para pagar porque era mais barato que o Estado”, situação que o edil refere que “não deixa de ser interessante que o Estado leve mais caro aos Municípios que o banco”.
 
Luís Mourinha acrescenta que o PAEL “foi dos programas que mais ajudou as Câmaras a equilibrarem os rácios e os pagamentos a fornecedores que estavam muito em atraso”, tendo a autarquia estremocense “diminuído a dívida na sua totalidade, e estamos a pagar a fornecedores em oito dias, sensivelmente”. 
 
Para Luís Mourinha “nada muda” com esta saída de Estremoz do PAEL, referindo que “o pior é a Lei dos Compromissos”. Mostrando-se muito crítico para com a referida lei, o autarca estremocense afirmou “que nós temos possibilidades de fazer as coisas mais cedo e temos de estar à espera de um ano para o outro para as fazer”. “Isso é que é uma vergonha não ter sido alterado” visto que “não faz sentido a Câmara ter condições para fazer alguns investimentos no concelho, ter dinheiro para o fazer, e não o poder fazer”.
 
Sobre quais são esses investimentos que já podiam estar realizados, Luís Mourinha revela que “já podíamos estar a fazer mais ETAR’s, podíamos estar a desenvolver mais o PEDU, mas temos que aguardar que se consigam encaixar os investimentos”.
 

Foi notícia na passada semana, que EstremozBorba e Monforte eram três dos 57 municípios que no final do ano de 2016 conseguiram cumprir os limites de dívida que a lei das finanças locais lhes impõe e saíram assim das condicionantes de gestão a que estavam obrigados pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL).
 
A saída do PAEL foi o tema principal de uma conversa que o Ardina do Alentejo manteve com António Anselmo, Presidente da Câmara Municipal de Borba.
 
O autarca do concelho inserido na Zona dos Mármores, referiu que esta saída do PAEL aconteceu porque “com bom senso e com equilíbrio, conseguimos pagar até Junho, mais de 4 milhões e 300 mil euros de dívida, o que nos permitiu ter saldo positivo, saldo positivo que foi reconhecido, o que me deixa muito contente”. O edil acrescenta ainda que este programa “custou muito às pessoas de Borba”.
 
Sobre as melhorias financeiras que esta saída do PAEL poderá trazer para o concelho, António Anselmo asseverou estar “convencido que o Orçamento de 2018, que será aprovado em finais de 2017, irá permitir um bocado de liberdade”.
 
Se não fosse o PAEL a Câmara não funcionava, para mim o PAEL foi uma solução” referiu António Anselmo, afirmando no entanto que “a nível nacional devia haver mais respeito pelos Municípios”.
 
Enumerando algumas das obras que fez durante o seu mandato, António Anselmo assegura que “Borba está melhor do que há quatro anos e está no bom caminho!”.
 

Foi notícia na passada semana, que Estremoz, Borba e Monforte eram três dos 57 municípios que no final do ano de 2016 conseguiram cumprir os limites de dívida que a lei das finanças locais lhes impõe e saíram assim das condicionantes de gestão a que estavam obrigados pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL).
 
A saída do PAEL foi o tema principal de uma conversa que o Ardina do Alentejo manteve com Gonçalo Lagem, Presidente da Câmara Municipal de Monforte.
 
Para o autarca do concelho do distrito de Portalegre, esta saída do PAEL “é motivo de grande orgulho se tivermos em conta o esforço que fizemos ao longo destes últimos quatro anos”.
 
O edil acrescenta ainda que “neste cenário de constrangimento, em que estávamos todos obrigados a seguir as regras do Plano de Ajustamento Financeiro, foi dos mandatos com maior investimento na história do município de Monforte”. “Não só conseguimos a maior redução financeira de sempre, estamos com 1 Milhão e 700 mil euros de dívida quando herdámos uma Câmara com uma dívida de 3 Milhões e 500 mil euros, como também fizemos o maior investimento de sempre” asseverou Gonçalo Lagem.
 
Esta é uma notícia de grande alegria, visto que vamos deixar de estar presos a estas obrigatoriedades, e é o reconhecimento daquilo que foi o nosso esforço e o nosso trabalho ao longo destes quatro anos” acrescentou Gonçalo Lagem. 
 
À pergunta “Assina por baixo a frase Monforte está melhor do que há quatro anos?” a resposta de Gonçalo Lagem foi peremptória: “Obviamente, sem qualquer tipo de dúvida!”.
 

Se o dia 19 de Julho de 2017 fica para a história do futebol feminino nacional, como o dia em que Portugal se estreou numa grande competição a nível de selecções, o Campeonato da Europa, o dia 23 de Julho ficará igualmente para a história, mas como o dia em que a selecção das quinas marcou o seu primeiro golo numa fase final de um Campeonato da Europa.
 
E esse feito foi alcançado em Roterdão (Holanda), no Sparta Stadion, aos 27 minutos da primeira parte do jogo da segunda jornada do Grupo D, diante da Escócia. Aproveitando um erro defensivo contrário, a estremocense Carolina Mendes abriu o activo da selecção lusa, entrando assim para a história do futebol feminino nacional.
 
Carolina Mendes participou nas três partidas disputadas por Portugal no Europeu da Holanda, tendo sido titular em dois jogos, contra a Escócia e contra a Inglaterra, jogado 167 minutos e apontado dois golos.

Antes de regressar à Islândia, onde vai continuar a defender as cores da equipa do Grindavik, Carolina Mendes esteve à conversa connosco, tendo feito o balanço da sua prestação e da prestação da selecção nacional no Europeu da Holanda, e tendo igualmente olhado para as inúmeras mensagens de felicitação que recebeu e para o futuro, que está definido pelo menos até final do mês de Setembro.
 
Ardina do Alentejo – Sensação de dever cumprido?
Carolina Mendes (CM) – Dever cumprido mas com um sabor amargo. Acabámos por não passar a fase de grupos e seguir na prova por diferença de um golo, mas apesar disso penso que fizemos um bom trabalho e que dignificámos a camisola de Portugal.
 
Ardina do Alentejo – Que balanço fazes da tua prestação no Europeu, e consequentemente, da Selecção Nacional?
CM – Individualmente a minha prestação foi muito boa, mas claro que isso deveu-se à excelente prestação da equipa, sem isso não conseguiria o feito de marcar dois golos em três jogos na primeira fase de um Campeonato da Europa, isso deveu-se ao trabalho de toda a equipa. Estivemos todas muito bem.
 
Ardina do Alentejo – Como se costuma dizer, Portugal morreu na praia… 
CM – Sim, ficou esse sentimento, porque apesar de tudo não se esperava que a nossa prestação fosse tão boa. Nós mostrámos a nossa qualidade e que não chegámos até aqui por acaso, foi tudo fruto do nosso trabalho, e saber que poderíamos ter ido mais além na prova deixa-nos um sentimento de alguma frustração, mas nada que apaga o que foi feito até aqui.
 
Ardina do Alentejo – Qual é o sentimento de saber que ficas para sempre ligada à história do futebol português?
CM – Na história ficámos todas. Eu fiz o golo, tive essa felicidade, mas poderia ser qualquer outra colega, mas claro que me sinto muito orgulhosa e feliz por este feito.
 
Ardina do Alentejo – As inúmeras mensagens de apoio que recebeste, inclusive do Município da tua terra, encheram-te o ego?
CM – Encheram-me o coração.
 
Ardina do Alentejo – E o futuro? Em que relvados vamos poder ver a Carolina Mendes esta época?
CM – Agora tenho contrato até final de Setembro na Islândia, depois o futuro dirá. Até lá quero ajudar a minha equipa a atingir os objectivos.
 
Ardina do Alentejo – A pergunta da praxe: Que mensagem deixas a quem for ler esta entrevista?
CM – Em primeiro lugar, uma mensagem de carinho e agradecimento a todos os que acompanharam a Selecção Feminina nesta caminhada e que me continuam a acompanhar no meu percurso de atleta, e depois, que nunca deixem de sonhar!
 
 
O atletismo aparece na vida de João Geadas por culpa do Desporto Escolar. Da prova de 40 metros, disputada há três anos atrás, até ao título de Campeão Nacional de Atletismo dos 100 metros, no escalão de Juvenis, conquistado no passado fim-de-semana, envergando a camisola da AJES – Associação Juvenil de Estremoz, estão muitas horas de treino, muito trabalho e muita dedicação.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com o novo Campeão Nacional de Atletismo dos 100 metros, no escalão de Juvenis, João Geadas.
 
Nesta conversa olhámos para o momento actual, o momento da consagração de ser campeão nacional, mas já perspectivámos o futuro e quisemos saber onde vão ficar os estudos e onde vai ficar o atletismo. João Geadas termina esta entrevista com uma interessante frase, que nos obriga a nunca desistir: "Vale mais quem quer do que quem pode"!
 
Ardina do Alentejo - Como é que o atletismo surgiu na tua vida?
João Geadas (JG) - O atletismo surgiu na minha vida a partir do Desporto Escolar, em que numa prova de 40 metros, o chamado "Mega Sprint", consegui ser seleccionado para o nacional e ser consagrado Campeão Nacional. A partir daí comecei a ver que o melhor era apostar nisso e começar uma "carreira" de atleta.
 
Ardina do Alentejo - Quando começaste a treinar e a competir, pensaste que este dia, de te sagrares Campeão Nacional, podia chegar?
JG - Penso que o título de campeão nacional é desejado por qualquer atleta assim que começa o seu percurso, e este era um dos meus principais objetivos no início da minha carreira.
 
Ardina do Alentejo - Já assentaste os pés na terra ou ainda estás nas nuvens com o título alcançado? Ou sabias que este era o desfecho que iria acontecer?
JG - Estou um pouco a viver agora o meu sonho de atleta, pois neste momento é que cheguei ao ponto mais alto da minha pequena carreira. Era algo para o qual eu já trabalhava há um ano, e sabia que nesta época tinha muitas probabilidades de acontecer.
 
Ardina do Alentejo - E agora o futuro? Passa pela AJES ou já começaram a chover os convites para abandonares o clube estremocense?
JG - O futuro ainda é um pouco incerto. De momento encontro-me na AJES, e ainda não recebi pedido algum para uma outra equipa. Se isso eventualmente acontecer, será algo a pensar.
 
Ardina do Alentejo - O atletismo vai fazer sempre parte integrante da tua vida ou os estudos falam mais alto?
JG - Por mim o atletismo irá fazer sempre parte da minha vida daqui para a frente. Não vou deixar de estudar, como é óbvio, mas vou tentar conciliar as duas coisas, visto que quero entrar na universidade numa área ligada ao desporto.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem queres deixar a quem for ler esta entrevista?
JG - A mensagem que quero deixar é essencialmente que nunca desistam dos vossos sonhos, nem baixem a cabeça, mesmo que os resultados não forem os esperados, porque com trabalho e dedicação, mais cedo ou mais tarde, os frutos irão aparecer e não existe nada mais gratificante que recolher os frutos do nosso próprio trabalho. "Vale mais quem quer do que quem pode"!
Ardina do Alentejo está em condições de avançar que no final da temporada tauromáquica de 2017, a Tertúlia Tauromáquica de Estremoz (TTE) vai galardoar os triunfadores da centenária Praça de Touros de Estremoz.
 
A confirmação foi dada ao nosso portal de informação por Marco Pernas, Presidente da Direcção da TTE. Para além desta novidade, Marco Pernas assegurou que a TTE vai homenagear o Mestre José Maldonado Cortes, pelos seus 55 anos de alternativa. Nesta breve conversa com o Ardina do Alentejo, Marco Pernas falou sobre a primeira corrida da temporada na Praça de Touros de Estremoz, e ainda sobre os projectos futuros da tertúlia tauromáquica a que preside.
 
Ardina do Alentejo - Confirma que a TTE vai no final da temporada galardoar os triunfadores da Praça de Touros de Estremoz?
Marco Pernas - Confirmo. Em reunião realizada no passado mês de Março, foi aprovado, por unanimidade, que a TTE passaria, a partir desta temporada, a galardoar os triunfadores dos espectáculos realizados em Estremoz, tal como sucede na Moita, em Vila Franca de Xira, em Montemor, etc...
 
Ardina do Alentejo - Quais serão os galardões a ser atribuídos?
Marco Pernas - Serão galardoadas as categorias Cavaleiro Triunfador, Forcado, Toiro mais bravo, Ganadaria mais bem apresentada e Bandarilheiro. 
A par da entrega de galardões poderão acontecer homenagens, podendo adiantar desde já que esta temporada homenagearemos o Mestre José Maldonado Cortes, pelos seus 55 anos de alternativa.
 
Ardina do Alentejo - Já há datas e local para a cerimónia?
Marco Pernas - Será em data e lugar ainda a definir, mas acontecerá em finais de Setembro ou inícios de Outubro.
 
Ardina do Alentejo - Objectivos principais para a realização desta Gala de Triunfadores?
Marco Pernas - O objectivo principal é que, quer os artistas, quer os aficionados, fiquem satisfeitos pelo reconhecimento e que sejam distinguidos e recordados os triunfadores de cada temporada. Estes troféus serão também um incentivo a todos, para que possam dar o seu melhor nos espectáculos realizados em Estremoz.
 
Ardina do Alentejo - Como analisa a primeira corrida da temporada na centenária Praça de Estremoz?
Marco Pernas - A primeira corrida foi um espectáculo muito bem montado, pena o exagerado preço dos bilhetes e todo o "circo" que envolveu o concurso onde foi escolhida a empresa que organizaria os espectáculos tauromáquicos em Estremoz, esta temporada. 
Estremoz teve em praça uma corrida que já esgotou o Campo Pequeno. Em Estremoz não esgotou. Talvez seria boa altura para alguns estremocenses reflectirem que desde o início que a praça foi reinaugurada, uma praça com lotação reduzida, ainda não conseguiu esgotar!
 
Ardina do Alentejo - Para além desta Gala de Triunfadores, há mais projectos para a realização de actividades da TTE? 
Marco Pernas - Sim. Em Março passado, a TTE solicitou as datas disponíveis ao Município de Estremoz para poder utilizar o espaço e o recinto envolvente. Foi-nos respondido que seria com a OPE e com a empresa. Curiosamente, a temporada passada, a OPE respondeu-nos que essa decisão passaria pelo Município. 
A TTE em breve irá fazer parte da Associação Nacional de Tertúlias Taurinas, e seria bom para Estremoz que também se realizassem espectáculos de promoção da tauromaquia, que era a nossa ideia, mas claro que devidamente legalizados, cumprindo todas as normas do IGAC e não como um anunciado para o Carnaval, que a entidade organizadora cancelou porque não quis pagar as licenças. 
Também temos agendada uma visita a uma ganadaria espanhola, e a par disso, os membros da TTE tudo fazem para acompanhar as actuações dos toureiros e forcados com ligações a Estremoz.
Em 2006, o desemprego pregou uma rasteira a João José Pardal do Carmo. Habituado a trabalhar desde sempre, e sobejamente conhecido da população estremocense, o agora empresário não baixou os braços e “foi à luta”. Da possibilidade de aquisição da Papelaria São Cópias ao negócio consumado foi apenas um passo. Desde Março de 2007, que João do Carmo gere um negócio no ramo em que sempre trabalhou. Após alguns anos de funcionamento, a equipa São Cópias viria a ser reforçada, com a “contratação” de Paulo do Carmo, que após a conclusão dos estudos tomou a decisão de, em conjunto com o pai, levar este “barco” a bom porto.
 
No mês em que se assinalam 10 anos enquanto proprietário da Papelaria São Cópias, João do Carmo concede ao Ardina do Alentejo uma breve entrevista, onde nos fala de como tudo começou, em que nos traça um balanço da actividade e de quais os projectos para o futuro. Aproveitando esta oportunidade, e como não poderia deixar de ser, João e Paulo do Carmo, deixam-lhe a si, cliente e amigo desta dupla de sucesso, uma palavra de agradecimento. Para quem não conhece é lançado o desafio de visitar! 
 
Ardina do Alentejo - Como e quando é que a São Cópias passou a ser propriedade de João José Pardal do Carmo?
João do Carmo (JC) - A São Cópias passou a ser propriedade nossa no início do mês de Março de 2007. Decidi envergar neste projecto por culpa de uma partida que a vida me pregou, mas sem baixar os braços, fui à luta e decidi abrir a São Cópias, mesmo sabendo da crise económica mas ficar parado não resolvia nada.
 
Ardina do Alentejo - Têm sido uns bons 10 anos?
JC - De um modo geral têm sido uns 10 anos muito bons. É claro que com esta crise económica que o país e o mundo atravessam, e como se calhar qualquer outra empresa, notamos o impacto da mesma, mas com muito esforço, dedicação e muitas horas de trabalho vamos conseguindo suportar esta maldita crise.
 
Ardina do Alentejo - Há projectos para o futuro?
JC - Por agora não temos nada programado mas nunca se sabe o que o futuro nos reserva, mas vontade de fazer coisas novas existe sempre. É claro que às vezes por motivos burocráticos ou financeiros, infelizmente, não conseguimos concretizar.
 
Ardina do Alentejo - Em 10 anos, o mundo e o país mudou muito... E a vontade de servir e de proporcionar o melhor ao cliente? Continua igual como há 10 anos?
JC - O mundo, o país e a vontade das pessoas mudaram muito e nós tentamos sempre acompanhar essas mudanças. A nossa vontade de agradar e de servir os nossos clientes continua igual ou até cada vez e maior. É grande a vontade de servir e de ver os clientes satisfeitos com os nossos serviços e trabalhos.
 
Ardina do Alentejo - Se pudesse, o que é que melhorava na São Cópias?
JC - Na São Cópias melhorava um pouco mais a localização. Gostaria de estar mais no centro da cidade, mas mesmo o mais importante era melhorar o estacionamento para os clientes, visto que é uma situação complicada aqui na Rua Victor Cordon. Mas tentamos melhorar a cada dia que passa para que os clientes sejam bem servidos. Ainda recentemente fizemos umas remodelações que os clientes gostaram muito.
 
Ardina do Alentejo - A quem for ler esta entrevista, em especial aos seus clientes, que mensagem lhes deixa?
JC - Queríamos, em primeiro lugar, agradecer às pessoas e entidades que nos têm ajudado a crescer, fazendo o nosso melhor sempre, todos os dias, para satisfazer todos os clientes. Depois gostaríamos de deixar um convite a todos os que nos queiram visitar. Estamos ao vosso dispor, com muitos serviços, como por exemplo, o serviço payshop, as fotocópias de grandes e pequenos formatos, raspadinhas e lotarias, material escolar, revistas e jornais, tabaco, e muito mais para servir os nossos clientes e amigos.
 
Estaremos sempre de portas e braços abertos para os receber, a todos, e sempre com muita simpatia.
 
 
 
Lançado no passado dia 3 de Março, “Improvável” marca o regresso de José Gonçalez aos discos. Neste que é o seu 11º trabalho discográfico, o fadista estremocense conta com a participação de alguns dos maiores nomes da música portuguesa para interpretarem temas escritos e compostos por si.
 
Jorge Fernando, Cuca Roseta, Sangre Ibérico, FF, José Cid, Gonçalo Salgueiro, Maria da Fé, Filipa Cardoso e Vitorino, são os artistas que cantam em dueto com o fadista nascido em Estremoz.
 
“Improvável”, que tem o selo da Sony Music Portugal, será apresentado a 31 de Maio, no Salão Preto e Prata, no Casino do Estoril, num espectáculo que contará com a presença de todos aqueles que participaram na elaboração deste que é já considerado um dos melhores discos do ano de 2017.
 

A propósito do lançamento de “Improvável”, José Gonçalez concedeu ao Ardina do Alentejo uma breve entrevista onde nos fala das reacções que tem recebido a este seu novo trabalho, da festa de lançamento no Casino do Estoril e, como não podia deixar de ser, da sua Estremoz natal.
 
Ardina do Alentejo - É este o teu melhor disco?
José Gonçalez (JG) - Para mim, sim. É este, indiscutivelmente, o meu melhor disco.
 
Ardina do Alentejo - Se te pedissem para descreveres "Improvável", como o descreverias?
JG - Exactamente como um disco “Improvável”, que nasceu dum encontro entre mim e a Directora-Geral da Sony Music, cujo objectivo seria eu fazer um disco com letras minhas, em “cama” de músicas de fados tradicionais.
Mas eu decidi ir mais longe, e fui também fazer as músicas. Depois decidi convidar amigos, e cada tema teria que ter a ver com cada um desses convidados.
Eu diria que todo o disco é uma improbabilidade. Desde os temas, aos convidados, aos arranjos, aos músicos, à própria editora. Julgo que o nome não poderia estar mais correcto.
 
Ardina do Alentejo - Apesar de estar à venda há pouco tempo, que feedback tens recebido, não só em termos de vendas, mas também em relação ao que as pessoas que já compraram e ouviram, te dizem deste "Improvável"?
JG - As reacções estão a ser muito boas. Tenho recebido bastantes críticas positivas, de pessoas a quem o disco agrada bastante. As vendas ainda é muito cedo, e isso não passa por mim… Nesta altura não faço a mínima ideia.
 
Ardina do Alentejo - Com tantos duetos e tantas colaborações, consegues destacar deste teu novo disco, o tema que mais gostas?
JG - Não, não consigo. Mas consigo escolher um como o meu tema do disco: é a faixa 10 - “Eu tenho tanta pena… Pai!”. De resto, este disco é dedicado ao meu pai.
 
Ardina do Alentejo - E agora 31 de Maio, é a grande festa de lançamento no Salão Preto e Prata do Casino do Estoril... Está tudo preparado?
JG - Ainda está tudo a ser preparado. Vai entrar muita gente, há muitos pormenores por acertar, há ensaios, há promoção… Enfim, há um mar imenso de coisas a tratar, mas se Deus quiser, há-de correr bem. Fico também muito feliz porque tenho tido muita gente de Estremoz, e do Alentejo, a mostrar interesse em vir, o que me deixa muito feliz.
 
Ardina do Alentejo - Em Estremoz, a tua terra, há quem espere que aproveites esta oportunidade para lhes deixares uma mensagem...
JG - Deixo um abraço. Espero que estejam todos bem, que também aí na minha terra possam vir a gostar deste meu disco, que é um disco honesto, que deu muito trabalho, que tem a produção do extraordinário Jorge Fernando… Por fim, lamento o facto de saber que, enquanto a edilidade estremocense tiver à frente a actual gestão, é-me impossível apresentar a minha música, já que faço parte dos proscritos do actual presidente da Câmara Municipal de Estremoz, e da sua côrte!
Agradeço, teres-te lembrado de mim uma vez mais.
Abraços e beijinhos para todos.
 

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