quarta, 20 março 2019
Já está no Egipto, país onde se realiza a edição de 2019 do Miss Eco International, a estremocense Ana Machado, representante de Portugal neste concurso de beleza.
 
Depois de ter conquistado, em Abril de 2018, o título de Miss Portuguesa Estremoz 2018, Ana Machado participou no estágio Miss Portuguesa 2018, tendo ficado classificada no Top 10, sendo nomeada Miss Eco Internacional Portugal, o que lhe deu o direito de representar Portugal e a cidade de Estremoz, no concurso que decorre naquele país africano, mais concretamente nas cidades do Cairo, Hurghada, Makadi, Luxor, Meraki Hurghada e Sahl Hasheesh.
 

Ao longo de mais de 15 dias em terras africanas, são várias as actividades e eventos em que as concorrentes do Miss Eco Internacional 2019 têm de participar, nomeadamente sessões fotográficas, conferências de imprensa, desfile em fatos tradicionais, aulas de fitness, entre muitos outros.
 
Oriundas dos quatro cantos do mundo, são 60 as beldades que participam no Miss Eco Internacional 2019. E uma delas é estremocense.
 
Aos 20 anos, a estudante de enfermagem concretiza um sonho, não só o de representar a sua cidade num concurso internacional, mas também o representar o seu país.
 
Antes de partir para o Egipto, Ardina do Alentejo esteve à conversa com Ana Machado, que nos fez o balanço da sua participação no concurso Miss Portuguesa 2018, que nos falou de quais os seus objectivos neste Miss Eco International e tendo mesmo lançado o convite a todas as raparigas para participarem neste tipo de concursos. 
 
Ardina do Alentejo - Que balanço fazes desta tua participação no concurso Miss Portuguesa?
Ana Machado (AM) - Bom, é claro que não é fácil fazer um balanço desta minha participação, porque a verdade é que todo este percurso foi repleto de várias situações diferentes, emoções diferentes e pessoas diferentes. Não minto, que desde o dia da eleição como Miss Portuguesa Estremoz senti logo os nervos de ser uma das finalistas de Portugal. Por momentos fiquei petrificada com tanta emoção, mas foi aí mesmo, nesses nervos que encontrei força e coragem para dar o meu melhor no estágio.
O estágio foi longo, e por fim curto, foi cansativo e trabalhoso, não são férias mas sim trabalho. Conheci pessoas maravilhosas, pessoas companheiras, e conheci a organização em si, a quem desde já agradeço por todo o apoio que nos deram, incluindo as Misses dos anos anteriores.
Fomos avaliadas em debates sobre variadas problemáticas nacionais e mundiais, fomos também avaliadas pela nossa postura, desfile, capacidade de comunicação e entreajuda, pontualidade e pelo nosso sorriso, e era fácil ver a felicidade e alegria com que estávamos a realizar as tarefas. 
Concluindo, eu dei tudo o que consegui nestes 18 dias, esforcei-me e no fundo sei que valorizei o lugar que tive como finalista. Se podia ter sido melhor? Claro que sim, temos sempre algo a melhorar, e no dia em que não tivermos, simplesmente não somos humanos.
 

Ambicionava esta participação desde o Miss Portuguesa Estremoz 2016. Trabalhei durante dois anos para alcançar o Miss Portuguesa Estremoz 2018 e consegui! Claramente não houve palavras para descrever o meu sentimento de dever cumprido, dado que o meu grande objectivo era ser a representante da beleza feminina da minha cidade e dessa mesma forma, elevá-la a outro patamar. Levando cultura, expressões, património e no fundo as nossas "gentes". Cheguei assim, ao estágio do Miss Portuguesa 2018 que me pôs à prova a todos os níveis, levei-me ao limite em várias situações, superei, conquistei e neste momento conheço-me bem melhor que antes, e sei e tenho noção das minhas capacidades enquanto Miss e cidadã deste país.

Ardina do Alentejo - Satisfeita pela classificação que obtiveste ou ambicionavas mais?
AM - Claro que estou satisfeita e que ambicionava mais! Foi o segundo concurso do Miss Portuguesa em Estremoz e eu consegui estar no TOP 10 e ser eleita para um concurso internacional. É claro que ter ganho seria o ex-libris de todo o meu trabalho anual, mas a verdade é que só ganha quem está apto para tal, e para sermos vencedores temos de saber perder. A Miss Portuguesa tem um trabalho redobrado um ano inteiro, não representa Portugal no concurso internacional apenas, mas sim durante um ano por todo o país. Não é fácil, e a Carla (Miss Portuguesa 2018), tal como a Filipa Barroso (Miss Portuguesa 2017), acredito que irá desempenhar o seu papel de uma forma única conquistando o mundo com a pessoa que é. 
Estou realmente feliz pela minha prestação, e nada é o fim, apenas o início.
 
Ardina do Alentejo - E depois de teres sido eleita Miss Eco Internacional Portugal, segue-se agora o Egipto... Quais são as tuas expectativas para esse concurso?
AM - Ganhar! O importante é ir sempre com a mentalidade de que se estamos aqui, então temos capacidades para o ser e dar o melhor que sabemos. Claro que as outras candidatas também têm potencial, no entanto, a meu ver, a persistência, o perfeccionismo e o interesse podem ser a diferença entre lugares.
 
Ardina do Alentejo - E que balanço fazes deste teu reinado como Miss Estremoz?
AM - Em relação ao meu reinado, é algo a que me tenho dedicado desde o primeiro dia. Já participei no desfile do "Mercado do Lago”, e estarei sempre disponível para qualquer evento que vise promover/ajudar a cidade/cidadãos estremocenses. No entanto, ainda faltam vários meses de mandato e há assim muitas causas a abraçar. 
Durante este estágio do Miss Portuguesa, também promovi a cidade e as nossas culturas, o que também faz parte deste mandato como Miss Portuguesa Estremoz 2018.
 
Ardina do Alentejo - Convidas todas as raparigas a participarem neste tipo de concursos e iniciativas?
AM - Convido e incentivo! Este tipo de concurso, pelo menos o da Organização Miss Portuguesa, como já referi anteriormente, não tem como principal objectivo a eleição através e apenas exclusivamente da beleza exterior, mas sim interior. Principalmente, caso forem eleitas Misses numa semi-final ou seleccionadas para a final, o estágio é um momento de aprendizagens a vários níveis, nenhuma de nós é como foi, somos diferentes e bem mais confiantes de nós próprias, e claro com valores e princípios.
Acho que só saberá quem tentar, e convido todas as raparigas a terem esta experiência uma vez na sua vida, e quem sabe já para o próximo Miss Portuguesa Estremoz 2019.
 
Ardina do Alentejo - E a tua família e estas andanças da “sua” miss? O apoio é total?
AM - A minha família apoia bastante todos os passos que dou, tanto na universidade, como na vida pessoal e no meu percurso como Miss. Por vezes não é fácil pensarem que tenho de sair do país, por exemplo, para o Canadá (Abril de 2017), e agora para o Egipto, mas sabem e veem a minha evolução como pessoa, e penso que isso os acalma. Como me dizem: "Se é bom para ti, é bom para nós, toma as tuas decisões que estaremos cá para te ajudar". O apoio deles é incondicional, tanto nos dias felizes como nos dias em que estamos mais em baixo. E sim, estão ansiosos por ver a minha prestação no Egipto, como Miss Eco Internacional de Portugal 2019.
 
Ardina do Alentejo - E o futuro? Desporto ou moda? Concursos de beleza ou o curso que concluíste com sucesso?
AM - Penso que nunca serão duas opções distintas, em que tenha de haver obrigatoriamente um "ou", é preciso organização e empenho para conciliar o meu curso e o percurso como Miss, mas nada é impossível, e de forma alguma penso em excluir alguma delas. Neste momento estou a estudar no Curso de Licenciatura de Enfermagem, em Portalegre, e veremos o que o futuro me reserva.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem diriges a quem for ler esta tua entrevista?
AM - Primeiro gostava de dizer que nada é impossível, eu já fui uma pessoa com muita falta de confiança, mas tudo muda. É preciso lutar pelos nossos objectivos independentemente das barreiras que existam, porque são essas que vos tornam naquilo que um dia querem ser. Tentei ingressar em Enfermagem durante dois anos, e não entrei, mas como disse anteriormente, este ano voltei a candidatar-me, e entrei. Comprova-se aquilo que disse anteriormente: “É preciso lutar pelos nossos objectivos”.
 
 
Nasceu em Vila Franca de Xira, há 35 anos, mas foi na cidade de Estremoz que cresceu. Foi igualmente na cidade branca do Alentejo onde estudou, onde se estabeleceu profissionalmente e onde constituiu família.
 
Defensor acérrimo da cidade que o viu crescer, Flávio Silva, sobejamente conhecido por todos como Cara Linda, é um dos mais empreendedores empresários de Estremoz.
 
Há 15 anos atrás fundou a Cara Linda Produções e desde então não há festa ou evento que se realiza na região que não conte com a chancela da empresa estremocense.
 
De forma a comemorar condignamente 15 anos “a criar magia no seu evento”, Flávio Silva organizou um evento, que se realiza no próximo dia 2 de Fevereiro, a partir das 23 horas, no salão da Sociedade de Artistas Estremocense, junto ao Lago do Gadanha. Nesta festa, que certamente ficará na memória de todos, e que a organização promete durar até de manhã, irão marcar presença David Antunes e o seu irmão André Antunes, Zé Mendes e as suas bailarinas, Miguel Bravo, Los Chupitos, a dupla Mete Penes, e os dj's José Lameiras, Cyer Gi, Silver Soul, Rui Gonçalves, Boss Dici, S-Silva e Nuno Sardo.
 
Esta festa comemorativa dos 15 anos da Cara Linda Produções foi o mote para uma breve conversa com um dos mais conhecidos empresários estremocenses.   
 
Ardina do Alentejo - Têm sido uns bons 15 anos de Cara Linda Produções?
Flávio Silva (FS) - Sim, têm. Essencialmente porque fazemos o que gostamos, ou seja, trabalhamos com gosto. São 15 anos a criar magia no seu evento.
 
Ardina do Alentejo - Qual foi o artista ou espectáculo que mais gozo te deu produzir em Estremoz?
FS - Economicamente foi quando trouxe a Estremoz, o Badoxa, em conjunto com outros colegas. Mas a nível de prazer foi quando trouxe o José Cid, pois sou fã dele.
 
Ardina do Alentejo - E o reverso da medalha... Qual foi aquele que nunca conseguiste contratar ou que não deverias ter trazido a Estremoz?
FS - Nunca consegui contratar o Elton John. (risos) O que nunca devia ter trazido, não será bem o termo, mas sim o que nunca devia ter feito, foi o Carnaval no meio do Rossio Marquês de Pombal. Quando montei a tenda para os festejos de Carnaval perdi muito dinheiro.
 
Ardina do Alentejo - A Cara Linda Produções ocupa muito tempo da tua vida... Vais abrandar o ritmo ou já estás com novos projectos na mão? 
FS - Parar é morrer. Tentamos sempre inovar e ser criativos.
 
Ardina do Alentejo - O que podem todos aqueles que se deslocarem aos Artistas no próximo dia 2 de Fevereiro, esperar?
FS - Podem esperar uma grande noite de animação, onde vão estar muitos amigos a actuar. E garantimos que vai ser até de manhã.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem queres deixar a todos aqueles que forem ler esta entrevista?
FS - Quero deixar a seguinte mensagem: herdei do meu pai três pontos fundamentais: seriedade, honestidade e a defesa do nome "Cara Linda", pois foi com ele que tudo começou, porque era a ele que chamavam “Cara Linda”.
Baseando-me nestes três pontos, construi aquilo que acho que é fundamental para uma caminhada de muito trabalho com sucesso. Há 15 anos que criamos magia no seu evento. 
E não podia terminar esta entrevista sem vos convidar. Dia 2 de Fevereiro, compareçam no salão dos Artistas, para todos juntos fazermos a festa.

Ana Margarida Pôla lança "Ideias de Sofá"

Escrito por quarta, 28 novembro 2018 02:06
Os pensamentos que outrora escrevera numa página da rede social Facebook, sozinha e enquanto todos dormiam, transformaram-se agora em livro.
 
Ana Margarida Pôla, é uma alentejana, que nasceu na freguesia de Cano, no concelho de Sousel, em finais da década de 70 do século passado, e que acaba de ver chegar aos escaparates “Ideias de Sofá”, o seu livro de poesia, editado pela Chiado Books, que terá honras de lançamento em Sousel, “porque é sem dúvida a minha terra, é de onde vim e não faria sentido ser noutro sítio”.
 
Ana Pôla sentiu um dia que tinha de deixar o Alentejo, tendo rumado a terras algarvias, em conjunto com as suas filhas, mais concretamente a Lagos, onde profissionalmente é Assistente de Medicina Dentária, mas regressa agora a “casa”, no próximo dia 30 de Novembro. Será nesse dia que, no Auditório da Biblioteca Municipal de Sousel, a partir das 17:30 horas, as suas gentes e os seus amigos, poderão assistir ao lançamento de “Ideias de Sofá”.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com Ana Margarida Pôla, que nos falou de si, do seu livro e das sessões de divulgação de “Ideias de Sofá” que já tem marcadas.
 
Ardina do Alentejo – Comecemos pelo principio… Quem é a Ana Margarida Pôla?
Ana Pôla (AP) – A Ana Margarida Pôla nasceu em Sousel, em 1977, e cresci neste concelho, na vila de Cano. 
Sempre fui muito rebelde e com um talento especial para arranjar sarilhos. Tão depressa era a Guida, como a Garida, ou a Ana Margarida, quando fazia disparates… e sempre fiz muitos. 
Sempre houve dentro da minha cabeça uma realidade muito diferente do que aquela que vivia. "Cabeça maluca" intitulada por alguns. 
Aos 15 anos, estudava em Estremoz, e vivi um grande amor, que não era aceite pela família. Então... fugi de casa. E comecei a sentir o quanto temos que lutar para sobreviver. Cresci muito com o meu marido, crescemos os dois. Tivemos três filhas e uma das coisas que aprendi foi que nunca devemos desistir de correr atrás dos objectivos e lutar sempre. Mas ao fim de três filhas e muitas conquistas juntos, o casamento acabou. E foi aí que senti que tinha que sair do Alentejo, e fui para Lagos, sozinha com as miúdas. Em Lagos tive outro filho, numa relação que não resultou... 
 
Ardina do Alentejo – E como é que surgiu a ideia de fazer este “Ideias de Sofá”?
AP – Como não sou muito fácil de libertar os meus sentimentos, quando todos dormiam, eu aproveitava, e aproveito, o sofá no silêncio. E era aí... que estava, e estou, sozinha com os meus pensamentos. Então escrevia. O que sentia, pensava... desabafava. E um dia criei uma página no Facebook com esse nome “Ideias de Sofá”, e comecei a ter bastantes seguidores, e uma reacção muito positiva. E foi daí... alguns amigos já acreditavam, e a Chiado Editora também acreditou.
 
Ardina do Alentejo – Como é que definiria este seu livro?
AP – O livro "Ideias de Sofá" é um livro leve, com o qual facilmente qualquer pessoa se identifica, com uma leitura bastante simples, com alguma influência, para que acreditem que, no fim de contas, somos todos iguais. Todos sentimos, todos sofremos, todos amamos e todos temos a força dentro de nós.
 
Ardina do Alentejo – O lançamento acontece no próximo dia 30 em Sousel… E já estão marcadas mais apresentações?
AP – O lançamento é dia 30 de Novembro é em Sousel, porque é, sem dúvida, a minha terra, é de onde vim e não faria sentido ser noutro sítio. Além do dia do lançamento já tenho agendado apresentações em Lagos, dia 8 de Dezembro, em Faro, no dia 15, em Estremoz, dia 16 de Dezembro, e devido à época natalícia, já tenho convites para a FNAC no Porto e em Lisboa, mas ainda sem data. 
 
Ardina do Alentejo – Para quem vai ler esta entrevista, que mensagem lhes deixa?
AP – Que tudo é possível, e que não se trata de sorte. É trabalho, persistência e muito querer. Todos somos diferentes, mas no fundo todos somos iguais. Nascemos e morremos… entretanto devemos sempre correr atrás dos nossos objectivos.
Obrigada ao Ardina do Alentejo, por esta oportunidade.
Tal como noticiámos aqui irão decorrer no dia de amanhã, 11 de Novembro, junto ao Monumento aos Combatentes, em Estremoz, as Cerimónias do Centenário do Armistício da I Grande Guerra, que pôs fim à I Grande Guerra e do 93.º aniversário do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes.
 
Estas cerimónias, que são organizadas pelo Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes, vão ainda contar com uma Homenagem ao Major Velez Correia, anterior presidente da direcção do núcleo estremocense.
 
Há sensivelmente dois anos que Vítor Caldeira preside à direcção que lidera os destinos do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes. Numa breve conversa com o Ardina do Alentejo, Vítor Caldeira explicou-nos mais detalhadamente o que é que vai acontecer nas cerimónias de amanhã, quais são as iniciativas e os projectos que o núcleo tem já programados para o futuro, e entre outros assuntos, fez-nos o balanço destes dois anos à frente do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes.
 
Ardina do Alentejo - No próximo dia 11 de Novembro vão decorrer as cerimónias comemorativas dos 100 anos sobre o Armistício da I Grande Guerra e comemora-se igualmente o 93.º aniversário do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes. Mas estas cerimónias vão ser diferentes das que habitualmente acontecem. O que é que vai acontecer em concreto?
Vítor Caldeira (VC) - Além das comemorações do centenário da assinatura do Armistício da I Grande Guerra e do nonagésimo terceiro aniversário do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes, vamos homenagear, e quando digo vamos refiro-me à direcção do núcleo, a toda a sua massa associativa, bem como a todas as forças vivas do concelho de Estremoz que a nós se quiseram associar, homenagear um grande homem, que muito deu ao Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes, bem como à própria cidade de Estremoz. Refiro-me concretamente ao Major Velez Correia, e esta homenagem é também um dos pontos altos destas comemorações.
 
Ardina do Alentejo - Estão praticamente cumpridos dois anos desde que a direcção por si liderada tomou posse. Que balanço faz destes dois anos de actividade?
VC - O balanço por nós feito é bastante positivo, até porque não é fácil substituir o homem que no dia 11 de Novembro homenagearemos, o qual serviu o núcleo durante 34 anos e que deixou obra feita.
Esta direcção sabia das dificuldades, traçou objectivos, que com planeamento e em equipa os vai cumprindo nomeadamente os seguintes:
- Remodelámos totalmente as instalações onde está sediada a sede do núcleo;
- Informatizámos todo o processo administrativo e logístico do núcleo;
- Reactivámos o torneio da malha por ocasião das Festas da Exaltação da Santa Cruz;
- Celebrámos cerca de duas dezenas de protocolos, nas mais variadíssimas áreas, nos
quais os nossos associados podem usufruir de descontos vantajosos;
- Reactivámos os passeios culturais, realizando três passeios por ano;
- Comemoramos anualmente duas datas marcantes, o 9 de Abril (Batalha de La Lys) e
11 de Novembro (data do Armistício);
- Planeámos, organizámos e levámos a efeito outros eventos, como seja a celebração
dos Santos Populares (Sardinhada), Noite de Fados, entre outros;
- Homenageámos no dia 1 de Novembro, Dia de Finados, todos aqueles que serviram a
Pátria e por ela deram a sua vida, deslocando-nos ao talhão do Combatente em Estremoz, Borba e Fronteira, onde depositámos uma coroa de flores;
- Remodelámos o Museu do Combatente, que no próximo 11 de Novembro vai ser
reinaugurado;
- Em parceria com outras entidades, nomeadamente, RC3, Câmara Municipal de Estremoz, Cruz Vermelha Portuguesa e Associação CIDADE, entre outras, organizou-se a Jornada da I Guerra Mundial;
-Nestes últimos dois anos crescemos em numero de sócios, cerca de 250 novos sócios,
e recuperámos ainda aproximadamente 150 sócios, que pelos mais variadíssimos motivos
tinham desistido;
- Elaborámos mais de meia centena de requerimentos de antigos combatentes a
solicitar, através da Lei 9/2002, um complemento anual de pensão, uma miséria diga-se em abono da verdade, e que passados estes anos ainda não tinham conhecimento do direito a tão parca remuneração;
- Através do Arquivo Geral dos três ramos das Forças Armadas (Exército, Armada e
Força Aérea), sempre que nos solicitam, sócios e não sócios do núcleo, certidões com a
contagem de tempo de serviço militar, para efeitos de reforma, requerimentos que o núcleo elabora e envia;
- Continuamos a requerer a Medalha Comemorativa das Campanhas do Ultramar para
todos aqueles que serviram a Pátria nas ex-províncias ultramarinas e que ao fim destes anos todos ainda não foram agraciados;
- Está em fase de planeamento, em conjunto com outras entidades e no concelho de
Estremoz e concelhos limítrofes, a sinalização de antigos combatentes ou sócios da Liga dos Combatentes que vivam com dificuldades, sejam elas de que naturezas forem, para que os possamos ajudar naquilo que dentro das nossas possibilidades seja possível.
 
Ardina do Alentejo - Organização de conferências, noites de fados, passeios, apoio aos sócios... A dinamização do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes tem sido uma constante... É um claro virar de página com o que vinha sendo feito até aqui?
VC - Não diria que seja um virar de página, porque anteriormente também se faziam algumas destas actividades, diria sim que implementámos outra dinâmica, a nossa dinâmica.
 
Ardina do Alentejo - Qual a relação que o núcleo mantém com o RC3 e com quem comanda o quartel?
VC - As relações que o núcleo mantém com o RC3 e com o seu Comandante são excelentes e penso que não podem ser de outra forma. Além das relações institucionais existem também as relações pessoais. Importa referir que todos os elementos desta Direcção serviram no RC3, o que por vezes também ajuda.
 
Ardina do Alentejo - Que novos projectos, que novos desafios, que novas iniciativas estão já projectadas e idealizadas?
VC - Há novos projectos, desafios e iniciativas em estudo que pretendemos concretizar, e a seu tempo a massa associativa terá conhecimento. É para eles que nós, dia após dia focamos o nosso objectivo, servir a Liga dos Combatentes no Núcleo de Estremoz bem como a todos os seus sócios.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem deixa a todos quantos forem ler esta entrevista?
VC - Diria o seguinte: Ninguém consegue realizar nada sozinho, só em equipa se consegue atingir os objectivos a que nos propomos e é em equipa que esta direcção trabalha diáriamente, contando sempre com o apoio dos sócios, os quais têm sido inexcedíveis no que ao apoio à Direcção e às suas iniciativas diz respeito.
Quem não conhece a Liga dos Combatentes e a sua missão, passe pelo Núcleo de Estremoz, nas Portas de Santa Catarina, e converse connosco. Teremos todo o prazer em esclarecer todas e quaisquer dúvidas que surjam.
Neste dia 13 de Fevereiro, em pleno Dia Mundial da Rádio, publicamos a entrevista concedida por Pedro Soeiro, mentor do portal de informação Ardina do Alentejo, à Rádio Despertar – Voz de Estremoz.
 
A entrevista, realizada no passado dia 29 de Janeiro, dia de aniversário do Ardina do Alentejo, foi conduzida superiormente pelo jornalista José Lameiras e teve lugar no programa “À Volta do Rossio”, o espaço de grandes entrevistas da estação emissora estremocense.
 
A infância, a terra natal Vila Franca de Xira, os alentejanos e os ribatejanos, Estremoz e o Ardina do Alentejo, foram alguns dos temas de conversa nesta muito agradável “À Volta do Rossio”, onde as duas horas de emissão passaram, literalmente, a correr. 
 

No final do ano de 2017, Pedro Calhordas viu o seu nome e o da sua empresa, a Whitespace Creative Communication - Unipessoal, Lda, envoltos em polémica.
 
A empresa do criativo estremocense forneceu, em tempo recorde e por ajuste directo, 30 mil cartolas plásticas brilhantes (15 mil exemplares de cor vermelha e 15 mil exemplares de cor preta) à Empresa Municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa (EGEAC), pelo valor de 57 mil euros (com IVA), cartolas essas que foram distribuídas no Terreiro do Paço, durante os três dias de festa que antecederam grande noite de passagem de ano.
 
A ligação ao Partido Socialista em Estremoz, onde foi membro da Assembleia Municipal entre 2005 e 2011, levantaram uma série de dúvidas, chegando mesmo a que o CDS, através do vereador na autarquia lisboeta João Gonçalves Pereira, afirmasse que é preciso que esta adjudicação seja esclarecida, dadas as ligações do proprietário da empresa escolhida ao PS.
 
Não estamos a falar de uma fábrica que produza determinado tipo de produtos em plástico e por isso estamos a falar de um mero intermediário”, referiu o vereador, adiantando que era “importante que a EGEAC e o presidente da câmara estivessem disponíveis para divulgar aquilo que é o caderno de encargos que foi objeto deste ajuste direto”.
 

Em declarações ao Ardina do Alentejo, o designer estremocense referiu ter sido “contactado pela EGEAC no sentido de apresentar um orçamento para cartolas”, contacto esse que acontece porque “andavam à procura de um fornecedor de cartolas, e um dos fornecedores que contactaram disse que não fazia, mas deu o contacto de outros, e entre eles, deu o meu”. “Dei um orçamento, que foi aprovado, assinou-se o contrato, que é público, e depois foi fazer todos os possíveis para entregar as 30 mil cartolas neste espaço de tempo”. Pedro Calhordas adiantou-nos que recorreu “a um dos meus fornecedores, que tem uma ponte com o Oriente, porque não havia outra hipótese. E posso mesmo dizer que quando me contactaram tive praticamente a responder que não era capaz de entregar o trabalho, por causa dos prazos”. “E foi à pele” asseverou. Acrescentou ter ficado “todo contente por ter conseguido fazer o trabalho que se pretendia, no prazo que se pretendia, e entretanto transformaram isto num caso de guerras politicas entre autarcas em Lisboa”.
 
Pedro Calhordas assegura que “não conhecia, até aquele dia, ninguém na EGEAC, nunca lá tinha ido, sabia apenas que estava relacionado com as Festas de Lisboa. Nunca tinha feito um trabalho para a Câmara de Lisboa, nem nunca fiz, nem nunca lá entrei tão pouco, nem conheço lá ninguém”.
 
Sobre ser este um típico caso de politiquice, o estremocense referiu estar “completamente afastado da vida politica desde que saí da Assembleia Municipal de Estremoz em 2011, e nunca tive nenhuma associação ao Partido Socialista em Lisboa, nem em nenhuma freguesia, em coisa nenhuma, não tendo trabalhado para nenhuma autarquia, tenha ela a cor política que tenha, desde o último trabalho que fiz para a Câmara Municipal de Estremoz”, em 2009. Salientou que “arranjaram isto tudo simplesmente para haver aqui uma trica política, que me ultrapassa completamente”.
 
Em relação a como tem vivido estes últimos dias do ano, Pedro Calhordas salienta estar “completamente descansado. É um trabalho perfeitamente normal. No entanto, é sempre chato vermos o nosso nome na comunicação social nacional, associado a guerrilhas políticas entre partidos, que me ultrapassam completamente e que não tem nada a ver com trabalho”. “O que é importante para mim é que o trabalho seja bem feito, entregue a tempo e horas, e da forma que o cliente pretende” assegura.
 

É um trabalho perfeitamente normal. No entanto, é sempre chato vermos o nosso nome na comunicação social nacional, associado a guerrilhas políticas entre partidos, que me ultrapassam completamente e que não tem nada a ver com trabalho.

E será que todo este mediatismo pode trazer prejuízos a Pedro Calhordas e à sua empresa? Ou poderá funcionar até como publicidade gratuita? O designer estremocense diz que não tem forma de avaliar isso, mas adianta que “a maior parte dos meus clientes estão comigo há muitos anos, e sabem exactamente a forma como trabalho, de que forma é que cumpro os prazos, como é que entrego os trabalhos, a qualidade que tenho no trabalho que faço… É muito cedo para avaliar isso, mas acho que não haverá problema nenhum”. “Posso é garantir, e sei que falo ainda muito a quente, pondero seriamente nunca mais trabalhar para nada que envolva autarquias, porque felizmente não preciso”.
 
E o Pedro Calhordas e a empresa Whitespace Creative Communication, Unipessoal, Lda enriqueceram com este negócio? “(risos) Era bom… Primeiro os valores que se falam são valores com IVA, depois estamos a falar de produções feitas em prazos muito reduzidos, com taxas de urgência, no Oriente, com transportes que não podem ser feitos de barco, que é a via que normalmente se utiliza, são transportes feitos de avião e com cargas para cima de uma tonelada, há os produtores, importadores, desalfandegagem, handling, transporte nacional … alguém tem noção dos custos disto ou do risco inerente?”.
 
Sobre as declarações do vereador do CDS, João Gonçalves Pereira, o criativo estremocense esclarece não ser “uma fábrica de fazer cartolas, realmente não sou, mas cá também não há…” Falando sobre os seus trabalhos, Pedro salienta que “há bem pouco tempo entreguei latas de tinta, dessas de pintor das obras, para uma marca de comésticos, já entreguei centenas de cestos em verga para um canal de televisão por cabo, entreguei meio milhar de bolsas térmicas para um laboratório de análises clínicas, apenas para referir algumas produções das mais bizarras que me solicitam”. “Eu não sei precisar porque não tenho esses números na cabeça, mas de longe o grosso do meu trabalho, da minha facturação, é produção gráfica, vender produtos impressos. Funciono como Central de Compras em que sou responsável pelas aprovações e controlo de qualidade dos trabalhos, tenho uma carteira de fornecedores que mantenho há muitos anos e que tento fazer crescer, com um catálogo grande, com vários produtos, para as mais diversas áreas” concluiu.
 

Juromenha vai ter praia fluvial já em 2018

Escrito por sábado, 30 dezembro 2017 00:25
O Plano de Ordenamento da Barragem de Alqueva prevê a criação de algumas zonas recreativas e de lazer ao longo do seu perímetro. E uma dessas zonas vai nascer já durante o ano de 2018, no concelho de Alandroal, com a criação de uma praia fluvial na vila de Juromenha.
 
A confirmação foi dada ao Ardina do Alentejo pelo Presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Maria Grilo, que nos garantiu que no concelho a que preside poderão ainda ser criadas zonas recreativas e de lazer, para além de Juromenha, “no Rosário, nas Águas Frias, e em Montejuntos, nas Azenhas d’el Rei”.
 
O autarca alandroalense referiu que este “compromisso eleitoral” conta com uma candidatura à Linha de Apoio ao Turismo Acessível do Turismo de Portugal e representa um investimento na ordem dos 250 mil euros, com um financiamento de 90%, numa primeira fase. A praia fluvial de Juromenha terá uma segunda fase “que poderá duplicar este valor” acrescentou.
 
Para João Grilo esta será uma mais-valia para o concelho do Alandroal, que será construída “muito virada para o concelho” mas com os olhos postos “nos nossos vizinhos do outro lado do Alqueva, em Espanha, e nos nossos vizinhos de toda a região”.
 
Nesta entrevista ao Ardina do Alentejo, João Grilo referiu ainda haver neste momento “condições para dar o máximo apoio a todos os investidores que queiram apostar no concelho do Alandroal, e que farão parte de uma estratégia conjunta de desenvolvimento de um concelho que quer afirmar-se em todas as áreas em que tem potencialidades”.
 
De recordar que no Grande Lago Alqueva já existem três praias fluviais a funcionar e que duas estão em fase de construção, nomeadamente nos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Mourão e Portel.
 
O dia 9 de Outubro de 2017 ficará para sempre gravado na memória destes dois jovens estremocenses. E torna-se um dia tão especial porque é basicamente o primeiro dia de escola… mas não é numa escola qualquer!
 
João Pataco, de 18 anos, e Inês Claro, de 17 anos, deixam para trás a sua terra natal, Estremoz, para irem em busca do seu sonho e ingressarem na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo – Chapitô.
 

Convictos que o seu futuro passará sempre pela cidade branca do Alentejo, muito por culpa da família que cá ficou, mas também já com o pensamento no futuro e num espectáculo que possam fazer em conjunto, o João e a Inês como que formam um só nesta nova aventura.
 
Para o João, o espectáculo “O Tempo perguntou ao Tempo”, em que dividiu o palco com vários profissionais ligados ao Chapitô, despertou definitivamente o interesse que tinha em frequentar umas das escolas de representação mais importantes da Europa. Para a Inês, este é o sonho de uma vida e uma oportunidade que não poderia desperdiçar.
 
Nesta breve conversa com o Ardina do Alentejo, os dois mais recentes ilustres estremocenses falaram deste sonho de entrarem no Chapitô, de como tudo aconteceu, da família e do futuro…
 
Ardina do Alentejo – A entrada no Chapitô era um sonho de vida?
João Pataco (JP) – Sim, desde muito novo que tomei conhecimento da existência da escola e sempre foi um sonho poder frequentá-la.
Inês Claro (IC) – A entrada no Chapitô era, sem dúvida, um sonho de vida. Sempre gostei bastante e quando via reportagens na televisão ou na internet pensava que era aquilo que eu queria fazer o resto da vida.
 
Ardina do Alentejo – Como é que tudo aconteceu? Tu procuraste a escola ou a escola procurou-te…?
JP – Foram várias as pessoas que me incutiram a ideia de ir para o Chapitô. Foram também várias as vezes em que tive essa vontade de querer ir para o Chapitô. Recentemente tive a oportunidade de trabalhar com alguns profissionais que estudaram na escola, e que vão ser meus professores, e foi aí que me despertou totalmente o interesse de ingressar na escola.
IC – Tudo aconteceu porque um dia eu acordei e disse: “Hoje vou dizer à minha mãe que quero ir para o Chapitô”. A minha mãe riu-se e disse-me que eu nunca iria entrar porque não tinha capacidades para tal. Falei com a psicóloga da escola, visto que no 9º ano temos que escolher para que áreas queremos ir, e tudo começou aí. Sem dúvida nenhuma que fui eu que procurei a escola!
 
Ardina do Alentejo – Como é que estão a ser estes primeiros dias numa das mais importantes escolas de artes circenses da Europa?
JP – Tinha a expectativa de ser bem recebido, mas na verdade quando lá entrei foi bem melhor do que esperava.
IC – É fantástico, porque as pessoas no geral (alunos, funcionários, professores) são todos super simpáticos, super acolhedores e sempre prontos a ajudar. E é aquilo que nós sonhámos fazer… Acho que estamos "bem entregues".
 

Ardina do Alentejo – Quais são os principais objectivos nesta nova caminhada?
JP – Os meus objetivos nesta nova caminhada serão essencialmente o de aprender o máximo possível do que me irão ensinar. Desejo ser um artista completo.
IC – Mostrar principalmente que Estremoz tem artistas, e mostrar que por muito difícil que algo seja, é sempre possível acontecer! O meu objectivo é hoje ser melhor que ontem, e assim sucessivamente!
 
Ardina do Alentejo – E como é que a família ficou em Estremoz? Desgostosa ou orgulhosa?
JP – A minha família, apesar de eu ir morar fora e de sentirem um pouco de receio, estão orgulhosos pois sabem que é um sonho, é o concretizar do meu sonho.
IC – A família ficou bastante orgulhosa, mas também muito desgostosa, os pais principalmente. É sempre mau a filha mais nova sair de casa, com apenas 17 anos, para o meio de uma cidade enorme e praticamente sozinha! Acho que estão bastante orgulhosos, não só por eu ter conseguido entrar, como também por todo o meu percurso ate aqui!
 
Ardina do Alentejo – Que mensagem deixas a quem for ler esta entrevista?
JP – O principal de nos sentirmos bem connosco próprios é seguirmos sempre os nossos sonhos, apesar de ser difícil por vezes alcançá-lo.
IC – A mensagem que quero deixar é a de que nunca, em tempo algum, desistam dos vossos sonhos e dos vossos objectivos, pois o impossível torna se possível… Basta querermos!
Quero agradecer a todos aqueles que contribuíram com alguma coisa para que isto se tenha tornado possível! 
Aos meus pais, principalmente, que me apoiam em todas as minhas ideias malucas, à minha familia, à Raquel, que está lá sempre para me apoiar e me abre os olhos cada vez que estou errada, ao Miguel Tira-Picos, que sempre me deu nas orelhas para eu ir para o Chapitô, e ao João, que vai começar comigo esta nova etapa! E ao Pedro Soeiro também. Obrigado por nos aturar sempre, seja nos momentos bons, seja nos momentos maus!
 
Surgiu no panorama das bebidas espirituosas no decorrer do ano de 2015, com o lançamento do gin “Friends - Touriga Nacional”. Desde esse dia até hoje, muita coisa mudou na Portuguese Distillery & Friends: o negócio expandiu-se, as exportações correm a bom ritmo e o “Friends - Dry”, segundo gin da empresa, surgiu no mercado e com boa aceitação por parte do consumidor final. Mas as experiências são uma constante desta jovem empresa estremocense e no dia em que comemoram dois anos de existência, vai aparecer no mercado uma vodka, a “Friends Vodka Selection”.
 
Tiago Cabaço e Luís Ferreira* são aquilo a que se pode chamar uma verdadeira dupla de sucesso. O balanço destes dois anos de actividade e o lançamento do novo produto, a vodka, foram o mote para uma conversa com Tiago Cabaço, um dos rostos da Portuguese Distillery & Friends.
 
Ardina do Alentejo – Que balanço fazes destes dois anos do gin “Friends” e da Portuguese Distillery & Friends?
Tiago Cabaço – Foram dois anos de continuação de novos produtos, de novas experiências, de consolidação da marca “Friends” nas gamas Gin Premium no Dry Edition e no Touriga Nacional, o nosso primeiro.
Ao longo destes dois anos um dos produtos que temos andado muito à volta, em termos experimentais, tem sido uma vodka, cujo lançamento será feito este fim-de-semana, da Vodka Friends Selection Edition. É uma vodka mais de Inverno do que de Verão, uma vodka que se pode beber apenas com uma pedra de gelo, mas também com tónica ou com sumo de laranja. É uma vodka para apreciadores de vodka e penso que tal como aconteceu com as duas referencias de gin, iremos conseguir consolidar também este produto no mercado, junto dos nossos distribuidores e junto dos nossos clientes e consumidor final, e com isto dar continuidade e crescimento à Portuguese Distillery & Friends, a nossa empresa que deu origem a todos estes produtos.
 
Ardina do Alentejo – Porquê uma vodka? O mercado vai-se mudar para a vodka? 
TC – No fundo, achamos que primeiro temos de ter versatilidade, temos de ter oferta. Achamos que temos uma linha de gin’s, embora sendo só dois, mas com dois perfis completamente distintos, em que conseguimos ir buscar diversos tipos de consumidor, ou agradamos com um ou agradamos com outro.
A vodka era realmente um produto que nos estava aqui a faltar, daí também quisemos fazer uma vodka mais séria, chamada de vodka de Inverno, que pode ser bebida pura ou só com uma pedra de gelo, como digestivo, mas que também pode ser obviamente bebida com tónica ou com sumo de laranja, e já também para colmatar o abrandamento de consumo que existe no Inverno com os gin’s. O gin é um produto que cada vez vende mais o ano todo, mas ainda assim nos meses de Inverno o consumo acaba por abrandar bastante, em todos os mercados onde estamos, seja no mercado nacional, seja no mercado externo.
 
Ardina do Alentejo – O lançamento da vodka acontece este fim-de-semana, o segundo aniversário do Friend’s acontece este fim-de-semana… Como é que tudo se vai processar?
TC – Vai ser um fim-de-semana em grande. O lançamento da vodka vai ser este fim-de-semana, não tendo uma data específica. Vai ser apresentada em três frentes. Na sexta-feira, durante o aniversário do bar “As Duas Marias”, irá ser lançada a nossa vodka. No sábado, iremos ter mais de 100 parceiros, a nível nacional e a nível externo, com alguns importadores de mercados externos que nos vão conseguir visitar este fim-de-semana. Tratam-se de importadores, distribuidores regionais, o distribuidor nacional e respectivas equipas de venda. Vamos ter mais de 100 pessoas durante um jantar, onde irá ocorrer uma apresentação da vodka, e onde iremos também dar algum gin a provar a alguns que conheçam menos bem. Depois do jantar rumaremos ao Trolaró, evento ao qual este ano mais uma vez nos associámos, mas de uma forma ainda maior e mais notória. Decidimos associar o Trolaró ao segundo aniversário do Friends Gin Premium, exactamente porque foi há dois anos, durante o Trolaró, que ele foi apresentado. Será igualmente apresentada a vodka no Trolaró, para todas as pessoas da terra e todos aqueles que estejam em Estremoz no sábado.
 
Ardina do Alentejo – Satisfeito com o resultado final 
TC - Sim, temos uma boa vodka já há um ano e meio, mas a diferença de fazer uma boa vodka para uma vodka excepcional, na minha opinião, são esses 18 meses. Já a poderíamos ter lançado mas normalmente o óptimo é inimigo do tempo, e foi por isso, tal e qual como o gin, em que andámos três anos a fazer experiências, com a vodka andámos dois, e realmente achamos que só devemos colocar um produto no mercado quando nos identificamos a 100% com ele, quando achamos que não vamos ser mais um, que vamos conseguir marcar a diferença junto do consumidor final.
 
* Luís Ferreira, a outra metade desta jovem empresa estremocense, não aparece nesta entrevista devido ao simples facto de que o lançamento da “Friends Vodka Selection” está por horas e o trabalho do Engenheiro Agrónomo era estritamente necessário para ultimar todos os detalhes para o grande lançamento.
 
ANO DE 2017 INESQUECÍVEL PARA TIAGO CABAÇO
O ano de 2017 será, sem dúvida, um ano inesquecível para Tiago Cabaço. Em Maio deste ano, o seu vinho “BLOG Bivarietal ‘13”, conquistou o prémio de melhor vinho tinto de lote do mundo, no concurso "Decanter World Wine Awards", realizado em Londres, Inglaterra.

Foi sobre esta distinção, atribuída pela primeira vez a um vinho de mesa português, que estivemos à conversa com o produtor estremocense, considerado por muitos como o Ronaldo do vinho que se faz em Portugal.
 
Ardina do Alentejo - Este prémio é o reconhecimento do trabalho que tens vindo a fazer na área dos vinhos?
Tiago Cabaço – É daqueles prémios que se ganham uma vez na vida, diria eu, e quanto mais cedo melhor. Obviamente que é o reconhecimento do trabalho de toda a equipa Tiago Cabaço Winery, mas acima de tudo penso que, para além de ser um momento marcante para a nossa empresa, é realmente um momento marcante para a região Alentejo e para Portugal, visto que até à data nenhum vinho tinha obtido esta mesma distinção nesta categoria, nenhum vinho português tinha sido considerado o melhor vinho tinto de lote blend do mundo, e no mínimo diz-nos que estamos no caminho certo.
 
Ardina do Alentejo – O que era mais difícil para se ganhar este prémio?
TC – Costumo dizer que “uma pontinha de sorte dá sempre jeito, mas a sorte dá um bocado de trabalho”. Penso que aqui conseguimos conciliar as duas coisas. Em 17200 vinhos, onde há enormes vinhos, porque o mundo hoje em dia está cheio de grandes vinhos, sejam tintos sejam brancos, mas realmente este nosso “Blog” superou tudo e todos, até as nossas próprias expectativas, não o podemos esconder, temos de ter essa humildade.
Este concurso acontece numa forma em que primeiro são encontradas as medalhas de bronze, prata e ouro, e depois o núcleo duro da Decanter, vários críticos de vinhos, todos eles com enorme reconhecimento a nível mundial, vão fazer a prova de todas as medalhas de ouro. Dessas medalhas de ouro foram apenas distinguidas cinco medalhas de platina. E dessas cinco medalhas de platina foi efectuada uma nova prova e foi encontrado o vinho “Best in Show”, o melhor vinho daquela mesma categoria. E o “Blog” para além de ter passado todas estas etapas, todas estas barreiras, chegar ao final como o vencedor, o grande vinho desta categoria, é um enorme reconhecimento daquilo que tem sido o nosso trabalho ao longo destes anos.
 
Ardina do Alentejo – Estás nas nuvens ou já assentaste os pés na terra?
TC – Já estive mais nas nuvens, mas ainda não assentámos por completo os pés na terra. Este para mim é o concurso dos concursos, não desprestigiando os outros, mas este é realmente o maior e mais conceituado concurso a nível mundial, também pelos críticos que provam os vinhos, pelo seu reconhecimento a nível mundial, e pela notoriedade que têm.
 
Ardina do Alentejo – Foste sabendo da passagem do “Blog” por todas as etapas do concurso ou recebeste apenas a notícia de que o “Blog” era o melhor vinho do mundo?
TC – Primeiro recebemos um e-mail a dizer que tínhamos sido o melhor vinho de Portugal, depois recebemos um e-mail a dizer que tínhamos sido platina, e mais tarde recebemos um terceiro e-mail já com o diploma de melhor vinho tinto de lote do mundo. De alguma forma, foi muito bom receber esta notícia em três fases porque seria ainda mais difícil de digerir se tivéssemos recebido apenas o último e-mail.
 
Ardina do Alentejo – E que tal está a procura pelo vinho medalhado?
TC – A procura tem sido enorme e neste momento estou a tentar ser justo para quem tem sido justo para connosco no decorrer da nossa comercialização desde o início do projecto, tentando “dividir o mal pelas aldeias”, porque o telefone da adega não pára e o do distribuidor também não.
Tentamos da forma mais possível que o vinho chegue ao maior número de pessoas possíveis para que em Portugal e nos mercados externos, pois trata-se de um prémio mundial, e nós estamos em 14 mercados externos, e a procura não tem acontecido só em Portugal mas também nos nossos importadores, e temos tentado em conjunto com os nossos parceiros fazer com que seja possível que o máximo número de consumidores possa provar o nosso vinho.