segunda, 18 novembro 2019
A Patine – Antiques e Vintage, loja onde se pode encontrar velharias, antiguidades, peças dedicadas aos amantes do coleccionismo e muitas curiosidades, abriu as suas portas no dia 10 de Março do ano de 2018, em Estremoz, no Largo General Graça. Porém, a necessidade de crescer enquanto loja, aliada ao sonho de criar um espaço diferente na cidade branca do Alentejo, fizeram com que Carlos Rosa e Helena Baptista, os rostos da Patine, olhassem para o futuro, realizassem um investimento e mudassem de instalações.
 
A nova Patine – Café e Loja Vintage está a nascer igualmente no Largo General Graça, nas antigas instalações do Zé's Pub, o primeiro bar de Estremoz, que era propriedade de José Lameiras, e abre as suas portas a 12 de Outubro.
 
Ardina do Alentejo quis saber mais e esteve à conversa com Carlos Rosa, que nos falou sobre este novo projecto, das diferenças entre esta e a antiga Patine, tendo mesmo lançando um repto a todos aqueles que forem ler esta entrevista.
 
Ardina do Alentejo – Que obras é que estão a acontecer no espaço onde outrora funcionou o mítico Zé’s Pub, o primeiro bar estremocense, e o que é que vai agora surgir?
Carlos Rosa (CR) – Fizemos todo o tipo de melhoramentos necessários porque o bar era já muito antigo. A configuração permanece mas todo o espaço vai ser aproveitado para exposição/venda de antiguidade, velharias e artigos vintage, com uma cafetaria de apoio.
 
Ardina do Alentejo – Como é que surgiu esta oportunidade de negócio?
CR – O negócio já existia bem perto, umas portas abaixo, só com a vertente loja (Patine) e neste novo local estão reunidas as condições para crescer como loja e juntar um serviço de cafetaria, esplanada onde iremos servir pequenos almoços, lanches e tapas com produtos típicos de Estremoz.
 
Ardina do Alentejo – Quando é que as obras estão concluídas e para quando a abertura do Café e Loja Vintage Patine?
CR – A Patine abre portas dia 12 de Outubro, sábado, com o horário das 9 às 20 horas.
 
Ardina do Alentejo – Já fazia falta em Estremoz um espaço com estas características… É um sonho tornado realidade ou é um investimento com risco calculado?
CR – É  sempre um investimento mas é o acreditar que num espaço que queremos diferente conseguimos reunir vários temas que tanto agradará aos estremocenses como a todos aqueles que nos visitam. Também é verdade que idealizávamos este espaço há muito e como o sonho comanda a vida…
 
Ardina do Alentejo – Para quem vai ler esta entrevista, que mensagem lhes queres deixar?
CR – Em primeiro lugar - Não deitem nada fora!!! Compramos, vendemos e trocamos antiguidades, velharias e artigos vintage. Como alguém disse: ”O lixo de uns é o tesouro de outros”. Se não quiser fazer nenhum negócio venha apreciar uma “exposição” permanente de peças do tempo dos nossos avós enquanto toma uma bebida ou come uma tapa alentejana.
Modificado em quinta, 03 outubro 2019 12:26
Faz no próximo sábado, dia 5 de Outubro, seis meses desde que a cozinha do terraço da Pollux, em Lisboa, está entregue à estremocense Neide Dias.
 
Este é o segundo espaço do grupo Pollux cuja cozinha está nas mãos da jovem cozinheira alentejana, visto que a Chef Neide Dias gere, há mais de três anos, o restaurante Pollux Tejo, em Vila Franca de Xira.
 
Situada em plena baixa, a loja da marca não conta apenas com vários pisos dedicados a artigos para o lar, também oferece uma vista desafogada sobre a cidade a quem se atrever a subir ao oitavo andar, e degustar os petiscos sugeridos pela Chef, todos eles focados na cozinha tradicional portuguesa mas com um toque de sofisticação.
 
Tapas, petiscos, saladas, pratos de carne e peixe fazem parte do menu. Algumas das propostas são Tataki de novilho, Lombinho de porco preto com húmus de beterraba, Carne de borrego com espargos, Bacalhau à brás com azeitonas desidratadas, Lombo de bacalhau com crumble de broa e Polvo à lagareiro.
 
Neide Dias acredita que o menu do Pollux Terrace tem feito “sucesso e marcado a diferença na zona da baixa de Lisboa, onde os clientes, visitantes da loja ou até mesmo turistas, têm apreciado pratos da nossa cozinha tradicional ao qual juntámos um toque de sofisticação”.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com a Chef Neide Dias, que nos falou destes dois novos projectos, do seu gosto pela cozinha e de aquilo que o futuro lhe pode ainda proporcionar.
 
Ardina do Alentejo – Depois de ter gerido o restaurante “A Talha”, em Estremoz, por onde andou a Neide?
Neide Dias (ND) – Tenho estado a trabalhar em Lisboa, sempre na área da restauração e catering, tendo estado em duas das maiores empresas de Lisboa na área.
 
Ardina do Alentejo – Quando é que aparece na Neide este gosto pela cozinha e pela restauração?
Neide Dias (ND) – O gosto começa ainda nova, no café que o meu pai explorava em Estremoz.  Mais tarde volta a acentuar-se quando a falta de trabalho me faz abrir um restaurante, onde tive que aprender com a família e com pessoas formadas na área.
 
Ardina do Alentejo – Como é que surgiu o convite para gerir a cozinha primeiro do Pollux Tejo, em Vila Franca de Xira, e agora do Pollux Terrace, em plena capital do país?
Neide Dias (ND) – O convite surge através de uma das empresas que falei anteriormente, onde trabalhava, tendo a mesma ficado encarregue de explorar e inaugurar o Pollux Tejo e aceitei o desafio de ficar à frente da cozinha do espaço. O Pollux Terrace surgiu depois de quase três anos a comandar o Pollux Tejo e deste já estar na exploração da administração das lojas Pollux e Robalo S.A.
 
Ardina do Alentejo – Presumo que estejam a ser dias muito cansativos, mas que no final vale a pena o esforço…
Neide Dias (ND) – Vale muito a pena sim! Não é fácil, há muitas pessoas que pensam que ser chef é uma moda, mas não, acreditem que temos dias em que trabalhamos mais de 12 horas sem parar, semanas sem folgar, stress... Mas o gosto e a paixão pelo que se cria faz nos esquecer tudo isso e faz-nos ainda querer fazer mais e melhor.
 
Ardina do Alentejo – E o que é que o futuro ainda reserva à Chef Neide Dias?
Neide Dias (ND) – O futuro reserva-me tudo aquilo a que eu esteja disposta a lutar para alcançar.
 
Ardina do Alentejo – Para quem for ler esta entrevista, em especial para todos os estremocenses, que mensagem lhes deixa?
Neide Dias (ND) – A mensagem que deixo é a mesma que passo sempre à minha filha: Nada é impossível, basta acreditar e lutar pelos sonhos, sem deixar nunca que nos barrem o caminho. Quando se fechar uma porta vai haver sempre uma janela aberta. Sejam felizes.
Modificado em quarta, 02 outubro 2019 17:21
Muito por culpa das actividades propostas para este fim de semana pelo Vybe Health Club, o Ardina do Alentejo quis saber mais sobre este ginásio estremocense.
 
Enquanto a nossa equipa de reportagem esteve à conversa com Alexandre Casimiro, de 41 anos, Director Técnico deste espaço de boas vibrações, ficámos a saber como é que surgiu o Vybe Health Club e quais as principais alterações sofridas recentemente nas instalações do Vybe, para além de nos ter sido feita uma descrição, ao pormenor, de um espaço de eleição para muitos estremocenses, e habitantes da região.
 
Ardina do Alentejo - Comecemos pelas caras do Vybe Health Club... Quem são o Alexandre e a Débora?
Alexandre Casimiro (AC) - Bom, na verdade, o Alexandre e a Débora são apenas parte da estrutura deste Health Club. Costumam chamar-me “O BOSS” (risos), mas efectivamente eu não mando nada, mas não digam a ninguém, aliás, com uma equipa maioritariamente de mulheres o que é que se podia esperar…(risos).
Bom, mas adiante e mais a sério, a minha esposa Débora é a responsável por toda a logística das aulas de grupo, e a nossa equipa de comerciais são os responsáveis por toda a parte de retenção, acompanhamento e assistência aos nossos cliente e amigos. Devo realçar que na verdade o sucesso do Vybe se deve a toda esta equipa fantástica que temos, desde os instrutores de sala, aos instrutores das aulas passando pelas comerciais e assistente de limpeza.
 
Ardina do Alentejo - E como é que tudo surgiu... Como é que nasceu o Vybe Health Club?
AC - O Vybe Health Club nasceu de um sonho que começou até antes de me licenciar em Educação Física e Desporto. Amadureceu durante a Universidade e até se concretizar demorou algum tempo.
Até ser uma realidade efectiva fui ganhando experiência como instrutor de sala de treino de força, de Body Combat, Pump, Localizada, HITT, Personal Trainer. Passei também pela área comercial, dentro e fora do país, sempre em ginásios, o que me ajudou também a crescer e a ganhar algum “know how”.
E foi aqui, em Estremoz, em Outubro de 2016, que o sonho se tornou realidade…
 
Ardina do Alentejo - Já depois de terem adquirido o ginásio, aconteceu uma grande mudança... Concretamente, o que é que se passou?
AC - Sim, na verdade demos uma nova cara ao Vybe Health Club. Aumentámos a nossa área de 600m2, para mais de 1000m2, com direito a tudo o que os nossos clientes merecem: bar, gabinete de fisioterapia, osteopatia, massagens, consultas de nutrição desportiva, sala de musculação, uma grande aposta nas aulas de grupo onde criamos três estúdios para aulas, (Estúdio de Crossfit, Estúdio de Spinning e Estúdio Principal para as restantes aulas). 
Realmente a panóplia de oferta para os nossos clientes foi uma das grandes apostas.
Naturalmente que o sucesso se deve não só a estas alterações, mas realmente à boa Vybe que se vive neste Health Club, proporcionada por todos os nossos clientes a quem chamamos na realidade de “Familia Vybe”. Estamos por eles, e para eles, de alma e coração e são eles a nossa cara na realidade, sendo eles o verdadeiro espelho do bom ambiente que se vive no Vybe Health Club. Profissionalismo e boa Vybe são dois pilares deste ginásio.
 
Ardina do Alentejo - A festa de inauguração do novo espaço foi um verdadeiro sucesso...
AC - Foi um verdadeiro sucesso. Na verdade, nunca esperámos vir a receber 500 pessoas só num dia. O ambiente foi muito bom, grande variedade de aulas nesse dia, o buffet estava divinal, ambiente fantástico, tudo cinco estrelas.
 
Ardina do Alentejo - Para quem ainda não conhece o Vybe Health Club, como é que descreverias o ginásio?... O que é que essas mesmas pessoas vão poder encontrar?
AC - Simplicidade, muito profissionalismo, muito boa Vybe, ambiente tranquilo e amplo. Grande variedade de aulas com uma equipa super motivada. A nível de treino, na sala de musculação, um atendimento bastante personalizado, com uma equipa de PT’s cinco estrelas, com treinos adaptados aos objectivos dos clientes, preparação para provas para as diferentes forças de intervenção (PSP, GNR, Bombeiros, Militares, etc).
Temos também uma zona especifica para o Treino Personalizado, treino funcional, cross training, gabinete de massagens, fisioterapia, osteopatia, etc.
Na zona de lazer, um espaço para as crianças, e o bar, onde se podem deliciar com um simples café gourmet, um batido de proteína, um chá, etc. Tudo isto na companhia de toda a equipa Vybe e do bom ambiente promovido pelos nossos clientes.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem deixas a quem for ler esta entrevista?
AC - A actividade física dirigida tem efeitos claros na melhoria da qualidade de vida do ser humano. Queremos contribuir para esse bem-estar. Estamos de coração aberto para vos receber num espaço criado a pensar em vocês, onde o bom ambiente, a vontade de ver o cliente feliz e satisfeito são uma prioridade. Venham fazer-nos uma visita e desfrutar deste espaço. Vão ficar agradavelmente surpreendidos.
 
A EQUIPA VYBE
Alexandre Casimiro
Débora Miriam
Margarida Salabert
Vanessa Barriga
Pedro Cravo
Margarida Coelho
Patrícia Fernandes
João Paulo Garcia
Vânia Correia
Tiago Fonseca
André Mendes
Modificado em sábado, 14 setembro 2019 19:12
Como é do conhecimento geral, no passado dia 10 de Maio, o azar bateu à porta dos Bombeiros Voluntários de Estremoz.
 
Um curto-circuito na zona do motor de uma ambulância de transporte de doentes não urgentes, quando esta circulava em plena auto-estrada, provocou danos severos no veículo dos Soldados da Paz estremocenses.
 
Apesar de o fogo ter sido rapidamente extinto pelos tripulantes, o nível de destruição no motor foi de tal ordem que inviabiliza, quer do ponto de vista técnico, quer do ponto de vista económico, a sua recuperação.
 
Esta viatura de transporte, que na altura do sinistro não transportava doentes, havia sido doada pelo Município de Estremoz à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Estremoz (AHBVE) há cerca de 20 anos e totalizava quase 900 mil quilómetros. Mesmo com este registo de quilómetros e com esta antiguidade, como frisa a corporação, "a viatura estava perfeitamente operacional e previa-se que tivesse ainda alguns anos de vida útil".
 
De forma a colmatar esta perda, a Câmara Municipal de Estremoz (CME), na sua reunião de executivo do passado dia 5 de Junho, deliberou atribuir um apoio financeiro, no valor de 20.834,62€, à AHBVE, para aquisição de uma VDTD - Viatura Dedicada ao Transporte de Doentes.
 
Em declarações ao Ardina do Alentejo, Carlos Ferreira, Presidente da Direcção da AHBVE, revela que, “este apoio”, que cobre na íntegra as despesas necessárias para a viatura entrar ao serviço, “foi solicitado pelos Bombeiros de Estremoz à CME, devido à ocorrência inesperada de termos ficado com menos um meio para apoiar a nossa população na área da saúde”.
 
Conhecedor das dificuldades por que passam, de uma forma geral, todas as associações humanitárias dos bombeiros, Carlos Ferreira salienta que uma situação como a recentemente vivida pela corporação estremocense “é muito difícil de fazer frente”. Acrescenta que “programamos anualmente a renovação da frota e esta perda não estava de modo algum prevista, tratava-se de uma viatura que embora com muitos quilómetros, estava bem mantida”.
 
O Presidente da AHBVE termina esta breve conversa com o Ardina do Alentejo referindo que “felizmente as entidades do nosso concelho reconhecem o papel dos Bombeiros, que quando pedem é para poderem melhor servir a nossa comunidade”.
 
Esta viatura está desde o passado dia 14 de Junho, ao serviço da população estremocense, e de quem dela efectivamente precise, tendo a chave da nova ambulância sido entregue aos Bombeiros Voluntários de Estremoz, pelo Presidente da autarquia estremocense, Francisco Ramos
Modificado em sexta, 05 julho 2019 12:57
Após a chegada de Daniel Oliveira aos comandos da estação de Paço de Arcos, “Quem quer namorar com o Agricultor?” foi considerado como uma das grandes apostas da SIC. Incluído na nova grelha de programas com o claro objectivo de ajudar a destronar a TVI da liderança das audiências, o sucesso do reality show que conquistou os portugueses verificou-se logo na primeira temporada.
 
E para o sucesso dessa primeira temporada de “Quem quer namorar com o Agricultor?” muito contribuiu a participação de Inês Martins, estremocense de 37 anos, cabeleireira de profissão, que “obrigou” a população de Estremoz, e em particular os seus amigos e familiares, a ficarem ligados ao programa apresentado por Andreia Rodrigues.
 
Na sua primeira grande entrevista após o fim da primeira temporada de “Quem quer namorar com o Agricultor?”, Inês Martins respondeu, de forma frontal, directa e sem tabus, a todas as perguntas da equipa de reportagem do Ardina do Alentejo: O porquê de ter concorrido, qual a avaliação que faz desta experiência, como reagiu a família à sua participação no programa, e como não poderia faltar, se realmente encontrou o amor… E falou também da ideia generalizada que a grande maioria das pessoas tem sobre este tipo de programas.
 
Ardina do Alentejo – O porquê de teres concorrido ao “Quem quer namorar com o Agricultor?”
Inês Martins (IM) – Concorri por três razões: primeiro, pela experiência, oportunidade única e curiosidade por esse mundo da televisão; segundo, pelo cenário onde decorre esta aventura, porque adoro estar rodeada de natureza e animais; e terceiro, porque existem histórias de amor que começaram num programa de televisão. O amor não se procura mas encontra-se de variadas formas.
 
Ardina do Alentejo – Qual o teu maior receio, se é que ele existia, quando decidiste participar? 
IM – Não sou uma mulher de medos. A exposição e a opinião das pessoas não me assusta, são opiniões que aprendi a respeitar. Por isso, pedi apenas a opinião aos meus filhos e à minha família e parti feliz, sem receios alguns.
 
Ardina do Alentejo – E a tua família? Como é que reagiram à notícia?
IM – O meu pai é um homem que sempre me apoiou nas minhas escolhas, mas desta vez sentiu-se reticente. Só me pediu para não ir para lá fazer figuras. A minha mãe galinha tentou a vida toda acalmar esta minha veia aventureira e como não conseguiu, agora já nem estranha. Os meus filhos adoraram e pularam de alegria. Preparei-os para a distância e para a exposição, que podia não ser positiva, e o meu filho mais velho disse logo que me protegia. Tenho os melhores filhos do mundo. São os meus melhores amigos.
 
Ardina do Alentejo – Como é que avalias esta experiência? 
IM – Foi realmente uma experiência única, divertida e muito enriquecedora. Aprendi bastante e esse foi um dos principais objectivos de ter participado. Levo no coração muitas pessoas que conheci nesta experiência. Tive a oportunidade fantástica de conviver e de ver o esforço e dedicação de uma equipa de produção, que trabalhou duro para nos proporcionar diariamente imagens deslumbrantes, momentos hilariantes e muito didáticos, em relação à história e agricultura do nosso país.
 
Ardina do Alentejo – Há uma ideia generalizada em relação a estes programas… Mas não é bem assim, pois não? 
IM – Infelizmente o povo tira conclusões precipitadas e generaliza sem antes dar a oportunidade de conhecer. Não somos todos farinha do mesmo saco. Não vamos todos com o mesmo objectivo para determinada situação. Fala-se muito em participantes sem cérebro que procuram fama. Não preciso de fama para ser feliz. Adoro a vida que tenho e alcancei com muita luta e suor. Mas como também adoro viver novas experiências, aproveitei a oportunidade de poder viver uma nova rotina num local diferente.
 
Ardina do Alentejo - E encontraste o amor? 
IM – Não… Encontrei cumplicidades e amizades novas.
 
Ardina do Alentejo - Estás de regresso ao teu salão, à tua vida de cabeleireira, à tua família e aos teus filhos... O programa abriu-te algum tipo de oportunidade de novos projectos ou nem sequer pensas nisso? 
IM – Voltei à minha vida normal, aquela que batalhei muito para alcançar e que gosto e me faz feliz. Não sinto diferença. Apenas o facto de ser mais conhecida e ser acarinhada por muita gente que não conheço mas que a mim me parecem conhecer tão bem.
E se houver algum projecto vou ponderar, como sempre fiz em todas as minhas decisões.
 
Ardina do Alentejo – Que mensagem deixas a quem for ler esta entrevista? 
IM – Sejam felizes. Vivam. Aproveitem e não deixem que o medo vos tire a oportunidade de viver novas experiências. A vida não é só trabalho e pagar contas. Brinquem, divirtam-se porque gargalhadas, amor e sabedoria é o combustível desta vida.
Modificado em quinta, 06 junho 2019 17:02
Já está no Egipto, país onde se realiza a edição de 2019 do Miss Eco International, a estremocense Ana Machado, representante de Portugal neste concurso de beleza.
 
Depois de ter conquistado, em Abril de 2018, o título de Miss Portuguesa Estremoz 2018, Ana Machado participou no estágio Miss Portuguesa 2018, tendo ficado classificada no Top 10, sendo nomeada Miss Eco Internacional Portugal, o que lhe deu o direito de representar Portugal e a cidade de Estremoz, no concurso que decorre naquele país africano, mais concretamente nas cidades do Cairo, Hurghada, Makadi, Luxor, Meraki Hurghada e Sahl Hasheesh.
 

Ao longo de mais de 15 dias em terras africanas, são várias as actividades e eventos em que as concorrentes do Miss Eco Internacional 2019 têm de participar, nomeadamente sessões fotográficas, conferências de imprensa, desfile em fatos tradicionais, aulas de fitness, entre muitos outros.
 
Oriundas dos quatro cantos do mundo, são 60 as beldades que participam no Miss Eco Internacional 2019. E uma delas é estremocense.
 
Aos 20 anos, a estudante de enfermagem concretiza um sonho, não só o de representar a sua cidade num concurso internacional, mas também o representar o seu país.
 
Antes de partir para o Egipto, Ardina do Alentejo esteve à conversa com Ana Machado, que nos fez o balanço da sua participação no concurso Miss Portuguesa 2018, que nos falou de quais os seus objectivos neste Miss Eco International e tendo mesmo lançado o convite a todas as raparigas para participarem neste tipo de concursos. 
 
Ardina do Alentejo - Que balanço fazes desta tua participação no concurso Miss Portuguesa?
Ana Machado (AM) - Bom, é claro que não é fácil fazer um balanço desta minha participação, porque a verdade é que todo este percurso foi repleto de várias situações diferentes, emoções diferentes e pessoas diferentes. Não minto, que desde o dia da eleição como Miss Portuguesa Estremoz senti logo os nervos de ser uma das finalistas de Portugal. Por momentos fiquei petrificada com tanta emoção, mas foi aí mesmo, nesses nervos que encontrei força e coragem para dar o meu melhor no estágio.
O estágio foi longo, e por fim curto, foi cansativo e trabalhoso, não são férias mas sim trabalho. Conheci pessoas maravilhosas, pessoas companheiras, e conheci a organização em si, a quem desde já agradeço por todo o apoio que nos deram, incluindo as Misses dos anos anteriores.
Fomos avaliadas em debates sobre variadas problemáticas nacionais e mundiais, fomos também avaliadas pela nossa postura, desfile, capacidade de comunicação e entreajuda, pontualidade e pelo nosso sorriso, e era fácil ver a felicidade e alegria com que estávamos a realizar as tarefas. 
Concluindo, eu dei tudo o que consegui nestes 18 dias, esforcei-me e no fundo sei que valorizei o lugar que tive como finalista. Se podia ter sido melhor? Claro que sim, temos sempre algo a melhorar, e no dia em que não tivermos, simplesmente não somos humanos.
 

Ambicionava esta participação desde o Miss Portuguesa Estremoz 2016. Trabalhei durante dois anos para alcançar o Miss Portuguesa Estremoz 2018 e consegui! Claramente não houve palavras para descrever o meu sentimento de dever cumprido, dado que o meu grande objectivo era ser a representante da beleza feminina da minha cidade e dessa mesma forma, elevá-la a outro patamar. Levando cultura, expressões, património e no fundo as nossas "gentes". Cheguei assim, ao estágio do Miss Portuguesa 2018 que me pôs à prova a todos os níveis, levei-me ao limite em várias situações, superei, conquistei e neste momento conheço-me bem melhor que antes, e sei e tenho noção das minhas capacidades enquanto Miss e cidadã deste país.

Ardina do Alentejo - Satisfeita pela classificação que obtiveste ou ambicionavas mais?
AM - Claro que estou satisfeita e que ambicionava mais! Foi o segundo concurso do Miss Portuguesa em Estremoz e eu consegui estar no TOP 10 e ser eleita para um concurso internacional. É claro que ter ganho seria o ex-libris de todo o meu trabalho anual, mas a verdade é que só ganha quem está apto para tal, e para sermos vencedores temos de saber perder. A Miss Portuguesa tem um trabalho redobrado um ano inteiro, não representa Portugal no concurso internacional apenas, mas sim durante um ano por todo o país. Não é fácil, e a Carla (Miss Portuguesa 2018), tal como a Filipa Barroso (Miss Portuguesa 2017), acredito que irá desempenhar o seu papel de uma forma única conquistando o mundo com a pessoa que é. 
Estou realmente feliz pela minha prestação, e nada é o fim, apenas o início.
 
Ardina do Alentejo - E depois de teres sido eleita Miss Eco Internacional Portugal, segue-se agora o Egipto... Quais são as tuas expectativas para esse concurso?
AM - Ganhar! O importante é ir sempre com a mentalidade de que se estamos aqui, então temos capacidades para o ser e dar o melhor que sabemos. Claro que as outras candidatas também têm potencial, no entanto, a meu ver, a persistência, o perfeccionismo e o interesse podem ser a diferença entre lugares.
 
Ardina do Alentejo - E que balanço fazes deste teu reinado como Miss Estremoz?
AM - Em relação ao meu reinado, é algo a que me tenho dedicado desde o primeiro dia. Já participei no desfile do "Mercado do Lago”, e estarei sempre disponível para qualquer evento que vise promover/ajudar a cidade/cidadãos estremocenses. No entanto, ainda faltam vários meses de mandato e há assim muitas causas a abraçar. 
Durante este estágio do Miss Portuguesa, também promovi a cidade e as nossas culturas, o que também faz parte deste mandato como Miss Portuguesa Estremoz 2018.
 
Ardina do Alentejo - Convidas todas as raparigas a participarem neste tipo de concursos e iniciativas?
AM - Convido e incentivo! Este tipo de concurso, pelo menos o da Organização Miss Portuguesa, como já referi anteriormente, não tem como principal objectivo a eleição através e apenas exclusivamente da beleza exterior, mas sim interior. Principalmente, caso forem eleitas Misses numa semi-final ou seleccionadas para a final, o estágio é um momento de aprendizagens a vários níveis, nenhuma de nós é como foi, somos diferentes e bem mais confiantes de nós próprias, e claro com valores e princípios.
Acho que só saberá quem tentar, e convido todas as raparigas a terem esta experiência uma vez na sua vida, e quem sabe já para o próximo Miss Portuguesa Estremoz 2019.
 
Ardina do Alentejo - E a tua família e estas andanças da “sua” miss? O apoio é total?
AM - A minha família apoia bastante todos os passos que dou, tanto na universidade, como na vida pessoal e no meu percurso como Miss. Por vezes não é fácil pensarem que tenho de sair do país, por exemplo, para o Canadá (Abril de 2017), e agora para o Egipto, mas sabem e veem a minha evolução como pessoa, e penso que isso os acalma. Como me dizem: "Se é bom para ti, é bom para nós, toma as tuas decisões que estaremos cá para te ajudar". O apoio deles é incondicional, tanto nos dias felizes como nos dias em que estamos mais em baixo. E sim, estão ansiosos por ver a minha prestação no Egipto, como Miss Eco Internacional de Portugal 2019.
 
Ardina do Alentejo - E o futuro? Desporto ou moda? Concursos de beleza ou o curso que concluíste com sucesso?
AM - Penso que nunca serão duas opções distintas, em que tenha de haver obrigatoriamente um "ou", é preciso organização e empenho para conciliar o meu curso e o percurso como Miss, mas nada é impossível, e de forma alguma penso em excluir alguma delas. Neste momento estou a estudar no Curso de Licenciatura de Enfermagem, em Portalegre, e veremos o que o futuro me reserva.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem diriges a quem for ler esta tua entrevista?
AM - Primeiro gostava de dizer que nada é impossível, eu já fui uma pessoa com muita falta de confiança, mas tudo muda. É preciso lutar pelos nossos objectivos independentemente das barreiras que existam, porque são essas que vos tornam naquilo que um dia querem ser. Tentei ingressar em Enfermagem durante dois anos, e não entrei, mas como disse anteriormente, este ano voltei a candidatar-me, e entrei. Comprova-se aquilo que disse anteriormente: “É preciso lutar pelos nossos objectivos”.
 
 
Modificado em sexta, 15 março 2019 18:23
Nasceu em Vila Franca de Xira, há 35 anos, mas foi na cidade de Estremoz que cresceu. Foi igualmente na cidade branca do Alentejo onde estudou, onde se estabeleceu profissionalmente e onde constituiu família.
 
Defensor acérrimo da cidade que o viu crescer, Flávio Silva, sobejamente conhecido por todos como Cara Linda, é um dos mais empreendedores empresários de Estremoz.
 
Há 15 anos atrás fundou a Cara Linda Produções e desde então não há festa ou evento que se realiza na região que não conte com a chancela da empresa estremocense.
 
De forma a comemorar condignamente 15 anos “a criar magia no seu evento”, Flávio Silva organizou um evento, que se realiza no próximo dia 2 de Fevereiro, a partir das 23 horas, no salão da Sociedade de Artistas Estremocense, junto ao Lago do Gadanha. Nesta festa, que certamente ficará na memória de todos, e que a organização promete durar até de manhã, irão marcar presença David Antunes e o seu irmão André Antunes, Zé Mendes e as suas bailarinas, Miguel Bravo, Los Chupitos, a dupla Mete Penes, e os dj's José Lameiras, Cyer Gi, Silver Soul, Rui Gonçalves, Boss Dici, S-Silva e Nuno Sardo.
 
Esta festa comemorativa dos 15 anos da Cara Linda Produções foi o mote para uma breve conversa com um dos mais conhecidos empresários estremocenses.   
 
Ardina do Alentejo - Têm sido uns bons 15 anos de Cara Linda Produções?
Flávio Silva (FS) - Sim, têm. Essencialmente porque fazemos o que gostamos, ou seja, trabalhamos com gosto. São 15 anos a criar magia no seu evento.
 
Ardina do Alentejo - Qual foi o artista ou espectáculo que mais gozo te deu produzir em Estremoz?
FS - Economicamente foi quando trouxe a Estremoz, o Badoxa, em conjunto com outros colegas. Mas a nível de prazer foi quando trouxe o José Cid, pois sou fã dele.
 
Ardina do Alentejo - E o reverso da medalha... Qual foi aquele que nunca conseguiste contratar ou que não deverias ter trazido a Estremoz?
FS - Nunca consegui contratar o Elton John. (risos) O que nunca devia ter trazido, não será bem o termo, mas sim o que nunca devia ter feito, foi o Carnaval no meio do Rossio Marquês de Pombal. Quando montei a tenda para os festejos de Carnaval perdi muito dinheiro.
 
Ardina do Alentejo - A Cara Linda Produções ocupa muito tempo da tua vida... Vais abrandar o ritmo ou já estás com novos projectos na mão? 
FS - Parar é morrer. Tentamos sempre inovar e ser criativos.
 
Ardina do Alentejo - O que podem todos aqueles que se deslocarem aos Artistas no próximo dia 2 de Fevereiro, esperar?
FS - Podem esperar uma grande noite de animação, onde vão estar muitos amigos a actuar. E garantimos que vai ser até de manhã.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem queres deixar a todos aqueles que forem ler esta entrevista?
FS - Quero deixar a seguinte mensagem: herdei do meu pai três pontos fundamentais: seriedade, honestidade e a defesa do nome "Cara Linda", pois foi com ele que tudo começou, porque era a ele que chamavam “Cara Linda”.
Baseando-me nestes três pontos, construi aquilo que acho que é fundamental para uma caminhada de muito trabalho com sucesso. Há 15 anos que criamos magia no seu evento. 
E não podia terminar esta entrevista sem vos convidar. Dia 2 de Fevereiro, compareçam no salão dos Artistas, para todos juntos fazermos a festa.
Modificado em quarta, 23 janeiro 2019 18:26

Ana Margarida Pôla lança "Ideias de Sofá"

quarta, 28 novembro 2018 02:06
Os pensamentos que outrora escrevera numa página da rede social Facebook, sozinha e enquanto todos dormiam, transformaram-se agora em livro.
 
Ana Margarida Pôla, é uma alentejana, que nasceu na freguesia de Cano, no concelho de Sousel, em finais da década de 70 do século passado, e que acaba de ver chegar aos escaparates “Ideias de Sofá”, o seu livro de poesia, editado pela Chiado Books, que terá honras de lançamento em Sousel, “porque é sem dúvida a minha terra, é de onde vim e não faria sentido ser noutro sítio”.
 
Ana Pôla sentiu um dia que tinha de deixar o Alentejo, tendo rumado a terras algarvias, em conjunto com as suas filhas, mais concretamente a Lagos, onde profissionalmente é Assistente de Medicina Dentária, mas regressa agora a “casa”, no próximo dia 30 de Novembro. Será nesse dia que, no Auditório da Biblioteca Municipal de Sousel, a partir das 17:30 horas, as suas gentes e os seus amigos, poderão assistir ao lançamento de “Ideias de Sofá”.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com Ana Margarida Pôla, que nos falou de si, do seu livro e das sessões de divulgação de “Ideias de Sofá” que já tem marcadas.
 
Ardina do Alentejo – Comecemos pelo principio… Quem é a Ana Margarida Pôla?
Ana Pôla (AP) – A Ana Margarida Pôla nasceu em Sousel, em 1977, e cresci neste concelho, na vila de Cano. 
Sempre fui muito rebelde e com um talento especial para arranjar sarilhos. Tão depressa era a Guida, como a Garida, ou a Ana Margarida, quando fazia disparates… e sempre fiz muitos. 
Sempre houve dentro da minha cabeça uma realidade muito diferente do que aquela que vivia. "Cabeça maluca" intitulada por alguns. 
Aos 15 anos, estudava em Estremoz, e vivi um grande amor, que não era aceite pela família. Então... fugi de casa. E comecei a sentir o quanto temos que lutar para sobreviver. Cresci muito com o meu marido, crescemos os dois. Tivemos três filhas e uma das coisas que aprendi foi que nunca devemos desistir de correr atrás dos objectivos e lutar sempre. Mas ao fim de três filhas e muitas conquistas juntos, o casamento acabou. E foi aí que senti que tinha que sair do Alentejo, e fui para Lagos, sozinha com as miúdas. Em Lagos tive outro filho, numa relação que não resultou... 
 
Ardina do Alentejo – E como é que surgiu a ideia de fazer este “Ideias de Sofá”?
AP – Como não sou muito fácil de libertar os meus sentimentos, quando todos dormiam, eu aproveitava, e aproveito, o sofá no silêncio. E era aí... que estava, e estou, sozinha com os meus pensamentos. Então escrevia. O que sentia, pensava... desabafava. E um dia criei uma página no Facebook com esse nome “Ideias de Sofá”, e comecei a ter bastantes seguidores, e uma reacção muito positiva. E foi daí... alguns amigos já acreditavam, e a Chiado Editora também acreditou.
 
Ardina do Alentejo – Como é que definiria este seu livro?
AP – O livro "Ideias de Sofá" é um livro leve, com o qual facilmente qualquer pessoa se identifica, com uma leitura bastante simples, com alguma influência, para que acreditem que, no fim de contas, somos todos iguais. Todos sentimos, todos sofremos, todos amamos e todos temos a força dentro de nós.
 
Ardina do Alentejo – O lançamento acontece no próximo dia 30 em Sousel… E já estão marcadas mais apresentações?
AP – O lançamento é dia 30 de Novembro é em Sousel, porque é, sem dúvida, a minha terra, é de onde vim e não faria sentido ser noutro sítio. Além do dia do lançamento já tenho agendado apresentações em Lagos, dia 8 de Dezembro, em Faro, no dia 15, em Estremoz, dia 16 de Dezembro, e devido à época natalícia, já tenho convites para a FNAC no Porto e em Lisboa, mas ainda sem data. 
 
Ardina do Alentejo – Para quem vai ler esta entrevista, que mensagem lhes deixa?
AP – Que tudo é possível, e que não se trata de sorte. É trabalho, persistência e muito querer. Todos somos diferentes, mas no fundo todos somos iguais. Nascemos e morremos… entretanto devemos sempre correr atrás dos nossos objectivos.
Obrigada ao Ardina do Alentejo, por esta oportunidade.
Modificado em quarta, 28 novembro 2018 02:21
Tal como noticiámos aqui irão decorrer no dia de amanhã, 11 de Novembro, junto ao Monumento aos Combatentes, em Estremoz, as Cerimónias do Centenário do Armistício da I Grande Guerra, que pôs fim à I Grande Guerra e do 93.º aniversário do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes.
 
Estas cerimónias, que são organizadas pelo Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes, vão ainda contar com uma Homenagem ao Major Velez Correia, anterior presidente da direcção do núcleo estremocense.
 
Há sensivelmente dois anos que Vítor Caldeira preside à direcção que lidera os destinos do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes. Numa breve conversa com o Ardina do Alentejo, Vítor Caldeira explicou-nos mais detalhadamente o que é que vai acontecer nas cerimónias de amanhã, quais são as iniciativas e os projectos que o núcleo tem já programados para o futuro, e entre outros assuntos, fez-nos o balanço destes dois anos à frente do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes.
 
Ardina do Alentejo - No próximo dia 11 de Novembro vão decorrer as cerimónias comemorativas dos 100 anos sobre o Armistício da I Grande Guerra e comemora-se igualmente o 93.º aniversário do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes. Mas estas cerimónias vão ser diferentes das que habitualmente acontecem. O que é que vai acontecer em concreto?
Vítor Caldeira (VC) - Além das comemorações do centenário da assinatura do Armistício da I Grande Guerra e do nonagésimo terceiro aniversário do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes, vamos homenagear, e quando digo vamos refiro-me à direcção do núcleo, a toda a sua massa associativa, bem como a todas as forças vivas do concelho de Estremoz que a nós se quiseram associar, homenagear um grande homem, que muito deu ao Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes, bem como à própria cidade de Estremoz. Refiro-me concretamente ao Major Velez Correia, e esta homenagem é também um dos pontos altos destas comemorações.
 
Ardina do Alentejo - Estão praticamente cumpridos dois anos desde que a direcção por si liderada tomou posse. Que balanço faz destes dois anos de actividade?
VC - O balanço por nós feito é bastante positivo, até porque não é fácil substituir o homem que no dia 11 de Novembro homenagearemos, o qual serviu o núcleo durante 34 anos e que deixou obra feita.
Esta direcção sabia das dificuldades, traçou objectivos, que com planeamento e em equipa os vai cumprindo nomeadamente os seguintes:
- Remodelámos totalmente as instalações onde está sediada a sede do núcleo;
- Informatizámos todo o processo administrativo e logístico do núcleo;
- Reactivámos o torneio da malha por ocasião das Festas da Exaltação da Santa Cruz;
- Celebrámos cerca de duas dezenas de protocolos, nas mais variadíssimas áreas, nos
quais os nossos associados podem usufruir de descontos vantajosos;
- Reactivámos os passeios culturais, realizando três passeios por ano;
- Comemoramos anualmente duas datas marcantes, o 9 de Abril (Batalha de La Lys) e
11 de Novembro (data do Armistício);
- Planeámos, organizámos e levámos a efeito outros eventos, como seja a celebração
dos Santos Populares (Sardinhada), Noite de Fados, entre outros;
- Homenageámos no dia 1 de Novembro, Dia de Finados, todos aqueles que serviram a
Pátria e por ela deram a sua vida, deslocando-nos ao talhão do Combatente em Estremoz, Borba e Fronteira, onde depositámos uma coroa de flores;
- Remodelámos o Museu do Combatente, que no próximo 11 de Novembro vai ser
reinaugurado;
- Em parceria com outras entidades, nomeadamente, RC3, Câmara Municipal de Estremoz, Cruz Vermelha Portuguesa e Associação CIDADE, entre outras, organizou-se a Jornada da I Guerra Mundial;
-Nestes últimos dois anos crescemos em numero de sócios, cerca de 250 novos sócios,
e recuperámos ainda aproximadamente 150 sócios, que pelos mais variadíssimos motivos
tinham desistido;
- Elaborámos mais de meia centena de requerimentos de antigos combatentes a
solicitar, através da Lei 9/2002, um complemento anual de pensão, uma miséria diga-se em abono da verdade, e que passados estes anos ainda não tinham conhecimento do direito a tão parca remuneração;
- Através do Arquivo Geral dos três ramos das Forças Armadas (Exército, Armada e
Força Aérea), sempre que nos solicitam, sócios e não sócios do núcleo, certidões com a
contagem de tempo de serviço militar, para efeitos de reforma, requerimentos que o núcleo elabora e envia;
- Continuamos a requerer a Medalha Comemorativa das Campanhas do Ultramar para
todos aqueles que serviram a Pátria nas ex-províncias ultramarinas e que ao fim destes anos todos ainda não foram agraciados;
- Está em fase de planeamento, em conjunto com outras entidades e no concelho de
Estremoz e concelhos limítrofes, a sinalização de antigos combatentes ou sócios da Liga dos Combatentes que vivam com dificuldades, sejam elas de que naturezas forem, para que os possamos ajudar naquilo que dentro das nossas possibilidades seja possível.
 
Ardina do Alentejo - Organização de conferências, noites de fados, passeios, apoio aos sócios... A dinamização do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes tem sido uma constante... É um claro virar de página com o que vinha sendo feito até aqui?
VC - Não diria que seja um virar de página, porque anteriormente também se faziam algumas destas actividades, diria sim que implementámos outra dinâmica, a nossa dinâmica.
 
Ardina do Alentejo - Qual a relação que o núcleo mantém com o RC3 e com quem comanda o quartel?
VC - As relações que o núcleo mantém com o RC3 e com o seu Comandante são excelentes e penso que não podem ser de outra forma. Além das relações institucionais existem também as relações pessoais. Importa referir que todos os elementos desta Direcção serviram no RC3, o que por vezes também ajuda.
 
Ardina do Alentejo - Que novos projectos, que novos desafios, que novas iniciativas estão já projectadas e idealizadas?
VC - Há novos projectos, desafios e iniciativas em estudo que pretendemos concretizar, e a seu tempo a massa associativa terá conhecimento. É para eles que nós, dia após dia focamos o nosso objectivo, servir a Liga dos Combatentes no Núcleo de Estremoz bem como a todos os seus sócios.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem deixa a todos quantos forem ler esta entrevista?
VC - Diria o seguinte: Ninguém consegue realizar nada sozinho, só em equipa se consegue atingir os objectivos a que nos propomos e é em equipa que esta direcção trabalha diáriamente, contando sempre com o apoio dos sócios, os quais têm sido inexcedíveis no que ao apoio à Direcção e às suas iniciativas diz respeito.
Quem não conhece a Liga dos Combatentes e a sua missão, passe pelo Núcleo de Estremoz, nas Portas de Santa Catarina, e converse connosco. Teremos todo o prazer em esclarecer todas e quaisquer dúvidas que surjam.
Modificado em sábado, 10 novembro 2018 15:51