segunda, 24 setembro 2018

Festa da Malha regressa a Évora

Escrito por  Publicado em Desporto sexta, 14 setembro 2018 00:16
A malha tem origem remota e já se praticava na Grécia Antiga, tendo sido os romanos a introduzir esta prática na Península Ibérica A malha tem origem remota e já se praticava na Grécia Antiga, tendo sido os romanos a introduzir esta prática na Península Ibérica DR
A Festa da Malha, evento cultural, social e desportivo que junta gerações em torno de uma actividade ancestral e bem enraizada nas tradições rurais alentejanas, promovida pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), está de regresso a Évora, realizando-se a sua 26ª edição, no próximo domingo, dia 16 de Setembro, no Rossio de S. Brás.
 
Recorde-se que foi em 1993 que se realizou pela primeira vez, em Évora, a Festa da Malha, na altura dinamizada pela extinta Associação de Municípios do Distrito de Évora (AMDE). Desde então, a Festa da Malha, embora apresente um quadro competitivo, tem-se tornado no grande ponto de encontro dos amantes desta modalidade, em que a participação e o convívio são os factores mais importantes.
 
A Festa da Malha, que conta sempre com o apoio do município anfitrião e restantes concelhos da CIMAC, representa a afirmação de um jogo popular que é uma referência histórica entre as populações mais idosas e um verdadeiro ponto de encontro entre gerações do distrito de Évora.
 
Em Évora, o início das “hostilidades” está agendado para as 09:30 horas, depois da recepção de todas as comitivas. Os jogos desenrolam-se ao longo do dia e a cerimónia de entrega de prémios está prevista para as 17:30 horas.
 
A Festa da Malha, que ao longo das 25 edições anteriores já reuniu mais de 10 mil praticantes, surgiu da necessidade de envolver o maior número possível de praticantes deste jogo com grande tradição no Alentejo.
 
A malha tem origem remota e já se praticava na Grécia Antiga, tendo sido os romanos a introduzir esta prática na Península Ibérica.
 
O jogo, habitualmente, desenrola-se nos largos e praças das vilas e aldeias, em chão de terra batida, e ganhou grande popularidade no Alentejo, sendo praticado por homens, na esmagadora maioria, e por mulheres, de diversas idades.
 
Sem necessidade de árbitro, na malha são os jogadores que fazem cumprir regras antigas e as dúvidas resolvem-nas no diálogo, junto ao "xito".

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