domingo, 23 setembro 2018

Carolina Mendes deu o pontapé de saída no seu torneio

Escrito por  Publicado em Desporto sábado, 31 março 2018 01:31
1ª Copa Carolina Mendes envolve a participação de mais de 350 atletas, em representação de 28 clubes 1ª Copa Carolina Mendes envolve a participação de mais de 350 atletas, em representação de 28 clubes CM Estremoz
Passavam poucos minutos das 09 horas da manhã desta sexta-feira, dia 30 de Março, quando foi dado por Carolina Mendes, o pontapé de saída para a primeira edição do torneio com o seu nome.
 
Numa iniciativa organizada pelo Clube de Futebol de Estremoz, a 1ª Copa Carolina Mendes envolve a participação de mais de 350 atletas, em representação de 28 clubes, distribuídos pelos escalões de Benjamins, Traquinas, Petizes e Infantis.
 
Durante dois dias, sexta-feira e sábado, o Estádio José Gomes Palmeiro da Costa recebe uma competição que para além de homenagear a internacional lusa Carolina Mendes, a primeira jogadora nacional a marcar um golo numa fase final de um Campeonato da Europa, permite também que os jovens jogadores e jogadoras possam ver ao vivo um dos seus ídolos, e fazerem aquilo que mais gostam: jogar futebol!
 
Carolina Mendes, que devido ao facto de ter entrado em estágio com a Selecção Nacional de Futebol Feminino tendo em vista a partida de qualificação para o Mundial França-2019 diante da Bélgica (6 de Abril – 18,30 Horas - Lovaina), apenas marcou presença na manhã do primeiro dia da sua copa.
 
Antes da partida para Lisboa, a futebolista estremocense esteve à conversa com o Ardina do Alentejo.
 
Ardina do Alentejo (AA) – Vamos recuar uns anos, mais concretamente ao inicio da tua carreira. Alguma vez pensaste que uns anos mais tarde irias ter um torneio com o teu nome? 
Carolina Mendes (CM) – Não, nunca me passou pela cabeça. Há muitos anos atrás, até comecei no futebol por brincadeira, como um hobbie, que se tornou mais sério e que agora é a minha profissão, mas quando comecei nada disto me passava pela cabeça.
 
AA – Como é que é sentir o carinho de todas estas crianças? Os autógrafos, as fotografias…
CM – É muito bom, é mesmo muito bom. Para mim, enquanto atleta, que me revejo na posição deles, em que quando era mais nova também tinha os meus ídolos e os meus jogadores preferidos, e agora sentir que estou na minha cidade, com todas estas pessoas da minha cidade, e todas estas crianças a praticarem futebol, e a admirarem-me, a gostarem de mim e a seguirem o meu trabalho, é muito gratificante. Sentir este carinho todo é extraordinário.
 
AA – Daquilo que já pudeste ver, achas que há em campo futuros craques?
CM – Sim, eu vejo muita qualidade, mas só depende deles, e espero que consigam, tal como eu, atingirem o sonho de serem jogadores profissionais.
 
AA – A qualidade técnica pode lá estar, mas a cabeça ajuda muito…
CM – Sim, nem é só a qualidade que faz a diferença, porque senão houver cabeça a qualidade acaba por se perder. É preciso aliar as duas coisas, e ter uma força de vontade muito grande porque é um mundo bastante complicado, o do futebol profissional. Mas só depende deles, trabalharem muito e acreditarem sempre neles e seguirem o seu sonho.
 
AA – Faz falta uma competição feminina no distrito de Évora?
CM – Sim, claro, e faz falta também incentivar mais as meninas a virem praticar futebol, que está ainda muito ligado como sendo um desporto de rapazes e isso acaba por não ser verdade. Temos o meu caso e o de muitas outras jogadoras que chegaram à selecção nacional e que são profissionais de futebol.
Basicamente precisamos de mais meninas, que os pais também lhes deem liberdade para elas virem jogar com os rapazes, para se aumentar o número de praticantes para depois no futuro podermos melhorar enquanto selecção e  enquanto futebol feminino, e só assim é que conseguimos atingir objectivos e resultados.      

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