sexta, 21 setembro 2018

Festa da Malha regressa a Évora

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A Festa da Malha, evento cultural, social e desportivo que junta gerações em torno de uma actividade ancestral e bem enraizada nas tradições rurais alentejanas, promovida pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), está de regresso a Évora, realizando-se a sua 26ª edição, no próximo domingo, dia 16 de Setembro, no Rossio de S. Brás.
 
Recorde-se que foi em 1993 que se realizou pela primeira vez, em Évora, a Festa da Malha, na altura dinamizada pela extinta Associação de Municípios do Distrito de Évora (AMDE). Desde então, a Festa da Malha, embora apresente um quadro competitivo, tem-se tornado no grande ponto de encontro dos amantes desta modalidade, em que a participação e o convívio são os factores mais importantes.
 
A Festa da Malha, que conta sempre com o apoio do município anfitrião e restantes concelhos da CIMAC, representa a afirmação de um jogo popular que é uma referência histórica entre as populações mais idosas e um verdadeiro ponto de encontro entre gerações do distrito de Évora.
 
Em Évora, o início das “hostilidades” está agendado para as 09:30 horas, depois da recepção de todas as comitivas. Os jogos desenrolam-se ao longo do dia e a cerimónia de entrega de prémios está prevista para as 17:30 horas.
 
A Festa da Malha, que ao longo das 25 edições anteriores já reuniu mais de 10 mil praticantes, surgiu da necessidade de envolver o maior número possível de praticantes deste jogo com grande tradição no Alentejo.
 
A malha tem origem remota e já se praticava na Grécia Antiga, tendo sido os romanos a introduzir esta prática na Península Ibérica.
 
O jogo, habitualmente, desenrola-se nos largos e praças das vilas e aldeias, em chão de terra batida, e ganhou grande popularidade no Alentejo, sendo praticado por homens, na esmagadora maioria, e por mulheres, de diversas idades.
 
Sem necessidade de árbitro, na malha são os jogadores que fazem cumprir regras antigas e as dúvidas resolvem-nas no diálogo, junto ao "xito".
Realizou-se na passada sexta-feira, dia 10 de Agosto, na sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o sorteio da primeira eliminatória da Taça de Portugal Placard, cujos jogos estão agendados para o dia 9 de Setembro.
 
O sorteio ditou que o Redondense Futebol Clube tenha de fazer uma deslocação às ilhas, mais concretamente aos Açores, para defrontar o Praiense, numa partida entre equipas que disputam o Campeonato de Portugal.
 
Ainda do distrito de Évora, ambas as formações defrontam equipas que disputam o Campeonato de Portugal. O Lusitano de Évora vai até Albufeira, onde irá defrontar o Ferreiras, o Juventude de Évora vai a Armação de Pêra para defrontar o Armacenenses, enquanto o União de Montemor recebe, vindo do litoral alentejano, o Vasco da Gama de Sines.
 
Em relação às equipas do distrito de Portalegre, e à semelhança do que acontece com as equipas do distrito eborense, ambas as formações defrontam equipas que disputam o Campeonato de Portugal. O CD Portalegrense 1925 desloca-se até Loures, e o GDR Gafetense recebe o CF Santa Iria, no Estádio Municipal de Gáfete.
 
As equipas do distrito de Beja vão fazer como que uma cimeira com equipas algarvias. O Moura vai até Loulé, defrontar o distrital Almancilense, enquanto o Aljustrelense recebe o Praia Milfontes, num jogo entre equipas dos campeonatos distritais.
 
Participam nesta ronda 112 clubes: 71 do Campeonato de Portugal e 41 dos campeonatos distritais.

O ex-atleta de hóquei em patins do Clube de Futebol de Estremoz, Luís Godinho, de apenas 20 anos, foi a única vítima mortal de um aparatoso acidente ocorrido na manhã da passada segunda-feira, dia 30 de Julho, na Estrada 
Nacional 125, na zona de Estômbar, concelho de Lagoa.
 
O choque, que envolveu três automóveis, provocou ainda nove feridos, dos quais dois em estado grave. O alerta para o sinistro foi dado por volta das 09:30 horas.
 
Luís Godinho, natural de Évora, foi atleta do CF Estremoz no escalão de Iniciados, onde as suas exibições despertaram o interesse do Sporting CP, onde viria a dar continuidade ao seu desenvolvimento como jogador. Actualmente alinhava na equipa de sub-20 da Física de Torres Vedras.
Entre os dias 28 de Junho e 1 de Julho, decorreram em Braga, os Campeonatos Nacionais de Desporto Escolar de Iniciados, onde o Agrupamento de Escolas de Estremoz esteve representado.
 
Carmo Teixeira, Maria Inês Gouveia e Maria Inês Graça, atletas do CF Estremoz, e que nestes campeonatos nacionais escolares representaram o Agrupamento de Escolas de Estremoz, sagraram-se Campeãs Nacionais de Mini-Hóquei.
 
As “alentejanas” venceram os três jogos que disputaram, marcando 40 golos e sofrendo apenas um. As novas campeãs nacionais começaram por golear, por esclarecedores 16-0, a Escola Básica nº2 de Marrazes, do concelho de Leiria. No segundo jogo, nova goleada, desta feita por 18-0 diante a EBI/JI de Aljezur, do distrito de Faro. Na derradeira partida do dia, as hoquistas estremocenses venceram a Escola Básica de Moure e Ribeira de Neiva, do concelho Vila Verde, distrito de Braga, por 6-1.
 
Na vertente masculina do Campeonato Nacional de Desporto Escolar – Mini-Hóquei, o Agrupamento de Escolas de Estremoz classificou-se na segunda posição. Os vice-campeões nacionais José Maria General, Luís Vieira e Filipe Costa, venceram duas das três partidas disputadas, marcando 25 golos e sofrendo 6.
 
Os também atletas do CF Estremoz começaram por vencer a Escola Básica Guilherme Stephens, do concelho da Marinha Grande, distrito de Leiria, por 8-1, e a Escola Básica Tecnopólis, do concelho de Lagos, distrito de Faro, por claríssimos 15-1. A única derrota da competição surgiu diante o Externato Delfim Ferreira, da vila de Riba d'Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, por 4-2.
 
De destacar ainda nestes Campeonatos Nacionais de Desporto Escolar de Iniciados, o segundo lugar obtido por Maria Inês Graça, na prova de Destreza, em Patinagem de Velocidade. No computo geral desta competição, que incluía ainda a prova de 500m sprint e 1000m linha, a jovem estremocense classificou-se no 10º lugar da geral classificativa, entre 18 atletas.
 
Os Campeonatos Nacionais de Desporto Escolar de Iniciados realizaram-se integrados na programação da Braga Cidade Europeia do Desporto 2018.
Numa iniciativa levada a cabo pela Associação Cultural e Desportiva Rota d'Ossa, e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz, da União de Freguesias de Estremoz (Santa Maria e Santo André) e do RC3Regimento de Cavalaria nº 3, realizou-se no passado Sábado, dia 16 de Junho, a 1ª prova de Obstáculos Cidade de Estremoz - ETZ Obstacle Race.
 
À partida, junto ao Coreto Municipal, estiveram 64 atletas, dispostos a combater o calor e preparados para “derrotar” os 19 obstáculos, naturais ou artificiais, que iriam encontrar ao longo dos sete quilómetros de competição.
 
Depois de passagens pelo Centro Histórico de Estremoz, pelo Lago do Gadanha, pela Mata Municipal de Estremoz e pela pista de obstáculos do RC3, a chegada à “casa de partida” fez-se em clima de festa e com o sentimento de dever cumprido.
 
Carlos Merino, em representação da associação estremocense Sobe e Desce Team, não deu qualquer hipótese à concorrência, completando os sete quilómetros de prova em 31' minutos e 52” segundos. Quase três minutos depois, com o tempo de 34' 46”, chegou à linha de meta o atleta individual José Magalhães. O terceiro classificado foi Daniel Godinho, da equipa Monforte Bike Team, que chegou nove segundos depois do segundo classificado, com o tempo de 34' 55”.
 
Na vertente feminina da prova, a vitória foi para Sandra Rodrigues, em representação do Sport Arronches e Benfica, que cortou a linha de chegada com o tempo de 42' 08”. Mais de um minuto depois, com o tempo de 43' 28” chegou a segunda classificada, Josefina Beijoca. O terceiro lugar foi alcançado por Ana Duarte, com o tempo de 45' 54”.
 
A organização atribuiu ainda um prémio a Jaime Oliveira, de 54 anos, por ser o atleta mais “velho” em prova. De salientar que o ex-futebolista estremocense acabou a 1ª edição da ETZ Obstacle Race na quarta posição, à frente de muitos atletas de tenra idade!
 
A Associação Desportiva e Cultural Rota d'Ossa promete para 2019 uma melhor e mais completa prova de Obstáculos Cidade de Estremoz - ETZ Obstacle Race.

Estremocense Carolina Mendes assina pelo Sporting CP

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A estremocense Carolina Mendes, que alinhava nas italianas do Atalanta Mozzanica, assinou um contrato com o bicampeão nacional de futebol feminino Sporting, até Junho de 2020, com mais uma época de opção.
 
Aos 30 anos, a antiga jogadora do 1.º de Dezembro regressa a Portugal, depois de sete temporadas no estrangeiro, com passagens por clubes de Espanha (Estartit e Llanos Olivenza), Itália (Riviera, além do Atalanta Mozzanica), Rússia (Rossiyanka), Suécia (Djurgardens) e Islândia (Grindavik).
 
"Este é o clube do meu coração e é sempre bom estar em casa. Estou muito feliz por ter sido o Sporting a proporcionar-me condições para poder voltar a Portugal e ser profissional no meu país", afirmou em declarações à Sporting TV a internacional portuguesa, a primeira a marcar um golo pela selecção nacional em fases finais de Europeus.
 
Com 14 golos marcados em 73 jogos pela equipa das 'quinas', Carolina Mendes saudou o desenvolvimento do futebol feminino em Portugal nos últimos anos.
 
"O campeonato português mudou muito desde que saí. Apesar de só existirem ainda duas equipas profissionais, o campeonato está muito mais competitivo. Espero um nível mais alto e acho que estou pronta para corresponder a essas expectativas", referiu, assumindo a ambição de "ganhar títulos" e "fazer parte da história do futebol feminino no Sporting".
 
c/ LUSA
Na noite da passada quarta-feira, dia 30 de Maio, realizou-se na sede do SC Borbense, a Assembleia Geral Eleitoral do clube azul e branco, de onde resultou a eleição dos órgãos sociais para o biénio 2018/2020.
 
Dentro da equipa que gere os destinos do SC Borbense desde o ano de 2010 foi encontrada a solução para a sucessão de Benjamim Espiguinha, com Joaquim Trincheiras, escriturário, de 49 anos de idade, e sócio do clube da cidade de Borba há quase 23 anos, a ser eleito presidente do SC Borbense.
 
Para o biénio 2018/2010, os novos órgãos sociais têm como pedra basilar a manutenção da sustentabilidade financeira do clube, não esquecendo a aposta na formação. Sem querer assumir compromissos que depois não consigam satisfazer, a equipa liderada por Joaquim Trincheiras vai tentar que, pela primeira vez na história do clube, se consiga competir em todos os escalões, desde a Escola de Formação até aos Seniores.
 
Os novos órgãos sociais tomam posse na próxima sexta-feira, 8 de Junho, pelas 19:30 horas, na sede do SC Borbense.
 
O sócio número 310 e novo presidente do SC Borbense, Joaquim Trincheiras, esteve à conversa com o Ardina do Alentejo, onde numa breve entrevista nos falou do modo como aceitou de pronto este desafio, dos objectivos traçados para o clube borbense no biénio 2018/2020, e da actual “saúde” do SC Borbense.
 
Ardina do Alentejo – Foi difícil dizer que sim a este desafio?

Joaquim Trincheiras (JT)  Felizmente, o SC Borbense tem conseguido ter à sua frente uma equipa que gosta do que faz, que sente o clube e que dentro da disponibilidade própria de quem tem vida além do clube, se entreajuda, e assim tem sido mais fácil atingir os objectivos a que nos temos proposto.
Fazer ou lutar por aquilo que se gosta nunca pode ser um desafio difícil, pelo que o “Sim”, depois de avaliados os apoios necessários, foi natural.
A solução para este biénio foi encontrada dentro desta equipa que está no SC Borbense desde 2010, sofrendo pequenos ajustes com a inclusão de borbenses que já nos ajudavam, ainda que não fazendo parte dos órgãos sociais, e com o até aqui Presidente e amigo Benjamim Espiguinha a solicitar a sua “substituição”.
Ainda que a hierarquia nesta equipa nunca tenha passado do papel, depois de ponderados todos os cenários que se nos apresentavam, a resposta foi mesmo “Sim, aceito ser o Presidente do SC Borbense”.
 
Ardina do Alentejo – Quais são os principais objectivos da equipa que dirige para o mandato que arranca na próxima sexta-feira?
JT  Para este biénio 2018/2020, a pedra basilar será a manutenção da sustentabilidade financeira do clube.
Sem assumir compromissos que não consigamos satisfazer, nesta época que se avizinha pretendemos manter a aposta na formação e tentar que, pela primeira vez na história do clube, se consiga competir em todos os escalões desde a Escola de Formação de Futebol até ao possível regresso dos Seniores. Também no Futsal, continuaremos a competir, depois de uma época em que foi alcançado o pleno a nível distrital no escalão de Juvenis, desta vez a nossa aposta será no escalão de Juniores. Se esta aposta for conseguida, ultrapassamos a barreira dos 200 atletas inscritos na Associação de Futebol de Évora, o que será mais um marco histórico no nosso clube.
Com esta base estou convicto que, na época 2019/2020, conseguiremos assinalar o 75.º aniversário do SC Borbense condignamente, afirmando o clube como uma referência a nível distrital.
 
Ardina do Alentejo – O SC Borbense está de boa saúde e recomenda-se?
JT – O SC Borbense tem tido à sua frente gente que gosta e sente o que faz, e tem a particularidade de ter recebido bem quem tem optado pelo nosso clube para jogar futebol, sendo uma mais valia para as diferentes equipas do nosso clube, quer dentro das quatro linhas quer fora, com os Pais a envolverem-se constantemente num espirito de convívio e apoio ao nosso clube, pelo que podemos dizer que está de boa saúde.
Se se recomenda? Bem, nada melhor que ouvir a opinião dos pais dos atletas que se têm juntado a nós nas últimas épocas, e têm sido vários. Apenas um exemplo, quando há dias a mãe de um atleta se dirigiu ao Presidente Benjamim Espiguinha a agradecer tudo o que o SC Borbense tem feito pelo filho, eu estava com o Benjamim e se ao Benjamim vieram as lágrimas aos olhos, eu senti um arrepio tremendo só de pensar que afinal, ainda que criticados por alguns, temos conseguido ser importantes no acolhimento e formação da maioria, e este “troféu” temo-lo conquistado ano após ano tratando todos por igual, sejam da casa ou forasteiros.
 
Ardina do Alentejo – Que mensagem deixa a quem for ler esta entrevista, em especial aos adeptos, sócios e simpatizantes do SC Borbense…
JT – A mensagem que deixo é uma mensagem de confiança no futuro.
Enquanto nós aqui estivermos, o SC Borbense será sempre aquilo que os borbenses desejarem e, se os borbenses optaram pela continuidade de quem tem vindo a servir o clube é porque não encontram razões para mudar, e que confiam nesta equipa.
Nós deixamos a certeza de que tudo será feito para elevar o nome do SC Borbense, em particular e de Borba, em geral. Para tal, necessitamos da ajuda e colaboração de todos, e estou em crer que os verdadeiros borbenses não nos vão faltar.
 
 
O árbitro alentejano Luís Godinho, natural de Borba, vai marcar presença no prestigiado Torneio Internacional de Toulon, que decorre naquela região francesa entre os dias 26 de Maio e 9 de Junho de 2018.
 
O também Presidente do Núcleo de Árbitros de Futebol da Zona dos Mármores “Prof. Jorge Pombo”, que iniciou a sua actividade de árbitro na época 2001/2002 e que subiu à primeira categoria na temporada 2015/2016, irá representar a arbitragem portuguesa, juntamente com os assistentes Nuno Pereira e André Campos.
 
Luís Godinho, de 32 anos, e internacional desde 2017, esteve à conversa com o Ardina do Alentejo, onde nos falou desta sua chamada para representar a arbitragem portuguesa no 46º Torneio Internacional de Toulon, dos objectivos que ainda lhe falta atingir no mundo da arbitragem e do Mundial de 2018, onde Portugal não terá presente nenhum árbitro de campo.
 
Ardina do Alentejo – Esta chamada para representar a arbitragem portuguesa no Torneio Internacional de Toulon é o corolário da época 2017/2018 que realizou?
Luís Godinho (LG)  Esta nomeação para representar a arbitragem portuguesa no Torneio de Toulon é nada mais nada menos que o normal percurso de um jovem árbitro internacional que está a trilhar o seu próprio caminho internacionalmente. Este sendo um torneio bastante conceituado, obviamente que esta nomeação me enche de orgulho mas acima de tudo de muita responsabilidade, pois neste torneio já tiveram grandes nomes da atualidade da arbitragem portuguesa e os quais tiveram grandes desempenhos. Fazendo necessariamente uma retrospetiva da época que agora findou, posso dizer que esta nomeação foi o coroar não só de uma época bastante exigente do ponto de vista pessoal, mas também ela muito positiva que terminou da melhor maneira possível.
 
Ardina do Alentejo – Quando se iniciou no mundo da arbitragem alguma vez pensou que este era um torneio onde iria marcar presença?
Luís Godinho (LG) – Este tipo de torneios está sempre no horizonte de qualquer árbitro jovem que inicia o seu percurso e como qualquer jogador, sonha estar um dia em grandes provas internacionais. É certo que depois há um longo e difícil percurso a fazer que nem todos alcançam, mas para o qual todos trabalham. Foi assim que sempre encarei o meu percurso na arbitragem, trabalhando com muita humildade, dedicação e afinco em torno de objetivos, e em que degrau a degrau os fui atingindo. Se alguma vez pensei vir a estar em Toulon? Posso dizer que foi mais um sonho de criança que em breve irei concretizar.
 
Ardina do Alentejo – Como é que o Luís Godinho vê o facto da arbitragem portuguesa ter ficado de fora do Mundial 2018, no que a arbitragem em campo diz respeito, visto que a arbitragem portuguesa apenas estará representada com Artur Soares Dias e Tiago Martins como vídeo-árbitros?
Luís Godinho (LG) – Tem sido um tema muito falado na comunicação social portuguesa e também na sociedade no geral e muito do que se tem dito não corresponde inteiramente à verdade, pois o facto de não termos nenhum árbitro nessa função no Mundial 2018 na Rússia deve-se sobretudo a um normal e natural ciclo na arbitragem portuguesa que se fechou em 2014 com Pedro Proença, que foi o último árbitro português a estar presente numa grande competição internacional. Nesse momento houve a necessidade de redefinir estratégias e formas de tentar garantir um árbitro o quanto antes na elite da arbitragem mundial, mas esse é um caminho longo e para o qual tanto o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, como os árbitros internacionais portugueses têm trabalhado com o objetivo claro e inequívoco de muito em breve voltar a marcar presença numa grande competição. Não podemos esquecer, e muitos esquecem-se, que a Inglaterra que tão apelidada é como tendo a melhor arbitragem do mundo, também não vai colocar nenhum árbitro neste mundial. Não se trata de falta de qualidade, pois temos muitos e bons árbitros, em que a sua qualidade é sobejamente reconhecida internacionalmente. Estou ciente que iremos voltar muito em breve à elite da arbitragem mundial e dessa forma voltar a colocar árbitros nas grandes competições.
 
Ardina do Alentejo – Quais são os objectivos que ainda lhe falta atingir na arbitragem?
Luís Godinho (LG) – Neste momento o meu grande objetivo é afirmar-me internamente, ganhar o meu próprio espaço na estrutura do futebol português, o respeito de todos pela qualidade dos meus desempenhos para dessa forma ganhar o meu próprio estatuto. Internacionalmente obviamente que passa quase pelos mesmos objetivos, pois os primeiros anos de árbitro internacional são acima de tudo de afirmação e crescimento, para qua dessa forma as instâncias internacionais reconheçam em mim um árbitro com qualidade. Falo de objetivos difíceis de atingir, pois quer cá dentro, quer lá fora existe muita qualidade e que só pode ser combatida com muito trabalho da minha parte, para que dessa forma possa continuar a evoluir enquanto árbitro e me possa afirmar única e exclusivamente pela qualidade dos meus desempenhos.
Por fim e não menos importante, quero cumprimentar todos os leitores deste tão digníssimo espaço online , bem como todos os seus colaboradores que tendo um trabalho de enorme profissionalismo, fazem deste espaço, um espaço de excelência e que se tornou num marco da informação do nosso Alentejo. Bem hajam pelo trabalho desenvolvido!
Mais de trezentos desportistas do Alentejo Central, de vinte e duas modalidades, foram este ano distinguidos na 12ª Gala do Desporto do Alentejo Central, que decorreu no passado sábado, dia 12 de Maio, em Estremoz, no Parque de Feiras e Exposições da cidade.
 
Para a sessão de abertura desta 12ª Gala contámos com a presença de Francisco Ramos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Calixto, Presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAC e Miguel Rasquinho, Director Regional do IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude.
 
Desportistas entre os 8 e os 65 anos, residentes nos concelhos de Arraiolos, Borba, Évora, Estremoz, Montemor-o-Novo, Mora, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas e Viana do Alentejo, que se distinguiram no desporto nacional, viram mais uma vez reconhecido o seu mérito pelos resultados obtidos na época desportiva 2016/2017.
 
Este ano, pela primeira vez, as homenagens dividiram-se em Prémios Individuais e Prémios Colectivos, atribuídos a desportistas/equipas das seguintes modalidades: Andebol, Andebol de Praia, Atletismo, Atletismo Adaptado, Automobilismo, Boccia, Columbofilia, Culturismo, Desportos de Combate, Futebol, Ginástica Artística, Ginástica de Trampolins Mini Hóquei, Natação Artística, Orientação, Padel, Pentatlo Moderno, Pesca Desportiva, Rugby, Setas, Tiro, e Triatlo.
 
A CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, em conjunto com os seus municípios associados, organiza anualmente a Gala do Desporto do Alentejo Central, que visa a valorização da prestação desportiva dos desportistas da região, que alcançaram posições cimeiras no panorama nacional, nas mais diversas modalidades.