segunda, 17 dezembro 2018

Carlos Laranjeira expõe "Caras e Caretas" no Museu Municipal de Estremoz

Escrito por  Publicado em Cultura segunda, 19 novembro 2018 15:56
O primeiro cartoon publicado por Carlos Laranjeira no "Record" foi do árbitro algarvio Francisco Silva O primeiro cartoon publicado por Carlos Laranjeira no "Record" foi do árbitro algarvio Francisco Silva DR
Desde o passado dia 18 de Novembro, que está patente ao público na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Estremoz, a exposição "Caras e Caretas", de Carlos Laranjeira.
 
Sobejamente conhecido, Carlos Laranjeira, de 48 anos, é cartoonista do diário mais lido em Portugal, o "Correio da Manhã" e da publicação desportiva "Record". Os seus cartoons têm igualmente presença assídua na SIC Notícias.
 
São quase 30 anos de lápis e folha na mão a caricaturar, e garante que cada caricatura é sempre como se fosse a primeira.
 
Licenciado em Design de Comunicação, Carlos Laranjeira, comemora durante o mês de Novembro, 28 anos de carreira, carreira essa que teve início com a participação no concurso "Prémio Francisco Zambujal", organizado pelo jornal “A Bola”, que lhe valeu o 2º lugar, o passaporte para entrar no desporto.
 
O primeiro cartoon publicado por Carlos Laranjeira no "Record" foi do árbitro algarvio Francisco Silva.
 
A réplica do ex-presidente do Benfica, Jorge de Brito, de uma nota com a efígie, valeu-lhe o primeiro prémio no Salão Nacional de Caricatura, em 1993. Na base desta crítica desenhada estavam os milhões que Jorge de Brito desembolsou do seu próprio bolso para pagar a transferência de Futre do Atlético de Madrid para o Benfica. Carlos garante que “o cartoon é uma imagem com uma mensagem. É outra perspectiva da realidade, mas em forma de crítica humorística”. E acrescenta: “A imparcialidade é fundamental”.
 
Alguns dos cartoons por si assinados já lhe valeram processos em tribunal. No entanto, isso não o impede de continuar a utilizar o lápis sempre da mesma maneira: “Desde que iniciei a minha carreira, Pinto da Costa é uma das personalidades que mais caricaturei. Dele nunca recebi qualquer reparo, ao contrário de outros dirigentes do futebol”. 
 
Dado o impacto do cartoon, Carlos Laranjeira, defende que deveria ocupar outro espaço nas páginas dos jornais em Portugal: “Em França ou na Espanha abrem-se primeiras páginas com caricaturas, nas entrevistas não há fotografias, há caricaturas. A nossa imprensa deveria adoptar esta medida”. E acrescenta: “A fotografia mostra a pessoa ’em bruto’. A caricatura tem uma carga muito mais impressiva”.
 
Ao longo dos anos, o cartoonista tem percorrido o país de Norte a Sul para dar a conhecer o seu trabalho. É nestas viagens, onde contacta directamente com as pessoas, que lhe pedem muitas vezes para fazer a sua caricatura ao vivo. Apesar de não recusar, Carlos Laranjeira afirma que gosta mais de fazer crítica. 
 
Mas não é só em Portugal que expõe. Já foi convidado do Festival Internacional de la Caricature, aliás um festival que conhece muito bem, visto que em 1995, também como artista convidado, viu com alguma surpresa que à entrada da vila de St. Estéve, em Perpignan, no Sul de França, estava um outdoor de Salvador Dali da sua autoria.
 
É nestas exposições internacionais, que Carlos Laranjeira, aproveita trocar experiências com o francês Mulatier e o espanhol Viscara, que são os seus “ídolos”.
 
Em Portugal, elege o cartoonista da revista “Visão”, Rui Pimentel, como o seu preferido.
 
Visite carloslaranjeira.myportfolio.com e encontre mais cartoons do artista.
 
Esta mostra vai estar patente até dia 20 de Janeiro de 2019.

Deixe um comentário