quinta, 19 setembro 2019
Na primeira edição dos PlayPrémios da Música Portuguesa, o alentejano Valas venceu o galardão “Vodafone Melhor Canção”, com a música “Estradas no Céu”, que conta com a participação especial da fadista Raquel Tavares.  O “Vodafone Melhor Canção” foi o único prémio dos Play cuja votação pertenceu por inteiro ao público, o chamado “júri de sofá”.
 
Johnny Valas, ou João Valido no Cartão de Cidadão, nasceu em Évora, a 5 de Outubro de 1989. Valas só descobriu que tinha vocação para a música uns anos depois de ter começado a escrever os primeiros versos e a gravá-los no seu quarto. O feedback positivo dos seus amigos foi, na altura, determinante para começar a levar a música mais a sério. Com o tempo foi ganhando consciência musical e criando um estilo muito próprio, o mais original possível.
 
O rapper foi sempre, desde muito novo, um ávido consumidor de todo o tipo de música mas era no hip-hop que se encontrava, que se identificava. Rappers portugueses ou americanos, como Sam The Kid, Boss AC, Halloween, Fuse e VRZ, foram sempre as suas maiores influências.
 
De todos os projectos em que já esteve envolvido, "Nébula" foi o que lhe deu mais prazer. O projecto, que desenvolveu em conjunto com o produtor Lhast, permitia-lhe finalmente trabalhar como sempre quis: desenvolver músicas desde o início até à versão final, com um produtor com capacidades únicas e com a vontade comum de fazer algo nunca antes feito em Portugal.
 
Para alguém que jogou futebol toda a vida, a formação académica mais natural tinha de ser desporto. Assim, terminou o Curso de Treinador de Jovens Atletas na Universidade de Évora e, é com desporto, cinema e literatura, que ocupa os seus tempos livres. 
 
Em 2016 assinou contrato com a Universal Music Portugal, uma oportunidade que há muito esperava, lançando pouco depois o seu primeiro single com o selo da editora multinacional, “As Coisas”, produzido por Lhast.
 
Rapidamente “As Coisas” se torna um dos maiores sucessos recentes do hip hop nacional. O vídeo soma mais de 4 milhões e 500 mil visualizações no YouTube/VEVO.
 
Valas torna-se, então, num dos nomes mais promissores do hip-hop contemporâneo, actuando em importantes festivais do país como o Vodafone Mexefest, Sumol Summer Fest ou MEO Sudoeste.
 
Em 2017 junta-se de novo ao produtor Lhast e no mesmo dia revela ao mundo dois novos temas: “Acordar Assim” e “Alma Velha”, este último com a participação de Slow J.
 
Continuou a actuar um pouco por todo o país, presenteando os seus muitos admiradores no final do ano passado com um novo single, “Imagina”, fruto da parceria de sucesso com o produtor Lhast, tendo convidado ainda o rapper ProfJam
 
Partilhou o palco do Estúdio Time Out com os Átoa e foi convidado por Diogo Piçarra para actuar consigo no Coliseu de Lisboa e no Coliseu do Porto.
 
A 1 de Junho de 2018, lançou o álbum “CHECK IN” e revela o single “Estradas no Céu”, tema com que vence agora o “Vodafone Melhor Canção”, nos Play – Prémios da Música Portuguesa. “Estradas no Céu” tem mais de 4 milhões de visualizações no YouTube/VEVO, marca presença nas playlists das principais rádio nacionais e faz parte da banda sonora da novela da SICAlma e Coração”.
 
Na hora de subir ao palco para receber o galardão, Valas foi acompanhado pelo produtor Lhast e pelo cantor Diogo Piçarra. No seu discurso de vitória referiu que “muito sinceramente não estava à espera” de ser o grande vencedor, tendo aproveitado a oportunidade para enviar “um grande abraço para o meu irmão, ProfJam, para a minha editora, para os Wet Bed Gang, para a Blaya, para a minha família e para as duas mulheres da minha vida, a minha mãe e a Mariana”.
 
Mas o eborense Valas não foi o único alentejano que esteve em destaque nos Play – Prémios da Música Portuguesa.
 
Kátia Guerreiro, na categoria “Melhor Álbum Fado”, com o seu disco “Sempre”, e António Zambujo, nomeado nas categorias de “Melhor Artista a Solo” e “Melhor Álbum”, com o seu mais recente registo “Do Avesso”, foram as outras nomeações alentejanas na primeira edição dos Play – Prémios da Música Portuguesa, que se realizaram na passada semana, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, numa organização da “PassMúsica”, numa associação entre a AUDIOGESTAssociação para a Gestão e Distribuição de Direitos e a GDA - Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas, Intérpretes ou Executantes, e que contaram com a apresentação de Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves.
Modificado em terça, 16 abril 2019 22:55
A associação “Glória Jovem”, na expectativa de ir ao encontro de um dos objectivos primordiais pela qual se rege, o reavivar de tradições e costumes junto da população jovem de forma a que estas não se percam no tempo, tendo como base a criação de um elo de ligação entre as várias gerações que constituem a sua comunidade, promove no próximo sábado, dia 13 de Março, pelas 22 horas, no salão da Junta de Freguesia de Glória, o tradicional Baile da Pinha.
 
A animação vai estar a cargo de Jorge Gomes.
 
Esta é uma iniciativa que conta com os apoios da Junta de Freguesia de Glória, da Câmara Municipal de Estremoz, e do portal de informação “Ardina do Alentejo”.
 
Modificado em terça, 09 abril 2019 00:39
Por intermédio do sul-africano Mitch Webber, proprietário do espaço de alojamento local The Place at Evoramonte, e contando com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz e da Junta de Freguesia de Évora Monte, a Fundação House of Mandela Art promove, pela primeira vez em Portugal, a exposição de obras de Nelson Mandela, “A Arte de Nelson Mandela”, exposição apresentada pela Delta Cafés, e que estará patente em Évora Monte, até ao dia 2 de Junho de 2019.
 

“A Arte de Nelson Mandela” tem inauguração marcada para a próxima terça-feira, 9 de Abril, pelas 11 horas, e para além de contar com a presença de diversos representantes das entidades envolvidas, marcará igualmente presença a Embaixadora da África do Sul em Portugal, Mmamokwena Gaoretelelwe. 
 
Esta será a primeira vez que este conjunto de criações, datados de 2001 a 2005, e que espelham a sobejamente conhecida história da vida do líder político sul-africano, visita o nosso país. 
 
Constituída por duas séries de desenhos e pinturas – série Luta e série Ilha Robben - a exposição irá estar patente em diversos locais da aldeia alentejana. A Torre/Paço, no majestoso Castelo de Évora Monte, a Galeria de Arte Silveirinha, no primeiro piso dos antigos Paços do Concelho, a loja de artesanato Celeiro Comum, as instalações da empresa de animação turística e cultural Andar a Monte, e o alojamento local The Place at Evoramonte, são os cinco locais escolhidos – de curta distância entre si – para receber esta mostra de trabalhos de Nelson Mandela.
 
As 36 imagens expostas tratam-se de gravuras, algumas delas assinadas, da colecção da Fundação House of Mandela Art. 
 
A série Luta
Na Torre/Paço estarão expostas as suas primeiras obras, a série Luta (Struggle Series), constituída por cinco desenhos que sintetizam a história da sua vida: “O Punho Cerrado”, que representa os anos de luta; “A Prisão” – as suas mãos atadas que simbolizam o seu encarceramento durante 27 anos, “A Liberdade” – o partir os grilhões; “A Unidade” – Nelson Mandela não se limitou a unir a sua nação e continente, tendo estendido a sua mão de amizade a todo o mundo; e “A Mão” – a sua mão estendida na direcção da mão de uma criança, refletindo a sua crença nos mais jovens.
 

Conforme escreveu na respectiva motivação: “Ainda que a idade nos transforme em guias mais sábios… é a juventude que nos faz lembrar do amor, da confiança e do valor da vida”. Como entidade promotora, a House of Mandela Art convidou dois artistas portugueses para participarem nas séries “Unity”, que podem conhecer através do link https://houseofmandelaart.com/collections/unity-series -, série essa que resulta da interpretação da série Luta por diversos artistas. Assim, dois artistas nacionais, de diferentes gerações, irão desenvolver ao vivo no Castelo, nos fins de semana do período da exposição, as suas criações tendo por base este conjunto de desenhos. Estas gravuras serão assinadas pelos próprios e colocadas à venda no site da Nelson Mandela Art, e as receitas serão partilhadas entre o artista e a Nelson Mandela Art Charity.
 
A série Ilha Robben 

Em 2002, Nelson Mandela criou uma série de gravuras que evocam o tempo que passou em Robben Island, aonde regressou para melhor capturar a sua essência, o que fez através do seu estilo singular, usando cores garridas, numa série de trabalhos intitulados “A Cela”, “A Janela”, “A Igreja”, “O Farol” e “O Porto”. Nelson Mandela escreveu também sobre a motivação subjacente a estas obras. 
Concluídas estas séries, Mandela dedicou-se ao seu talento recém-descoberto e, em jeito de brincadeira, disse ao seu professor de artes – “Posso transmitir tanta coisa com estes simples desenhos à base de linhas. Por que é que escreveria outro livro, quando posso contar histórias nos meus desenhos?”. Inspirando-se na série Luta, Nelson Mandela viria a criar mais 46 obras originais. Essas obras podem ser consultadas no website da fundação, em https://houseofmandelaart.com
 
Évora Monte 
Situada no extremo ocidental da Serra d’Ossa, Évora Monte divide-se em zonas distintas. No cimo do monte a vila muralhada e, cá em baixo junto à estrada nacional, a parte nova desta localidade. Reza a história que foi conquistada por Giraldo Geraldes, O Sem Pavor, no ano de 1166. Recebe Foral de D. Afonso III em 1248 e, em 1306, D. Dinis manda erguer as muralhas para assim proteger a vila e incentivar o seu povoamento. No séc. XV passa a integrar o Ducado de Bragança e, no séc. XVI, D. Jaime, IV Duque de Bragança, manda erguer a Torre/Paço, de desenho peculiar e inconfundível. Esta é abraçada por cordões que terminam nos famosos Nós dos Braganças, alusivos ao lema desta Casa “Depois de Vós, Nós” (depois do Rei, nós, a Casa de Bragança). É também em Évora Monte que, em 26 de Maio de 1834, é assinada a Convenção de Évora Monte, tratado que põe fim à Guerra Civil. A beleza de Évora Monte, bem como o seu riquíssimo património cultural e paisagístico são algumas das razões que convidam a uma visita. E se assim já o era, durante os meses de Abril e Maio há mais um forte motivo para ir, ou voltar, até à pequena aldeia alentejana, a exposição “A Arte de Nelson Mandela”, apresentada pela Delta Cafés.
 
Galeria de Arte Silveirinha e Celeiro Comum

De paragem obrigatória, a Galeria de Arte “Silveirinha”, de Sofia Bourbon, acolhe grande parte da exposição. Aberto desde Agosto de 2018, com o objectivo de dar nova vida ao emblemático edifício do século XVIII onde se instalou, junto à Torre/Paço de Évora Monte, este espaço alia a arte à cultura, dispondo de duas salas para exposições temporárias, e uma terceira onde se podem comprar produtos de marcas portuguesas, com maior enfoque em produtos do Alentejo, entre os quais se destacam os vinhos produzidos pela Herdade da Madeira Velha, com adega em Évora Monte. Aqui é também possível subir à Torre do Relógio, que faz parte da história da terra, assim como as Pedras do Caminho, que nos levam até à próxima atracção, a loja de artesanato, e nos contam a história de Inocência Lopes, a guardiã deste castelo que abriu a sua loja há 15 anos e, apesar das dificuldades, ainda hoje aqui permanece. A artesã local pintou, à mão, 100 pedras da calçada, transformando-as em pequenas casas, únicas e numeradas, que fazem as delícias de todos os que por elas passam. Estas são as “Pedras de Évora Monte”, que têm a sua versão ‘portátil’ nas irresistíveis “Casas da Sensa” (petit-non de Inocência), que a mesma artista pinta em pedras soltas do caminho, e que podem ser compradas na sua pitoresca loja de artesanato, “Celeiro Comum”, que faz parte deste combinado de encantos alentejanos. Um celeiro com uma simples fachada, datada do século XVII, fundado a 21 de Janeiro de 1642, por alvará de D. João IV e a pedido dos evoramontenses.
 
Andar a Monte
Olhando mais para cima, a observação de pássaros é outra das propostas para que quem passe por Évora Monte, não passe sem lá voltar (e recomendar!). Chegam a ser observadas e identificadas mais de 65 espécies apenas na área mais próxima. Os que não dispensam uma boa caminhada podem ir “Andar a Monte” com Helena e Matilde Ruas, mãe e filha, proprietárias desta empresa local que organiza e promove passeios pela região, dando a conhecer o património cultural e paisagístico de Évora Monte, incluindo a história do Castelo e as curiosidades desta pequena aldeia alentejana. É também possível conhecer as Ermidas de Évora Monte (e são 13!), passeando pelo montado e pelo olival, com direito a uma explicação sobre a produção de azeite e a tiragem da cortiça. E na sede da “Andar a Monte”, azeite e ervas aromáticas biológicos, produzidos localmente, bem como os óleos essenciais, estão disponíveis para compra. Poderá ainda observar encadernações feitas por um artesão local.
 
The Place at Evoramonte
E para uma pausa ou para uma confortável estadia, o “The Place at Evoramonte” completa esta experiência apaixonante, já que o casal de proprietários, tal como a própria terra, têm também a sua história romântica. Vicki e Mitch conheceram-se em 2000, e desde então viajaram juntos por mais de 45 países, e sempre com a ideia de abrir uma loja de artesanato ou um alojamento local na Escócia. Depois de viverem quatro anos na Tailândia, perceberam que precisavam de mais sol do que as terras escocesas podiam oferecer. E após visitarem o norte e o sul, concluíram que a zona de Évora seria perfeita. Em Outubro de 2013 encontraram um pequeno tesouro alentejano, que é hoje este alojamento local. Lá dentro, os quatro quartos foram cuidadosamente decorados, numa fusão perfeita da essência histórica com conceitos mais actuais, mantendo sempre um equilíbrio harmonioso, de forma a proporcionar uma estadia tão inesquecível como os pores do sol que podem ser contemplados das magníficas varandas, de que cada quarto dispõe, com uma vista deslumbrante de 220º sobre a relaxante paisagem alentejana. 
 
 
 
Modificado em segunda, 08 abril 2019 23:39
E os The Gift estão na estrada com a Primavera/Verão Tour. Depois de concertos em Beja, Portalegre e Castelo Branco, o Teatro Garcia Resende, em Évora, recebe hoje, quarta-feira, dia 3 de Abril, a partir das 21:30 horas, o quarto concerto desta tour da banda liderada por Sónia Tavares.
 
Março de 2019, mais concretamente o dia 29, marcou o regresso dos The Gift aos discos, com a edição de um novo disco de seu nome "Verão".
 
Neste verão o preto e branco da "Primavera" dá lugar ao azul escuro.
 
Neste verão o preto e branco da ausência de cor dá lugar ao vazio de uma sala de estar com luz do sol, ameno, sossegado, impulsivo... Dá lugar ao calor visto desde dentro.
 
Inspira a reflexão.
 
Neste Verão corre apenas uma brisa. Uma suave brisa.
 
Este é o mote para o novo disco que traz ecos de uma "Primavera" bem vivida e de uma passagem inspiradora por um "Altar" emblemático.
 
"Verão" marca também o regresso da colaboração entre os The Gift e o reconhecido produtor Brian Eno, que juntos construíram este novo disco. 
 
Durante os meses de Abril e Maio os The Gift vão passar por alguns dos mais emblemáticos teatros de todo o país, convidando o público a revisitar a "Primavera" e a descobrir o novo disco "Verão", em primeira mão, ao vivo. 
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com a vocalista dos The Gift. Sónia Tavares revelou-nos como correram os primeiros concertos desta Primavera/Verão Tour, o que podem esperar do concerto em Évora todos aqueles que se deslocarem a um dos mais emblemáticos teatros do país, e se os The Gift estão a atravessar a sua melhor fase. E Sónia Tavares fez-nos uma revelação! 
 
Ardina do Alentejo – Que balanço faz destes primeiros concertos da Primavera/Verão Tour, em Beja, Portalegre e Castelo Branco?
Sónia Tavares (ST) – Correram muitíssimo bem, fomos super bem recebidos. Foram os três primeiros concertos da Primavera/Verão Tour, depois de Beja e Portalegre ainda viajámos até Castelo Branco e correu tudo muitíssimo bem.
 
Ardina do Alentejo – Porquê o Alentejo e o interior do país para o início da Primavera/Verão Tour?
ST – Nós temos uma tournée cheia de datas e com a visita a várias cidades do país. Começar por aí vem um bocadinho ao entendimento também daquilo que nós pretendemos e que vamos mostrar com um videoclip, que ainda está por sair, onde as paisagens alentejanas fazem todo o sentido. E há muito tempo que nós não passávamos pelo interior do Alentejo. Beja é daquelas cidades, não é que nos tenha passado ao lado, mas infelizmente as ultimas tournées não tiveram oportunidade de lá passar e quisemos começar por aí, por gente bonita com quem há muito tempo não tínhamos contado, e correu muitíssimo bem. 
 
Ardina do Alentejo – São estes os melhores The Gift de sempre? É esta a vossa melhor fase?
ST – Eu acho que sim... Eu acho não, eu tenho a certeza que efectivamente os The Gift estão no seu melhor plano com este disco “Verão”. Eu faço muito a associação destes The Gift de 2019 para os The Gift de 1999, com a mesma filosofia, mas mais crescidos e com mais experiência. Eu digo muito sinceramente que este é o disco da minha vida, não sei se para os meuis colegas será porque ainda não debatemos isso a sério, mas eu pessoalmente estou muito, muito contente com este “Verão”, acho que é o melhor disco dos The Gift, e estamos efectivamente na nossa melhor forma.
 
Ardina do Alentejo – Para quem vos for ver a Évora e ao Teatro Garcia de Resende, o que é que podem esperar?
ST – Esta Primavera/Verão Tour significa que vamos andar um bocadinho no universo do “Primavera”, o condutor para este concerto do “Verão”, e são 25 anos de carreira, e 25 anos de canções e obviamente que vão lá estar presentes aquelas canções que as pessoas também gostam de cantar connosco, que gostam de festejar connosco ao vivo, e nós nunca esquecemos isso. Vai ser um apanhado daquilo que nós temos feito ao longo destes 25 anos.
Modificado em quinta, 04 abril 2019 17:14
Acompanhada por Rui Ribeiro, nos teclados, João Freitas, na bateria, André Moreira, no baixo, e Jonny Abbey, na guitarra, Áurea deu um concerto memorável no CAEP - Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre. Perante uma sala praticamente cheia, a alentejana de Santiago do Cacém, mostrou maioritariamente músicas do seu mais recente trabalho, “Confessions”, viajando igualmente pelos seus grandes sucessos, praticamente todos cantados a uma só voz, entre os presentes e a artista de 31 anos.
 
Destaque neste concerto para a interacção evidenciada por Áurea para com o público, que depressa passaram de meros espectadores a família, como fez questão de referir. Na “sua” sala, Áurea cantou “Okay Alright “ literalmente no meio de quem foi assistir ao concerto, aproveitando ainda para descobrir os dotes vocais, ou não, de alguns dos presentes.
 
No final de quase duas horas de concerto, Áurea esteve à conversa com o Ardina do Alentejo, tendo falado do concerto que tinha acabado de dar em Portalegre, dos seus 10 anos de carreira, e do actual momento que vive no mundo da música.  
 
Ardina do Alentejo – Que balanço faz deste concerto no CAEP, em Portalegre?
Áurea – Estou muito feliz. Foi uma noite divertida e espero que as pessoas tenham ido para casa com um sorriso e com uma certa leveza, porque é sempre um dos nossos objectivos fazer com que as pessoas se esqueçam um bocadinho daquilo que se passa lá fora, de coisas menos boas que tenham no dia-a-dia, das rotinas e tudo mais… Espero que tenham sentido isso e que tenham ido para casa felizes. É acima de tudo o que eu espero, que tenham gostado. 
 
Ardina do Alentejo – É sempre assim? Quem vem assistir ao seu concerto começa como desconhecido e acaba como família?
Áurea – Sempre! É maravilhoso! É por isso que eu adoro estes concertos de auditórios, porque é completamente diferente, é quase a nossa casa, é muito mais intimista, eu consigo ver toda a gente que está dentro da sala, porque eu sou muito cusca e adoro ver quem é que está sentado, consigo ver toda a gente, consigo falar com as pessoas e as pessoas conseguem falar comigo, é tudo muito mais próximo, e as mensagens das músicas passa-se muito mais facilmente desta forma.
 
Ardina do Alentejo – Quando em 2005 ingressou na Universidade de Évora alguma vez pensou que em 2019 estivesse aqui a dar este concerto e com o sucesso que tem?
Áurea – Não, nunca na vida. Foi um feliz acaso ter-me cruzado com o Rui Ribeiro, que é quem escreve para mim desde o primeiro disco, que é acima de tudo meu amigo, é família, e foi um acaso ter-mo-nos cruzado e de repente as coisas começaram a acontecer. Eu tive imensa sorte desde o primeiro disco porque o público foi sempre muito carinhoso comigo e recebeu sempre aquilo que eu tinha para dar com um sorriso, com uma palavra boa, com gestos de carinho muito bonitos, e tenho a agradecer-lhes até hoje por tudo. Não estava de todo à espera que as coisas acontecessem desta forma.
 
Ardina do Alentejo – Está a Áurea na sua melhor fase?
Áurea – Ao longo destes anos, tenho tido fases muito diferentes. Posso dizer que neste momento estou muito feliz, e sinto-me muito contente com tudo aquilo que já consegui fazer até hoje, e também com aquilo que tenho recebido, mas espero que venham coisas muito melhores daqui para a frente. Eu tenho aquele lema que “O melhor está sempre para vir”. Espero que venham mais coisas ainda, que possa continuar a fazer o meu trabalho sem limitações e que venham mais anos daqui para a frente. Já passaram 10, e que venham mais 10, que venham mais 20… Eu cantarei enquanto me deixarem.
 
Ardina do Alentejo – A Áurea não sente que, apesar da sua capacidade vocal e das grandes músicas que tem no seu repertório, não é uma estrela planetária apenas por que nasceu em Portugal e não em Inglaterra ou nos Estados Unidos?
Áurea – Não penso muito nisso e sinceramente sinto-me muito feliz com aquilo que já consegui aqui. Já consegui mostrar a minha música noutros sítios do Mundo, já tendo actuado no Brasil, na Ásia por várias vezes, e sou muito feliz com isso. Portugal é Portugal e eu amo o meu país, adoro o meu país e não me sentiria melhor noutro sítio do Mundo. Estou muito bem aqui! 
Modificado em terça, 02 abril 2019 15:12
O artista elvense Jorge Goes irá apresentar no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, no próximo sábado, dia 30 de Março, pelas 21:30 horas, o seu terceiro trabalho discográfico, um disco dedicado ao Fado e ao seu pai João Goes, um amante deste género musical.
 
"Fado Novo, Fado Velho" foi gravado entre Maio e Setembro de 2017. Produzido por Carlos Menezes, este disco conta com a participação dos músicos Domingos Galésio, na viola, Bruno Chaveiro, na guitarra portuguesa, e Carlos Menezes, no baixo e adufe.
 
Com este trabalho, Jorge Goes pretende dar a conhecer o seu registo mais ligado ao fado, “até porque os meus primeiros passos em público foram a cantar fado”.
 
Em nota enviada às redacções, Jorge Goes refere que “neste trabalho poderão ser ouvidos 13 temas, dois deles completamente inéditos, com música e letra originais”, acrescentando que “Fado Velho, Fado Novo” inclui ainda “dois fados tradicionais com letras inéditas, um tema popular com letra original dedicada a Elvas, seis fados conhecidos e dois temas em espanhol, numa fusão ibérica para dedicar aos amigos de Espanha”.
 
Nessa missiva Jorge Goes explica os motivos que o levaram a gravar este novo disco: “Foi de certa forma o voltar às origens, onde tudo começou em 1993, mas ao mesmo tempo dar a conhecer os meus temas, os poemas dos meus amigos e mostrar que estou na música como gosto, descontraído e crescendo como cantor ao longo dos anos”.
 
O cantor alentejano adiantou que “a escolha dos temas não foi muito difícil, pois já tinha este projecto em gaveta desde 2013”, salientando que “todos os temas dizem-me algo, cada um no seu estilo, e contam uma história na qual de certa forma me identifico”.
 
Nesta noite de apresentação de “Fado Novo, Fado Velho” em Estremoz, Jorge Goes conta com a presença de alguns convidados. Nesta noite, que se pretende de festa e de celebração, sobem ao palco da emblemática sala de espectáculos estremocense, para além do cantor elvense, os fadistas Maritina, Joana Capela Pires, António Cachudo e José Leal, que serão acompanhados por Nuno Cirilo, na guitarra portuguesa, Alexandre Gomes, na viola de fado, e Filipe Pereira, no baixo acústico.
 
Este espectáculo conta ainda com a actuação de uma bailarina de flamenco, Rosa Maria Reguera, que irá dançar três temas do concerto, fazendo a perfeita fusão entre o Fado e o Flamenco, transformando os concertos de “Fado Novo, Fado Velho” numa referência ibérica.
 
Esta iniciativa é uma produção de Jorge Goes, com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz, tendo os bilhetes o preço único de 6€.
 
Para mais informações, devem os interessados contactar o Teatro Bernardim Ribeiro, através do telefone 268339222, os Serviços Culturais da Câmara Municipal de Estremoz, pelo 268339216 ou pelo mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou ainda o Posto de Turismo, através do 268339227.
Modificado em quinta, 28 março 2019 22:16
Depois de aqui termos apresentado o nome dos seis cavaleiros que compõem o cartel da Corrida de Touros integrada no programa da FIAPE – Feira Internacional Agropecuária de Estremoz, que se realiza pelas 16 horas do próximo dia 5 de Maio, domingo, Ardina do Alentejo está em condições de lhe adiantar o nome dos grupos de forcados amadores que marcarão presença nessa tarde na centenária Praça de Touros de Estremoz, e que terão pela frente um imponente curro de touros da Ganadaria Vasconcellos e Sousa D'Andrade.
 
Segundo nos foi revelado por uma fonte da OPE – Associação Tauromáquica de Estremoz, arrendatária do tauródromo estremocense, a empresa “Ovação e Palmas Eventos”, organizadora dos eventos tauromáquicos em Estremoz para a temporada de 2019, já fechou contrato com o Grupo de Forcados Amadores de Monforte, capitaneados por Ricardo Carrilho, e com o Grupo de Forcados Amadores Académicos de Elvas, liderados por Luís Machado. O terceiro grupo, que ainda não está confirmado, sairá de entre o Grupo de Forcados Amadores de Arronches, cujo cabo é Manuel Cardoso, e o Grupo de Forcados Amadores de Monsaraz, liderados por Ricardo Cardoso.
 
A mesma fonte adiantou-nos ainda que a Corrida de Touros da FIAPE 2019, a primeira organização em terras estremocenses da empresa liderada pela dupla Luís Pombeiro e Manuel Jorge de Oliveira, para além da disputa do Troféu para a Melhor Pega, tal como já havia sido anunciado, terá também em disputa o Troféu para a Melhor Lide a Cavalo.
 
Os bilhetes serão colocados à venda no principio de Abril, existindo bilhetes desde os 10 euros, sendo que a grande maioria dos mesmos terá o valor de 15 euros.
Modificado em domingo, 10 março 2019 00:36
... no que à escolha dos cavaleiros diz respeito!
 
A Praça de Touros de Estremoz recebe no próximo dia 5 de Maio, domingo, a partir das 16 horas, a tradicional corrida de touros integrada no programa da FIAPE – Feira Internacional Agropecuária de Estremoz.
 
Segundo um comunicado enviado às redacções pela empresa “Ovação e Palmas Eventos”, o cartel da corrida será composto por seis cavaleiros, cinco de alternativa, Francisco Cortes, Ana Batista, Manuel Ribeiro Telles Bastos, Marcos Bastinhas, e Ana Rita, e um praticante, Manuel de Oliveira, e contará com a presença em praça de três grupos de forcados, que disputarão o Troféu para a Melhor Pega. Os touros, tal como já tinha sido anunciado anteriormente, pertencem à Ganadaria Vasconcellos e Sousa D'Andrade.
 
A empresa liderada pela dupla Luís Pombeiro e Manuel Jorge de Oliveira informa ainda que os bilhetes serão colocados à venda no principio de Abril, existindo bilhetes desde os 10 euros, sendo que a grande maioria dos mesmos terá o valor de 15 euros, numa clara intenção de que “a Praça de Touros de Estremoz volte a ser a praça do povo, acessível a todos, tal como foi no passado”.
 
A “Ovação e Palmas Eventos” adiantou ainda que irão realizar-se durante o ano de 2019 “várias iniciativas, em datas ainda a serem anunciadas” e que englobarão “colóquios relacionados com o tema tauromáquico, treinos de forcados, abertos ao público e com entradas livres, e treinos de cavaleiros, também abertos ao público e com entradas livres”.
 
Luís Pombeiro e Manuel Jorge de Oliveira asseguram que “Estremoz será a Capital da Aficion alentejana em 2019!”.
Modificado em sexta, 08 março 2019 18:07
A cantora brasileira Ivete Sangalo é a primeira confirmação da 35.ª edição do Festival do Crato, que vai decorrer nesta vila do Alto Alentejo entre os dias 27 e 31 de Agosto.
 
Ainda não se sabe o dia em que o "Furacão Brasil" vai actuar, mas certo é que não irão faltar temas como “Pra Frente”, “Quando a Chuva Passar” ou “Sorte Grande”.
 
Segundo revelou a organização, o festival, promovido pela Câmara Municipal do Crato, vai apresentar este ano uma "nova identidade gráfica" e um cartaz "que promete surpreender".
 
A brasileira Ivete Sangalo "é a primeira artista a confirmar" a presença na edição deste ano do certame, com o município a prometer aos visitantes, ao longo dos cinco dias do festival, "uma rica e eclética programação musical".
 
A organização vincou que, com mais de 20 anos de carreira, a cantora brasileira "é uma das celebridades mais marcantes do panorama da música actual".
 
Ivete Sangalo conta com "mais de 300 canções no seu repertório, sem contar as participações especiais", e já vendeu "mais de 18 milhões de cópias pelo mundo e recebeu mais de 150 prémios nacionais e internacionais, como o Grammy Latino e o Shorty Awards", acrescentou.
 
O Festival do Crato marca, "finalmente", a estreia da cantora baiana em terras alentejanas, num espectáculo "arrebatador" e no qual a artista vai interpretar os "maiores êxitos da sua carreira", frisou a organização.
 
Além da música, tal como é habitual, o certame integra a Feira de Artesanato e Gastronomia, com dezenas de expositores e diversas tasquinhas.
 
"Depois do sucesso da edição de 2018, que levou muitos milhares de pessoas à histórica vila alentejana, o Festival do Crato volta a ser paragem obrigatória no roteiro familiar e dos festivaleiros", asseguraram os organizadores.
 
Segundo a autarquia, o evento, que já é "um dos festivais mais acarinhados pelo público português", terá um "cartaz fortíssimo", com "a presença de alguns dos melhores artistas nacionais e internacionais da actualidade".
 
A organização do festival, que incluirá ainda um palco "after-hours", vai disponibilizar também um espaço para todos os festivaleiros que queiram acampar na zona.
 
De recordar que no ano passado estiveram no Crato, entre outros, bandas internacionais como os Morcheeba, Ugly Kid Joe e Mando Diao, além dos portugueses Xutos & Pontapés, Richie Campbell, Expensive Soul e Tiago Bettencourt.
 
c/ LUSA
Modificado em segunda, 04 março 2019 16:49